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| Foto: Fluminense FC. |
"Olha, no Vasco, em todas as coletivas, eu tinha que responder se o Juninho e o Felipe podiam jogar juntos. Aquilo me dava uma tristeza, pois parecia o assunto mais relevante, mesmo nas vezes em que o Vasco fez partidas maravilhosas. Agora, eu pensei que tinha me livrado disso, mas em todas as coletivas são seis ou sete perguntas sobre o Fred. Ele é o grande ídolo, mas as perguntas são de uma pobreza absurda. O Fred não jogou porque precisava se condicionar, ora. Mas quem fomenta isso? Quem faz isso virar notícia? Quem faz enquete instigando a torcida? Metem o pau, dizem que estamos atrasados, mas a imprensa também precisa se preparar. Se a discussão não mudar, a gente vai continuar tomando de sete. No futebol, discutem-se pouco as coisas essenciais. As não-relevantes ocupam mais espaço. A gente só discute quando há uma tragédia como a da Copa do Mundo. Aí, todo mundo quer revolucionar tudo, e nada presta. A discussão é que está errada."
- Cristóvão Borges,
treinador do Fluminense, vice-líder do Campeonato Brasileiro, em entrevista ao Jornal Extra.