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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Efemérides tricolores - 11 de outubro


1908: em amistoso interestadual no campo da rua Guanabara (atual Estádio de Laranjeiras), o Fluminense ganhou por 3 a 0 da Associação Atlética das Palmeiras, gols de Félix Frias e Edwin Cox (dois). A AA das Palmeiras era um dos melhores times de São Paulo, tanto que conquistaria o bicampeonato paulista em 1909 e 1910. O Fluminense havia garantido a conquista do terceiro Campeonato Carioca de sua história uma semana antes (vide 4 de outubro).

1914: em jogo válido pelo turno do Campeonato Carioca, no campo da rua Guanabara (atual Estádio de Laranjeiras), o Fluminense goleou o São Cristóvão por 6 a 0, gols de Welfare, Barthô, Ernani, Oswaldo Gomes (dois) e Pernambuco.

1925: em partida disputada na rua Campos Sales, válida pelo returno do Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Syrio e Libanez por 4 a 2. Os quatro gols tricolores na partida foram marcados pelo centroavante Nilo.

1931: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense venceu por 6 a 1 o Carioca. Os gols tricolores foram de Preguinho (dois), Betinho, De Mori (dois) e Sálvyo.

1933: em amistoso noturno, disputado no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Carioca venceu a Seleção Paulista por 2 a 0, com gols de Preguinho e Gradim. Com cinco jogadores do Fluminense, os cariocas atuaram com: Velloso [Fluminense]; Ernesto [Fluminense] e Itália [Vasco]; Gringo [Vasco], Fausto [Vasco] e Ivan Mariz [Fluminense]; Álvaro [Fluminense], Ladislau [Bangu], Gradim [Bonsucesso], Preguinho [Fluminense] e Carreiro [Vasco]. A partida foi uma homenagem ao presidente argentino Agustín Pedro Justo, que visitava o Brasil.

1934: em partida válida pelo Torneio Extra, em Laranjeiras, o Fluminense ganhou do Bonsucesso por 3 a 1. Os gols tricolores foram de Walter Fortes (dois, um de pênalti) e Pirica.

1936: em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 para o Flamengo. Com três vitórias, um empate e uma derrota, o Tricolor iniciava a campanha do primeiro título do tricampeonato de 1936 a 1938. Nos confrontos seguintes contra o Flamengo, o Fluminense venceria por 2 a 1 (vide 28 de outubro) e empataria em 1 a 1 (vide 22 de novembro). Os rivais se enfrentariam novamente na decisão da competição, em que o Fluminense se sagraria campeão, com uma vitória e dois empates (vide 20, 23 e 27 de dezembro).

1942: na última rodada do Campeonato Carioca, Fluminense e Flamengo empataram em 1 a 1 (gols de Carreiro para o Flu e Pirilo para o Fla), no Estádio de Laranjeiras. O resultado garantiria o título para os rubro-negros semanas depois, após o julgamento de um recurso do Botafogo (o Fluminense não tinha mais chances de ser campeão). Antes do Fla-Flu, o Fluminense batizou um avião com o nome do escritor Coelho Netto, sócio do clube e pai de Mano e Preguinho, em grande celebração no gramado do Estádio - o monomotor, modelo Fairchild PT-19, foi a doação do clube para a Campanha Nacional da Aviação, que visava ao treinamento de pilotos e à melhoria das condições da aviação no país. Nos meses seguintes, o Fluminense também patrocinaria um curso de enfermagem, preparando pracinhas para a Força Expedicionária Brasileira, que atuaria na II Guerra Mundial com os Aliados, contra o Eixo.
O avião Coelho Netto (foto: Fluminense FC).

1953: em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, perante 33.934 presentes (25.353 pagantes) no Estádio do Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Bangu, de virada. Nívio abriu o placar para o Bangu na etapa inicial, e Róbson e Telê marcaram os gols da virada do Fluminense no segundo tempo.

1959: em jogo válido pela primeira rodada do returno do Campeonato Carioca, o Fluminense venceu novamente o Vasco, desta vez por 3 a 1, diante de 56.945 presentes (45.802 pagantes) no Maracanã. Os gols foram de Pinheiro (de falta), Waldo e Telê para o Fluminense, e de Delém para o Vasco. O Fluminense passou a somar dez vitórias, um empate e uma derrota, na sequência da espetacular campanha que terminaria com a conquista de mais um Campeonato do Rio de Janeiro.

1969: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio do Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Grêmio. Os gols do jogo foram de Flávio e Samarone para o Fluminense, e de Alcindo para o Grêmio.

1970: em sua quarta partida pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense obteve sua quarta vitória: 3 a 0 sobre o America, no Maracanã, gols de Samarone e Flávio (dois, um de pênalti). O público foi de 28.291 pagantes. Com triunfos sobre Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e America, o Fluminense iniciava muito bem a campanha daquele que seria seu primeiro título nacional.

1977: em amistoso interestadual, o Fluminense derrotou o Grêmio Brasiliense por 2 a 1, no Estádio Pelezão, em Brasília. Os gols tricolores foram de Zezé e Carlinhos.

1980: em jogo válido pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense perdeu para o America por 1 a 0. Foi o primeiro revés tricolor na competição: com seis vitórias, três empates e uma derrota, o Fluminense iniciava a campanha de mais um título estadual do Rio de Janeiro.

2000: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro (Copa João Havelange), o Fluminense venceu por 1 a 0 o Grêmio, no Maracanã, graças ao gol de Magno Alves, completando cobrança de escanteio. No último minuto da partida, a trave salvou o Fluminense - viva a Leiteria de Castilho, sempre a postos para auxiliar os goleiros tricolores!

2001: em partida movimentada, válida pelo Campeonato Brasileiro, perante 27.937 pagantes no Maracanã, o Fluminense ganhou por 3 a 2 do Atlético Mineiro, de virada. Magno Alves abriu o placar para o Tricolor, Gilberto Silva e Ramon Menezes viraram para os mineiros, e Caio e Régis garantiram a vitória do Fluminense, o último aos 45 minutos do segundo tempo.

2008: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, na Arena da Baixada, em Curitiba, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Atlético Paranaense, de virada. O zagueiro Antônio Carlos, ex-tricolor, abriu o placar para os anfitriões em cobrança de falta, mas o Fluminense virou graças a três gols do centroavante Washington "Coração Valente" (dois de pênalti e um de cabeça).

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Aniversariantes do dia:

Angenor de Oliveira, o Cartola (1908), gênio da música brasileira, torcedor ilustre do Fluminense. O compositor deixou canções eternas, como "O sol nascerá", "Alvorada", "As rosas não falam" e "O mundo é um moinho". Em 28 de abril de 1928, fundou a Estação Primeira de Mangueira, com as cores verde e rosa, inspiradas no verde, branco e grená do Fluminense. Faleceu em 30 de novembro de 1980, no mesmo dia em que o seu Fluminense conquistava o Campeonato Carioca, em decisão contra o Vasco.

Adolfo Rodríguez (1917), centro-médio uruguaio que atuou no Fluminense na temporada de 1945.

Thiago Ramos Fernandes (1983), meio-campista que integrou o elenco profissional do Fluminense entre 2003 e 2005. Marcou um gol com a camisa tricolor, na vitória contra o Internacional em 1º de setembro de 2004.

PCFilho

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Trinta anos sem Cartola

Queixo-me às rosas, mas que bobagem... as rosas não falam...
Simplesmente as rosas exalam... o perfume que roubam de ti...

Pobre, preto, servente de obra, parou os estudos no primário. Passou a infância na Zona Sul, no Catete e em Laranjeiras, mas logo depois a numerosa família mudou-se para a favela que nascia no Morro da Mangueira.

Estas linhas descrevem a vida de milhares de cariocas da primeira metade do século XX. São uma espécie de biografia compartilhada por uma multidão. Porém, me refiro aqui a um único carioca. Um carioca diferente.

Durante o expediente nas obras, este carioca especial utilizava um chapéu-coco, para se proteger do cimento que caía de cima. Por isso, ganhou dos companheiros de trabalho o apelido de Cartola.

Apelido que, curiosamente, é o mesmo do clube para o qual Cartola torcia: o Fluminense. Fluminense que tantos insistem em chamar de aristocrático, mas que já naquela época abrigava torcedores como Cartola: milhares de pobres, pretos e favelados tão tricolores quanto Fernanda Montenegro e Barbosa Lima Sobrinho. Fluminense que tem orgulho de sua gente, de seu povo.

Ai dos que tentem diminuir o sentimento pó-de-arroz de Cartola. O músico genial era muito tricolor. Tanto que, ao fundar a Estação Primeira de Mangueira, impôs que as cores da escola de samba seriam as cores do Fluminense. (o grená acabou virando rosa, mas este é um detalhe irrelevante)

Há exatos trinta anos, o Fluminense levantava o Campeonato Carioca, em dramática final contra o Vasco, com o gol de Edinho. Quis o destino que, no mesmo dia, os céus viessem buscar o poeta Cartola. O gênio faleceu campeão.

Sobre seu caixão, estava a bandeira do Fluminense, ao lado do pavilhão da Mangueira. As duas paixões institucionais da vida de Cartola o acompanharam até seu último instante terreno.

Domingo, o grande poeta estará no Estádio Olímpico, junto com a multidão tricolor. Vai comemorar o título como nos velhos tempos.

Abençoado é o Fluminense, que possui Cartola em suas fileiras. Para sempre.

PC

Fluminense 1 x 0 Vasco, 30/11/1980, Tricolor Campeão Carioca: