Neste domingo, dia 27 de março, às 16:00 de Brasília, no Estádio Prudentão, em Presidente Prudente, Água Santa e Palmeiras se enfrentam em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Paulista de 2016. O jogo será transmitido ao vivo pela TV Globo para o estado de São Paulo, pela TV Bandeirantes para os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Ceará, e pelo canal pay-per-view Premiere para os assinantes de todo o Brasil.
O Palmeiras está em terceiro lugar no Grupo B do Campeonato Paulista, com 15 pontos ganhos em 11 partidas disputadas (campanha de 4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 18 gols-pró e 12 gols-contra). O Água Santa está em terceiro no Grupo D da competição, com 12 pontos ganhos em 11 jogos disputados (campanha de 3 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, 10 gols-pró e 19 gols-contra). Os dois clubes precisam da vitória, porque somente os dois primeiros colocados de cada chave se classificam para a segunda fase do Paulistão.
Antes do jogo Santos x Fluminense, no Prudentão, os jogadores se sentaram no gramado, em protesto do chamado Bom Senso FC. Até aí, tudo bem. Mas, depois do apito inicial, os jogadores do Fluminense bem que poderiam ter largado a preguiça de lado. Foram noventa minutos tão apáticos que talvez fosse melhor que os atletas tivessem permanecido sentados.
Numa atuação pavorosa, o Fluminense é que parecia ser o time de férias. O onze tricolor foi mero espectador do jogo do Santos. Era o Santos que tentava as jogadas, era o Santos que chutava a gol, era o Santos que entrava com tudo nas divididas. E o Fluminense nada.
O gol do Santos saiu em jogada do nosso velho conhecido Arouca, finalizada por Thiago Ribeiro, aos 19 do segundo tempo. Era um lance inevitável: mais cedo ou mais tarde, a bola acabaria entrando. Um time que faz o jogo que o Fluminense fez não pode esperar outro resultado que não a derrota.
Com o triste resultado, o tenebroso fantasma do descenso volta a assombrar a rua Álvaro Chaves. Daqui a duas semanas, o Fluminense pode viver o incrível vexame de ser o primeiro campeão brasileiro rebaixado no ano em que defende o título.
No sábado 30, no Maracanã, enfrentaremos o Atlético Mineiro de Cuca, time que se prepara para o Mundial e vive excelente momento técnico. À diretoria, faço um apelo desde já: coloquem os ingressos mais baratos ainda que os dos últimos jogos. À torcida maravilhosa, faço a convocação: vamos ao Maracanã. A vitória terá que sair no nosso grito, como foi contra o São Paulo.
Aos atletas, repito o pedido da última resenha: joguem por nós, como jogamos por vocês.
Amigos, o Profeta saiu da distante caverna que habita e foi para as ruas celebrar. E o sábio homem não levava apenas a sua longa barba branca: atravessava o seu peito uma belíssima faixa de tetracampeão. Assim que avistei meu amigo, corri para abraçá-lo, enquanto ouvia os ecos de seu épico vaticínio: "Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão!".
Do gol de Leandro Euzébio na rodada inaugural ao terceiro tento de Fred contra o Palmeiras, a jornada tricolor foi maravilhosa. Foram 22 vitórias, 10 empates e apenas 3 acidentes de percurso. Repito: que jornada maravilhosa! É simplesmente a melhor campanha da história do Campeonato Brasileiro em seu formato atual. O Fluminense é o campeão brasileiro incontestável, irrevogável e infinito.
Todo grande time começa com um grande goleiro, mas o Fluminense de 2012 exagerou. Diego Cavalieri não é somente um grande goleiro. Diego Cavalieri é uma gigantesca muralha a proteger nossa bastilha. Quando o rubro-negro Bottinelli cobrou o pênalti nos momentos derradeiros do primeiro Fla-Flu do segundo século, Supercava voou para a história. Nos Aflitos, contra o Náutico, foram pelo menos doze, talvez dezessete ou trinta defesas espetaculares.
E Gum? O que dizer de Gum? A falha no Morumbi sequer arranha o Campeonato monumental de Gum. É, com toda a sua humildade, o melhor zagueiro atuando em solo tupiniquim. Desde as épicas atuações de 2009, quando este timaço foi forjado a sangue, suor e lágrimas, Gum honra a camisa tricolor transpirando litros por jogo. E já está na história do Fluminense: é um dos maiores de todos os tempos.
Ainda há Fred e seus vinte gols: o artilheiro tricolor tem uma fome patológica de gols. Só no jogo final, contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, marcou três. Os dois Fla-Flus foram 1 a 0, ambos gols de Fred. Aliás, olhando para trás, a impressão que tenho é que o Fluminense venceu todos os seus jogos por 1 a 0, sempre com gols de Fred.
E Wellington Nem? Amigos, o menino corre mais que o papa-léguas do desenho animado. Sua velocidade impressionante foi fundamental em diversas vitórias tricolores. Alguns dizem que Wellington Nem é o Messi de Xerém. Sou obrigado a discordar: Messi é que é o Wellington Nem do Barcelona.
Jean foi extraordinário ao longo de toda a temporada: seu passe para o gol do título contra o Palmeiras é uma prova inequívoca de sua categoria. Deco, Wagner e Rafael Sobis foram fundamentais em várias partidas. Thiago Neves voltou à velha forma, decidiu o Fluminense x Vasco, e deu assistências mortais em muitos jogos. O jovem Samuel fez gols importantíssimos. Valencia, Digão e Leandro Euzébio molharam suas camisas como sempre. Marcos Júnior, Ricardo Berna, Bruno, Wallace, Carlinhos, Edinho, Diguinho, Thiago Carleto, Lanzini, Anderson, Fábio, Michael, Matheus Carvalho, todos, todos deram suas contribuições para mais esta conquista do Tricolor.
Confesso que critiquei muito Abel, mas dou o braço a torcer: o treinador do Fluminense soube aproveitar todas as potencialidades do elenco. Montou um time que é, inquestionavelmente, o melhor do Brasil. Sem dúvidas, Abel possui muito mérito na conquista do título.
O papagaio Samarone nunca esteve tão feliz, amigos. O louro mais esperto que muitos seres humanos não pára de repetir: "tetracampeão! tetracampeão! tetracampeão! tetracampeão!".
PC
Vídeo do jogo completo, transmissão da TV Globo:
Vídeo relembrando a campanha, editado pelo amigo Sandro:
Amigos, o personagem do sábado é o atacante tricolor Rodriguinho. Primeiro, porque foi dele o golaço do Fluminense, após cruzamento de Darío Conca (mais uma assistência do argentino). Segundo, porque também foram dele os três gols certos, líquidos, matemáticos, que acabaram desperdiçados. Nos três lances, o arco se ofereceu, sete metros e uns quebrados, escancarados. Em cada uma das três jogadas, uma leve brisa empurraria a bola para as redes. E no entanto Rodriguinho conseguiu o mais difícil: perdeu as três chances claras e límpidas.
Conca teve mais uma grande atuação, com passes espetaculares e precisos. E quase assinalou seu próprio gol, em uma perigosa cabeçada defendida pelo goleiro Giovanni. O argentino é, de fato, o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro.
O resultado final em Presidente Prudente foi o empate: um gol para o Fluminense, um gol para o Grêmio Prudente. Um pontinho conquistado fora de casa, é verdade. Mas fica o gosto amargo de ter deixado dois pontos preciosos escaparem por entre os dedos.
A rodada em si não foi ruim, porque os outros concorrentes ao título também tropeçaram, e pior, tropeçaram em casa: o Corinthians só empatou com o Ceará, e o Cruzeiro só empatou com o Atlético Paranaense. Corintianos e cruzeirenses, a essa altura, devem estar dando murros na parede: afinal, desperdiçaram uma chance dourada de encostar no Fluminense.
Minha esperança de tricolor é a de que o empate em Presidente Prudente seja a moldura para um maravilhoso triunfo na quarta-feira, contra o Santos, no Engenhão.