Excelente discurso da jornalista Rachel Sheherazade (Jovem Pan) sobre a briga entre o bravo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a dissimulada deputada Maria do Rosário (PT-RS):
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Olavo de Carvalho sobre o entrevero Jair Bolsonaro vs Maria do Rosário
Para facilitar o raciocínio:
Prezado Reinaldo: Não sou um "seguidor do deputado Bolsonaro" e, é óbvio, jamais assinaria qualquer petição para tirar você da Veja, mas peço que você preste atenção a estas explicações:
(1) Ao chamar o seu colega de "estuprador", sem a menor provocação, a deputada Maria do Rosário lhe imputou caluniosamente uma conduta criminosa;
SIM OU NÃO?
(2) Ela não o fez no calor de uma discussão, mas por iniciativa unilateral;
SIM OU NÃO?
(3) Ela repetiu a acusação calma e friamente, ao responder "É sim" quando o deputado lhe perguntou "Agora sou eu o estuprador?".
SIM OU NÃO?
Isso denota conduta deliberada.
SIM OU NÃO?
Em resposta, tudo o que o ofendido fez foi uma piada de mau gosto.
SIM OU NÃO?
Interpretar a coisa como apologia do estupro é logicamente inviável. Não creio ser necessário lembrar que ele não disse que a colega MERECIA ser estuprada, o que seria, sim, apologia do crime (aliás cometida pelo sr. Paulo Ghiraldelli impunemente contra a apresentadora Rachel Sheherazade), mas disse que ela NÃO O MERECIA, o que é uma observação sarcástica de ordem estética e nada mais - injusta, no meu entender, já que a sra. Maria do Rosário não é tão feia assim.
SIM OU NÃO?
O ato do sr. Bolsonaro inclui-se claramente nos dois tipos de atenuantes que a lei brasileira admite para o crime de injúria: (a) se a ofensa é emitida EM REVIDE a uma ofensa anterior; (b) se é emitida IMEDIATAMENTE após a ofensa.
SIM OU NÃO?
A conduta da sra. Maria do Rosário não tem atenuante nenhum, tem os agravantes de deliberação e da ausência de provocação.
SIM OU NÃO?
Não há o menor senso das proporções em nivelar a conduta dos dois, muito menos em enxergar maior gravidade nas palavras do sr. Bolsonaro que nas da sra. Maria do Rosário.
SIM OU NÃO?
A inversão da escala de julgamento torna-se ainda mais intolerável quando se conhece o contexto da discussão. O sr. Bolsonaro estava apresentando um projeto de lei que pedia punições mais graves para os estupradores e reduzia o prazo de maioridade penal de modo a que a punição pudesse atingir tipos como o Champinha, um dos estupradores e assassinos mais cruéis que este país já conheceu. A sra. Maria do Rosário, em contraposição, defendia privilégios legais para os Champinhas da vida. As palavras que ela disse ao sr. Bolsonaro revelam um esforço perverso de INVERTER o sentido dos acontecimentos, fazendo do sr. Bolsonaro um apologista daquilo que ele combatia e ela protegia.
SIM OU NÃO?
Sob qualquer ângulo que se examine, a investida geral da mídia contra o sr. Bolsonaro está acobertando a conduta criminosa da sra. Maria do Rosário e falsificando a realidade do que se passou.
SIM OU NÃO?
P. S. - Dar às palavras do deputado Bolsonaro o sentido de que "estupro é matéria de merecimento" é trasmutar um sarcasmo em afirmação literal e expressão formal de um juízo de valor. Se aceitamos esse tipo de manipulação da linguagem e ainda queremos fazer dele a base para uma condenação judicial, então fica difícil criticar o mesmo expediente quando usado pelos petistas.
SIM OU NÃO?
Olavo de Carvalho, professor e filósofo brasileiro,
no Facebook, em resposta às críticas do jornalista
Reinaldo Azevedo (Veja) ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).
domingo, 6 de abril de 2014
E Rachel Sheherazade foi retirada do ar...
Não houve jogo do Fluminense hoje, então vou escrever sobre outra coisa, talvez menos importante. Ou mais, pois o assunto é gravíssimo.
Há algumas semanas, o Governo Federal ameaçou retirar todas as verbas publicitárias do canal SBT, terceira emissora mais relevante do país, de acordo com as pesquisas. Coisa de uns 150 milhões de reais por ano. Grana pra chuchu. E o motivo é evidente: a jornalista Rachel Sheherazade vinha colocando o dedo nas feridas do Partido dos Trabalhadores.
Na época, comentei com amigos: isto é uma inconfundível tentativa de censura. O governo do PT estava, por meio de uma chantagem, forçando o SBT a calar sua profissional.
Conseguiu. Hoje, Rachel Sheherazade foi afastada do ar pelo canal SBT.
Por favor, me respondam: vivemos mesmo em uma democracia?
Fatos como este me levam a pensar que não.
PCFilho
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