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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O incêndio do Museu Nacional: por quê?


Este domingo, 2 de setembro, foi a data de mais uma tragédia brasileira: um incêndio de grandes proporções destruiu quase totalmente o riquíssimo acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A mais antiga instituição científica do Brasil sofreu o mais duro golpe em sua história de duzentos anos. Desde 1946, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a responsável por seu funcionamento.

A expressão "tragédia anunciada" pode parecer um clichê, mas neste caso traduz a mais absoluta verdade. Somente nos últimos oito anos, aconteceram seis grandes incêndios em prédios administrados pela UFRJ: em 2011, na Capela do Palácio da Praia Vermelha (notícia); em 2012, na Faculdade de Letras, na Ilha do Fundão (notícia); em 2014, no Centro de Ciências da Saúde, também no Fundão (notícia); em 2016, na Reitoria, na Ilha do Fundão (notícia); em 2017, no Alojamento Estudantil, novamente no Fundão (notícia); e neste domingo, no Museu Nacional, no Paço de São Cristóvão.

Não, não é um privilégio da UFRJ: há inúmeros exemplos de incêndios em prédios administrados pelo poder público no Brasil, nos últimos anos. O mais notório deles ocorreu em dezembro de 2015, no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo (notícia). O mais recente, provavelmente, no Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, em março de 2018 (notícia). Como se pode deduzir, a manutenção dos imóveis administrados pelo Estado deixa muito a desejar. É mais uma tarefa na qual os governos falham miseravelmente, não importando quem esteja no poder.

Por quê? Com os tantos impostos que pagamos, não deveríamos receber em troca serviços minimamente decentes? Não deveríamos ter segurança pública, bons hospitais, boas escolas e, como dizer, prédios que não pegam fogo? Por que tivemos que começar a Semana da Pátria vendo nosso maior acervo museológico derreter diante de nossos olhos? Como foi possível que um patrimônio tão valioso estivesse tão exposto à destruição?

Segundo notícia da Folha, o Museu Nacional vinha sofrendo com cortes no orçamento, e desde 2014 não recebia integralmente os R$ 520.000,00 anuais necessários para a manutenção básica do prédio. Vamos fazer algumas comparações com outros gastos públicos?

Quinhentos e vinte mil reais são um valor TRÊS MIL E TREZENTAS VEZES menor que os R$ 1,716 bilhão entregues aos partidos políticos este ano, para financiar as campanhas eleitorais (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são, aproximadamente, UM QUARTO do custo anual de UM deputado federal (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são, aproximadamente, UM TERÇO do que o Governo Federal gasta em publicidade POR DIA somente na TV Globo (sim, nós pagamos mais de um milhão e meio por dia à emissora) (fonte).

Quinhentos e vinte mil reais são um valor similar ao patrocínio dado pela União em 2013 a CADA UM dos "blogs sujos", verdadeiras assessorias de imprensa do Partido dos Trabalhadores, então no poder (Brasil247, Conversa Afiada, Jornal GGN, Carta Maior e Opera Mundi) (fonte).

Entendamos de uma vez por todas: temos que rever o uso de cada centavo de nossos impostos. Vamos cobrar este compromisso dos sorridentes políticos que estão por aí pedindo nossos votos?

PCFilho

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um ensaio sobre liberdade de expressão


Amigos, considero muito saudável o recente acirramento dos debates políticos no Brasil: finalmente, a população está se interessando por política, está procurando se informar, e essa conscientização é fundamental para que as coisas melhorem enfim, a médio e longo prazos. Entretanto, tenho notado nas discussões um preocupante e repetido desrespeito a um dos valores fundamentais da democracia: a liberdade de expressão.

Um exemplo: na histórica sessão da Câmara dos Deputados que votou o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Jair Bolsonaro fez um discurso polêmico, citando Carlos Alberto Brilhante Ustra, suposto torturador durante o Governo Militar (nunca houve comprovação das acusações contra ele - e mesmo que houvesse, ele teria sido beneficiado pela Lei da Anistia, como foi a própria presidente Dilma). A fala de Bolsonaro, naturalmente, gerou muitas críticas e reações negativas, especialmente por parte de simpatizantes da esquerda (que, hipocritamente, não se escandalizaram com os discursos homenageando terroristas sanguinários favoráveis à sua causa, como Carlos Marighella e Carlos Lamarca).

Até aqui, tudo bem, as críticas de lado a lado são parte do debate. O problema surge quando entidades e cidadãos passam a defender a tese de que Bolsonaro (ou qualquer outro deputado) não poderia ter feito o discurso que fez, que teria cometido um crime, ou que deveria ser cassado pelo que falou. A seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), por exemplo, divulgou que solicitará a cassação do parlamentar por causa de seu discurso. Querem violar a liberdade de expressão de um representante do Povo, na Casa do Povo. Isto, sim, é um atentado violento contra a nossa democracia.

Os parlamentares são inimputáveis por suas falas na tribuna, e têm que ser mesmo. Se nem os nossos representantes legitimamente eleitos tiverem o direito de expressar suas opiniões na tribuna do Congresso Nacional, então não estamos mais em um estado democrático de direito, e vivemos oficialmente em um regime de exceção. Vocês percebem a gravidade disso? Se até um parlamentar puder ser condenado pelo que diz, coitado do cidadão comum que ousar dar uma opinião sobre algum assunto polêmico. É capaz de acabar preso, sem direito a fiança.

Eu sempre me posiciono a favor da liberdade absoluta de expressão. Uma sociedade que condena seus cidadãos por suas opiniões pode ser qualquer coisa, menos democrática. Está escrito ainda no preâmbulo da nossa Constituição de 1988: a liberdade é um dos valores supremos da nossa sociedade. E um valor supremo é um valor supremo: direito inalienável de todo cidadão, que não pode ser violado, que não pode ser rasgado, que não pode ser tocado. Todo e qualquer ataque à liberdade em nosso solo deve ser repudiado com veemência.

A OAB-RJ deveria estar mais preocupada com outro deputado do Rio de Janeiro, o senhor Jean Wyllys, que, de maneira premeditada, como mostram as gravações de vídeo, cuspiu no rosto de Jair Bolsonaro. Esta atitude, sim, uma agressão inaceitável, dentro da Casa do Povo, contra um dos representantes do Povo. Esta, sim, uma atitude passível de cassação do mandato, conforme prevê o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.

Precisamos decidir se queremos ou não ser uma sociedade democrática e livre. Democracia com crime de opinião não é democracia. Como diz uma certa letra de música, "paz sem voz não é paz, é medo". Posso falar?

PCFilho

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Os melhores votos na sessão do impeachment de Dilma


Neste domingo 17, o Brasil parou para a grande festa da democracia, em que 511 dos 513 deputados federais decidiram sobre o prosseguimento do impeachment de Dilma Rousseff.

Seguem abaixo os vídeos dos votos mais marcantes da histórica sessão da Câmara dos Deputados, na minha opinião.

O voto com o melhor discurso: Tia Eron (BA)

O voto com o segundo melhor discurso: Irmão Lázaro (BA)

O voto com o terceiro melhor discurso: Sérgio Reis (SP)

O voto mais corajoso: Alfredo Nascimento (AM)

O voto mais exaltado: Vladimir Costa (PA)

O voto mais polêmico: Jair Bolsonaro (RJ)

O voto mais aplaudido: Tiririca (SP)

O voto mais sucinto: Paulo Maluf (SP)

O voto mais vaiado: Jandira Feghali (RJ)

O voto mais ridículo, e que mais revirou túmulos: Glauber Braga (RJ)

O voto mais aguardado: Bruno Araújo (PE)

E sobre o momento mais lamentável da sessão, a premeditada agressão de Jean Wyllys (RJ) a Jair Bolsonaro (RJ), nada a acrescentar:

PCFilho

quarta-feira, 13 de abril de 2016

10 coisas que nós aprendemos com a crise do Brasil


Seguem abaixo dez valiosas lições que os brasileiros aprenderam com a crise econômica, política e moral na qual o país mergulhou, graças à desenfreada roubalheira de nossos políticos. Descobrimos:

I) Que o Brasil pode sobreviver sem governo (já perceberam que estamos há 15 meses sem um?).

II) Que pedalar nem sempre faz bem à saúde.

III) Que Lula visita os amigos com (muito) mais frequência que nós visitamos nossas avós.

IV) Que o pessoal do Datafolha não sabe contar.


V) Que bandidos podem acordar com um japonês na porta.


VI) Que coxinha é melhor que mortadela.

VII) Que o povo brasileiro ainda consegue rir da própria tragédia:





VIII) O que significa condução coercitiva.

IX) Que 513 = 342 + 171.

X) Que quem não deve não Temer.

PCFilho

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Carta aberta à Presidente Dilma Rousseff


Excelentíssima Senhora Presidente da República Dilma Rousseff,

Para não deixar dúvidas, e para ser absolutamente sincero, afirmo já na primeira linha desta carta: eu nunca votei na senhora, nem em 2010, nem em 2014, nem no primeiro turno, nem no segundo turno. Votei uma vez em seu antecessor, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não renovei o voto, insatisfeito com o primeiro mandato dele. Portanto, nas três últimas eleições, votei em adversários do seu partido, e sou, desta forma, opositor a ele. E sim, sou favorável ao seu impeachment, pois considero que sua gestão não respeitou as regras previstas em nossa Constituição Federal. Assistirei atentamente à sua defesa na Câmara dos Deputados, e acredito que a senhora de fato possui alguns argumentos para se defender, embora ache que nenhum deles chegará perto de me convencer. Assim, se eu fosse um parlamentar, votaria favoravelmente ao seu impeachment.

No entanto, o meu posicionamento político não é o tema desta carta. Apenas quis deixá-lo claro desde o começo, porque não acredito em imparcialidade, e não seria honesto de minha parte se eu tentasse parecer isento. O tema desta carta é o apelo de um cidadão brasileiro à suprema mandatária do país, independentemente das divergências que nós podemos ter (e certamente temos).

Nós estamos enfrentando a maior recessão econômica desde a década de 30 do século passado. E esta não é uma conclusão minha: foi o seu ministro Nelson Barbosa que disse. A inflação está fora de controle, e o desemprego cresce a cada dia, afetando milhões de famílias, a maioria pobres. E a senhora, infelizmente, é uma das causas principais desta triste crise. Quase ninguém mais acredita que o seu governo seja capaz de contorná-la, como comprovam as recentes manifestações, as maiores da nossa História. A senhora ocupa a honrosa função de Presidente da República há cinco anos e três meses, graças à soberana vontade do Povo, sem dúvida alguma, mas entenda que agora este Povo não mais a apoia.

E não é só o Povo que não acredita mais em você. Os investidores continuarão tirando seu dinheiro do Brasil, enquanto a senhora estiver no Palácio do Planalto: eles já disseram que só voltarão a investir aqui quando a senhora sair. Os seus aliados políticos, que permitiram sua eleição e sua reeleição, também estão abandonando a senhora. Só permanecem ao seu lado os companheiros mais fiéis (e seja grata a eles, porque não é tarefa fácil). A senhora sabe melhor do que eu que, com o apoio deles somente, governar este país é uma tarefa impossível.

Daqui a alguns dias, o pedido de seu impeachment será votado no plenário da Câmara dos Deputados. E a senhora sabe que não terá como alcançar os 171 votos necessários para que vença a votação. Nas contas mais otimistas, a senhora consegue uns 140. Depois disso, o pedido irá para o Senado, e a senhora será afastada por seis meses, para ser submetida a um julgamento desgastante e até certo ponto cruel, do qual a senhora sairá exausta e provavelmente derrotada. Eu respeitosamente pergunto: vale a pena passar por tudo isso, senhora? Vale a pena passar por tudo isso para tentar manter um governo que continuará sendo inviável, mesmo que a senhora milagrosamente escape do impedimento?

A esta altura, a senhora já entendeu que a minha ousada intenção é convencê-la a renunciar. Eu ouvi um pronunciamento recente seu, afirmando que não renunciará em hipótese alguma. Sinceramente admiro tamanha coragem, mas insisto: não há solução melhor que a sua renúncia, tanto para o Brasil, quanto para a senhora, que já tem certa idade, já esteve doente, e não precisa passar pelas humilhações públicas que estão por vir.

Renuncie, senhora Presidente. Devolva o Brasil ao Povo brasileiro, peça desculpas por não ter conseguido vencer a crise, e vá cuidar da sua saúde e do seu netinho. Esta é a única maneira possível de encerrar seu mandato com honra e dignidade.

Renunciar, cara Presidente, não é feio. Muito pelo contrário: quando necessária, a renúncia é um belíssimo gesto de nobreza, de inteligência e de humildade. A senhora já entrou para a história como primeira mulher a ser Presidente do Brasil. Será uma pena que entre também como primeira Presidente a ser deposta por um processo de impeachment (lembrando que o ex-Presidente Fernando Collor acabou renunciando tardiamente, um pouco antes do julgamento pelo Senado).

Infelizmente, o provável é que esta carta nunca chegue até a senhora, embora eu realmente queira que isto aconteça. O provável é que apenas meus amigos e alguns amigos de amigos a leiam, mas ainda assim resolvi escrevê-la. E fiz isto com a melhor das intenções.

Atenciosamente,
Paulo Cezar Filho

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O novo discurso de Dilma


Abaixo, está a transcrição ipsis litteris de mais um "divertido" discurso da presidente da República Dilma Rousseff, proferido no evento auto-intitulado "Em defesa da democracia", realizado no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira, dia 1º. Fiz questão de transcrever, para que essa pérola ficasse guardada para a eternidade. Leiam até o fim, porque é realmente hilário!

Prezados e prezadas,

Quero agradecer a presença de todos vocês aqui, nesse evento em defesa da democracia, que é contra esse processo de impeachment que estão tentando passar comigo, quero dizer, estão tentando passar sem "migo", contra "migo", contra mim, que é esse golpe, porque, né? Impeachment sem crime de responsabilidade tem nome, impeachment sem crime de responsabilidade é GOLPE!

No processo que tá lá na "câmera", eles dizem que eu fiz as famosas pedaladas, só que as únicas pedaladas que eu faço são de manhãzinha, quando eu vou de bicicleta entre o Palácio do Planalto e a Granja do Torto, eu vou e eu volto, todo dia, e o Bessias até vai comigo às vezes. Mas eles dizem que eu faço as pedaladas lá na Caixa Econômica Federal, só que é mentira, é GOLPE!

As pedaladas o Lula também fazia, o Fernando Henrique também fazia, o Itamar também fez, o Collor também, o Sarney também, os militares também, todos sempre pedalaram, todos pedalam e todos sempre pedalarão, no passado, no presente, no futuro e em outros tempos possíveis, até os dons Pedros faziam as pedaladas, lá antigamente, quando Brasília nem existia ainda, e os presidentes ficavam lá na capital antiga, que era a Bahia, sabem? Porque é isso, a Bahia já foi capital do Brasil, não sei se vocês sabem, eu sei porque eu estudei. E eu estudei muito, principalmente história, que eu gostava muito. Inclusive já teve outros golpes, eu não sou a primeira presidenta a sofrer com isso, quer dizer, eu sou a primeira presidenta, porque sou a primeira mulher, mas também teve os homens, porque já teve homens presidentes, no caso homens "presidentos", e alguns sofreram golpe também, teve o João Goulart que sofreu golpe, teve o Collor, ah não, o Collor não foi golpe, mas teve outros também, o Getúlio, se bem que o Getúlio não foi bem golpe, foi suicídio, ele se matou.

Eles dizem que eu cometi crime de responsabilidade, e eu digo a vocês que cometi crime de responsabilidade mesmo. Porque eu sou mesmo muito responsável, sempre fui, quando eu tava na Casa Civil inclusive, foi o que chamou a atenção do presidente Lula, que eu era muito responsável. O que eu jamais cometeria é crime de irresponsabilidade. Porque eu nunca fui irresponsável, sempre fui uma menina muito obediente, muito responsável, muito obediente mesmo, mais obediente que um cachorro, no caso, uma cachorra, já que sou mulher.

O que eles chamam de crime de responsabilidade eu chamo de crime de responsabilidade, mas uma responsabilidade responsável, responsabilidade responsável com os programas sociais do meu governo e do governo do presidente Lula. Eu não podia deixar de investir nos programas sociais, seria crime de irresponsabilidade, e aí entre um crime de irresponsabilidade e um crime de responsabilidade, eu fiquei com o crime de responsabilidade, essa responsabilidade responsável com o bem-estar do povo brasileiro. Aí eu fiz o que eles chamam de pedaladas, pra não deixar o povo desamparado. Isso sim seria crime de irresponsabilidade, vocês não concordam?

Então... eu não chamo de pedaladas, eu chamo de empréstimo, porque é mais ou menos como a dona de casa que o marido perdeu o emprego e precisa pegar dinheiro emprestado, você vai pagar quando a situação melhorar, e a situação vai melhorar, pode até demorar, mas vai melhorar, porque eu não sou pessimista como outros aí, que dizem que só vai piorar, porque não dá pra piorar sempre, uma hora melhora, e aí quando melhorar a gente paga tudo, mas até lá tem que pedalar. O presidente Lula até me disse que eu estou pedalando tanto que mais pareço aquele jogador que pedala, acho que é o Neymar, não, não é o Neymar não, é o outro, mais antigo. Eu não sei o nome agora. Isso, o Robinho, o Robinho. O Lula disse que eu pedalo igual o Robinho. Mas eu não entendo muito de futebol, então deixo essas comparações pra ele, ele que adora futebol. Eu até assisto, mas não entendo muito bem. Não entendo aquela regra de impedimento.

Aí eles querem me tirar da presidência por causa das pedaladas. Mas todo mundo pedalou e ninguém sofreu impeachment, só eu. Eu acho que eles querem isso porque eu sou presidenta, porque eu sou mulher, eles ainda acham que mulher é fraca, que mulher não aguenta o tranco, essa visão machista do mundo. Tem homem que não gosta de mulher, ou seja, homem que não gosta de mulher que manda, e eu mando mesmo, eu sou bem mandona. Eles vão se dar mal, querem que eu renuncie, mas eu não vou renunciar. Vou ficar e vou completar o meu mandato até o dia 31 de dezembro. É, 31 de dezembro. De dois mil e, dois mil e, dois mil e dezessete, não dezoito, é dezessete ou dezoito? Dezoito, né? Dois mil e dezoito. Porque o povo me elegeu democraticamente, é assim numa democracia, e o Brasil é uma democracia, e quem quer me tirar de lá é GOLPE!

Eu agora vou passar o microfone pras outras pessoas aqui falar também, porque é importante, ou seja, porque eu já falei muito e é importante ouvir todas as opiniões, todos os lados, ou seja, sempre contra o golpe. E vocês sabem o que é o pior de tudo? É que, até ler esta linha, você achou mesmo que esse discurso poderia ter saído da boca da presidente Dilma Rousseff...

PCFilho

quinta-feira, 24 de março de 2016

Não vai ter golpe?



Nestes dias derradeiros do governo petista, o grito de guerra dos seus cada vez mais escassos defensores é: "não vai ter golpe". Todos nós, brasileiros de bem, sabemos que o impeachment não é golpe, mas sim um instrumento da nossa democracia, previsto na Constituição de 1988, nossa Carta Magna (aquela que o Partido dos Trabalhadores não quis assinar). E também temos evidências concretas de que a presidente Dilma Rousseff cometeu crimes de responsabilidade, e portanto está sujeita a este instrumento.

A presidente será deposta, se as nossas instituições funcionarem. E isto não será um "golpe" do Brasil contra o PT. Mas este texto não é sobre o nosso fictício "golpe", essa invenção das perturbadas mentes petistas. Este texto é sobre o golpe real: o golpe que o Partido dos Trabalhadores e seus soldados estão tentando aplicar na República Federativa do Brasil.

O Poder Judiciário, independente como tem que ser, descobriu o maior esquema de corrupção da história do mundo moderno. O juiz federal Sérgio Moro e sua brava equipe obtiveram provas que levaram políticos poderosos, diretores de estatais e executivos de grandes empreiteiras e bancos para trás das grades. Sabem aquela frase que todo mundo já ouviu, dizendo que, no Brasil, só pobres e pretos vão para a cadeia? Então, estes corajosos funcionários públicos acabaram com isso. E no processo já recuperaram mais de três bilhões de reais para os cofres públicos.

Vilão principal dessa história maligna, o Partido dos Trabalhadores tenta fabricar a narrativa de que está sendo "perseguido pela oposição". Seus integrantes encarcerados seriam "presos políticos" de um "estado de exceção". Eles só não explicam como um partido que está no poder há 13 anos e que indicou 8 dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, 6 dos 7 ministros do Tribunal Superior Eleitoral e 26 dos 31 ministros do Superior Tribunal de Justiça pode ser perseguido por um "estado de exceção".

A Operação Lava Jato já havia decretado centenas de "conduções coercitivas". Ninguém reclamava de nenhuma "condução coercitiva". Ninguém dava um pio sequer contra as "conduções coercitivas". A gente nem sabia o que era "condução coercitiva".

Isso até o juiz federal Sérgio Moro ordenar a "condução coercitiva" de Lula. Pronto, mexeram com o Lula, e com o Lula não se pode mexer. A tal da "condução coercitiva" passou a ser o maior absurdo da história da República. Ao levar Lula para depor, o Brasil automaticamente se transformava em um "estado policial".

Tudo é diferente para eles quando se trata de Luiz Inácio. Em dezembro de 2010, quando o WikiLeaks jogou no ventilador centenas de documentos que comprometiam o governo dos Estados Unidos, e seu fundador foi preso, o próprio Lula afirmou que "quem divulga não é culpado". Pouco mais de cinco anos depois, entretanto, quando os telefonemas de Lula é que foram expostos, Sérgio Moro, o responsável pela divulgação, se transformou no inimigo número um da democracia. Lula era mais uma vez uma pobre vítima do "estado policial".

Esta terça-feira, dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki tirou de Sérgio Moro o poder de investigar Lula, que até segunda ordem era um cidadão sem foro privilegiado. Cria-se, especialmente para Lula, uma situação inédita na história da República: nos próximos sete, dez ou quinze dias, até o caso ser julgado pelo pleno do STF, o sujeito não pode ser julgado por ninguém, não pode ser preso preventivamente por ninguém. Mesmo após tantas tentativas de driblar a Justiça, ele ganha uma semaninha ou mais de folga.

Resta alguma dúvida de que ele aproveitará esse tempo para articular mais manobras a favor da quadrilha que comanda, e contra a democracia brasileira? Já andou fazendo discursos bizarros como "a economia a gente resolve amanhã, mas evitar o 'golpe' é hoje", para sua plateia amestrada de admiradores bocós.

Gozando de super-direitos, Lula é o único brasileiro investigado pelo Poder Judiciário que não pode ser conduzido para depor, não pode ter suas conversas gravadas, e não pode nem mesmo ser julgado, condenado ou preso. Ele tem um salvo-conduto, como aquele cartão de "saída livre da prisão" que nossos colegas mais sortudos tiravam no sorte-ou-revés do saudoso "Banco Imobiliário".

O ex-presidente é um super-cidadão, amigos.

Luiz Inácio Lula da Silva se considera o primeiro brasileiro inimputável desde Nossa Majestade o Imperador Dom Pedro II do Brasil. Como bem definiu minha amiga, a advogada Maria Isabel, "o estado de exceção criado para Lula é o golpe".

Para o povo brasileiro, no entanto, não restam dúvidas: o Partido dos Trabalhadores é hoje uma organização de bandidos, Lula é o grande líder da quadrilha que pilhou a nação, e Dilma é parte inseparável do projeto criminoso de poder. A insistência deles em solapar nossa democracia não nos fará esmorecer.

Eles perderão essa guerra, e não será por 'golpe' algum: será pelas Leis que eles insistem em desprezar, pelo trabalho de bravos servidores que não se intimidam, e pela pressão do povo que eles tanto oprimiram. Nossas vozes são nossas armas, e elas não se calarão jamais. Aux armes, citoyens!

PCFilho

domingo, 20 de março de 2016

Vídeo: "Fora PT!" no Fla-Flu do Pacaembu

Torcidas de Flamengo e Fluminense unidas, bradando "Fora PT", com os times perfilados no gramado do Pacaembu:





Coisa linda de se ver!!!

PCFilho

sexta-feira, 18 de março de 2016

Jovem exibe carteira de trabalho e causa pânico entre manifestantes pró-PT


Nesta sexta-feira, dia 18, um jovem foi até a janela de sua casa e exibiu sua carteira de trabalho assinada para os manifestantes a favor do Partido dos "Trabalhadores", causando correria e pânico entre eles, em momentos de muita tensão. "Um absurdo o que fez esse rapaz opressor" - declarou a manifestante M. R., entre uma mordida e outra em seu sanduíche de mortadela.

Perguntado sobre qual era o problema de o rapaz exibir uma carteira de trabalho a eles, o manifestante C. A. retrucou: "Aqui é tudo cartão do Bolsa Família ou MST, amigo. Quem tem carteira de trabalho é coxinha".

O manifestante J. W. confessou: "Eu não gosto de trabalhar mesmo, não. Por isso que eu voto sempre no PT, o Lula dá dinheiro pra gente sem a gente precisar trabalhar. Hoje mesmo me deram 35 reais só pra vir pra cá. Assim que esse país vai pra frente!".

As manifestações pró-PT ocorreram nesta sexta-feira, dia 18, nas principais cidades brasileiras. Segundo o Instituto DataFolha, 250 milhões de brasileiros foram às ruas para exibir seu apoio ao Partido dos "Trabalhadores".

PCFilho

quarta-feira, 16 de março de 2016

O golpe de 16 de março (#OcupaBrasília)


Três dias após a maior manifestação popular da história do Brasil, cujas palavras de ordem foram "Fora Dilma", "Fora PT" e "Lula na cadeia", a presidente Dilma Rousseff oficializa Lula como ministro de estado, para que este ganhe foro privilegiado e drible a Justiça, numa demonstração de desprezo absoluto às vontades da população e ao estado democrático de direito.

Hoje, 16 de março, é o dia do golpe. O desrespeito às instituições do país ultrapassou qualquer limite aceitável. Sim, Lula ministro é a declaração de guerra do PT ao Brasil, nada menos que isso. Se este governo não cair logo, estaremos oficialmente sob um regime totalitário.

Nossa democracia nunca esteve tão ameaçada, mas nós não vamos aceitar o golpe passivamente. A partir das 18:00 de hoje, 16 de março, começam a ocupação e a vigília na frente do Palácio do Planalto, em Brasília. #OcupaBrasília

PCFilho

segunda-feira, 14 de março de 2016

Sobre as manifestações de 13 de março

Avenida Paulista, São Paulo, 13/03/2016.

Copacabana, Rio de Janeiro, 13/03/2016.


Amigos, o Treze de Março entrou para a história. Neste domingo memorável, tivemos, simplesmente, a maior manifestação popular da história do país, com pelo menos três milhões de brasileiros nas ruas de 239 cidades, em todos os estados e no Distrito Federal, bradando as palavras de ordem "Fora Dilma", "Fora PT" e "Lula na cadeia", e apoiando incondicionalmente as investigações e ações do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Três, quatro ou cinco milhões de pessoas nas ruas, e os governistas ainda dizem que é "coisa da elite". Pouco importam quantos milhões tenham ocupado as principais avenidas e ruas do Brasil: para eles, se trata sempre da elite, dos "coxinhas", dos ricos, do anti-povo. Para eles, protestos só são válidos quando são a favor do PT. Para eles, o governo mais impopular da história do país é o "governo popular". Para eles, "povo" é aquela galera que apoia o governo que mais deu lucros aos bancos na história. Para eles, "povo" é aquele pessoal que vota no governo que desapropriou cidadãos pobres para sediar eventos esportivos. Para eles, "povo" é quem está do lado do governo que permitiu a ascensão da violência a números assustadoramente grandes, equivalentes a uma guerra. Para eles, "povo" é quem não se importa que a Educação oferecida às crianças brasileiras seja uma das piores do mundo. Para eles, "povo" é quem apoia o governo que entrega à população o pior sistema público de saúde do planeta.

Não, petistas, vocês não são o "povo". O povo quer o impeachment imediato da presidente Dilma Rousseff. O povo deseja que o ex-presidente Lula pague pelos crimes que cometeu. O povo repudia veementemente o Partido dos Trabalhadores. O povo apoia incondicionalmente a Operação Lava Jato. O povo está enojado com tanta corrupção. O povo não aguenta mais tanta mentira. O povo não tolera mais tanta incompetência. O povo quer que os políticos esqueçam seus interesses pessoais e ajam a favor do Brasil. O povo não aguenta mais ser roubado. O povo não suporta mais ser enganado. O povo quer o Brasil de volta. Estas são as mensagens do histórico Treze de Março.

Para quem ainda não acordou para a vida real, seguem mais alguns dados assustadores sobre o absoluto caos econômico, político, social e moral no qual estamos mergulhados, após 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores:
- o Brasil tem mais de 140 assassinatos por dia, o que dá mais de 50.000 homicídios por ano, números maiores que os das guerras que acontecem hoje no mundo;

Como bem escreveu meu amigo Thiago Rachid, hoje o Brasil está dividido: dividido entre os 93% de pessoas que empregam, estão empregadas ou desejam emprego, e os 7% de pessoas que formam ou apoiam uma quadrilha que pilha a nação, e desemprega e massacra o empregador e o trabalhador.

Num dos últimos livros que li, Inferno, o autor Dan Brown cita Dante Alighieri: "Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral". Não se abstenha. Não fuja da sua responsabilidade como cidadão. Se posicione. Não lave as mãos. Não se cale. Não espere que o acaso resolva os problemas do país do dia para a noite. Nunca, em seus quase 194 anos como nação independente, o Brasil precisou tanto de seu povo quanto agora.

Vem pra rua você também.

PCFilho

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Fla-Flu - Melhores momentos



O Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 1, mas quem se importa? O jogo valeu pouco, os dois clubes se classificarão, e o Campeonato Carioca não é nem sombra do que já foi um dia.

Os melhores momentos do clássico foram mesmo os segundos de fama da invasora do gramado, gritando o "FORA DILMA" entalado na garganta do povo brasileiro.

O blog reforça a convocação da moça: 13 de março, meus caros. Vamos às ruas derrubar o PT, destituir esta organização criminosa do poder e retomar as rédeas de nosso país.

PCFilho

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

13 dá azar


Todo ser humano sobre a face da Terra já ouviu alguma vez na vida que o número 13 é associado ao azar. Não se sabe com certeza a origem exata da crença. Historiadores do futuro certamente lembrarão a falência de um certo país da América Latina, que entrou em profunda depressão econômica após 13 anos de governo de uma organização criminosa cujo número é exatamente o 13. Entretanto, a associação entre o 13 e o azar já acontecia décadas antes da fundação do nefasto Partido dos Trabalhadores brasileiro.

Por exemplo, vejamos o caso do famoso hotel The Savoy, em Londres. Em 1898, o magnata dos diamantes Woolf Joel ofereceu um jantar para 14 convidados no hotel. Quando um deles saiu, deixando a mesa com 13 pessoas, outro previu que a primeira pessoa a deixar a mesa morreria. Woolf Joel saiu primeiro, e de fato foi assassinado poucas semanas depois.

A partir daquele ano, até 1927, toda vez que um jantar com 13 pessoas estava acontecendo no The Savoy, funcionários do hotel eram convidados a compor a mesa, para afastar o azar do 13. Em 1927, o arquiteto Basil Ionides esculpiu Kaspar, um gato preto de 61 centímetros de altura. Desde então, é ele, o gato, que completa a mesa como 14º convidado, com direito a guardanapo no pescoço, comida no prato, e bebida na taça.

Foto: Ian Nicholson, PA.

O gato Kaspar teve, ao longo das décadas, diversos fãs famosos, dentre eles o famoso estadista britânico Winston Churchill, que sempre o convidava para seus jantares e reuniões no The Savoy, independentemente do número de presentes.

PCFilho

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A selfie do jornalismo tupiniquim



Nesta quinta-feira 7, em Brasília, a presidente da República, Dilma Vana Rousseff, recebeu um grupo de jornalistas para um café da manhã, em que deu mais algumas de suas usuais declarações debochadas a respeito da crise econômica que assola o Brasil, obra sua e de seu antecessor, feita a quatro mãos e dezenove dedos, com muito carinho.

Ao fim do encontro, os convidados do desjejum presidencial aproveitaram para tirar uma selfie com a presidente - a sorridente foto acima. O autorretrato nos mostra muito mais que os brancos dentes dos jornalistas e da suprema mandatária da nação: ilustra também o comportamento adulador de jornalistas que, se cumprissem o seu dever profissional com dignidade, estariam descascando as imoralidades do governo mais corrupto da história do país.

"O maior erro do governo, estou falando de 2014 e que teve repercussão em 2015: nós, como muitos, não percebemos o tamanho da desaceleração que ocorreria em decorrência de efeitos externos e internos. Você pode ter tido outros (erros) também, o de não ter tido rapidez em tomar alguma medida. Qualquer atividade humana é passível de erro."

Nossos sorridentes jornalistas ouviram de Dilma a frase acima, e não retrucaram, tampouco a repreenderam pelo deboche explícito. Até as galinhas e os porcos brasileiros já sabem o que aconteceu em 2014: os membros da quadrilha disseram que fariam o diabo para vencer as eleições, e fizeram mesmo; já tinham conhecimento da crise, e propositalmente a agravaram, porque era necessário para permanecer no poder. O pior é que ainda somos obrigados a ler por aí, vez por outra, que a mídia brasileira é "golpista", "de direita", "antipetista". Quem dera que fosse, de fato: estaríamos melhor servidos.

Temos, isso sim, uma imprensa chapa-branca, frouxa, covarde, subserviente, servil, com jornalistas que se esforçam tanto para distorcer o noticiário quanto para traduzir as enigmáticas falas da presidente, ou quanto para aparecer bem na selfie com ela.

Que os nossos livros de história do futuro coloquem os cúmplices do projeto criminoso de poder na mesma lata de lixo na qual estarão os seus arquitetos e líderes.

PCFilho

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Bernardinho convoca zagueiro Wallace para a Seleção de vôlei

Foto: Ricardo Marques Ribeiro.


Nesta segunda-feira 7, o técnico Bernardinho apresentou uma surpresa na lista de convocados para a Seleção Brasileira masculina de vôlei: a presença do zagueiro Wallace, do Flamengo, na lista.

"Fiquei impressionado com a técnica apresentada pelo atleta: mesmo atrapalhado pelo defensor do Fluminense, ele deu o passe, com um braço só, com absoluta precisão para o companheiro", declarou o treinador campeão olímpico de 2004.

Wallace, que sempre sonhou em disputar os Jogos Olímpicos, vê no vôlei sua grande chance, já que no futebol está difícil.

Já a Presidente da República Dilma Rousseff ofereceu a Wallace o cargo de porta-voz de seu governo, após ficar impressionada com a desenvoltura do atleta para mentir, na entrevista em que ele disse não se lembrar de ter tocado a bola com a mão.

PCFilho

sábado, 8 de agosto de 2015

Acredite em você, brasileiro


O PT foi (provavelmente) o maior empreendimento da história política brasileira. Muitos homens e mulheres dedicaram tempo, energia e (alguns) até dinheiro nesse sonho. Noves fora a tragédia que significa o pensamento de Esquerda, o PT foi uma obra de luta de muitos abnegados bem intencionados e alguns canalhas da pior espécie.

Lamentavelmente para os bem intencionados, os canalhas eram (e são) justamente os líderes. Não foi por acaso que dois ex-presidentes e dois tesoureiros do partido já foram presos (sendo três com sentença transitada em julgado).

Recente entrevista do Dep. Miro Teixeira (PROS-RJ) revelou que a ação criminosa do partido foi deliberada e tomada conscientemente como estratégia de poder em 2003. E trata-se de um depoimento de um aliado, um cidadão de reputação ilibada.

Eis a trágica história da crença na engenharia social do Estado nesse país em que o Estado sempre foi o maior inimigo da nação. Que os incautos que ajudaram o PT a crescer e aqueles que um dia acreditaram no partido aprendam que só a liberdade salvará o Brasil dos gigantescos índices de pobreza e miséria, bem como de outras mazelas. Só a sociedade livre - e não meia dúzia de "intelectuais orgânicos" e "guias geniais" - pode transformar o Brasil naquilo que podemos ser: uma nação próspera, rica e com fartura para todos.

O ocaso do PT não deve ser o ocaso de uma presidente, de alguns líderes corruptos ou somente do partido. Esse momento de adversidade do PT deve inspirar a nação a abandonar a crença no Estado, essa maldita crença que nos atrasa, nos aprisiona, nos mantém subdesenvolvidos. Uma crença maldita na qual até alguns que são chamados de homens de Direita já fizeram (e fazem) profissão de fé.

Menos políticos, menos cargos comissionados, menos servidores públicos, menos carros oficiais, menos recepções, menos champagne, menos cartões corporativos, menos tributos, menos regulamentações desnecessárias, menos proibições, menos intervenções na vida privada, menos burocratas nos dizendo o que é certo e errado, menos privilégios, menos "você sabe com quem está falando", menos autoridades, menos auxílios-paletó, menos ineficiência, menos Dilma, "menas" Lula, menos FHC, menos Sarney, menos Collor, menos Geisel, menos Médici, menos Getúlio, menos Marx, menos Gramsci, menos Escola de Frankfurt, menos Foucault, menos Escola Superior de Guerra pensando o país, menos Tenentismo, menos Brizola, menos Maluf, menos ministérios, menos burocracia, menos esperança nos governos e nos governantes.

Acredite em você, brasileiro, e vá em frente.

(texto de meu amigo Thiago Rachid)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Deputado do PT insulta Fluminense na tribuna do Congresso Nacional

Foto: Agência Câmara.

Em meio às discussões sobre a redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados, o parlamentar Paulo Pimenta (PT-RS) soltou a seguinte pérola, num discurso exaltado contra o opositor Eduardo Cunha (PMDB-RJ), proferido em plena tribuna do Congresso Nacional:

"Se este plenário fosse o Brasileirão, o senhor Presidente desta Casa [Eduardo Cunha] seria o Fluminense: não aceita perder, mas quando perde, quer recorrer ao tapetão para mudar o resultado."

O insulto gratuito do deputado petista ao Fluminense Football Club é simplesmente inaceitável. Primeiro, porque não está baseado em fatos: nunca, em seus quase 113 anos de história, o Fluminense recorreu ao "tapetão" para mudar um resultado de um jogo. Repito: nunca - nem mesmo em 1996, quando poderia ter utilizado esse expediente para ganhar os pontos da derrota para o Santos, que escalara um atleta irregular, e estes pontos seriam suficientes para livrar o clube do rebaixamento. Se o parlamentar fez referência ao Escândalo Fla-Lusa de 2013, está aconselhado a ler meu post Esclarecimentos, que demonstra que o Fluminense não teve absolutamente nenhuma participação no caso.

O insulto do deputado ao Fluminense é inaceitável também porque o parlamentar deveria antes olhar para seu próprio partido político, autor principal do maior assalto a cofres públicos na história do mundo, e notório descumpridor da Constituição Federal (vide o episódio da mudança da Lei de Diretrizes Orçamentárias em 2014, após a presidente Dilma Rousseff descumpri-la - a maracutaia teve voto favorável de 71 deputados do PT, inclusive o do senhor Paulo Pimenta. Essa mudança das regras com o jogo em andamento não seria a definição perfeita de "tapetão"?).

Infelizmente, o parlamentar canalha não poderá ser processado pela asneira que disse, porque goza de imunidade. Mas vale o registro de mais um absurdo dito por um representante do PT, o partido mais mentiroso da história da República.

Vale também ressaltar que a manobra de Eduardo Cunha foi vitoriosa: a redução da maioridade penal para crimes graves foi aprovada, conforme a vontade de mais de 85% da população brasileira, e contra os interesses do PT e de Paulo Pimenta. Parabéns, pois, à Câmara dos Deputados e a seu presidente, que mais uma vez freiam o projeto criminoso de poder da quadrilha.

PCFilho

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Danilo Gentili entrevista ex-presidente Lula

Nesta semana, o ótimo humorista Danilo Gentili deu sorte, e conseguiu por acaso uma entrevista exclusiva com o ex-presidente da República, senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Confiram:


Com o atual estado de coisas na política brasileira, com roubos de valores nunca antes vistos na história deste país (e deste mundo), só nos resta mesmo rir, para não chorar...

PCFilho

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sobre maioridade penal


Com as discussões no Congresso Nacional acerca da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o debate toma conta do país, e como alguns amigos me pediram um texto sobre isso, aqui está.

Para começar a conversa, cito um dado interessante: todas as pesquisas de opinião dos últimos anos indicam que mais de 80% da população brasileira é favorável à redução da maioridade penal (exemplos aqui e aqui). Para comparação, nenhum presidente teve votação tão expressiva desde a redemocratização do Brasil. Então, sinceramente, sequer entendo a necessidade do debate em si. A função do Congresso Nacional não é justamente representar a população? Neste caso, há um evidente desencontro entre os anseios do povo e a legislação vigente. Ora, cabe ao Congresso Nacional exatamente desfazer estas incoerências, quando ocorrem. Afinal, vivemos ou não em uma democracia?

Entretanto, como defendo a liberdade absoluta de expressão, considero totalmente justo que a minoria discordante expresse sua opinião e exponha os argumentos favoráveis a ela. Porém, pelo que li e ouvi nos últimos dias, já adianto que não vão convencer ninguém a mudar de opinião. Os argumentos são, para dizer o mínimo, frágeis.

O argumento principal, que ouvi em quase todas as discussões: "a maioridade penal de 18 anos é uma cláusula pétrea da Constituição, isto é, não pode ser modificada". Como não sou especialista em Direito, não vou opinar sobre essa tese (mas há juristas respeitados que a rechaçam - por exemplo, o ministro do STF Marco Aurélio Mello). Apenas direi: se esta é uma cláusula pétrea, não deveria ser. Explico: na minha visão, uma Constituição precisa ser adaptável, precisa atender aos anseios de várias gerações. A sociedade evolui, as coisas mudam, e não considero justo que uma geração imponha às seguintes as suas próprias vontades. O que parecia correto em 1988 pode não ser mais tão correto assim em 2015, em 2040 ou em 2088. O simples fato de os defensores da manutenção da maioridade em 18 anos precisarem apelar para este argumento já mostra o quão frágil é a sua tese.

Outro argumento utilizado diversas vezes pelos defensores da manutenção da maioridade em 18 anos: "se hoje os adolescentes começam a infringir a lei aos 16 ou 17 anos, com a redução começarão ainda antes, aos 14 ou 15 anos". Eis uma falácia recheada de sub-falácias. A própria premissa utilizada já é equivocada: os adolescentes não começam a infringir a lei aos 16 ou 17 anos, eles já começam antes disso, e o fazem exatamente porque sabem que não serão punidos, ou terão punições brandas. No meu governo, o debate não seria "18 ou 16", seria "16 ou 14", e eu estaria defendendo o "14", porque não tenho a menor dúvida de que um adolescente de 15 ou 16 anos, hoje, já possui absoluta consciência do que é certo e do que é errado.

Não quero parecer óbvio, mas uma legislação mais severa fará o jovem pensar duas vezes antes de cometer um delito. Tentar negar isto equivale a argumentar que 2 + 2 não dão 4. "Penas educativas" não são solução, porque o ser humano é movido a incentivos. O adolescente infrator de 16 anos, hoje, é incentivado a cometer delitos, pela brandura das possíveis punições que sofrerá. Se o jovem souber que poderá parar na cadeia por anos, evidentemente terá esse incentivo ao crime diminuído. Negar isto, repito, é negar o óbvio.

Um assassino, estuprador ou sequestrador de 17 anos e 6 meses não pode ser preso. Nossa lei desconsidera a gravidade da infração, admitindo no máximo a internação do "menor". O sujeito já pode votar, já pode se casar, já pode entrar em uma universidade, mas não pode responder por seus atos. Que lógica há nisso? 17 anos, 11 meses e 29 dias, um anjo; 18 anos, um demônio?

Para finalizar esta nossa conversa, vale ressaltar que PT, PC do B e PSOL, os três partidos mais asquerosos da política brasileira, são radicalmente contrários à redução da maioridade penal. O que é bom para estes partidos costuma ser ruim para o Brasil; o que é ruim para estes partidos costuma ser bom para o Brasil...

PCFilho