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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fluminense na Música

Chico Buarque, autor de "Bom Tempo", em que homenageia o Fluminense.

Um dos clubes pioneiros do futebol brasileiro, desde o início do século XX o Fluminense coleciona glórias nos gramados brasileiros e internacionais. E a fama do clube de Laranjeiras o fez ser citado em diversas músicas ao longo dos anos. Este post pretende ser uma compilação de todas estas citações. Se o leitor conhecer alguma que não estiver listada, está convidado a contribuir nos comentários.

O hino popular do Fluminense, melodia de Lyrio Panicalli e letra de Lamartine Babo, composto na década de 40, já ganhou diversas versões ao longo dos anos. Algumas já foram publicadas aqui no Jornalheiros: Hino do Fluminense em quarteto de cordasHino do Fluminense no pianoHino do Fluminense no violinoHino do Tricolor embala o carnaval uruguaio; Calopsita canta hino do Fluminense.

Outros dois hinos de clubes cariocas também citam o Fluminense. No do Bangu, "a torcida reunida parece até a do Fla-Flu, Bangu, Bangu, Bangu!". No do Flamengo, "nos Fla-Flus, é o ai Jesus!".

Em 1968, o tricolor Chico Buarque lançou a bela música "Bom Tempo", em cuja letra há uma bonita homenagem ao Fluminense: "Vou, satisfeito, a alegria batendo no peito, o radinho contando direito, a vitória do meu Tricolor, vou que vou...". Anos depois, "Bom Tempo" ganhou ótima interpretação de Elis Regina. (referência 1; referência 2).


Em 1969, Chico Buarque atacou novamente, no divertido samba "Ilmo Sr. Ciro Monteiro ou Receita pra Virar Casaca de Neném". Após receber uma camisa do Flamengo como presente do amigo para sua primeira filha, Chico avisou: "Um pano Rubro-Negro é presente de grego", completando a música com "Amei o teu vermelho / Que é de tanto ardor / Mas quis o verde / Que te quero verde / É bom pra quem vai ter / De ser bom sofredor / Pintei de branco o teu preto / Ficando completo / O jogo de cor / Virei-lhe o listrado do peito / E nasceu desse jeito / Uma outra tricolor". (referência)


Na década de 70, Jorge Ben Jor homenageou o "troca-troca" promovido pelo presidente Francisco Horta e a Máquina Tricolor que conquistou o Torneio de Paris em 1976. O trecho diz: "Veja bem como aconteceu / De presidente, a cartola popular / De troca-troca / Ele chegou lá / Com a sua simpatia / Gritando Fluzinho, Nense e Fluzão / No estádio do Parque dos Príncipes, em Paris / Onde o Flu foi campeão / Troca-troca, troca-troca / Quero ver trocar / Se não troca, o homem troca / É melhor trocar".



O clássico Fla-Flu dá nome ao samba de Arlindo Cruz e Franco, de 1994, sendo citado diversas vezes ao longo da letra, em trechos como "Nosso amor era um Maracanã em dia de Fla-Flu" e "Tava muito mais pra urubu do que pra pó de arroz / Tava 2 a 2, mas no final você me atrasou". Curiosamente, no ano seguinte, o Fluminense sagrou-se campeão carioca no finalzinho de um Fla-Flu que estava 2 a 2. A música foi interpretada por Alcione. (referência)

Em 2000, Caju e Castanha fizeram um divertidíssimo duelo de repente, um defendendo o Fla, o outro defendendo o Flu:

Em 2002, ano do centenário do Fluminense, a Escola de Samba do Rio de Janeiro Acadêmicos da Rocinha homenageou o Tricolor com um bonito samba (download em MP3 aqui).

Em 2010, o Fluminense conquistou seu terceiro Campeonato Brasileiro, e o conjunto Roupa Nova, composto por 6 tricolores, gravou uma adaptação da música do programa Esporte Espetacular, da TV Globo, em homenagem ao título:

Em 2012, a Escola de Samba Viradouro homenageou o tricolor Nelson Rodrigues em seu desfile, e uma das estrofes fazia referência ao Fluminense: "Domingo no Maraca... magia / É sobrenatural essa paixão / Salve as três cores tão lindas / Na fantasia do meu coração". Conheça a bela canção aqui.

PC