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domingo, 14 de julho de 2019

Federer, Nadal e Djokovic: o maior domínio da história do tênis


Neste domingo 14, tivemos o privilégio de acompanhar a decisão do Torneio de Wimbledon, entre Novak Djokovic e Roger Federer. Após quase cinco horas de jogo, o quinto set chegou ao 12/12 e eles foram para um cruel tie-break, para definir o vencedor de uma batalha que na verdade terminou empatada. Deu Djokovic, como poderia ter dado Federer.

A lista atualizada de maiores campeões de torneios do Grand Slam ficou assim:
1º. Roger Federer, 20;
2º. Rafael Nadal, 18;
3º. Novak Djokovic, 16;
4º. Pete Sampras, 14.

Curiosamente, nenhum destes conseguiu vencer os quatro torneios no mesmo ano. O chamado "Grand Slam" só foi alcançado por dois homens até hoje. Rod Laver conquistou os quatro torneios em 1962 e 1969. Don Budge já o havia feito em 1938.

Vale registrar que Novak Djokovic já realizou a façanha de conquistar os quatro torneios em sequência: Wimbledon 2015, US Open 2015, Australian Open 2016 e Roland Garros 2016. Porém, oficialmente só se considera que foi um Grand Slam quando as quatro conquistas se dão no mesmo ano.

O domínio atual do trio Federer, Nadal e Djokovic é impressionante. Juntos, os três conquistaram todos os últimos 11 torneios de Grand Slam. Dos últimos 60 torneios disputados, eles ganharam 51. É uma supremacia sem precedentes na história do esporte.

Cada um deles é o maior campeão de um dos torneios: no Australian Open, Novak Djokovic tem 7 títulos; em Roland Garros, Rafael Nadal tem 12; em Wimbledon, Roger Federer tem 8. (No US Open, os maiores campeões são da era amadora: Richard Sears, William Larned e Bill Tilden, com 7 conquistas cada.)

Novak Djokovic, às vezes injustamente colocado em um patamar abaixo dos dois rivais, tem feitos impressionantes. Desde 2011, ele conquistou pelo menos um torneio de Grand Slam por temporada, com exceção de 2017.

O único brasileiro na lista de campeões dos torneios de Grand Slam é Gustavo Kuerten, campeão de Roland Garros em 1997, 2000 e 2001.

PCFilho

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Futilidades futebolísticas

I) O personagem da semana
Rosário Central e River Plate jogavam no Gigante de Arroyito, quando o personagem da semana apareceu...



II) Parágrafo único
Na dúvida, favorece-se o Flamengo.

Na primeira foto, gol legítimo do Vasco anulado.
Na segunda, gol polêmico do Flamengo validado.

III) Hidrante
Viram o árbitro assistente na primeira foto acima? Está definitivamente provado: o auxiliar atrás do gol é mais inútil que um hidrante.

IV) Craques
- Fred e Ronaldo: 0,9 gols por jogo.
- Romário: 0,95 gols por jogo.
- Pelé: 1 gol por jogo.
- Walter: 1 gol a cada 12 minutos.

V) Rafael Nadal assistiu a Flamengo x Vasco no Maracanã
Mas feliz mesmo no Rio de Janeiro foi Novak Djokovic em 2012...


VI) Preços dos ingressos e públicos presentes
- Fluminense x Boavista, sábado (R$ 30): 13.582 pagantes / 17.512 presentes.
- Vasco x Flamengo, domingo (R$ 80): 13.245 pagantes / 16.972 presentes.

PCFilho

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Grand Slams de Rafael Nadal

Rafael Nadal na decisão contra Novak Djokovic (foto: Timothy Clary/AFP).

Com o título do US Open em 2013, Rafael Nadal chegou à 13ª conquista de Grand Slam na carreira. Confiram a lista de títulos do tenista espanhol nos quatro principais torneios do circuito:

Aberto da Austrália (1) - 2009.

Roland Garros (8) - 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013.

Wimbledon (2) - 2008, 2010.

US Open (2) - 2010, 2013.

PCFilho

sábado, 20 de abril de 2013

História - Novak Djokovic x Rafael Nadal

Novak Djokovic e Rafael Nadal: duas lendas vivas do esporte.

Rafael Nadal e Novak Djokovic já se enfrentaram 41 vezes até hoje, com 22 vitórias do espanhol e 19 triunfos do sérvio.

Confiram a lista com todos os jogos já disputados entre Rafael Nadal e Novak Djokovic:
07/06/2006 - Roland-Garros - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-4, 6-4, abandono)
18/03/2007 - Indian Wells - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-2, 7-5)
29/03/2007 - Miami - Quartas-de-final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
11/05/2007 - Roma - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-2, 6-3)
08/06/2007 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 0 Djokovic (7-5, 6-4, 6-2)
07/07/2007 - Wimbledon - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (3-6, 6-1, 4-1, abandono)
12/08/2007 - Canadá - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-5, 6-3)
15/11/2007 - Masters Cup Shanghai - Fase de grupos - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-4, 6-4)
22/03/2008 - Indian Wells - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-2)
17/05/2008 - Hamburgo - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (7-5, 2-6, 6-2)
06/06/2008 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 0 Djokovic (6-4, 6-2, 7-6(3))
15/06/2008 - Queen's Club - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(6), 7-5)
03/08/2008 - Cincinnati - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-1, 7-5)
15/08/2008 - Jogos Olímpicos de Pequim - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-4, 1-6, 6-4)
08/03/2009 - Copa Davis (Espanha) - Nadal 3 x 0 Djokovic (6-4, 6-4, 6-1)
19/04/2009 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-3, 2-6, 6-1)
03/05/2009 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(2), 6-2)
16/05/2009 - Madrid - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (3-6, 7-6(5), 7-6(9))
23/08/2009 - Cincinnati - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-1, 6-4)
14/11/2009 - Paris - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-2, 6-3)
27/11/2009 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-6(5), 6-3)
13/09/2010 - US Open - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-4, 5-7, 6-4, 6-2)
24/11/2010 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-5, 6-2)
20/03/2011 - Indian Wells - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-2)
03/04/2011 - Miami - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 7-6(4))
08/05/2011 - Madrid - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-5, 6-4)
15/05/2011 - Roma - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-4, 6-4)
03/07/2011 - Wimbledon - Final - Djokovic 3 x 1 Nadal (6-4, 6-1, 1-6, 6-3)
12/09/2011 - US Open - Final - Djokovic 3 x 1 Nadal (6-2, 6-4, 6-7(3), 6-1)
29/01/2012 - Austrália - Final - Djokovic 3 x 2 Nadal (5–7, 6–4, 6–2, 6–7(5), 7–5)
22/04/2012 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-3, 6-1)
21/05/2012 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-5, 6-3)
10-11/06/2012 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-4, 6-3, 2-6, 7-5)
21/04/2013 - Monte Carlo - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-2, 7-6(1))
07/06/2013 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 2 Djokovic (6-4, 3-6, 6-1, 6-7(3), 9-7)
10/08/2013 - Montreal - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-4, 3-6, 7-6(2))
09/09/2013 - US Open - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-2, 3-6, 6-4, 6-1)
06/10/2013 - Pequim - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
11/11/2013 - ATP World Tour London - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
30/03/2014 - Miami - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-3)
18/05/2014 - Roma - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-3)

Houve também uma partida de exibição entre Nadal e Djokovic:
21/03/2011 - Bogotá - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(5), 6-3)

A dupla Nadal-Djokovic detém alguns recordes da história do tênis:
- única dupla de jogadores a ter se enfrentado nas 4 diferentes finais de Grand Slams na Era Aberta.
- única dupla de jogadores a ter se enfrentado em 4 finais seguidas de Grand Slams na Era Aberta.
- dupla que mais se repetiu em finais de torneios Masters 1000 (12).
- final de Grand Slam mais longa da história (no Aberto da Austrália de 2012).

PCFilho

Posts relacionados:
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- História - Rafael Nadal x Roger Federer.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seu time precisa de um goleiro?

Um lance de puro reflexo!


Aconteceu na semifinal do último Aberto da Austrália, entre Rafael Nadal e Roger Federer.

PC

domingo, 29 de janeiro de 2012

Rafael Nadal, obrigado por não desistir


Amigos, foi a mais longa decisão da história de um Grand Slam. No centro das atenções da Rod Laver Arena, em Melbourne, dois monstros do esporte: o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal. Após cinco sets dramáticos, disputados durante quase seis horas, Djokovic está coberto de glórias: é o grande tricampeão do Aberto da Austrália.

As crônicas, naturalmente, exaltarão a façanha do sérvio. E eu faço coro: Djokovic merece cada elogio que a ele for dirigido. Atingiu o auge da forma, física e técnica, e desde o ano passado domina o tênis mundial. Destronou Federer e Nadal, feito que, relembremos, parecia impossível há alguns meses. A este Hércules contemporâneo, pois, todo elogio é pouco.

Mas eu falarei hoje sobre Rafael Nadal, o vice-campeão.

Por algumas vezes durante a grande final, a derrota do espanhol parecia uma certeza líquida e matemática. Por algumas vezes, Nadal esteve à beira do abismo, a um passo da aniquilação irremediável. Nem mesmo o seu fã mais esperançoso conseguia mais acreditar na redenção. A salvação daqueles três pontos seguidos, no quarto set, era quase uma impossibilidade física. Mas acontecia o deslumbrante milagre: Nadal se agarrava a um tímido fio de esperança, e dele tirava forças monumentais para reagir.

Amigos, olhem para Rafael Nadal: ele claramente não nasceu para jogar tênis. Não tem físico para isso, não tem a genética de um tenista profissional. À primeira vista, poderia, no máximo, se tanto, disputar suas partidas amadoras nas ilhas Baleares. No entanto, Nadal é um dos melhores tenistas de todos os tempos. Em quadra, consegue igualar um Djokovic, um Federer, sujeitos, esses sim, que obviamente foram feitos para o esporte.

A vantagem de Nadal é exatamente a persistência: não existe situação perdida para o espanhol. Não importa quem está do outro lado, se é o melhor de todos os tempos, se é o melhor da atualidade; não importa quantas bolas na linha precisam ser salvas; não importa a diferença no placar; só importa mesmo lutar, persistir, sobreviver. Não desistir.

É isso: Rafael Nadal, obrigado por não desistir.

PC

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

História - Rafael Nadal x Roger Federer


Toda vez que o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer estão frente a frente numa quadra de tênis, o planeta pára. Nesta quinta-feira, o encontro mais extraordinário da história do tênis aconteceu pela vigésima-sétima vez, na semifinal do Grand Slam da Austrália. E foi mais um jogo épico.

O duelo da classe de Roger Federer contra a garra de Rafael Nadal é muito bonito. São dois estilos completamente distintos de jogar, que se completam formando uma beleza fascinante e única. A cada ponto em disputa, o espectador é brindado com o inesperado.

As estatísticas impressionam. Entre 2003 e 2011, aconteceram 36 Grand Slams, dos quais 26 foram vencidos por Federer (16) ou Nadal (10). Nas 6 temporadas entre 2005 e 2010, os dois terminaram em primeiro e segundo no ranking da ATP (é a primeira dupla na história a atingir essa façanha).

O primeiro confronto entre os titãs se deu em 2004, em Miami. Federer, então com 22 anos, havia alcançado a liderança do ranking um mês antes. Mas Nadal, com apenas 17 anos, número 36 do ranking, surpreendeu o suíço e o mundo com uma partida praticamente perfeita, vencendo por 2 a 0, com um duplo 6-3. Eis a receita perfeita para se criar uma rivalidade: já no primeiro encontro, a pobre zebra vencer o mais cotado. Aquela vitória de Nadal abriu em Federer uma ferida que não sara.

*****

Até hoje, os dois maiores tenistas de todos os tempos se enfrentaram 33 vezes, com 23 vitórias de Rafael Nadal e 10 triunfos de Roger Federer:
29/03/2004 - Miami - R32 - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-3)
03/04/2005 - Miami - Final - Federer 3 x 2 Nadal (2-6, 6-7(4), 7-6(5), 6-3, 6-1)
03/06/2005 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 1 Federer (6–3, 4–6, 6–4, 6–3)
04/03/2006 - Dubai - Final - Nadal 2 x 1 Federer (2-6, 6-4, 6-4)
23/04/2006 - Monte Carlo - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-2, 6-7(2), 6-3, 7-6(5))
14/05/2006 - Roma - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-7(0), 7-6(5), 6-4, 2-6, 7-6(5))
11/06/2006 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (1-6, 6-1, 6-4, 7-6(4))
09/07/2006 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 1 Nadal (6-0, 7-6(5), 6-7(2), 6-3)
18/11/2006 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 7-5)
22/04/2007 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-4)
20/05/2007 - Hamburgo - Final - Federer 2 x 1 Nadal (2-6, 6-2, 6-0)
10/06/2007 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-3, 4-6, 6-3, 6-4)
08/07/2007 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 2 Nadal (7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6, 6-2)
17/11/2007 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-1)
27/04/2008 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 7-5)
18/05/2008 - Hamburgo - Final - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 6-7(3), 6-3)
08/06/2008 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 0 Federer (6-1, 6-3, 6-0)
06/07/2008 - Wimbledon - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7)
01/02/2009 - Austrália - Final - Nadal 3 x 2 Federer (7–5, 3–6, 7–6(3), 3–6, 6–2)
17/05/2009 - Madrid - Final - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-4)
16/05/2010 - Madrid - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 7-6(5))
28/11/2010 - ATP World Tour London - Final - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-1)
02/04/2011 - Miami - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-2)
07/05/2011 - Madrid - Semifinal - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-1, 6-3)
05/06/2011 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (7–5, 7–6(3), 5–7, 6–1)
22/11/2011 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-0)
17/03/2012 - Indian Wells - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
14/03/2013 - Indian Wells - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-2)
19/05/2013 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 6-3)
16/08/2013 - Cincinnati - Quartas-de-final - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-4, 6-3)
10/11/2013 - ATP World Tour London - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 6-3)
24/01/2014 - Austrália - Semifinal - Nadal 3 x 0 Federer (7-6(4), 6-3, 6-3)

Houve também 7 partidas de exibição, com 5 vitórias de Nadal e 2 de Federer:
21/11/2006 - Seul - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-3)
02/05/2007* - Palma de Mallorca - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 4-6, 7-6(10))
21/12/2010 - Zürich - Federer 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-3)
22/12/2010 - Madrid - Nadal 2 x 1 Federer (7-6, 4-6, 6-1)
01/01/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (7-6(4), 7-6(3))
08/03/2011 - Eugene - Nadal 1 x 0 Federer (7-5)
31/12/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 7-5)
* Partida disputada em uma quadra especial, de um lado saibro, do outro grama.

PC
(baseado em matéria do jornal inglês The Telegraph e artigos da Wikipedia)

sábado, 16 de maio de 2009

Nadal e Djokovic


Há pouco terminou a semifinal do ATP de Madrid: Rafael Nadal e Novak Djokovic realizaram uma das melhores partidas da história do tênis profissional. Anuncio o resultado: vitória de Nadal por 2 sets a 1: 3-6, 7-6 (7-5) e 7-6 (11-9). Anunciei vitória de Nadal, mas poderia ter anunciado vitória de Djokovic. Na batalha de 4 horas e 2 minutos, os dois tenistas provaram que se equivalem. O empate seria o resultado mais justo. Não há justiça em decretar um vencedor, ou melhor, não há justiça em decretar um perdedor. Ambos mereceram vencer, mas o esporte das raquetes não quer saber de empate: ele sempre escolhe um vencedor.

E o escolhido pelos deuses da bolinha foi o espanhol. Jogando em casa, Nadal começou mal. Ele não parecia concentrado no primeiro set, e o tenista sérvio se aproveitou para vencer por 6 a 3. Djokovic teve, no segundo set, a oportunidade de vencer o confronto, pois Nadal parecia exausto física e mentalmente. O cansaço físico, depois descobriríamos, na verdade não existia. O cansaço mental, esse sim, estava lá presente. Mas o espanhol é do tipo de atleta que não desiste nunca. Com muita raça, se superou para levar o set ao tie-break, e então mostrou sua incrível variedade de jogadas: 7-5, e estava empatada a partida.

No início do terceiro set, Djokovic quebra o saque de Nadal! Os apressados logo imaginaram, "é o fim de Nadal". Porém, o espanhol joga melhor ainda quando está sob pressão. Devolveu a quebra no serviço seguinte do sérvio, e assim a igualdade no placar persistiu. Com o 6 a 6 no set decisivo, partiram os dois tenistas para o último tie-break. Se havia dúvidas sobre a equivalência dos dois brilhantes tenistas, elas acabaram nos sensacionais pontos que se seguiram.

Djokovic teve três match points durante o tie-break. Isso significa que, em três jogadas, Rafael Nadal simplesmente não podia errar. E, amigos, ele não errou. Djokovic também salvou um match point de Nadal. Porém, na segunda chance o espanhol não desperdiçou, e deu números finais ao confronto.

Quando vejo Rafael Nadal em quadra, sou acometido por uma sensação indescritível. Acho que era o que os mais velhos sentiam ao ver Pelé nos campos de futebol. Nossos olhos estão observando o maior tenista de todos os tempos. E o melhor de tudo é ver que ele tem rivais à altura: Novak Djokovic e Roger Federer são, eles também, grandes gênios da história do esporte.

Falando no suíço, na outra semifinal ele venceu Juan Martin Del Potro. Amanhã, teremos a grande final em Madrid: Rafael Nadal x Roger Federer. O duelo reunirá dois craques, verdadeiros ases da técnica. Além disso, eles jogam com um ímpeto e uma garra inexcedíveis, encharcando suas camisas com o grosso suor do esforço extremo. "As vitórias se pagam com cansaço", disse o espanhol hoje. Quando Nadal e Federer entrarem na quadra central amanhã, acontecerá o seguinte: eles darão sangue, suor e lágrimas pelo triunfo. Será, como sempre, a final mais dramática de todos os tempos.

PC