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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Recordar é viver - Paulo Afonso e o apito no Morumbi

Foto posada do time do Fluminense naquela tarde no Morumbi.
Em pé: Jefferson, Carlinhos Itaberá, Luís Marcelo, Julio Alves, Mazzola e Paulo Afonso.
Agachados: Pires, Marcelo Gomes, Ézio, Bobô e Paulinho.

São Paulo, 11 de abril de 1992.

O São Paulo tinha um timaço, dirigido por Telê Santana - um ídolo do Fluminense. Aquele time havia sido campeão brasileiro em 1991 e caminhava para conquistar a Copa Libertadores em 1992 (e ainda seria bicampeão do torneio em 1993). Por outro lado, o Fluminense vivia uma época de vacas magras, com resultados ruins em campo e contratações um tanto exóticas. Uma delas foi o lateral-esquerdo Paulo Afonso, que estreara no mês anterior, e fazia sua quarta partida pelo Fluminense naquela tarde.

O Fluminense, naturalmente, jogava na retranca. Empatar com aquele São Paulo, no Morumbi, seria um excelente resultado. O ferrolho tricolor funcionava bem, com o São Paulo tendo poucas chances de gol. Entretanto, durante esta etapa inicial, dois lances inusitados chamaram a atenção.

Nas duas jogadas, o habilidoso meia Palhinha lançou o atacante Macedo, e este inexplicavelmente parou após invadir a área. Em ambas as ocasiões, Macedo relatou ao árbitro Márcio Rezende de Freitas que parou porque ouviu seu apito. O juiz, entretanto, alegou que não havia apitado para parar os lances.

Aos 28 minutos de jogo, o bandeirinha Marco Martins descobriu o que estava acontecendo: Paulo Afonso, o camisa 6 do Fluminense, estava imitando o som do apito do árbitro com a boca, com uma fidelidade impressionante (!!). Foi a artimanha encontrada pelo lateral-esquerdo tricolor para parar aquele poderoso ataque são-paulino. Márcio Rezende de Freitas ouviu o relato de seu auxiliar e imediatamente apresentou o cartão vermelho a Paulo Afonso.

O Fluminense, comandado por Arthur Bernardes, reclamou muito da expulsão, ameaçando até mesmo abandonar a partida. Mas acabou cedendo, e com dez homens em campo não resistiu. Aos 5 minutos do segundo tempo, sofreu um gol, marcado exatamente por Macedo, de cabeça. O jogo terminou mesmo 1 a 0 para o São Paulo, dificultando bastante as pretensões de classificação do Fluminense naquele Campeonato Brasileiro.

Nas entrevistas ao final do jogo, o treinador Arthur Bernardes mostrava preocupação com as suspensões de seus dois laterais para o Fla-Flu (Carlinhos Itaberá recebera o terceiro cartão amarelo). Perguntado sobre a "arbitragem paralela" de Paulo Afonso, afirmou: "não sabia que ele tinha essa habilidade".

Paulo Afonso ficou até dezembro em Laranjeiras, e acabou dispensado após 25 jogos, com nenhum gol marcado, duas expulsões e esta bizarra história para contar.

PCFilho

Ficha Técnica
11/04/1992 - São Paulo 1 x 0 Fluminense - Morumbi (São Paulo)
Motivo: Campeonato Brasileiro de 1992 - Primeira Fase.
Público: 15.665 pagantes.
Renda: Cr$ 68.621.000,00.
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG).
São Paulo: Zetti; Cafu, Adílson Pinto, Ronaldão e Nelsinho Kerschner (Ivan Limas); Sidney (Gilmar Estevam), Pintado, Raí e Palhinha; Macedo e Rinaldo Gonçalves. Técnico: Telê Santana.
Fluminense: Jefferson Rochembach; Carlinhos Itaberá, Luís Marcelo, Mazzola e Paulo Afonso; Pires, Marcelo Gomes (Julinho), Bobô e Julio Alves; Ézio (Marcelo Barreto) e Paulinho. Técnico: Arthur Bernardes.
Gol: Macedo, aos 5 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rinaldo Gonçalves (São Paulo); Mazzola, Pires e Carlinhos Itaberá (Fluminense).
Cartão vermelho: Paulo Afonso (Fluminense), aos 28 minutos do primeiro tempo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Xadrez - Mate em 4! (Alexander Morozevich)

Alexander Morozevich vs Petr Kiriakov, Yurmala, 1992.
Código FEN: 4kb1Q/5p2/1p6/1K1N4/2P2P2/8/q7/8 w - - 1 0.

As Brancas jogam e dão xeque-mate em 4 lances.

(White to play and give checkmate in 4 moves.)

PC
(jogo completo neste link / full game in this link)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

F1 - GP da Hungria 1992 - Vitória de Ayrton Senna

Vídeo dos melhores momentos, com narração em inglês:


Vídeo das últimas voltas, com narração amadora em português:


Classificação final:
1) Ayrton Senna (Brasil) - McLaren-Honda / 1:46:19.216
2) Nigel Mansell (Grã-Bretanha) - Williams-Renault / + 40.139
3) Gerhard Berger (Áustria) - McLaren-Honda / + 50.782
4) Mika Häkkinen (Finlândia) - Lotus-Ford / + 54.313
5) Martin Brundle (Grã-Bretanha) - Benetton-Ford / + 57.498
6) Ivan Capelli (Itália) - Ferrari / + 1 volta
7) Michele Alboreto (Itália) - Footwork-Mugen-Honda / + 2 voltas
8) Andrea de Cesaris (Itália) - Tyrrell-Ilmor / + 2 voltas
9) Paul Belmondo (França) - March-Ilmor / + 3 voltas
10) Maurício Gugelmin (Brasil) - Jordan-Yamaha / + 4 voltas
11) Damon Hill (Grã-Bretanha) - Brabham-Judd / + 4 voltas

Observação: com o segundo lugar na corrida, Nigel Mansell garantiu o título da temporada de 1992.

PC

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

F1 - GP da Itália 1992 - Vitória de Ayrton Senna



Classificação final:
1) Ayrton Senna (Brasil) - McLaren-Honda / 1:18:15.349
2) Martin Brundle (Grã-Bretanha) - Benetton-Ford / + 17.050
3) Michael Schumacher (Alemanha) - Benetton-Ford / + 24.373
4) Gerhard Berger (Áustria) - McLaren-Honda / + 1:25.490
5) Riccardo Patrese (Itália) - Williams-Renault / + 1:33.158
6) Andrea de Cesaris (Itália) - Tyrrell-Ilmor / + 1 volta
7) Michele Alboreto (Itália) Footwork-Mugen-Honda / + 1 volta
8) Pierluigi Martini (Itália) - Dallara-Ferrari / + 1 volta
9) Ukyo Katayama (Japão) - Larrousse-Lamborghini / + 3 voltas
10) Karl Wendlinger (Áustria) - March-Ilmor / + 3 voltas
11) Jyrki Järvilehto (Finlândia) - Dallara-Ferrari / + 6 voltas

PC

sábado, 4 de julho de 2009

Golaço do dia #16 - Koeman



Atleta: Ronald Koeman.
Nascimento: 21/03/1963, em Zaandam, Holanda.
Jogo: Barcelona-ESP 1 x 0 Sampdoria-ITA (final da UEFA Champions' League).
Data: 20/05/1992.
Local: Wembley (Londres, Inglaterra).
Situação da partida: após o zero a zero no tempo normal, Barça e Samp lutavam pelo título na prorrogação. Aos 7 minutos do segundo tempo (112 minutos de jogo), falta para o Barcelona. E o holandês Koeman acertou o balaço que levou o caneco para o Camp Nou.

PC

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Recordar é viver - Flamengo 3, Botafogo 0

Rio de Janeiro, 13 de julho de 1992.

Amigos,

Ontem tivemos o primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro, num Maracanã com gente escorrendo pelas paredes. De um lado, a massa rubro-negra, a empurrar o Mais Querido. Do outro lado, os alvinegros estavam em minoria, mas dispostos a vencer ou perecer pelo Botafogo. Pela primeira vez, os dois tradicionais clubes da Zona Sul decidem o principal torneio nacional. Foi este fato que atraiu as multidões ao Estádio Mário Filho. Mais de cem mil pessoas lotaram as arquibancadas, gerais e cadeiras. O Maracanã viveu um de seus maiores dias ontem: o estádio estava lindo!

O Botafogo tem a melhor campanha, e por isso joga por dois empates. Sempre digo que a vantagem é um perigo, e o clássico de ontem foi exemplo disso. A vantagem empurra o time para a defesa, ao passo que a desvantagem do adversário o empurra para o ataque. As equipes em vantagem deveriam jogar como se ela não existisse, mas não o fazem. Os três gols rubro-negros, ainda no primeiro tempo, foram conseqüência direta da vantagem alvinegra. Júnior, o maestro que se despede dos gramados, abriu o marcador aos 15. Aos 34, o prata-da-casa Nélio ampliou: dois a zero. Nada segurava o ímpeto flamengo: quatro minutos depois, Gaúcho fez três a zero, de cabeça. Que primeiro tempo avassalador!

Sabemos que o flamenguista é um sujeito otimista por natureza. Porém, nem o rubro-negro mais sonhador poderia imaginar os 3 a 0 ainda no intervalo. Por outro lado, o botafoguense é tão pessimista que sempre vai ao Maracanã esperando a derrota. Mas nem mesmo o mais deprimido alvinegro poderia imaginar tamanho massacre em 45 minutos. A atmosfera do Maracanã era de muita expectativa para o segundo tempo. Aconteceria a reação histórica do Botafogo? Ocorreria uma goleada colossal do Flamengo? Ou o placar simplesmente se manteria?

O destino escolheu a terceira opção, isto é, a manutenção dos 3 a 0. Porém, isso não significa que o jogo foi chato na etapa complementar. O Botafogo lutou, amigos, o Botafogo foi todo ataque. Mas o dia doze simplesmente não era o dia do alvinegro. Tudo dava tão certo para o Flamengo! É impressionante: o clube da Gávea parece ser o escolhido da sorte durante as decisões. E, venhamos e convenhamos: é difícil lutar contra a sorte.

E quem é o personagem do domingo? Amigos, é um personagem escondido, que nada faz para aparecer, nada faz para ser notado, mas tem uma grande importância nos triunfos do Flamengo. Trata-se do técnico Carlinhos. Os jogadores se matam em campo, molhando a camisa com seu grosso suor. Mas não podemos nos esquecer de quem está por trás, dispondo: é Carlinhos. É ele o responsável pela tática e pela estratégia do Flamengo. Se o rubro-negro foi tão avassalador, ponham mais essa na conta do quieto treinador rubro-negro.

Há um detalhe que poucos reparam. Aliás, detalhe coisíssima nenhuma: é um fato tão importante que não pode ser chamado de detalhe. Amigos, Carlinhos é magro, mas é afável e humilde como os gordos. Eu diria que ele é magro de corpo, e gordo de alma. E eu credito toda a sua clarividência a essa alma obesa que ele possui. Para ser técnico do Flamengo, é preciso ter estrutura: os palpites vêm de todos os lados, e as ameaças são constantes. Quando Carlinhos assumiu, eu achava que ele não teria estrutura suficiente para agüentar, já que é magro tal qual a Olívia Palito. Porém, sua alma revelou-se gorda, revelou-se obesa. E, assim, ele pôde resistir às pressões do cargo.

A taça se decide no próximo domingo, e agora a vantagem é do Flamengo. Se o rubro-negro fingir que ela não existe, dificilmente o troféu escapa. Domingo que vem, o Maracanã proclamará o campeão brasileiro de 1992. Mal podemos esperar pela eterna finalíssima!

PC




(No dia 19/07/1992, Flamengo e Botafogo empatariam em 2 a 2, e o título do Flamengo se confirmaria. A nota triste fica por conta do acidente nas arquibancadas, que terminou com a morte de três torcedores.)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Recordar é viver - Dinamarca conquista a Europa

Estádio Nya Ullevi, Gotemburgo, Suécia, 26 de junho de 1992.

Amigos, a Dinamarca entrara como convidada na Eurocopa de 1992, realizada na Suécia. Nas eliminatórias para o torneio, a Iugoslávia havia batido a equipe de Copenhague. Porém, às vésperas do certame, o Conselho de Segurança da ONU resolveu impor sanções à Iugoslávia (por causa das atitudes do governo de Belgrado diante das tentativas de independência de Croácia, Bósnia e Eslovênia). A UEFA foi intimada a excluir os iugoslavos do campeonato. Assim, a Dinamarca foi convidada para seu lugar. Faltava uma semana para a estréia, de modo que a equipe precisou ser totalmente improvisada. O time mais parecia um grupo de amigos que se juntou para jogar uma pelada no Aterro do Flamengo, no sábado.

O treinador Richard Møller-Nielsen, que estava se preparando para reformar a cozinha da sua casa, de repente se viu com uma missão mais desafiadora: anunciar uma convocação e, do jeito que fosse possível, tentar representar de forma digna a nação na Eurocopa de 1992. O primeiro pensamento foi chamar Michael Laudrup, o criativo meia armador do Barcelona. Porém, alegando cansaço após a temporada no clube espanhol, ele decidiu não atender ao chamado, vindo tão em cima da hora. Armar um escrete em uma semana já não é tarefa fácil; imagine armar um escrete sem o único craque disponível. Mesmo assim, ele aceitou o desafio, e montou o seu time de Aterro.

E o que aconteceu? O escrete vermelho foi um penetra um tanto quanto intrometido. Tão intrometido que chegou à final do campeonato! Relembremos a campanha da Dinamarca: na estréia, o 0 a 0 com a desfalcada Inglaterra não chegou a surpreender. Depois, veio a derrota para a anfitriã, no clássico escandinavo (1 a 0, gol de Brolin). Na rodada derradeira da primeira fase, o improvisado time dinamarquês tinha que vencer a poderosa França do técnico Michel Platini. "Impossível", pensaram todos. Amigos, Les Bleus não perdiam uma partida sequer havia três anos. Tão longa invencibilidade punha os franceses na condição de favoritos supremos da Eurocopa. Mas aconteceu o suave milagre: com gol aos 33 do segundo tempo, a Dinamáquina cravou um 2 a 1 no peito e na alma franceses. Os azuis perderam após três anos sem perder, e tiveram que voltar mais cedo para Paris.

Assim, passaram de fase a Suécia e a Dinamarca. Na outra chave, a recém-unificada e atual campeã mundial Alemanha e a atual campeã européia Holanda eliminaram a Escócia e a "Comunidade dos Estados Independentes" (CEI), nome dado à união de 12 países que formavam a decadente União Soviética. As semifinais foram Suécia x Alemanha e Holanda x Dinamarca. Os alemães bateram a equipe anfitriã por 3 a 2, em um grande jogo. Porém, o outro embate da semifinal foi mais dramático: dinamarqueses e holandeses fizeram um desses jogos imortais. A Dinamarca vencia por 2 a 1 até os 41 minutos do segundo tempo, quando Rijkaard empatou para a poderosa Holanda. A partir desse momento, começou a brilhar intensamente a estrela de Peter Schmeichel, o goleiro do quadro de Copenhague.

A entrosadíssima e preparadíssima Holanda fez uma das prorrogações mais ousadas jamais vistas: a nova laranja mecânica era toda ataque. Porém, havia uma muralha sob os arcos dinamarqueses: Schmeichel não deixava passar nem pensamento. O arqueiro foi uma bastilha inexpugnável, amigos. O ataque holandês, comandado pelo lendário Marco Van Basten, deu 50, 100, 200 chutes. Não importava: a bola ia e voltava como se os chutes fossem contra um muro de concreto. Como não saía gol, foi necessária a loteria dos pênaltis. Schmeichel vestiu de vez o manto de herói nacional, ao defender a cobrança de Van Basten e garantir o 5 a 4. Assim, a improvisadíssima Dinamarca conseguiu sua vaga na final européia.

Hoje foi o grande dia do escrete vermelho, no Estádio Nya Ullevi abarrotado de gente. Cabe lembrar que foi aqui, em Gotemburgo, que nasceu o Rei Pelé, com o antológico gol sobre o País de Gales, em 1958. Dias antes, aqui também surgira o Mané Garrincha, entortando colunas russas na vitória por 2 a 0 sobre a União Soviética. Garrincha foi o primeiro grande herói do Nya Ullevi, e Pelé foi o segundo grande herói do Nya Ullevi. O terceiro mito do estádio nasceu hoje, e atende pelo nome de Peter Schmeichel.

Vejam a sonoridade deste nome: Peter Schmeichel. Reparem que os pais do arqueiro escandinavo tiveram uma felicidade tremenda na escolha do nome. "Que importância tem isso?", o leitor deve estar se perguntando. "Toda", responde o escriba. Amigos, o nome faz muita diferença na vida do sujeito. Pensem sempre no exemplo de Napoleão Bonaparte: se ele não se chamasse Napoleão, teria sido muito menos napoleônico do que realmente foi. Mas voltemos a Peter Schmeichel: um nome assim pomposo é a alegria suprema do espíquer, que deseja berrar feericamente com cada defesa sua. Gritar Schmeichel é quase tão empolgante quanto gritar gol, amigos. É, talvez, até mesmo mais empolgante que gritar gol.

E o que fez Schmeichel hoje? Amigos, ele parou o feérico ataque alemão. A Alemanha, do alto de sua condição suprema de campeã mundial, partiu para o ataque desde o primeiro minuto. Os primeiros quinze minutos foram de uma pressão tal que faria ruir muralhas ao redor do mundo. Mas Schmeichel estava lá, inexpugnável. Aos dezoito, a Dinamarca acertou um contra-ataque e cravou 1 a 0 no coração alemão, gol de Jensen. Depois disso, o jogo foi um treino de ataque contra defesa. O ataque alemão contra a defesa dinamarquesa. A retranca escandinava tinha seus defeitos, pois de vez em quando a bola chegava perigosa aos arcos. Porém, abaixo deles estava o lendário Schmeichel, que mais uma vez agarrava até pensamento. Aos 33 do segundo tempo, veio finalmente a recompensa: Vilfort fez 2 a 0, em outro contra-ataque fatal. Era o título dinamarquês, era a consagração suprema do escrete vermelho! O time improvisado derrubou o campeão do mundo, em mais um exemplo arrebatador do que o futebol é capaz.

Copenhague deve sua maior glória a Peter Schmeichel, o gênio que tornou inexpugnáveis as balizas do Nya Ullevi. É a ele que eu dedico esta crônica. É Schmeichel o grande personagem da Eurocopa de 1992.

PC