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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Fatos da história das eleições presidenciais dos EUA

Foto: domínio público.

A cada quatro anos, o mundo pára para acompanhar as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Abaixo, listo alguns fatos da história da sucessão presidencial norte-americana.

I) 44 ou 45 presidentes?
Em 2017, Donald Trump foi nomeado o 45º presidente dos EUA. Porém, somente 44 homens já foram presidentes. A divergência se explica pelo caso de Grover Cleveland, o único a ter dois mandatos não-consecutivos – ele é considerado ao mesmo tempo o 22º e o 24º presidente.

II) Negócio de família
Às vezes a presidência é um negócio de família. John Quincy Adams, o 6º presidente, é filho de John Adams, o 2º presidente. Benjamin Harrison, o 23º presidente, é neto de William Henry Harrison, o 9º presidente. George W. Bush, o 43º presidente, é filho de George H. W. Bush, o 41º presidente.

III) O mais longevo no cargo
O 32º presidente, Franklin Delano Roosevelt, é o que ficou mais tempo no cargo. Ele foi eleito 4 vezes e permaneceu na Casa Branca por 4.423 dias – até morrer, no dia 12 de abril de 1945.

IV) Os oito que morreram no cargo
Oito presidentes norte-americanos faleceram enquanto ocupavam o cargo: William Henry Harrison (pneumonia), Zachary Taylor (gastroenterite), Abraham Lincoln (assassinado), James Garfield (assassinado), William McKinley (assassinado), Warren Harding (ataque cardíaco), Franklin D. Roosevelt (hemorragia cerebral) e John F. Kennedy (assassinado).

V) O que renunciou
Até hoje, somente um presidente dos Estados Unidos renunciou ao cargo: foi Richard Nixon, o 37º presidente, que abandonou o posto em 9 de agosto de 1974, na esteira do escândalo Watergate, após 2.028 dias na Casa Branca.

VI) Dois injustiçados pelo calendário
Um mandato presidencial nos Estados Unidos dura 4 anos, ou precisamente 1.461 dias, três anos com 365 dias e um ano com 366 dias. Porém, dois presidentes foram injustiçados pelo calendário, tendo um dia a menos de mandato que os demais. John Adams, o 2º presidente, ficou apenas 1.460 dias no cargo, porque 1800 não foi um ano bissexto, ao contrário de quase todos os anos múltiplos de 4. William McKinley, o 25º presidente, também teve somente 1.460 dias em seu primeiro mandato, porque 1900 não foi um ano bissexto. Ele foi reeleito para um segundo mandato, mas não chegou a completá-lo, por ter sido assassinado em 14 de setembro de 1901.

VII) Cinco candidatos que venceram no voto popular, mas não levaram no colégio eleitoral
Em cinco ocasiões, um candidato venceu no voto popular mas perdeu a eleição no colégio eleitoral. Em 1824, Andrew Jackson venceu no voto popular mas foi  John Quincy Adams que se tornou o próximo presidente. Em 1876, Samuel Tilden venceu no voto popular mas perdeu no colégio eleitoral para Rutherford B. Hayes, por 1 voto (185 a 184). Em 1888, Grover Cleveland foi o preferido da população, mas teve somente 168 votos no colégio, contra 233 de Benjamin Harrison. Em 2000, Al Gore ganhou no voto popular, mas perdeu a eleição para George W. Bush (271 x 255 no colégio eleitoral). Em 2016, Hillary Clinton venceu no voto popular, mas Donald Trump ganhou no colégio eleitoral (306 votos contra 232).

VIII) Menos de um ano no cargo
Dois presidentes não chegaram a completar um ano no cargo. William Henry Harrison teve somente 31 dias como presidente: tomou posse em 4 de março de 1841, mas morreu em 4 de abril de 1841, em decorrência de uma pneumonia. James A. Garfield teve 199 dias no posto: tomou posse em 4 de março de 1881, mas foi assassinado em 19 de setembro de 1881.

IX) A coincidência das mortes em 4 de julho
Três dos cinco fundadores que se tornaram presidentes morreram na mesma data: 4 de julho, justamente o Dia da Independência dos Estados Unidos. Em 4 de julho de 1826 – o dia do 50º aniversário da Independência – tanto John Adams quanto Thomas Jefferson sucumbiram à cruel imposição da natureza humana. Exatos cinco anos depois, em 4 de julho de 1831, foi James Monroe que faleceu, numa coincidência impressionante – que chegou a ser vista por muitos como uma interferência divina. 

X) O Monte Rushmore
Na década de 1920, o escultor Gutzon Borglum e o 30º presidente, Calvin Coolidge, escolheram George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln para terem seus rostos esculpidos no Monte Rushmore, na Dakota do Sul – uma obra de arte monumental, cuja foto ilustra este post.

PCFilho

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

EXCLUSIVO! Bolsonaro grudava chiclete debaixo da carteira no colégio


Documentos a que este blog teve acesso demonstram que o candidato à presidência Jair Bolsonaro não tinha um comportamento tão exemplar quando era estudante: sim, amigos, acreditem se quiserem, mas ele grudava chiclete debaixo da carteira no colégio!

A professora A. I., da terceira série, confirma: "o menino Jair era T-E-R-R-Í-V-E-L, um verdadeiro pestinha. Grudava mesmo os chicletes debaixo das carteiras, era muito nojento", declarou.

Imagens de satélite do colégio em que o candidato estudou também mostram o seu hábito pouco educado. A NASA confirmou a veracidade das fotos, obtidas com exclusividade por este blog.

Diante de tantas evidências dos crimes pregressos do presidenciável, o PT e o Psol estudam entrar com um pedido de impugnação da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "É um absurdo o Lula estar preso e esse delinquente juvenil solto", disse a senadora petista Narizinho, momentaneamente esquecendo que Bolsonaro era menor e que ela não pode defender a prisão de menores.

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Faltam nove dias para o povo brasileiro derrotar o sistema. 😎👉👉

PCFilho

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Você sabia? 31 dos 45 presidentes dos EUA foram militares

Harry Truman, em uniforme militar.

Os Estados Unidos da América, a mais próspera economia da Terra e o mais sólido modelo de democracia do mundo, já tiveram 31 presidentes militares até hoje. Embora o mandatário detenha o título de "Commander in Chief" (Comandante em Chefe), o cargo de presidente dos EUA é considerado civil, mas somente 14 dos 45 ocupantes nunca passaram pelas fileiras militares (ou mais precisamente, 13 dos 44, uma vez que o civil Grover Cleveland é contado duas vezes na lista oficial, tendo sido o 22º e o 24º presidente).

Abaixo, o rol dos 31 presidentes dos Estados Unidos da América com carreira militar, com a patente mais alta ostentada por cada um deles, e os respectivos períodos em que serviram. A lista começa com o fundador George Washington e vai até George W. Bush:

I) George Washington, General and Commander in Chief, Continental Army, 1775-1783.
II) Thomas Jefferson, Colonel, Virginia Militia, 1770-1779.
III) James Madison, Colonel, Virginia Militia, 1775-1781.
IV) James Monroe, Major, Continental Army, 1775-1778.
V) Andrew Jackson, Major General, U.S. Army, 1814-1821.
VI) William Henry Harrison, Major General, Kentucky Militia, 1812-1814.
VII) John Tyler, Captain, Virginia Militia, 1812.
VIII) James K. Polk, Colonel, Tennessee Militia, 1821.
IX) Zachary Taylor, Major General, U.S. Army, 1805-1815, 1816-1849.
X) Millard Fillmore, Major, Union Continentals (home guard), 1861.
XI) Franklin Pierce, Brigadier General, New Hampshire Militia, 1846-1848.
XII) James Buchanan, Private, Pennsylvania Militia, 1814.
XIII) Abraham Lincoln, Captain, Illinois Militia, 1832.
XIV) Andrew Johnson, Brigadier General, U.S. Army (Volunteers), 1862-1865.
XV) Ulysses S. Grant, General, U.S. Army, 1866-1869.
XVI) Rutherford B. Hayes, Major General, U.S. Army (Volunteers), 1861-1865.
XVII) James A. Garfield, Major General, U.S. Army (Volunteers), 1861-1863.
XVIII) Chester A. Arthur, Brigadier General, New York Militia, 1858-1863.
XIX) Benjamin Harrison, Brevet Brigadier General, U.S. Army (Volunteers), 1862-1865.
XX) William McKinley, Brevet Major, U.S. Army (Volunteers), 1861-1865.
XXI) Theodore Roosevelt, Colonel, U.S. Army (Volunteers), 1898.
XXII) Harry S. Truman, Colonel, Army Officer Reserve Corps, 1919-1945.
XXIII) Dwight D. Eisenhower, General of the Army, U.S. Army, 1915-1948, 1951-1952.
XXIV) John F. Kennedy, Lieutenant, U.S. Naval Reserve, 1941-1945.
XXV) Lyndon B. Johnson, Commander, U.S. Naval Reserve, 1940-1964.
XXVI) Richard M. Nixon, Commander, U.S. Naval Reserve, 1942-1966.
XXVII) Gerald R. Ford, Jr., Lieutenant Commander, U.S. Naval Reserve, 1942-1946.
XXVIII) Jimmy Carter, Lieutenant, U.S. Navy, 1946-1953.
XXIX) Ronald Reagan, Captain, U.S. Army, 1942-1945.
XXX) George Bush, Lieutenant (junior grade), U.S. Navy, 1942-1945.
XXXI) George W. Bush, First Lieutenant, Texas Air National Guard, 1968-1973.

Vê-se que os Estados Unidos da América são uma nação que valoriza seus militares, desde sua fundação até os dias atuais.

Ronald Reagan serviu durante a II Guerra Mundial, entre 1942 e 1945.

George W. Bush foi da Texas Air National Guard.

PCFilho

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O incêndio do Museu Nacional: por quê?


Este domingo, 2 de setembro, foi a data de mais uma tragédia brasileira: um incêndio de grandes proporções destruiu quase totalmente o riquíssimo acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A mais antiga instituição científica do Brasil sofreu o mais duro golpe em sua história de duzentos anos. Desde 1946, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a responsável por seu funcionamento.

A expressão "tragédia anunciada" pode parecer um clichê, mas neste caso traduz a mais absoluta verdade. Somente nos últimos oito anos, aconteceram seis grandes incêndios em prédios administrados pela UFRJ: em 2011, na Capela do Palácio da Praia Vermelha (notícia); em 2012, na Faculdade de Letras, na Ilha do Fundão (notícia); em 2014, no Centro de Ciências da Saúde, também no Fundão (notícia); em 2016, na Reitoria, na Ilha do Fundão (notícia); em 2017, no Alojamento Estudantil, novamente no Fundão (notícia); e neste domingo, no Museu Nacional, no Paço de São Cristóvão.

Não, não é um privilégio da UFRJ: há inúmeros exemplos de incêndios em prédios administrados pelo poder público no Brasil, nos últimos anos. O mais notório deles ocorreu em dezembro de 2015, no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo (notícia). O mais recente, provavelmente, no Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, em março de 2018 (notícia). Como se pode deduzir, a manutenção dos imóveis administrados pelo Estado deixa muito a desejar. É mais uma tarefa na qual os governos falham miseravelmente, não importando quem esteja no poder.

Por quê? Com os tantos impostos que pagamos, não deveríamos receber em troca serviços minimamente decentes? Não deveríamos ter segurança pública, bons hospitais, boas escolas e, como dizer, prédios que não pegam fogo? Por que tivemos que começar a Semana da Pátria vendo nosso maior acervo museológico derreter diante de nossos olhos? Como foi possível que um patrimônio tão valioso estivesse tão exposto à destruição?

Segundo notícia da Folha, o Museu Nacional vinha sofrendo com cortes no orçamento, e desde 2014 não recebia integralmente os R$ 520.000,00 anuais necessários para a manutenção básica do prédio. Vamos fazer algumas comparações com outros gastos públicos?

Quinhentos e vinte mil reais são um valor TRÊS MIL E TREZENTAS VEZES menor que os R$ 1,716 bilhão entregues aos partidos políticos este ano, para financiar as campanhas eleitorais (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são, aproximadamente, UM QUARTO do custo anual de UM deputado federal (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são, aproximadamente, UM TERÇO do que o Governo Federal gasta em publicidade POR DIA somente na TV Globo (sim, nós pagamos mais de um milhão e meio por dia à emissora) (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são um valor similar ao patrocínio dado pela União em 2013 a CADA UM dos "blogs sujos", verdadeiras assessorias de imprensa do Partido dos Trabalhadores, então no poder (Brasil247, Conversa Afiada, Jornal GGN, Carta Maior e Opera Mundi) (fonte).

Entendamos de uma vez por todas: temos que rever o uso de cada centavo de nossos impostos. Vamos cobrar este compromisso dos sorridentes políticos que estão por aí pedindo nossos votos?

PCFilho

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Pesquisa presidencial tem novo líder


Inspirado pelas recentes pesquisas eleitorais exóticas, que incluem até o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva na lista de candidatos a Presidente da República, o Instituto PC resolveu realizar os seus próprios levantamentos, com outros candidatos inelegíveis - e um novo líder despontou como franco favorito.

Nos cenários incluindo Dom Pedro II, sua majestade imperial lidera com folga, sendo provável a sua vitória ainda no primeiro turno. O antigo imperador do Brasil tem larga vantagem sobre Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, respectivamente segundo e terceiro colocados, também inelegíveis.

- Já que é para simular uma eleição irreal, achamos interessante a ideia de fazer a sondagem sobre outros candidatos inelegíveis, como Dom Pedro II, Getúlio e Juscelino, que já morreram - explica HB de Mello, diretor do Instituto.

Na pesquisa do IPC, foram ouvidos 6.969 eleitores em 171 municípios, de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal.

Especula-se que, na próxima pesquisa do IPC, Macaco Tião, Saci-Pererê, Machado de AssisAyrton Senna e Tom Jobim também deverão ser incluídos nas sondagens.

No cenário que conta apenas com os candidatos elegíveis, o deputado federal fluminense Jair Bolsonaro, do PSL, segue liderando com folga para os demais concorrentes.

PCFilho

segunda-feira, 2 de abril de 2018

"Fake news": o Ministério da Verdade de '1984' virá ao mundo real?


Amigos, eu era adolescente quando li '1984', a obra-prima de George Orwell, que imediatamente entrou para a minha lista de melhores livros, em que segue ocupando uma das cinco primeiras posições até hoje. Não pretendo fazer aqui uma resenha do livro, que dispensa comentários e é uma daquelas leituras obrigatórias. Se você ainda não se dedicou àquelas páginas, sugiro que o faça o quanto antes. Afinal, os clássicos nunca são perda de tempo.

No mundo distópico de '1984', o personagem principal Winston Smith trabalha no Ministério da Verdade, cujo objetivo é justamente falsificar a história, reescrevendo-a sempre que o Partido desejar estabelecer uma nova versão dos fatos (qualquer semelhança com certas "comissões da verdade" vistas por aí não é mera coincidência). Por exemplo, se o Grande Irmão errou em alguma previsão feita, os funcionários do Ministério da Verdade deverão promover a adequação da história, apagando e reescrevendo registros e notícias do passado, de modo a tornar a previsão do Grande Irmão absolutamente precisa. Até mesmo pessoas podem ter suas existências canceladas, evaporando da história e tornando-se "impessoas" (a coleção de termos da "novilíngua" é um dos baratos do magnífico texto de George Orwell). O objetivo primordial do Ministério da Verdade é criar a certeza de que o Partido é infalível, eternamente correto em todas as suas diretrizes e ações.

No mundo real, em 2018, somos diariamente submetidos a discussões sobre as chamadas "fake news", notícias falsas fabricadas por pessoas e grupos mal-intencionados, que seriam capazes de construir e destruir reputações, de ganhar ou perder eleições, enfim, de enganar pessoas e modificar perturbadoramente a realidade. Que as "fake news" existem e são maléficas para a sociedade, é um fato, que não está em discussão aqui. No entanto, as soluções que se propõem para combatê-las podem ser um problema ainda maior. É este o tema destas linhas.

A responsabilização dos produtores e dos divulgadores das "fake news", a tipificação destes crimes na legislação e a criação de instituições de averiguação são exemplos de propostas que surgem nos debates. Algumas ações concretas já estão sendo tomadas: o Facebook, diante de acusações de que a rede social teria sido utilizada para propagar "fake news", anunciou obscuras mudanças em seus algoritmos - muito provavelmente, estas alterações foram as responsáveis pelo recente sumiço, na rede, de duas páginas de apoio a um candidato relevante à Presidência da República, com alcance estimado em vinte milhões de leitores diários.

E aqui aparecem os questionamentos éticos que quero fazer: quem estabelece o que é verdade e o que é mentira? Quem decide sobre a veracidade das notícias? Quem garante que as pessoas e instituições responsáveis por essa decisão agirão de maneira imparcial? Quem assegura que não haverá censura deliberada contra determinadas correntes de pensamento? Será instituído um Ministério da Verdade, nos moldes do imaginado por George Orwell em '1984'? Ou já foi, Facebook?

Os grandes veículos da imprensa brasileira propõem a conveniente solução "só acreditem em nós". Querem ser, eles próprios, os patrões de Winston Smith, a manipular os fatos de acordo com seus interesses. Em resumo: não só não desejam solucionar o problema da sociedade, como também pretendem recuperar o controle da informação, monopólio que detinham até a popularização da internet. O curioso é que, na ótica de muita gente, os campeões das "fake news" são justamente os grandes veículos (eu mesmo desmascarei aqui uma notícia mentirosa repercutida por vários deles, no ano passado).

O século XX nos providenciou dezenas de exemplos dos males causados por governos totalitários e empresas monopolistas. O próprio George Orwell escreveu '1984' para nos alertar sobre perigos desta natureza. Caminharemos mesmo para o caminho do Ministério da Verdade? Não seria melhor garantirmos a liberdade de expressão, prevista nas leis nacionais e internacionais como um direito humano sagrado e inalienável? A liberdade, em sua superioridade teórica e prática, inevitavelmente triunfará sobre a mentira. Sou da crença de que a verdade sempre vencerá, sem a necessidade de ser imposta à força por mentes supostamente superiores.

PCFilho

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Desde 1997, quando a população foi desarmada, um milhão de brasileiros foram assassinados

Dados oficiais de homicídios anuais no Brasil (1997 - 2016).

No ano de 2016, o Brasil quebrou seu recorde no número de homicídios: foram 61.619 assassinatos no território nacional, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em média, foram aproximadamente 7 homicídios por hora.

Somando os números oficiais desde 1997, quando foi instituído o Sistema Nacional de Armas, estabelecendo condições praticamente inexequíveis para o registro, a posse e o porte de armas de fogo, o número total de brasileiros assassinados ultrapassou a espantosa marca de um milhão.

O desarmamento da população, vendido como solução para o problema da segurança pública, falhou miseravelmente na tentativa de cumprir esse objetivo (isso para dizer o mínimo - provavelmente, o desarmamento até colaborou para o aumento das estatísticas de crimes violentos).

Neste momento de reflexão, vale lembrar o referendo de 2005, em que a população foi questionada sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição. Na ocasião, apesar da massiva campanha pelo "sim" (que teve até Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso abraçados), o "não" venceu com 59.109.265 votos (a maior votação da história da democracia brasileira). Ainda assim, a vontade da população é ignorada, o Estatuto do Desarmamento segue em vigor, e as estatísticas de crimes violentos continuam aumentando paulatinamente.

Enquanto a população pacífica e ordeira é desarmada, os bandidos adquirem e utilizam verdadeiros arsenais, e vão transformando o país num imenso cemitério. Um milhão de assassinados em vinte anos. Eu conhecia alguns. Você, muito provavelmente, também. Até quando vamos viver (e morrer) assim?

PCFilho

terça-feira, 4 de outubro de 2016

10 opiniões e ações inacreditáveis de integrantes do PSOL


Que o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) é uma contradição ambulante, qualquer cidadão que acompanha a política brasileira já sabe. Até mesmo o nome do partido é um paradoxo insolúvel: como já restou demonstrado dezenas de vezes ao longo das últimas décadas, "socialismo" e "liberdade" são dois conceitos antagônicos e inconciliáveis (perguntem aos cubanos, que precisam de autorização para sair da ilha socialista). A postura do PSOL no Congresso Nacional também é uma demonstração inequívoca de contradição: declarava-se como oposição ao governo do PT (Partido dos Trabalhadores), mas foi um dos três únicos partidos a votar de maneira unânime contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (junto com o PC do B e o próprio PT). Com uma "oposição" assim, que governo precisaria de aliados?

Entretanto, as contradições do PSOL não me assustam tanto quanto as opiniões e ações de integrantes do partido e da própria agremiação acerca de certos temas. Cuidado, leitor: ao digitar o número desse partido na urna eletrônica, não duvido que seus dedos fiquem vermelhos, pingando sangue. Abaixo, estão 10 situações que deveriam causar calafrios em qualquer pessoa que defenda, de fato, a democracia e a liberdade. O blog recomenda que, antes de prosseguir, o leitor deixe um balde por perto.

I) O deputado Glauber Braga homenageando o terrorista Carlos Marighella


Para quem não sabe quem foi Carlos Marighella, vale a pena se informar: ele foi um dos fundadores e comandantes do grupo terrorista Ação Libertadora Nacional (ALN), que realizou assaltos a bancos, caminhões, carros, trens pagadores e cidadãos comuns, e, em setembro de 1969, sequestrou o embaixador norte-americano Charles Elbrick. A principal obra intelectual de Marighella foi o "Minimanual do Guerrilheiro Urbano", em que ensinava detalhadamente táticas de violência e terrorismo.

II) Glauber não é o único: Marcelo Freixo também enaltece "o poeta guerrilheiro" Marighella



III) Juliano Medeiros homenageando o ditador genocida Fidel Castro

Em texto publicado no site do PSOL, na véspera do 90º aniversário de Fidel Castro, Juliano Medeiros, dirigente nacional do partido, teceu loas ao ditador cubano, como se este fosse um exemplo a ser seguido, e um dos seres humanos mais bondosos da história. Ninguém que preze a democracia pode, em sã consciência, elogiar tanto o grande líder da segunda ditadura mais longeva do planeta, no poder ininterruptamente desde 1959, responsável pela execução sumária de centenas de opositores. Como se não bastasse, Juliano encerra o primeiro parágrafo exaltando outros três famosos genocidas do século XX: Vladimir Lenin, Ho Chi Minh e Mao Tsé Tung. Este último é, simplesmente, o maior assassino da história da humanidade, com cerca de 77.000.000 de mortes nas mãos, de acordo com o historiador norte-americano Rudolph J. Rummel. É ou não é assustador saber que um partido político brasileiro idolatra facínoras como esses?

IV) Apoio explícito e incondicional aos governos Chávez e Maduro na Venezuela

Em 11 de abril de 2013, por ocasião das eleições na Venezuela, o PSOL publicou em seu site nota de apoio a Nicolás Maduro: "Por coerência não poderíamos nos furtar a assumir posição diante das próximas eleições, previstas para 14 de abril, declarando nosso apoio  à candidatura de Nicolás Maduro, por expressar a continuidade dos valores da Revolução Socialista Bolivariana" (sic). Semanas antes, num "encontro socialista" em Buenos Aires, Luciana Genro já havia feito discurso em defesa do governo da Venezuela. Em 2015, o PSOL reiterou seu apoio ao regime venezuelano. Para quem não sabe, a Venezuela vive hoje uma ditadura, com eleições fraudadas, repressão covarde a manifestações e prisões políticas. Este violento "governo bolivariano", apoiado com tanta veemência pelo PSOL, levou o país vizinho à maior crise econômica de sua história.

V) Luciana Genro idolatrando Che Guevara em Havana


A foto acima, por si só, já demonstra o imenso apreço de Luciana Genro por Che Guevara (aquele assassino que defendeu fuzilamentos de opositores na ONU), e pela ditadura cubana. Entretanto, não custa reler trecho de uma antiga nota do PSOL: "Cuba continua sendo uma grande referência revolucionária e seu futuro depende muito do que aconteça em nosso continente. Se continuam os processos abertos na Venezuela, Equador e Bolívia, Cuba não ficará isolada, pois aumentará a chance de fortalecimento da ALBA, uma nova forma de integração latino americana livre das políticas neoliberais que tanto massacram o nosso povo, proposta esta que infelizmente não tem sido apoiada pelo governo brasileiro".

VI) Ataques frequentes e deliberados à liberdade de expressão

O PSOL tem a "liberdade" no nome, mas, na prática, demonstra não ter apreço nenhum por ela. Repetidas vezes ao longo dos últimos anos, o partido defendeu explicitamente a censura a opiniões contrárias. Vejam alguns dos casos:

Nas palavras do Partido da Causa Operária, um outro partido de esquerda, mas que defende de fato a liberdade: "A liberdade de expressão completa e irrestrita é uma condição 'sine qua non' para a existência das outras liberdades democráticas; ela é uma liberdade que engloba toda a sociedade e que precede todas as liberdades individuais. O primeiro dos direitos democráticos deve ser o de pensar, e naturalmente transmitir suas ideias sem medo de repressão, e para isso não pode estar entre os poderes do Estado decidir o que os cidadãos devem pensar e qual conteúdo pode ou não ser veiculado; não é atribuição do Estado decidir como podem ou não ser transmitidas essas ideias".

Para o PSOL, entretanto, a liberdade de expressão parece só valer se for para defender as suas próprias ideias.

VII) Renato Cinco, o vereador do PSOL carioca que supostamente defende as mulheres em seu discurso, para minutos depois chamar uma cidadã de "idiota" e "débil mental", dentro da Câmara dos Vereadores:


VIII) Marcelo Freixo, em comício: "O que estão fazendo com Lula é um absurdo!"

Mesmo com todas as evidências e provas já apresentadas em desfavor de Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Marcelo Freixo ainda defende o ex-presidente, acusado pelo Ministério Público Federal de ser o grande chefe da organização criminosa responsável pelo maior assalto a cofres públicos na história da civilização. "Não dá para se calar diante do que estão fazendo", disse o psolista, em comício durante sua campanha para prefeito do Rio de Janeiro. Sim, Freixo ainda acredita que Lula está sendo perseguido pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público. E ainda tem  cara-de-pau de dizer que o PSOL faz oposição ao PT? Repito: com uma "oposição" assim, governo nenhum precisaria de aliados. Depois, Freixo reclama quando é acusado de defender bandidos...

IX) O apoio ao criminoso italiano Cesare Battisti

Cesare Battisti, criminoso italiano, em meio a seus amigos brasileiros.
O primeiro à esquerda é Chico Alencar; o grisalho barbudo no centro é Ivan Valente.
Os dois são deputados federais pelo PSOL.

Cesare Battisti, militante de extrema-esquerda e criminoso condenado por participação em quatro homicídios na Itália, vive em liberdade no Brasil, graças ao asilo concedido pelo ex-presidente Lula. O país europeu insiste pela extradição, para que Cesare cumpra lá as sentenças recebidas por seus crimes. O PSOL sempre demonstrou apoio ao assassino - vide a foto acima e a nota no próprio site do partido.

X) O assassino italiano Achille Lollo é um dos fundadores do PSOL.

Na noite de 16 de abril de 1973, na Itália, o "jornalista" de extrema-esquerda Achille Lollo pôs fogo na residência do opositor Mario Mattei, quando ele estava com a esposa e seis filhos em casa. Dois dos filhos de Mario morreram queimados naquele triste episódio: Virgilio (de 22 anos) e Stefano (de 8 anos). Achille foi condenado pela Justiça da Itália a 18 anos de prisão, no caso que ficou conhecido como Rogo di Primavalle. Enquanto respondia em liberdade ao processo, Achille fugiu para Angola, e depois veio para o Brasil, onde vive há mais de vinte anos. Aqui, essa boa alma italiana militou no PT, e depois fundou o PSOL, sendo considerado por muitos como um dos principais ideólogos do partido. Sim, um monstro que incendiou uma casa com 8 pessoas dentro, 5 delas crianças, é um dos fundadores e principais pensadores do PSOL. Dá pra dormir com esse barulho?

Você consegue mesmo ignorar estas situações? Você consegue votar em um partido que defende ditadores genocidas, como Fidel Castro e Mao Tsé Tung? Você consegue votar em um partido que apoia o regime tirano da Venezuela? Você consegue votar em um partido que defende Lula? Você consegue votar em um partido que idolatra terroristas e assassinos? Você consegue votar em um partido que repetidamente defende censura a jornalistas e opositores?

Você consegue?

PCFilho

sábado, 14 de maio de 2016

O ministério de Temer é formado somente por homens brancos. E daí?


Uma crítica ao recém-empossado presidente da República Michel Temer tem sido repetida à exaustão, nas redes sociais, nos blogs e na imprensa: seu ministério é composto apenas por homens brancos. Ao que eu retruco: e daí?

De onde vem essa ideia esquizofrênica de que uma mulher não pode ser representada por um homem? Ou de que um negro não pode ser representado por um branco? Ou de que um ateu não pode ser representado por um católico?

Eu sou um homem branco, mas já votei em negros e em mulheres, e tenho certeza de que todos eles poderiam perfeitamente representar minhas ideias e meus posicionamentos. Não importam a cor da pele ou o sexo da pessoa; importam, isso sim, as suas ideias e as suas competências.

Ora, o presidente da República deve indicar para seus ministérios cidadãos em que ele deposite sua confiança, e que ele considere tecnicamente capacitados para as funções. Ponto.

Ao exigir que o ministério tenha negros, você está sendo racista. Ao exigir que tenha mulheres, você está sendo sexista. Sim, você está sendo hipócrita, amplificando aqueles preconceitos que supostamente deseja combater.

(Abro parênteses para alfinetar: o ministério da ex-presidente Dilma Rousseff não era exatamente "diversificado". Nesta foto, vemos apenas 6 mulheres e 1 negro dentre os 39 ex-ministros.)

Quer criticar Temer? Faça isso levantando o fato de que 7 ou 8 dos seus ministros estão sendo investigados pela Justiça. (Mas seja coerente e não esqueça que 18 ou 19 dos ex-ministros de Dilma também são.)

Quer criticar Temer? Faça isso lembrando que ele foi, durante nove longos anos e até anteontem, um aliado fiel do Partido dos Trabalhadores, essa sofisticada organização criminosa recém-defenestrada do poder pelo Povo brasileiro.

Quer criticar Temer? Faça isso destrinchando suas propostas para o país. Eu, por exemplo, não estou gostando nada desse discurso de que talvez seja necessário aumentar ainda mais os impostos.

Quer criticar Temer? Há dezenas de motivos honestos para fazê-lo. Talvez centenas. Mas as quantidades de testosterona e melanina dos ministros escolhidos certamente não estão entre eles.

PCFilho

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Os melhores votos na sessão do impeachment de Dilma


Neste domingo 17, o Brasil parou para a grande festa da democracia, em que 511 dos 513 deputados federais decidiram sobre o prosseguimento do impeachment de Dilma Rousseff.

Seguem abaixo os vídeos dos votos mais marcantes da histórica sessão da Câmara dos Deputados, na minha opinião.

O voto com o melhor discurso: Tia Eron (BA)

O voto com o segundo melhor discurso: Irmão Lázaro (BA)

O voto com o terceiro melhor discurso: Sérgio Reis (SP)

O voto mais corajoso: Alfredo Nascimento (AM)

O voto mais exaltado: Vladimir Costa (PA)

O voto mais polêmico: Jair Bolsonaro (RJ)

O voto mais aplaudido: Tiririca (SP)

O voto mais sucinto: Paulo Maluf (SP)

O voto mais vaiado: Jandira Feghali (RJ)

O voto mais ridículo, e que mais revirou túmulos: Glauber Braga (RJ)

O voto mais aguardado: Bruno Araújo (PE)

E sobre o momento mais lamentável da sessão, a premeditada agressão de Jean Wyllys (RJ) a Jair Bolsonaro (RJ), nada a acrescentar:

PCFilho

sábado, 16 de abril de 2016

Site do PC do B é invadido por hackers



Na véspera da histórica votação na Câmara dos Deputados que aprovará a continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o site do PC do B, um dos poucos partidos que permanecem ao lado da presidente, foi invadido por hackers, que deixaram a mensagem acima.

Os invasores poderiam ter citado também que o partido de Jandira Feghali apoia a sanguinária ditadura comunista da Coreia do Norte...

PCFilho

quarta-feira, 13 de abril de 2016

10 coisas que nós aprendemos com a crise do Brasil


Seguem abaixo dez valiosas lições que os brasileiros aprenderam com a crise econômica, política e moral na qual o país mergulhou, graças à desenfreada roubalheira de nossos políticos. Descobrimos:

I) Que o Brasil pode sobreviver sem governo (já perceberam que estamos há 15 meses sem um?).

II) Que pedalar nem sempre faz bem à saúde.

III) Que Lula visita os amigos com (muito) mais frequência que nós visitamos nossas avós.

IV) Que o pessoal do Datafolha não sabe contar.


V) Que bandidos podem acordar com um japonês na porta.


VI) Que coxinha é melhor que mortadela.

VII) Que o povo brasileiro ainda consegue rir da própria tragédia:





VIII) O que significa condução coercitiva.

IX) Que 513 = 342 + 171.

X) Que quem não deve não Temer.

PCFilho

quarta-feira, 6 de abril de 2016

CARTA ABERTA DE REPÚDIO À USURPAÇÃO DA MARCA DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB POR TORCEDORES PARTIDÁRIOS

Tricolores vêm, por meio desta, repudiar a indevida utilização do escudo, do nome e da marca do Fluminense Football Club por parte de um grupo de torcedores em manifesto com fins político-partidários. Trata-se especificamente de documento hospedado no site “ESPN FC”, vinculado ao UOL e publicado no espaço dedicado ao clube através de um certo “blog das Laranjeiras”.

Atuando na defesa do partido político que comanda o Governo Federal sob o disfarce de “defesa da democracia”, estes torcedores buscam envolver o Fluminense Football Club em uma causa rejeitada pela esmagadora maioria da população brasileira, distorcendo as enormes conquistas esportivas e sociais ostentadas pelo clube ao longo de sua história e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem da instituição.

Por pior que seja uma causa, como esta dos signatários governistas, qualquer cidadão está livre para defendê-la, dentro da lei. Que o faça de maneira individual. O Fluminense Football Club deve se caracterizar por símbolos de união, jamais de divisão e jamais à revelia de seus verdadeiros propósitos. O distorcido manifesto, felizmente, foi desautorizado por comunicado oficial reiterando o caráter apartidário da instituição, conforme reza o estatuto. Queremos crer que nenhum membro da diretoria, seus apoiadores ou mesmo adversários na esfera política interna do clube apoiaram tal iniciativa escusa, de forma que a torcida do Fluminense Football Club, seu bem maior, não corra o risco de estar internamente representada por pessoas sem a devida responsabilidade para com a preservação do caráter plural e inclusivo que o clube deve ostentar.

Assinam esta carta os abaixo indicados, além de todos aqueles que a curtirem, a compartilharem ou a reenviarem para seus contatos em suas redes sociais.


Adriana Balthazar – consultora de imagem
Alberto Machado – engenheiro eletricista
Alessandro Angelo Montuori – médico
Alessandro Laterca Falcão – advogado
Alexandre Antônio – teólogo
Alexandre Mazur – técnico de projetos
Alexandre Wilson Caetano Quinupa – militar
Aline Souza – microbiologista
Allan dos Santos – professor
Aluizio Duarte – empresário
Antonio Carlos Bulian Junior – médico
Antônio de Moraes Correia – aposentado
Antonio Souza – relações públicas
Ariosvaldo Ferreira Nunes
Bernardo Porcaro – engenheiro de produção
Bruno Iorio – economista
Bruno de Sousa Bravo Menezes – economista
Bruno Pereira Rial Carril
Bruno Ramos – analista de suporte
Bruno Táboas – empresário
Carlos A. A. Albuquerque – bacharel em sistemas de informação
Carlos Balthazar Junior – apoesentado
Carlos Clark
Carlos R. Perez
Carolina Stoffella Guimarães – chef de cozinha e coach
Celso Marcelo Franklin Lapa – engenheiro nuclear, professor e cientista
Claudio Barrozo Prado – empresário
Cláudio Marcelo Spalla Fajardo – auditor do TCU
Claudio Victor Peralta
Cristiano de Freitas – gestor comercial
Crys Bruno
Daniel Andrade – engenheiro cartógrafo
Daniel Lima Pereira – jornalista
Daniel Modenesi – analista de sistemas
Danieli Bermudi Martins – contadora
Eduardo Cordeiro – administrador
Eduardo F. Galvão – cirurgião dentista
Eduardo Henrique – comissário de Justiça
Eduardo Kabessa Bruno – webdesigner
Eduardo Marinho – administrador de empresas
Eduardo Pontes – empresário
Eduardo Vainer – advogado
Elenir Terra Soares Pessoa – assistente social
Emily Ricelly S. Oliveira – estudante
Enedina Lopes – consultora de RH
Eric Costa – médico
Everton Candido – autônomo
Fábio Araujo Melo – contador
Fábio Augusto Brandão Ciminelli – economista
Fábio Bocchetti – fisioterapeuta
Fábio Lemos – engenheiro de computação
Fabrício Maturana
Fabrizio Iorio – músico
Felipe Fernandes de Christo – advogado
Felipe Gomes Furtado – estudante de Direito e estagiário da Justiça Federal
Felippe Garcia – comerciário
Fernanda Greco – administradora
Fernanda Zappa – administradora
Fernando Saboya Junior – engenheiro e professor
Flavia Nascimento
Flávio Ciminelli Mendes – empresário
Flávio Fernandes Machado – servidor público federal
Francisco Alves de Araujo – médico
Francisco Jose Azevedo Dias – administrador de empresas
Francisco Luiz Melatti – aposentado
Fúlvio Fonseca – jurista
Gabriel Catharino Peralta
Gabriel Fernandes de Christo – médico
Giuliano Iorio – economista
Guilherme Augusto Rodrigues Bertoni – assistente jurídico
Guilherme Freitas
Guilherme Padilha
Gustavo Franco – estudante de Direito na UFRJ
Gustavo Rocha – professor
Hector Ruben Bouzada Rey
Ivan Faulhaber de Moraes – corretor de imóveis
Janilson Holanda
Joseph Cleber Almeida da Cunha – advogado
Joaquim Rafael – empresário
Jose Luiz Azevedo – advogado
Juan Ricardo Carvalho Senna – funcionário público
Juliano Schneider
Lauro José Vinhas Lopes Filho – engenheiro civil
Leandro Cesar Paiva Gomes
Leonardo Ferreira – fisioterapeuta
Lilian Taveira Montuori – cirurgiã dentista
Lucas Berlanza Corrêa – jornalista
Lucas Januzzi Lima – agente de viagens
Lucas Saboia – bacharel em relações internacionais
Luis Carlos Pereira Junior – acadêmico de Direito e ativista
Luis Monteagudo Gonzalez Filho – advogado
Luiz Eduardo Brandão Vianna – analista de sistemas
Maialu Rodrigues Ambrosio – médica
Manoel Gomes Pacheco Junior – diretor financeiro
Marcelo da Silveira Carvalho – servidor público federal
Marcelo de Freitas – contador
Marcelo Houara Lordello – analista de sistemas
Marcelo Mendes Codeco – educador físico
Marcelo Moraes – aposentado
Marcelo Soares de Barros – consultor em vendas
Marcelo Wellisch
Márcio Cunha Gonçalves
Marcio Franco de Pontes
Márcio Martins de Carvalho – engenheiro
Marco Veloso – presidente do Canal Flu News e empresário
Marcos Antônio Machado da Costa – comerciante
Marcos Aurélio do Prado – policial militar
Marcos Fernandes Cruz – profissional de marketing
Marcos Paulo Cunha de Almeida
Marcus Vinicius Telles Nascimento
Mario Vitor Rodrigues – escritor
Mauricio Hermes Lima – representante comercial
Milena Wippel – médica
Milton Weisblum – empresário
Moira Lynch – produtora e designer
Nelson D'Elia
Nilson Frederico
Paulo César Ferreira Soares – corretor
Paulo César Oliveira – jornalista
Paulo Cezar Filho – engenheiro e blogueiro
Paulo Junior – vendedor
Paulo Mauricio Lopes – gerente comercial
Paulo Mozart Gama e Silva – aposentado
Paulo Norberto – economista
Pedro Henrique Silveira – aposentado
Pedro Marcos Alves de Sousa da Silveira – inspetor de polícia civil
Philippe Bueno
Ramón Aguilera da Costa Martins – engenheiro
Raphael Campos – cirurgião dentista
Raphael Spedini – advogado
Raphael Werneck de Lacerda
Renan Teixeira Moura – técnico em segurança do trabalho
Renata Jamus – advogada
Ricardo Araujo de Sousa – aeroportuário e estudante de direito
Ricardo Castro Ciminelli – industriário
Ricardo Viana Fernandes – administrador
Roberto Gallart de Menezes Junior – coordenador de logística off-shore
Robledo Rosa – servidor público
Rodrigo Alexandre – advogado e servidor público
Rodrigo Lamas
Rodrigo Pereira – engenheiro
Rodrigo Salomão – blogueiro
Rogério de Miranda – veterinário
Ronaldo Herszenhaut
Rosane Pires – contadora
Sebastião Abranches – marinheiro de máquinas
Sergio Balbino
Sergio de Carvalho Pachá – filólogo
Sergio Fonseca Pinho – aeronauta
Sidney Silveira – jornalista
Thiago de Queiróz
Thiago Luciano Figueiredo Caruso – motorista de táxi
Thiago Rachid – advogado
Thomaz Saboia
Ubiratan Jorge Iorio – economista e professor
Ulisses Karl – microempresário individual
Victor dos Santos Ferreira – analista de sistemas
Vincenzo Marcello Pizzino
Vitor Guimarães Verly – administrador de empresa
Vitor Pontes – economista
Walter Aguilera C Jr – publicitário
Wellington Nogueira
Willian Pires da Silva – aposentado e sócio proprietário
Zalmir Padrão – taxista


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Carta aberta à Presidente Dilma Rousseff


Excelentíssima Senhora Presidente da República Dilma Rousseff,

Para não deixar dúvidas, e para ser absolutamente sincero, afirmo já na primeira linha desta carta: eu nunca votei na senhora, nem em 2010, nem em 2014, nem no primeiro turno, nem no segundo turno. Votei uma vez em seu antecessor, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não renovei o voto, insatisfeito com o primeiro mandato dele. Portanto, nas três últimas eleições, votei em adversários do seu partido, e sou, desta forma, opositor a ele. E sim, sou favorável ao seu impeachment, pois considero que sua gestão não respeitou as regras previstas em nossa Constituição Federal. Assistirei atentamente à sua defesa na Câmara dos Deputados, e acredito que a senhora de fato possui alguns argumentos para se defender, embora ache que nenhum deles chegará perto de me convencer. Assim, se eu fosse um parlamentar, votaria favoravelmente ao seu impeachment.

No entanto, o meu posicionamento político não é o tema desta carta. Apenas quis deixá-lo claro desde o começo, porque não acredito em imparcialidade, e não seria honesto de minha parte se eu tentasse parecer isento. O tema desta carta é o apelo de um cidadão brasileiro à suprema mandatária do país, independentemente das divergências que nós podemos ter (e certamente temos).

Nós estamos enfrentando a maior recessão econômica desde a década de 30 do século passado. E esta não é uma conclusão minha: foi o seu ministro Nelson Barbosa que disse. A inflação está fora de controle, e o desemprego cresce a cada dia, afetando milhões de famílias, a maioria pobres. E a senhora, infelizmente, é uma das causas principais desta triste crise. Quase ninguém mais acredita que o seu governo seja capaz de contorná-la, como comprovam as recentes manifestações, as maiores da nossa História. A senhora ocupa a honrosa função de Presidente da República há cinco anos e três meses, graças à soberana vontade do Povo, sem dúvida alguma, mas entenda que agora este Povo não mais a apoia.

E não é só o Povo que não acredita mais em você. Os investidores continuarão tirando seu dinheiro do Brasil, enquanto a senhora estiver no Palácio do Planalto: eles já disseram que só voltarão a investir aqui quando a senhora sair. Os seus aliados políticos, que permitiram sua eleição e sua reeleição, também estão abandonando a senhora. Só permanecem ao seu lado os companheiros mais fiéis (e seja grata a eles, porque não é tarefa fácil). A senhora sabe melhor do que eu que, com o apoio deles somente, governar este país é uma tarefa impossível.

Daqui a alguns dias, o pedido de seu impeachment será votado no plenário da Câmara dos Deputados. E a senhora sabe que não terá como alcançar os 171 votos necessários para que vença a votação. Nas contas mais otimistas, a senhora consegue uns 140. Depois disso, o pedido irá para o Senado, e a senhora será afastada por seis meses, para ser submetida a um julgamento desgastante e até certo ponto cruel, do qual a senhora sairá exausta e provavelmente derrotada. Eu respeitosamente pergunto: vale a pena passar por tudo isso, senhora? Vale a pena passar por tudo isso para tentar manter um governo que continuará sendo inviável, mesmo que a senhora milagrosamente escape do impedimento?

A esta altura, a senhora já entendeu que a minha ousada intenção é convencê-la a renunciar. Eu ouvi um pronunciamento recente seu, afirmando que não renunciará em hipótese alguma. Sinceramente admiro tamanha coragem, mas insisto: não há solução melhor que a sua renúncia, tanto para o Brasil, quanto para a senhora, que já tem certa idade, já esteve doente, e não precisa passar pelas humilhações públicas que estão por vir.

Renuncie, senhora Presidente. Devolva o Brasil ao Povo brasileiro, peça desculpas por não ter conseguido vencer a crise, e vá cuidar da sua saúde e do seu netinho. Esta é a única maneira possível de encerrar seu mandato com honra e dignidade.

Renunciar, cara Presidente, não é feio. Muito pelo contrário: quando necessária, a renúncia é um belíssimo gesto de nobreza, de inteligência e de humildade. A senhora já entrou para a história como primeira mulher a ser Presidente do Brasil. Será uma pena que entre também como primeira Presidente a ser deposta por um processo de impeachment (lembrando que o ex-Presidente Fernando Collor acabou renunciando tardiamente, um pouco antes do julgamento pelo Senado).

Infelizmente, o provável é que esta carta nunca chegue até a senhora, embora eu realmente queira que isto aconteça. O provável é que apenas meus amigos e alguns amigos de amigos a leiam, mas ainda assim resolvi escrevê-la. E fiz isto com a melhor das intenções.

Atenciosamente,
Paulo Cezar Filho

quinta-feira, 24 de março de 2016

Não vai ter golpe?



Nestes dias derradeiros do governo petista, o grito de guerra dos seus cada vez mais escassos defensores é: "não vai ter golpe". Todos nós, brasileiros de bem, sabemos que o impeachment não é golpe, mas sim um instrumento da nossa democracia, previsto na Constituição de 1988, nossa Carta Magna (aquela que o Partido dos Trabalhadores não quis assinar). E também temos evidências concretas de que a presidente Dilma Rousseff cometeu crimes de responsabilidade, e portanto está sujeita a este instrumento.

A presidente será deposta, se as nossas instituições funcionarem. E isto não será um "golpe" do Brasil contra o PT. Mas este texto não é sobre o nosso fictício "golpe", essa invenção das perturbadas mentes petistas. Este texto é sobre o golpe real: o golpe que o Partido dos Trabalhadores e seus soldados estão tentando aplicar na República Federativa do Brasil.

O Poder Judiciário, independente como tem que ser, descobriu o maior esquema de corrupção da história do mundo moderno. O juiz federal Sérgio Moro e sua brava equipe obtiveram provas que levaram políticos poderosos, diretores de estatais e executivos de grandes empreiteiras e bancos para trás das grades. Sabem aquela frase que todo mundo já ouviu, dizendo que, no Brasil, só pobres e pretos vão para a cadeia? Então, estes corajosos funcionários públicos acabaram com isso. E no processo já recuperaram mais de três bilhões de reais para os cofres públicos.

Vilão principal dessa história maligna, o Partido dos Trabalhadores tenta fabricar a narrativa de que está sendo "perseguido pela oposição". Seus integrantes encarcerados seriam "presos políticos" de um "estado de exceção". Eles só não explicam como um partido que está no poder há 13 anos e que indicou 8 dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, 6 dos 7 ministros do Tribunal Superior Eleitoral e 26 dos 31 ministros do Superior Tribunal de Justiça pode ser perseguido por um "estado de exceção".

A Operação Lava Jato já havia decretado centenas de "conduções coercitivas". Ninguém reclamava de nenhuma "condução coercitiva". Ninguém dava um pio sequer contra as "conduções coercitivas". A gente nem sabia o que era "condução coercitiva".

Isso até o juiz federal Sérgio Moro ordenar a "condução coercitiva" de Lula. Pronto, mexeram com o Lula, e com o Lula não se pode mexer. A tal da "condução coercitiva" passou a ser o maior absurdo da história da República. Ao levar Lula para depor, o Brasil automaticamente se transformava em um "estado policial".

Tudo é diferente para eles quando se trata de Luiz Inácio. Em dezembro de 2010, quando o WikiLeaks jogou no ventilador centenas de documentos que comprometiam o governo dos Estados Unidos, e seu fundador foi preso, o próprio Lula afirmou que "quem divulga não é culpado". Pouco mais de cinco anos depois, entretanto, quando os telefonemas de Lula é que foram expostos, Sérgio Moro, o responsável pela divulgação, se transformou no inimigo número um da democracia. Lula era mais uma vez uma pobre vítima do "estado policial".

Esta terça-feira, dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki tirou de Sérgio Moro o poder de investigar Lula, que até segunda ordem era um cidadão sem foro privilegiado. Cria-se, especialmente para Lula, uma situação inédita na história da República: nos próximos sete, dez ou quinze dias, até o caso ser julgado pelo pleno do STF, o sujeito não pode ser julgado por ninguém, não pode ser preso preventivamente por ninguém. Mesmo após tantas tentativas de driblar a Justiça, ele ganha uma semaninha ou mais de folga.

Resta alguma dúvida de que ele aproveitará esse tempo para articular mais manobras a favor da quadrilha que comanda, e contra a democracia brasileira? Já andou fazendo discursos bizarros como "a economia a gente resolve amanhã, mas evitar o 'golpe' é hoje", para sua plateia amestrada de admiradores bocós.

Gozando de super-direitos, Lula é o único brasileiro investigado pelo Poder Judiciário que não pode ser conduzido para depor, não pode ter suas conversas gravadas, e não pode nem mesmo ser julgado, condenado ou preso. Ele tem um salvo-conduto, como aquele cartão de "saída livre da prisão" que nossos colegas mais sortudos tiravam no sorte-ou-revés do saudoso "Banco Imobiliário".

O ex-presidente é um super-cidadão, amigos.

Luiz Inácio Lula da Silva se considera o primeiro brasileiro inimputável desde Nossa Majestade o Imperador Dom Pedro II do Brasil. Como bem definiu minha amiga, a advogada Maria Isabel, "o estado de exceção criado para Lula é o golpe".

Para o povo brasileiro, no entanto, não restam dúvidas: o Partido dos Trabalhadores é hoje uma organização de bandidos, Lula é o grande líder da quadrilha que pilhou a nação, e Dilma é parte inseparável do projeto criminoso de poder. A insistência deles em solapar nossa democracia não nos fará esmorecer.

Eles perderão essa guerra, e não será por 'golpe' algum: será pelas Leis que eles insistem em desprezar, pelo trabalho de bravos servidores que não se intimidam, e pela pressão do povo que eles tanto oprimiram. Nossas vozes são nossas armas, e elas não se calarão jamais. Aux armes, citoyens!

PCFilho

domingo, 20 de março de 2016

Vídeo: "Fora PT!" no Fla-Flu do Pacaembu

Torcidas de Flamengo e Fluminense unidas, bradando "Fora PT", com os times perfilados no gramado do Pacaembu:





Coisa linda de se ver!!!

PCFilho

sexta-feira, 18 de março de 2016

Jovem exibe carteira de trabalho e causa pânico entre manifestantes pró-PT


Nesta sexta-feira, dia 18, um jovem foi até a janela de sua casa e exibiu sua carteira de trabalho assinada para os manifestantes a favor do Partido dos "Trabalhadores", causando correria e pânico entre eles, em momentos de muita tensão. "Um absurdo o que fez esse rapaz opressor" - declarou a manifestante M. R., entre uma mordida e outra em seu sanduíche de mortadela.

Perguntado sobre qual era o problema de o rapaz exibir uma carteira de trabalho a eles, o manifestante C. A. retrucou: "Aqui é tudo cartão do Bolsa Família ou MST, amigo. Quem tem carteira de trabalho é coxinha".

O manifestante J. W. confessou: "Eu não gosto de trabalhar mesmo, não. Por isso que eu voto sempre no PT, o Lula dá dinheiro pra gente sem a gente precisar trabalhar. Hoje mesmo me deram 35 reais só pra vir pra cá. Assim que esse país vai pra frente!".

As manifestações pró-PT ocorreram nesta sexta-feira, dia 18, nas principais cidades brasileiras. Segundo o Instituto DataFolha, 250 milhões de brasileiros foram às ruas para exibir seu apoio ao Partido dos "Trabalhadores".

PCFilho

quarta-feira, 16 de março de 2016

O golpe de 16 de março (#OcupaBrasília)


Três dias após a maior manifestação popular da história do Brasil, cujas palavras de ordem foram "Fora Dilma", "Fora PT" e "Lula na cadeia", a presidente Dilma Rousseff oficializa Lula como ministro de estado, para que este ganhe foro privilegiado e drible a Justiça, numa demonstração de desprezo absoluto às vontades da população e ao estado democrático de direito.

Hoje, 16 de março, é o dia do golpe. O desrespeito às instituições do país ultrapassou qualquer limite aceitável. Sim, Lula ministro é a declaração de guerra do PT ao Brasil, nada menos que isso. Se este governo não cair logo, estaremos oficialmente sob um regime totalitário.

Nossa democracia nunca esteve tão ameaçada, mas nós não vamos aceitar o golpe passivamente. A partir das 18:00 de hoje, 16 de março, começam a ocupação e a vigília na frente do Palácio do Planalto, em Brasília. #OcupaBrasília

PCFilho

segunda-feira, 14 de março de 2016

Sobre as manifestações de 13 de março

Avenida Paulista, São Paulo, 13/03/2016.

Copacabana, Rio de Janeiro, 13/03/2016.


Amigos, o Treze de Março entrou para a história. Neste domingo memorável, tivemos, simplesmente, a maior manifestação popular da história do país, com pelo menos três milhões de brasileiros nas ruas de 239 cidades, em todos os estados e no Distrito Federal, bradando as palavras de ordem "Fora Dilma", "Fora PT" e "Lula na cadeia", e apoiando incondicionalmente as investigações e ações do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Três, quatro ou cinco milhões de pessoas nas ruas, e os governistas ainda dizem que é "coisa da elite". Pouco importam quantos milhões tenham ocupado as principais avenidas e ruas do Brasil: para eles, se trata sempre da elite, dos "coxinhas", dos ricos, do anti-povo. Para eles, protestos só são válidos quando são a favor do PT. Para eles, o governo mais impopular da história do país é o "governo popular". Para eles, "povo" é aquela galera que apoia o governo que mais deu lucros aos bancos na história. Para eles, "povo" é aquele pessoal que vota no governo que desapropriou cidadãos pobres para sediar eventos esportivos. Para eles, "povo" é quem está do lado do governo que permitiu a ascensão da violência a números assustadoramente grandes, equivalentes a uma guerra. Para eles, "povo" é quem não se importa que a Educação oferecida às crianças brasileiras seja uma das piores do mundo. Para eles, "povo" é quem apoia o governo que entrega à população o pior sistema público de saúde do planeta.

Não, petistas, vocês não são o "povo". O povo quer o impeachment imediato da presidente Dilma Rousseff. O povo deseja que o ex-presidente Lula pague pelos crimes que cometeu. O povo repudia veementemente o Partido dos Trabalhadores. O povo apoia incondicionalmente a Operação Lava Jato. O povo está enojado com tanta corrupção. O povo não aguenta mais tanta mentira. O povo não tolera mais tanta incompetência. O povo quer que os políticos esqueçam seus interesses pessoais e ajam a favor do Brasil. O povo não aguenta mais ser roubado. O povo não suporta mais ser enganado. O povo quer o Brasil de volta. Estas são as mensagens do histórico Treze de Março.

Para quem ainda não acordou para a vida real, seguem mais alguns dados assustadores sobre o absoluto caos econômico, político, social e moral no qual estamos mergulhados, após 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores:
- o Brasil tem mais de 140 assassinatos por dia, o que dá mais de 50.000 homicídios por ano, números maiores que os das guerras que acontecem hoje no mundo;

Como bem escreveu meu amigo Thiago Rachid, hoje o Brasil está dividido: dividido entre os 93% de pessoas que empregam, estão empregadas ou desejam emprego, e os 7% de pessoas que formam ou apoiam uma quadrilha que pilha a nação, e desemprega e massacra o empregador e o trabalhador.

Num dos últimos livros que li, Inferno, o autor Dan Brown cita Dante Alighieri: "Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral". Não se abstenha. Não fuja da sua responsabilidade como cidadão. Se posicione. Não lave as mãos. Não se cale. Não espere que o acaso resolva os problemas do país do dia para a noite. Nunca, em seus quase 194 anos como nação independente, o Brasil precisou tanto de seu povo quanto agora.

Vem pra rua você também.

PCFilho