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domingo, 14 de julho de 2019

Federer, Nadal e Djokovic: o maior domínio da história do tênis


Neste domingo 14, tivemos o privilégio de acompanhar a decisão do Torneio de Wimbledon, entre Novak Djokovic e Roger Federer. Após quase cinco horas de jogo, o quinto set chegou ao 12/12 e eles foram para um cruel tie-break, para definir o vencedor de uma batalha que na verdade terminou empatada. Deu Djokovic, como poderia ter dado Federer.

A lista atualizada de maiores campeões de torneios do Grand Slam ficou assim:
1º. Roger Federer, 20;
2º. Rafael Nadal, 18;
3º. Novak Djokovic, 16;
4º. Pete Sampras, 14.

Curiosamente, nenhum destes conseguiu vencer os quatro torneios no mesmo ano. O chamado "Grand Slam" só foi alcançado por dois homens até hoje. Rod Laver conquistou os quatro torneios em 1962 e 1969. Don Budge já o havia feito em 1938.

Vale registrar que Novak Djokovic já realizou a façanha de conquistar os quatro torneios em sequência: Wimbledon 2015, US Open 2015, Australian Open 2016 e Roland Garros 2016. Porém, oficialmente só se considera que foi um Grand Slam quando as quatro conquistas se dão no mesmo ano.

O domínio atual do trio Federer, Nadal e Djokovic é impressionante. Juntos, os três conquistaram todos os últimos 11 torneios de Grand Slam. Dos últimos 60 torneios disputados, eles ganharam 51. É uma supremacia sem precedentes na história do esporte.

Cada um deles é o maior campeão de um dos torneios: no Australian Open, Novak Djokovic tem 7 títulos; em Roland Garros, Rafael Nadal tem 12; em Wimbledon, Roger Federer tem 8. (No US Open, os maiores campeões são da era amadora: Richard Sears, William Larned e Bill Tilden, com 7 conquistas cada.)

Novak Djokovic, às vezes injustamente colocado em um patamar abaixo dos dois rivais, tem feitos impressionantes. Desde 2011, ele conquistou pelo menos um torneio de Grand Slam por temporada, com exceção de 2017.

O único brasileiro na lista de campeões dos torneios de Grand Slam é Gustavo Kuerten, campeão de Roland Garros em 1997, 2000 e 2001.

PCFilho

sexta-feira, 6 de março de 2015

Brasil x Argentina (Copa Davis) - Transmissão ao vivo (06/03/2015)

Imagem: Crossed Flag Pins, Brazil-Argentina.

Nesta sexta-feira, 6 de março, a partir das 11:00 de Brasília, tenistas de Argentina e Brasil se enfrentam pelas oitavas-de-final da Copa Davis. O confronto será em Tecnópolis, na Argentina, no piso de saibro.

O primeiro jogo será de João Souza (o Feijão) contra Carlos Berlocq. Eles se enfrentaram uma vez, em 2011, com vitória do brasileiro por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 7/6(2), no Challenger de Prostejov, na República Tcheca, também no saibro.

Na sequência, Thomaz Bellucci enfrenta Leonardo Mayer. Eles já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias do brasileiro e dois triunfos do argentino.

No sábado 7, às 13:00 de Brasília, haverá o jogo de duplas, entre Federico Delbonis e Diego Schwartzman (Argentina) e Marcelo Melo e Bruno Soares (Brasil). No domingo 8, se necessário, a partir das 11:00 de Brasília, Leonardo Mayer enfrenta Feijão, e Carlos Berlocq joga contra Thomaz Bellucci.

(Até uma hora antes de cada jogo, os capitães das equipes - o brasileiro João Zwetsch e o argentino Daniel Orsanic - podem mudar as escalações.)

Todas as partidas terão transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal de TV por assinatura Sportv 2.

PCFilho

domingo, 24 de agosto de 2014

Xadrez - Mate em 3! (Garry Kasparov)

Boris Becker vs Garry Kasparov, New York (Estados Unidos), 2000.
Código FEN: r1b2rk1/pp3pbp/6p1/4p3/4q3/1QP5/PP1P2PP/RNBKR3 b - - 1 16.

As Pretas jogam e dão xeque-mate em 3 lances!
(Black to play and give checkmate in 3 moves!)

Neste jogo, Garry Kasparov - o famoso campeão mundial de xadrez, enfrentou Boris Becker, lendário tenista alemão, que assombrou o mundo ao vencer o Torneio de Wimbledon em 1985, aos 17 anos. Depois, Boris convidou Garry para uma partida de tênis, e o enxadrista russo prontamente recusou...
(In this game, Garry Kasparov - the famous chess world champion, faced Boris Becker, legendary German tennis player, who stunned the world by winning The Wimbledon Championships in 1985, aged 17. Later, Boris invited Garry to a tennis match, and the Russian chess player promptly declined...)

Boris Becker e a taça de Wimbledon.

PCFilho

sábado, 2 de novembro de 2013

História - Novak Djokovic x Roger Federer

Novak Djokovic e Roger Federer, dois dos maiores tenistas da história.

O sérvio Novak Djokovic e o suíço Roger Federer são dois dos melhores tenistas da história. O duelo é extremamente equilibrado: Djokovic possui 16 vitórias, contra 17 triunfos de Federer.

Confiram a lista completa de resultados do duelo:
17/04/2006 - Monte Carlo - 32-avos-de-final - Federer 2 x 1 Djokovic (6-3, 2-6, 6-3)
24/09/2006 - Copa Davis - Suíça vs Sérvia (Genebra) - Federer 3 x 0 Djokovic (6-3, 6-2, 6-3)
21/01/2007 - Austrália - Oitavas-de-final - Federer 3 x 0 Djokovic (6-2, 7-5, 6-3)
01/03/2007 - Dubai - Quartas-de-final - Federer 2 x 1 Djokovic (6-3, 6-7(6), 6-3)
12/08/2007 - Canadá - Final - Djokovic 2 x 1 Federer (7-6(2), 2-6, 7-6(2))
09/09/2007 - US Open - Final - Federer 3 x 0 Djokovic (7-6(4), 7-6(2), 6-4)
25/01/2008 - Austrália - Semifinal - Djokovic 3 x 0 Federer (7-5, 6-3, 7-6(5))
26/04/2008 - Monte Carlo - Semifinal - Federer 2 x 0 Djokovic (6-3, 3-2, abandono)
06/09/2008 - US Open - Semifinal - Federer 3 x 1 Djokovic (6-3, 5-7, 7-5, 6-2)
03/04/2009 - Miami - Semifinal - Djokovic 2 x 1 Federer (3-6, 6-2, 6-3)
02/05/2009 - Roma - Semifinal - Djokovic 2 x 1 Federer (4-6, 6-3, 6-3)
23/08/2009 - Cincinnati - Final - Federer 2 x 0 Djokovic (6-1, 7-5)
13/09/2009 - US Open - Semifinal - Federer 3 x 0 Djokovic (7-6(3), 7-5, 7-5)
08/11/2009 - Basel - Final - Djokovic 2 x 1 Federer (6-4, 4-6, 6-2)
15/08/2010 - Canadá - Semifinal - Federer 2 x 1 Djokovic (6-1, 3-6, 7-5)
11/09/2010 - US Open - Semifinal - Djokovic 3 x 2 Federer (5-7, 6-1, 5-7, 6-2, 7-5)
16/10/2010 - Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Djokovic (7-5, 6-4)
07/11/2010 - Basel - Final - Federer 2 x 1 Djokovic (6-4, 3-6, 6-1)
27/11/2010 - ATP World Tour London - Semifinal - Federer 2 x 0 Djokovic (6-1, 6-4)
27/01/2011 - Austrália - Semifinal - Djokovic 3 x 0 Federer (7-6(3), 7-5, 6-4)
26/02/2011 - Dubai - Final - Djokovic 2 x 0 Federer (6-3, 6-3)
19/03/2011 - Indian Wells - Semifinal - Djokovic 2 x 1 Federer (6-3, 3-6, 6-2)
03/06/2011 - Roland-Garros - Semifinal - Federer 3 x 1 Djokovic (7-6(5), 6-3, 3-6, 7-6(5))
10/09/2011 - US Open - Semifinal - Djokovic 3 x 2 Federer (6-7(7), 4-6, 6-3, 6-2, 7-5)
19/05/2012 - Roma - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Federer (6-2, 7-6(4))
08/06/2012 - Roland-Garros - Semifinal - Djokovic 3 x 0 Federer (6-4, 7-5, 6-3)
06/07/2012 - Wimbledon - Semifinal - Federer 3 x 1 Djokovic (6-3, 3-6, 6-4, 6-3)
19/08/2012 - Cincinnati - Final - Federer 2 x 0 Djokovic (6-0, 7-6(7))
12/11/2012 - ATP World Tour London - Final - Djokovic 2 x 0 Federer (7-6(6), 7-5)
02/11/2013 - Paris - Semifinal - Djokovic 2 x 1 Federer (4-6, 6-3, 6-2)
05/11/2013 - ATP World Tour London - 1ª fase - Djokovic 2 x 1 Federer (6-4, 6-7(2), 6-2)
28/02/2014 - Dubai - Semifinal - Federer 2 x 1 Djokovic (3-6, 6-3, 6-2)
16/03/2014 - Indian Wells - Final - Djokovic 2 x 1 Federer (3-6, 6-3, 7-6(3))

Houve também um duelo de exibição entre os dois tenistas, com vitória de Djokovic:
30/12/2011 - Abu Dhabi - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Federer (6-2, 6-1)

PCFilho

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Grand Slams de Rafael Nadal

Rafael Nadal na decisão contra Novak Djokovic (foto: Timothy Clary/AFP).

Com o título do US Open em 2013, Rafael Nadal chegou à 13ª conquista de Grand Slam na carreira. Confiram a lista de títulos do tenista espanhol nos quatro principais torneios do circuito:

Aberto da Austrália (1) - 2009.

Roland Garros (8) - 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013.

Wimbledon (2) - 2008, 2010.

US Open (2) - 2010, 2013.

PCFilho

sexta-feira, 5 de julho de 2013

História - Andy Murray x Novak Djokovic


Neste domingo, o britânico Andy Murray venceu o sérvio Novak Djokovic na decisão do Torneio de Wimbledon de 2013, um dos quatro Grand Slams do Tênis. Eles já haviam decidido o Aberto da Austrália de 2013 (vitória de Novak Djokovic por 3 a 1), o US Open de 2012 (vitória de Andy Murray por 3 a 2), e o Aberto da Austrália de 2011 (vitória de Novak Djokovic por 3 a 0).

Novak Djokovic e Andy Murray já se enfrentaram 19 vezes, com 11 vitórias de Djokovic e 8 vitórias de Murray. Confiram a lista completa de resultados:
19/10/2006 - Madrid - Oitavas-de-final - Djokovic 2 x 1 Murray (1–6, 7–5, 6–3)
18/03/2007 - Indian Wells - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Murray (6–2, 6–3)
30/03/2007 - Miami - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Murray (6–1, 6–0)
24/04/2008 - Monte Carlo - Oitavas-de-final - Djokovic 2 x 0 Murray (6–0, 6–4)
26/07/2008 - Toronto - Quartas-de-final - Murray 2 x 0 Djokovic (6–3, 7–6(3))
03/08/2008 - Cincinnati - Final - Murray 2 x 0 Djokovic (7–6(4), 7–6(5))
05/04/2009 - Miami - Final - Murray 2 x 0 Djokovic (6–2, 7–5)
30/01/2011 - Austrália - Final - Djokovic 3 x 0 Murray (6–4, 6–2, 6–3)
14/05/2011 - Roma - Semifinal - Djokovic 2 x 1 Murray (6–1, 3–6, 7–6(2))
21/08/2011 - Cincinnati - Final - Murray 2 x 0 Djokovic (6–4, 3–0, abandono)
27/01/2012 - Austrália - Semifinal - Djokovic 3 x 2 Murray (6–3, 3–6, 6–7(4), 6–1, 7–5)
02/03/2012 - Dubai - Semifinal - Murray 2 x 0 Djokovic (6–2, 7–5)
01/04/2012 - Miami - Final - Djokovic 2 x 0 Murray (6–1, 7–6(4))
03/08/2012 - Jogos Olímpicos de Londres - Semifinal - Murray 2 x 0 Djokovic (7–5, 7–5)
10/09/2012 - US Open - Final - Murray 3 x 2 Djokovic (7–6(10), 7–5, 2–6, 3–6, 6–2)
14/10/2012 - Shanghai - Final - Djokovic 2 x 1 Murray (5–7, 7–6(11), 6–3)
07/11/2012 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Djokovic 2 x 1 Murray (4–6, 6–3, 7–5)
27/01/2013 - Austrália - Final - Djokovic 3 x 1 Murray (6–7(2), 7–6(3), 6–3, 6–2)
07/07/2013 - Wimbledon - Final - Murray 3 x 0 Djokovic (6-4, 7-5, 6-4)

PCFilho

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sábado, 20 de abril de 2013

História - Novak Djokovic x Rafael Nadal

Novak Djokovic e Rafael Nadal: duas lendas vivas do esporte.

Rafael Nadal e Novak Djokovic já se enfrentaram 41 vezes até hoje, com 22 vitórias do espanhol e 19 triunfos do sérvio.

Confiram a lista com todos os jogos já disputados entre Rafael Nadal e Novak Djokovic:
07/06/2006 - Roland-Garros - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-4, 6-4, abandono)
18/03/2007 - Indian Wells - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-2, 7-5)
29/03/2007 - Miami - Quartas-de-final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
11/05/2007 - Roma - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-2, 6-3)
08/06/2007 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 0 Djokovic (7-5, 6-4, 6-2)
07/07/2007 - Wimbledon - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (3-6, 6-1, 4-1, abandono)
12/08/2007 - Canadá - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-5, 6-3)
15/11/2007 - Masters Cup Shanghai - Fase de grupos - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-4, 6-4)
22/03/2008 - Indian Wells - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-2)
17/05/2008 - Hamburgo - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (7-5, 2-6, 6-2)
06/06/2008 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 0 Djokovic (6-4, 6-2, 7-6(3))
15/06/2008 - Queen's Club - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(6), 7-5)
03/08/2008 - Cincinnati - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-1, 7-5)
15/08/2008 - Jogos Olímpicos de Pequim - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-4, 1-6, 6-4)
08/03/2009 - Copa Davis (Espanha) - Nadal 3 x 0 Djokovic (6-4, 6-4, 6-1)
19/04/2009 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-3, 2-6, 6-1)
03/05/2009 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(2), 6-2)
16/05/2009 - Madrid - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (3-6, 7-6(5), 7-6(9))
23/08/2009 - Cincinnati - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-1, 6-4)
14/11/2009 - Paris - Semifinal - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-2, 6-3)
27/11/2009 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-6(5), 6-3)
13/09/2010 - US Open - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-4, 5-7, 6-4, 6-2)
24/11/2010 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-5, 6-2)
20/03/2011 - Indian Wells - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-2)
03/04/2011 - Miami - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 7-6(4))
08/05/2011 - Madrid - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (7-5, 6-4)
15/05/2011 - Roma - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-4, 6-4)
03/07/2011 - Wimbledon - Final - Djokovic 3 x 1 Nadal (6-4, 6-1, 1-6, 6-3)
12/09/2011 - US Open - Final - Djokovic 3 x 1 Nadal (6-2, 6-4, 6-7(3), 6-1)
29/01/2012 - Austrália - Final - Djokovic 3 x 2 Nadal (5–7, 6–4, 6–2, 6–7(5), 7–5)
22/04/2012 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (6-3, 6-1)
21/05/2012 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-5, 6-3)
10-11/06/2012 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-4, 6-3, 2-6, 7-5)
21/04/2013 - Monte Carlo - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-2, 7-6(1))
07/06/2013 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 2 Djokovic (6-4, 3-6, 6-1, 6-7(3), 9-7)
10/08/2013 - Montreal - Semifinal - Nadal 2 x 1 Djokovic (6-4, 3-6, 7-6(2))
09/09/2013 - US Open - Final - Nadal 3 x 1 Djokovic (6-2, 3-6, 6-4, 6-1)
06/10/2013 - Pequim - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
11/11/2013 - ATP World Tour London - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
30/03/2014 - Miami - Final - Djokovic 2 x 0 Nadal (6-3, 6-3)
18/05/2014 - Roma - Final - Djokovic 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-3)

Houve também uma partida de exibição entre Nadal e Djokovic:
21/03/2011 - Bogotá - Nadal 2 x 0 Djokovic (7-6(5), 6-3)

A dupla Nadal-Djokovic detém alguns recordes da história do tênis:
- única dupla de jogadores a ter se enfrentado nas 4 diferentes finais de Grand Slams na Era Aberta.
- única dupla de jogadores a ter se enfrentado em 4 finais seguidas de Grand Slams na Era Aberta.
- dupla que mais se repetiu em finais de torneios Masters 1000 (12).
- final de Grand Slam mais longa da história (no Aberto da Austrália de 2012).

PCFilho

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seu time precisa de um goleiro?

Um lance de puro reflexo!


Aconteceu na semifinal do último Aberto da Austrália, entre Rafael Nadal e Roger Federer.

PC

domingo, 29 de janeiro de 2012

Rafael Nadal, obrigado por não desistir


Amigos, foi a mais longa decisão da história de um Grand Slam. No centro das atenções da Rod Laver Arena, em Melbourne, dois monstros do esporte: o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal. Após cinco sets dramáticos, disputados durante quase seis horas, Djokovic está coberto de glórias: é o grande tricampeão do Aberto da Austrália.

As crônicas, naturalmente, exaltarão a façanha do sérvio. E eu faço coro: Djokovic merece cada elogio que a ele for dirigido. Atingiu o auge da forma, física e técnica, e desde o ano passado domina o tênis mundial. Destronou Federer e Nadal, feito que, relembremos, parecia impossível há alguns meses. A este Hércules contemporâneo, pois, todo elogio é pouco.

Mas eu falarei hoje sobre Rafael Nadal, o vice-campeão.

Por algumas vezes durante a grande final, a derrota do espanhol parecia uma certeza líquida e matemática. Por algumas vezes, Nadal esteve à beira do abismo, a um passo da aniquilação irremediável. Nem mesmo o seu fã mais esperançoso conseguia mais acreditar na redenção. A salvação daqueles três pontos seguidos, no quarto set, era quase uma impossibilidade física. Mas acontecia o deslumbrante milagre: Nadal se agarrava a um tímido fio de esperança, e dele tirava forças monumentais para reagir.

Amigos, olhem para Rafael Nadal: ele claramente não nasceu para jogar tênis. Não tem físico para isso, não tem a genética de um tenista profissional. À primeira vista, poderia, no máximo, se tanto, disputar suas partidas amadoras nas ilhas Baleares. No entanto, Nadal é um dos melhores tenistas de todos os tempos. Em quadra, consegue igualar um Djokovic, um Federer, sujeitos, esses sim, que obviamente foram feitos para o esporte.

A vantagem de Nadal é exatamente a persistência: não existe situação perdida para o espanhol. Não importa quem está do outro lado, se é o melhor de todos os tempos, se é o melhor da atualidade; não importa quantas bolas na linha precisam ser salvas; não importa a diferença no placar; só importa mesmo lutar, persistir, sobreviver. Não desistir.

É isso: Rafael Nadal, obrigado por não desistir.

PC

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

História - Rafael Nadal x Roger Federer


Toda vez que o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer estão frente a frente numa quadra de tênis, o planeta pára. Nesta quinta-feira, o encontro mais extraordinário da história do tênis aconteceu pela vigésima-sétima vez, na semifinal do Grand Slam da Austrália. E foi mais um jogo épico.

O duelo da classe de Roger Federer contra a garra de Rafael Nadal é muito bonito. São dois estilos completamente distintos de jogar, que se completam formando uma beleza fascinante e única. A cada ponto em disputa, o espectador é brindado com o inesperado.

As estatísticas impressionam. Entre 2003 e 2011, aconteceram 36 Grand Slams, dos quais 26 foram vencidos por Federer (16) ou Nadal (10). Nas 6 temporadas entre 2005 e 2010, os dois terminaram em primeiro e segundo no ranking da ATP (é a primeira dupla na história a atingir essa façanha).

O primeiro confronto entre os titãs se deu em 2004, em Miami. Federer, então com 22 anos, havia alcançado a liderança do ranking um mês antes. Mas Nadal, com apenas 17 anos, número 36 do ranking, surpreendeu o suíço e o mundo com uma partida praticamente perfeita, vencendo por 2 a 0, com um duplo 6-3. Eis a receita perfeita para se criar uma rivalidade: já no primeiro encontro, a pobre zebra vencer o mais cotado. Aquela vitória de Nadal abriu em Federer uma ferida que não sara.

*****

Até hoje, os dois maiores tenistas de todos os tempos se enfrentaram 33 vezes, com 23 vitórias de Rafael Nadal e 10 triunfos de Roger Federer:
29/03/2004 - Miami - R32 - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-3)
03/04/2005 - Miami - Final - Federer 3 x 2 Nadal (2-6, 6-7(4), 7-6(5), 6-3, 6-1)
03/06/2005 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 1 Federer (6–3, 4–6, 6–4, 6–3)
04/03/2006 - Dubai - Final - Nadal 2 x 1 Federer (2-6, 6-4, 6-4)
23/04/2006 - Monte Carlo - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-2, 6-7(2), 6-3, 7-6(5))
14/05/2006 - Roma - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-7(0), 7-6(5), 6-4, 2-6, 7-6(5))
11/06/2006 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (1-6, 6-1, 6-4, 7-6(4))
09/07/2006 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 1 Nadal (6-0, 7-6(5), 6-7(2), 6-3)
18/11/2006 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 7-5)
22/04/2007 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-4)
20/05/2007 - Hamburgo - Final - Federer 2 x 1 Nadal (2-6, 6-2, 6-0)
10/06/2007 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-3, 4-6, 6-3, 6-4)
08/07/2007 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 2 Nadal (7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6, 6-2)
17/11/2007 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-1)
27/04/2008 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 7-5)
18/05/2008 - Hamburgo - Final - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 6-7(3), 6-3)
08/06/2008 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 0 Federer (6-1, 6-3, 6-0)
06/07/2008 - Wimbledon - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7)
01/02/2009 - Austrália - Final - Nadal 3 x 2 Federer (7–5, 3–6, 7–6(3), 3–6, 6–2)
17/05/2009 - Madrid - Final - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-4)
16/05/2010 - Madrid - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 7-6(5))
28/11/2010 - ATP World Tour London - Final - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-1)
02/04/2011 - Miami - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-2)
07/05/2011 - Madrid - Semifinal - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-1, 6-3)
05/06/2011 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (7–5, 7–6(3), 5–7, 6–1)
22/11/2011 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-0)
17/03/2012 - Indian Wells - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
14/03/2013 - Indian Wells - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-2)
19/05/2013 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 6-3)
16/08/2013 - Cincinnati - Quartas-de-final - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-4, 6-3)
10/11/2013 - ATP World Tour London - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 6-3)
24/01/2014 - Austrália - Semifinal - Nadal 3 x 0 Federer (7-6(4), 6-3, 6-3)

Houve também 7 partidas de exibição, com 5 vitórias de Nadal e 2 de Federer:
21/11/2006 - Seul - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-3)
02/05/2007* - Palma de Mallorca - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 4-6, 7-6(10))
21/12/2010 - Zürich - Federer 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-3)
22/12/2010 - Madrid - Nadal 2 x 1 Federer (7-6, 4-6, 6-1)
01/01/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (7-6(4), 7-6(3))
08/03/2011 - Eugene - Nadal 1 x 0 Federer (7-5)
31/12/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 7-5)
* Partida disputada em uma quadra especial, de um lado saibro, do outro grama.

PC
(baseado em matéria do jornal inglês The Telegraph e artigos da Wikipedia)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A maior partida da história do tênis


Amigos, hoje finalmente terminou a maior partida da história do tênis. Quando o americano John Isner e o francês Nicolas Mahut pisaram na grama anteontem, na quadra 18 de Wimbledon, jamais poderiam imaginar o que estava por vir...

Após onze horas e cinco minutos de jogo (espalhadas por anteontem, ontem e hoje), Isner saiu vencedor, por 6/4, 3/6, 6/7(7), 7/6(3) e 70/68. Você não leu errado: o placar do quinto set foi 70 a 68 (setenta a sessenta e oito).

Os sets normalmente vão até um tenista alcançar 6 games. Porém, na regra atual de Wimbledon, o quinto set somente se decide se um tenista abrir 2 games de vantagem para o outro. Isner e Mahut se equilibraram tanto que simplesmente não conseguiam desempatar a partida...

Como era de se esperar, praticamente todos os recordes da história do tênis foram quebrados com alguma sobra.

Por exemplo, antes de hoje a partida mais longa da história havia durado 6 horas e 33 minutos (Arnaud Clement x Fabrice Santoro, Roland Garros, 2004), 4 horas e 32 minutos a menos que o novo recorde. O quinto set sozinho durou 8 horas e 11 minutos, mais que o confronto inteiro de 2004.

A partida de simples com maior número de games havia sido disputada entre Pancho González e Charlie Pasarell, em 1969, também em Wimbledon. Na ocasião, foram disputados 112 games. O recorde geral de games disputados pertencia à partida de duplas Smith/Van Dillen (EUA) x Cornejo/Fillol (CHI), na Copa Davis de 1973, quando foram jogados 122 games. As marcas bizarras parecem nanicas, perto dos 183 games disputados por Isner e Mahut.

O maior quinto set anterior havia sido disputado no Australian Open de 2003, entre Andy Roddick e Younes El Aynaoui: 21/19. O maior set antes jogado ocorrera no US Open de 1969, entre John Newcombe e Marty Reissen, 25/23 no quarto set. Não dá nem pra comparar com 70/68, né?

O recorde de aces (pontos conquistados diretamente no saque) é ainda mais assustador. Ao todo, John Isner obteve 112 aces, contra 103 de Nicolas Mahut. A partida anterior com mais aces foi jogada no ano passado, entre Radek Stepanek e Ivo Karlovic: os dois tenistas, juntos, haviam obtido 96 aces. Tanto Isner quanto Mahut superaram a marca com alguma sobra.

Ao todo, foram disputados 980 pontos, outro recorde absoluto e imbatível.

Um número incrivelmente baixo no confronto foi o de quebras de serviço: foram apenas três (duas para Isner e uma para Mahut), em dezessete oportunidades. A marca pequena se justifica pelos bons saques de ambos os tenistas, que davam ao oponente poucas chances de quebras.

Hoje, quando o juiz Mohamed Lahyani anunciou a retomada da partida, disse: "Isner lidera por 60 games a 59". A platéia da quadra 18 caiu em gargalhadas, cena rara no mundo do tênis.

Oficialmente, a partida terminou. Mas daqui a quarenta, cinquenta, sessenta anos, quando Isner ou Mahut forem entrevistados, a primeira pergunta sempre será sobre a lendária partida que não tinha fim.

Porque a batalha acabou, sim, mas foi infinita enquanto durou.

PC

sábado, 19 de setembro de 2009

Roger Federer Espetacular


Semifinal do US Open 2009: Roger Federer (Suíça) x Novak Djokovic (Sérvia).

"Grand Willy" espetacular de Federer. Vale a pena ver e rever a jogada mágica!

Acertando também o lance seguinte, Federer fechou a semifinal em 3 sets a 0. Na final do Aberto dos Estados Unidos, o suíço acabou derrotado pelo argentino Juan Martín Del Potro.

PC

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quinze vezes Roger Federer


Amigos, há um mês escrevi aqui sobre o décimo-quarto torneio de Grand Slam do suíço Roger Federer, conquistado no saibro de Roland Garros. No último domingo, veio o décimo-quinto troféu, na grama de Wimbledon. Pela sétima vez seguida, o mito suíço chegava à final do torneio britânico. Nas cinco primeiras, sagrou-se pentacampeão, igualando a marca do lendário Björn Borg. Em 2008, perdeu a final para um genial Rafael Nadal, em dia perfeito. Domingo, voltou a vencer. Em uma batalha espetacular contra o americano Andy Roddick, Roger Federer obteve uma de suas mais belas vitórias.

No primeiro set, A-Rod mostrou uma consistência impressionante em seu jogo. No décimo-primeiro game, ele conseguiu salvar quatro break-points, verdadeira façanha para quem está enfrentando o maior tenista da história. Depois, Federer cedeu uma quebra a Roddick, ao cometer três erros não-forçados. Fim de primeiro set, Roddick 7-5.

No segundo set, todos esperavam um suíço avassalador, para espantar de vez a zebra. Mas Andy Roddick continuava impossível. Seus saques violentíssimos deixavam Federer sem ação. Por sua vez, o suíço também confirmava seus serviços. Resultado: 6-6, e tie-break. A-Rod percebeu então que sua grande chance era vencer esse desempate. Jogando com muita agressividade, o americano conseguiu abrir 6-2 no tie-break. Tinha, portanto, quatro set points, sacando em dois deles. Se vencesse uma das quatro batalhas, Roddick abriria uma vantagem colossal: 2 sets a 0. Porém, estava lá a defender estas quatro bolas um homem chamado Roger Federer. E ele salvou, um a um, todos os quatro set points. (OK, confessemos que, em um deles, A-Rod vacilou, errando um smash fácil de acertar.) Placar final do segundo set: Federer 7-6 (8-6).

O terceiro set também transcorreu sem quebras de serviço, terminando em mais um tie-break. Novamente, o suíço genial impôs seu jogo, vencendo o desempate. Placar do terceiro set: 7-6 (7-3).

Muitos já apontavam o título de Federer como certo. Mas Roddick estava complicando o jogo, e não seria diferente no quarto set. Os serviços do americano continuaram intactos. Nem mesmo o maior tenista da história consegue quebrá-los. Já A-Rod conseguiu uma quebra, a segunda do jogo. E assim fechou o quarto set: 6-3.

Nas finais dos torneios Grand Slam, o quinto e decisivo set não possui tie-break. O jogo é prolongado até um dos oponentes abrir dois games de vantagem. Para Federer, isso significava que seria necessário quebrar o serviço de Roddick pelo menos uma vez. 5 a 5, 6 a 6, 7 a 7, 8 a 8, 9 a 9, 10 a 10, 11 a 11, 12 a 12, 13 a 13, 14 a 14... Amigos, foi o quinto set mais longo da história de Wimbledon.

Encerro a crônica com emocionantes palavras de Muhammad Ali, o maior boxeador de todos os tempos: "Champions aren't made in gyms. Champions are made from something they have deep inside them: A desire, a dream, a vision. They have to have last-minute stamina, they have to be a little faster, they have to have the skill and the will. But the will must be stronger than the skill."

Em tradução livre: "Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm bem dentro deles: um desejo, um sonho, uma visão. Eles têm que ter uma resistência de último minuto, eles têm que ser um pouco mais rápidos, eles têm que ter a habilidade e a vontade. Mas a vontade precisa ser mais forte que a habilidade."

Roger Federer é um campeão. Ele tem a tal resistência de último minuto. Ele tem uma vontade inexcedível. 16-14 no quinto set, e 3 sets a 2 no jogo. Por isso, conquistou seus 15 troféus de Grand Slam. Por isso, é o maior da história.

PC

domingo, 7 de junho de 2009

O maior da história

Paris, 7 de junho de 2009.

Roger Federer é o maior da história. Hoje, aos 27 anos, o tenista suíço conquistou o que faltava: a taça de Roland Garros. Esta crônica é uma homenagem ao mais completo tenista de todos os tempos. Sinto-me abençoado por poder ver este verdadeiro gênio em ação.

Neste domingo, Federer igualou o recorde de Pete Sampras, com 14 conquistas de Grand Slam. Mas seu feito é maior, porque ele conquistou os 4 torneios (o americano nunca venceu Roland Garros). Aliás, Federer é o sexto tenista na história a conquistar os 4 campeonatos do Grand Slam. Precederam-no Fred Perry (Grã-Bretanha, completou a façanha em 1935), Don Budge (EUA, 1938), Rod Laver (Austrália, 1962), Roy Emerson (Austrália, 1964) e Andre Agassi (EUA, 1999).

Roger Federer detém outros recordes espetaculares. Ele é, por exemplo, o tenista que passou mais tempo seguido liderando o ranking de entradas: incríveis 237 semanas consecutivas, entre 02/02/2004 e 17/08/2008. Ele também foi pentacampeão consecutivo de Wimbledon (2003-2007) e do US Open (2004-2008), e neste último ainda pode continuar a seqüência. Na era profissional, apenas um tenista conseguiu ser pentacampeão consecutivo de um dos torneios do Grand Slam antes de Federer: o lendário sueco Björn Borg (1976-1980, em Wimbledon).

O jogo de hoje foi fácil: vitória por 3 a 0 sobre o sueco Robin Soderling, com parciais de 6-1, 7-6 (7-1) e 6-4. Há quem diga que foi fácil demais, já que o oponente não era um top ten, mas isso pouco importa: foi a consagração de um gênio do esporte.

Roger Federer ainda tem muitos anos de carreira, e pode aumentar ainda mais o seu vasto arsenal de títulos. O espanhol Rafael Nadal, que surge como seu grande oponente, já conquistou 6 torneios de Grand Slam na carreira (só faltando o US Open para completar a coleção). Os confrontos entre os dois já renderam alguns jogos históricos, e certamente ainda renderão mais alguns. Toda vez que o destino os põe frente a frente, eu paro o que estiver fazendo para assistir à batalha. E aconselho o leitor a fazer o mesmo, porque somos privilegiados por podermos testemunhar esses dois craques da história do tênis.

Parabéns, Roger Federer. As quatro taças do Grand Slam são suas, para sempre. Você é o maior da história.

PC

sábado, 6 de junho de 2009

Recordar é viver - Guga x Russell

Paris, 3 de junho de 2001.

Amigos, o jogo de hoje, na quadra central de Roland Garros, era para ter sido apenas mais um na caminhada de Gustavo Kuerten rumo ao tri. Afinal, o atual campeão enfrentou o desconhecido americano Michael Russell, por uma vaga nas quartas-de-final. Ninguém esperava muita resistência do tenista estadunidense, ninguém! E, no entanto, Russell provou que é um tenista monstruoso. Suou sangue, e foi um rival à altura do gênio Guga.

Gustavo Kuerten certamente lembrou-se de 1997. No ano de seu primeiro triunfo no saibro francês, era Kuerten o desconhecido. Hoje, ele enfrentou o desconhecido. Russell fez o papel do moleque Guga, contra o próprio Guga!

Logo no início, Russell partiu para cima, exibindo um tênis agressivo contra o número um do mundo. Kuerten tentava contra-atacar, mas não tinha sucesso: o primeiro set foi do americano, 6-3. No segundo set, o americano continuou com golpes firmes e devoluções precisas: 6-4, e dois sets a zero. Veio então o terceiro set: para Guga, era vencer ou voltar para o Brasil. Russell se aproveitou do nervosismo de Kuerten para quebrar-lhe o serviço. Após o oitavo game, o placar exibia: Russell 5, Kuerten 3. O saque era do americano, e Guga tinha que quebrá-lo. A obrigação de acertar torna as coisas muito mais difíceis para um atleta. Porém, após salvar um match point, Gustavo Kuerten conseguiu a quebra.

Vídeo do match point salvo por Gustavo Kuerten:




Depois disso, se deu a caminhada para a vitória. Com um jogo muito sólido, Guga venceu o terceiro set no tie-break: 7-6 (7-3). Empurrado pela torcida parisiense, que adotou Kuerten como se ele fosse um Napoleão Bonaparte, o brasileiro massacrou Russell nos dois sets seguintes, consumando a doce e santa virada: 6-3 e 6-1. Uma das maiores viradas da história do tênis profissional! Duzentos e quatro minutos: a batalha da quadra central durou exatamente três horas e vinte e quatro minutos. Foi o tempo de que Guga precisou para mostrar ao mundo que não desiste, demonstrando que tem uma força de superação inexcedível.

Após o fim da batalha, Gustavo Kuerten retribuiu o apoio da torcida francesa. Com a raquete, desenhou um coração no saibro da quadra. É mais que um simples caso de amor: trata-se de um caso de amor correspondido. A Russell, restaram os aplausos da massa, e as palavras do vencedor: "foi um rival à altura". Até nas palavras Guga foi perfeito.

Escuto que o espanhol Corretja vem bem. Mas não acredito nele. Depois de hoje, todo brasileiro tem ou deveria ter uma certeza profética: Gustavo Kuerten será tricampeão domingo. Nem Alex Corretja poderá evitar. Digo mais: nem mesmo os lendários Björn Borg e Ivan Lendl poderiam evitar. Será mais uma demonstração da força do homem brasileiro. Allez, Guga!

PC

sábado, 16 de maio de 2009

Nadal e Djokovic


Há pouco terminou a semifinal do ATP de Madrid: Rafael Nadal e Novak Djokovic realizaram uma das melhores partidas da história do tênis profissional. Anuncio o resultado: vitória de Nadal por 2 sets a 1: 3-6, 7-6 (7-5) e 7-6 (11-9). Anunciei vitória de Nadal, mas poderia ter anunciado vitória de Djokovic. Na batalha de 4 horas e 2 minutos, os dois tenistas provaram que se equivalem. O empate seria o resultado mais justo. Não há justiça em decretar um vencedor, ou melhor, não há justiça em decretar um perdedor. Ambos mereceram vencer, mas o esporte das raquetes não quer saber de empate: ele sempre escolhe um vencedor.

E o escolhido pelos deuses da bolinha foi o espanhol. Jogando em casa, Nadal começou mal. Ele não parecia concentrado no primeiro set, e o tenista sérvio se aproveitou para vencer por 6 a 3. Djokovic teve, no segundo set, a oportunidade de vencer o confronto, pois Nadal parecia exausto física e mentalmente. O cansaço físico, depois descobriríamos, na verdade não existia. O cansaço mental, esse sim, estava lá presente. Mas o espanhol é do tipo de atleta que não desiste nunca. Com muita raça, se superou para levar o set ao tie-break, e então mostrou sua incrível variedade de jogadas: 7-5, e estava empatada a partida.

No início do terceiro set, Djokovic quebra o saque de Nadal! Os apressados logo imaginaram, "é o fim de Nadal". Porém, o espanhol joga melhor ainda quando está sob pressão. Devolveu a quebra no serviço seguinte do sérvio, e assim a igualdade no placar persistiu. Com o 6 a 6 no set decisivo, partiram os dois tenistas para o último tie-break. Se havia dúvidas sobre a equivalência dos dois brilhantes tenistas, elas acabaram nos sensacionais pontos que se seguiram.

Djokovic teve três match points durante o tie-break. Isso significa que, em três jogadas, Rafael Nadal simplesmente não podia errar. E, amigos, ele não errou. Djokovic também salvou um match point de Nadal. Porém, na segunda chance o espanhol não desperdiçou, e deu números finais ao confronto.

Quando vejo Rafael Nadal em quadra, sou acometido por uma sensação indescritível. Acho que era o que os mais velhos sentiam ao ver Pelé nos campos de futebol. Nossos olhos estão observando o maior tenista de todos os tempos. E o melhor de tudo é ver que ele tem rivais à altura: Novak Djokovic e Roger Federer são, eles também, grandes gênios da história do esporte.

Falando no suíço, na outra semifinal ele venceu Juan Martin Del Potro. Amanhã, teremos a grande final em Madrid: Rafael Nadal x Roger Federer. O duelo reunirá dois craques, verdadeiros ases da técnica. Além disso, eles jogam com um ímpeto e uma garra inexcedíveis, encharcando suas camisas com o grosso suor do esforço extremo. "As vitórias se pagam com cansaço", disse o espanhol hoje. Quando Nadal e Federer entrarem na quadra central amanhã, acontecerá o seguinte: eles darão sangue, suor e lágrimas pelo triunfo. Será, como sempre, a final mais dramática de todos os tempos.

PC