Mostrando postagens com marcador Futebol Brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol Brasileiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Foto: Seleções Gaúcha e Paulista em Laranjeiras, 1944


Mais uma sensacional foto colorizada do futebol brasileiro, que circula nas redes sociais: as seleções Gaúcha e Paulista duelam no Estádio de Laranjeiras, pela fase semifinal do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1944. O atacante paulista Leônidas da Silva disputa a bola com o goleiro gaúcho Julio.

O jogo foi disputado no Estádio do Fluminense, em 19/11/1944, e terminou 2 a 1 para a Seleção Gaúcha. Os gols foram de Adãozinho (2) para os gaúchos e Pardal para os paulistas.

Os gaúchos atuaram com: Julio; Alfeu e Vaz; Laerte, Ávila e Abigail; Tesourinha, Motorzinho, Adãozinho, Ruy e Limo. Os paulistas jogaram com: Oberdan; Domingos da Guia e Sapólio; Zezé Procópio, Og e Noronha; Luizinho, Lima, Leônidas da Silva, Remo e Pardal.

Apesar da vitória, os gaúchos seriam eliminados do Campeonato Brasileiro, ao perderem o jogo de volta, em São Paulo, por 8 a 0. Na decisão da competição, em dezembro, os paulistas seriam derrotados pela Seleção Carioca (vide Efemérides tricolores - 17 de dezembro).

PCFilho
(agradecimento especial a Juh Schiffler e Alexandre Berwanger, pela ajuda na identificação da partida da foto)

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Flamengo é o 11º clube brasileiro a chegar à final da Libertadores no século XXI


Com a goleada sobre o Grêmio nesta quarta-feira 23, o Flamengo chegou à final da Copa Libertadores de 2019, em que enfrentará o River Plate, da Argentina, no dia 23 de novembro, em Santiago do Chile. O Flamengo torna-se assim o 11º clube brasileiro a chegar à final da Libertadores no século XXI, após São Caetano, Santos, São Paulo, Athletico Paranaense, Internacional, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians e Atlético Mineiro.

O primeiro clube brasileiro a chegar a uma decisão de Libertadores no século foi o surpreendente São Caetano, que foi vice-campeão em 2002.

Em 2003, foi a vez do Santos, que também terminou como vice-campeão. O Alvinegro Praiano voltou à decisão em 2011, quando se sagrou campeão.

Em 2005 e 2006, as finais foram entre clubes brasileiros, com o São Paulo derrotando o Athletico Paranaense em 2005 e perdendo para o Internacional em 2006 - o clube gaúcho voltaria à final em 2010, novamente conquistando o título.

Em 2007, o Grêmio chegou à decisão e terminou como vice-campeão. O clube gaúcho voltaria à final continental em 2017, desta feita conquistando a taça.

Em 2008, o Fluminense foi finalista, mas acabou perdendo na disputa de pênaltis, ficando com o vice-campeonato. Em 2009, o Cruzeiro chegou à final da Libertadores, mas também terminou como vice.

Em 2012, foi a vez de o Corinthians chegar à decisão - e conquistar o título continental. Em 2013, o Atlético Mineiro alcançou a final e terminou campeão nos pênaltis.

PCFilho

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Os maiores tabus atuais dos clássicos brasileiros


Poucas sensações são tão angustiantes para um torcedor quanto ver seu time do coração ficar muito tempo sem conseguir vencer um rival. Para alguns, é insuportável ouvir as chacotas, ser chamado de "freguês" e perder as discussões nas mesas de bar e nas redes sociais.

Afinal, atualmente, quem é freguês de quem no futebol brasileiro? Quais clubes estão sofrendo jejuns e maldições em duelos com rivais?

Considerando todos os 66 duelos entre os 12 grandes clubes do nosso futebol, a seguir estão os maiores tabus atuais dos clássicos brasileiros. As estatísticas estão atualizadas até hoje, 19 de janeiro de 2017:

1º. o Vasco não vence o Corinthians há 12 partidas:
- 6 vitórias do Corinthians e 6 empates;
- última vitória do Vasco em 13/10/2010;

2º. o Palmeiras não vence o Atlético Mineiro há 11 partidas:
- 9 vitórias do Atlético Mineiro e 2 empates;
- última vitória do Palmeiras em 30/07/2011;

3º. o Fluminense não vence o Internacional há 10 partidas:
- 5 vitórias do Internacional e 5 empates;
- última vitória do Fluminense em 09/09/2012;
- observação: no 8º jogo do tabu, houve empate em 2 a 2, mas o Fluminense venceu por 3 a 2 na definição por pênaltis, se classificando para a final da Primeira Liga, apesar do tabu;

4º. o Flamengo não vence o Vasco há 9 partidas:
- 6 vitórias do Vasco e 3 empates;
- última vitória do Flamengo em 22/03/2015;

5º. o Botafogo não vence o Vasco há 9 partidas:
- 5 vitórias do Vasco e 4 empates;
- última vitória do Botafogo em 04/08/2013;

6º. o Vasco não vence o São Paulo há 8 partidas:
- 6 vitórias do São Paulo e 2 empates;
- última vitória do Vasco em 18/07/2012;

7º. o Atlético Mineiro não vence o Grêmio há 8 partidas:
- 5 vitórias do Grêmio e 3 empates;
- última vitória do Atlético Mineiro em 15/09/2013;

8º. o São Paulo não vence o Santos há 6 partidas:
- 5 vitórias do Santos e 1 empate;
- última vitória do São Paulo em 03/06/2015;

9º. o Corinthians não vence o Palmeiras há 6 partidas:
- 4 vitórias do Palmeiras e 2 empates;
- última vitória do Corinthians em 08/02/2015;

10º. o Botafogo não vence o Santos há 5 partidas:
- 5 vitórias do Santos;
- última vitória do Botafogo em 31/08/2014;

11º. o Vasco não vence o Grêmio há 5 partidas:
- 4 vitórias do Grêmio e 1 empate;
- última vitória do Vasco em 20/05/2012;

12º. o Flamengo não vence o Palmeiras há 5 partidas:
- 3 vitórias do Palmeiras e 2 empates;
- última vitória do Flamengo em 04/05/2014;

13º. o Santos não vence o Grêmio há 5 partidas:
- 3 vitórias do Grêmio e 2 empates;
- última vitória do Santos em 28/08/2014;
- História - Grêmio x Santos.

14º. o Atlético Mineiro não vence o Cruzeiro há 5 partidas:
- 3 vitórias do Cruzeiro e 2 empates;
- última vitória do Atlético Mineiro em 19/04/2015;

15º. o Flamengo não vence o Botafogo há 5 partidas:
- 2 vitórias do Botafogo e 3 empates;
- última vitória do Flamengo em 27/07/2014;

16º. o Flamengo não vence o Corinthians há 4 partidas:
- 3 vitórias do Corinthians e 1 empate;
- última vitória do Flamengo em 14/09/2014;

17º. o Cruzeiro não vence o Santos há 4 partidas:
- 3 vitórias do Santos e 1 empate;
- última vitória do Cruzeiro em 16/11/2014;
- História - Cruzeiro x Santos.

18º. o Internacional não vence o Palmeiras há 4 partidas:
- 3 vitórias do Palmeiras e 1 empate;
- última vitória do Internacional em 09/09/2015;
- História - Internacional x Palmeiras.

19º. o Corinthians não vence o Grêmio há 4 partidas:
- 2 vitórias do Grêmio e 2 empates;
- última vitória do Corinthians em 23/11/2014;

20º. o Palmeiras não vence o Santos há 4 partidas:
- 1 vitória do Santos e 3 empates;
- última vitória do Palmeiras em 02/12/2015;

PCFilho

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Voz de Cristóvão Borges

Foto: Fluminense FC.

"Olha, no Vasco, em todas as coletivas, eu tinha que responder se o Juninho e o Felipe podiam jogar juntos. Aquilo me dava uma tristeza, pois parecia o assunto mais relevante, mesmo nas vezes em que o Vasco fez partidas maravilhosas. Agora, eu pensei que tinha me livrado disso, mas em todas as coletivas são seis ou sete perguntas sobre o Fred. Ele é o grande ídolo, mas as perguntas são de uma pobreza absurda. O Fred não jogou porque precisava se condicionar, ora. Mas quem fomenta isso? Quem faz isso virar notícia? Quem faz enquete instigando a torcida? Metem o pau, dizem que estamos atrasados, mas a imprensa também precisa se preparar. Se a discussão não mudar, a gente vai continuar tomando de sete. No futebol, discutem-se pouco as coisas essenciais. As não-relevantes ocupam mais espaço. A gente só discute quando há uma tragédia como a da Copa do Mundo. Aí, todo mundo quer revolucionar tudo, e nada presta. A discussão é que está errada."

- Cristóvão Borges,
treinador do Fluminense, vice-líder do Campeonato Brasileiro, em entrevista ao Jornal Extra.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O futebol brasileiro está morto?


Amigos, vocês viram a capa da revista inglesa Four-Four-Two na semana passada? Que audácia: a publicação afirmou que o futebol brasileiro está morto. Eu queria saber o que eles pensam do futebol inglês.

A comparação em resultados chega a dar pena. Nos últimos dez anos, a Seleção Brasileira ganhou uma Copa do Mundo, enquanto o melhor desempenho dos ingleses foi um sexto lugar (em 2002, quando foram eliminados pelo Brasil). Vamos olhar para as competições continentais? A Seleção Brasileira é a atual bicampeã da Copa América (2004 e 2007). Enquanto isso, na Eurocopa, a Inglaterra caiu nas quartas-de-final em 2004; em 2008, sequer disputou o torneio (foi desclassificada nas eliminatórias). Que tal o retrospecto no confronto direto? A última derrota da Seleção Brasileira para o English Team foi em 1990. De lá para cá, 8 jogos, com 4 vitórias tupiniquins e 4 empates.

Se o futebol brasileiro está morto, o inglês então...

Estarão possivelmente aptos a disputar a Copa do Mundo de 2014 pela Seleção Brasileira: Júlio César, Victor, Jefferson, Fábio, Gomes, Renan, Daniel Alves, Maicon, Adriano, Marcelo, Fábio, Rafael, Mariano, Filipe Luís, Thiago Silva, David Luiz, Lúcio, Luisão, Alex Silva, Alex, Breno, Bruno Uvini, Dedé, Ramires, Sandro, Lucas Leiva, Elano, Fernando, Arouca, Anderson, Denilson, Elias, Jadson, Lucas Moura, Thiago Neves, Alan Patrick, Casemiro, Oscar, Phillipe Coutinho, Kaká, Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho, Diego, Neymar, Alexandre Pato, Robinho, Fred, Nilmar, Leandro Damião, Luís Fabiano, Hulk, Jonas, Maicon, Luiz Adriano, etc, etc, etc...

Pergunto: há hoje outro país no mundo com tantos talentos disponíveis?

PC

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Futebolistas na política


Neste mês, Romário de Souza Faria (foto) assumiu o posto de Deputado Federal na Câmara, tendo sido um dos mais votados nas eleições de 2010. Nas Assembléias Legislativas Estaduais, assumiram Roberto Dinamite (RJ, reeleito), Bebeto (RJ), Marques (MG) e Danrlei (RS).

O fenômeno dos boleiros na política é antigo, e inclui até dois ex-Presidentes da República: Café Filho, sucessor de Getúlio Vargas em 1954, foi goleiro do Alecrim/RN; e Fernando Collor de Mello iniciou sua carreira de administrador, ainda bem jovem, como dirigente do CSA em Alagoas.

São muitos os casos de futebolistas que migraram para a política no Brasil. Segue uma lista com os nomes de vários deles:
Ademir da Guia (ex-Palmeiras) - Vereador (eleito em 2004, SP)
Adílio (ex-Flamengo e Coritiba) - Deputado Federal (não-eleito em 2010, RJ)
Bebeto (ex-Vasco, Flamengo e Botafogo) - Deputado Estadual (eleito em 2010, RJ)
Biro-Biro (ex-Corinthians) - Vereador (eleito em 1988, SP)
Café Filho (ex-Alecrim/RN) - Presidente da República (1954-55)
Cassiá (ex-Internacional) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, RS)
Danrlei (ex-Grêmio) - Deputado Estadual (eleito em 2010, RS)
Deley (ex-Fluminense) - Deputado Federal (eleito em 2002 e 2006, RJ)
Dinei (ex-Corinthians) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, SP)
Eurico Miranda (ex-dirigente do Vasco) - Deputado Federal (eleito em 94 e 98, RJ)
Fernando Collor de Mello (ex-dirigente do CSA) - Presidente da República (eleito em 89)
Geovane (ex-Vasco) - Deputado Estadual (eleito em 2002, ES)
Harlei (goleiro do Goiás) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, GO)
João Leite (ex-Atlético/MG) - Vereador/Deputado Estadual (eleito em 92/94/98/02/06, MG)
Jorge Valença (ex-América, Atlético/MG e Vitória) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, BA)
Luiz Fumanchu (ex-Santa Cruz, Sport Recife e Fluminense) - Deputado Federal (não-eleito em 2010, ES)
Marcelinho Carioca (ex-Corinthians) - Deputado Federal (não-eleito em 2010, SP)
Marques (ex-Atlético/MG) - Deputado Estadual (eleito em 2010, MG)
Mauro Rezende (ex-Olaria e Confiança/SE) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, RJ)
Patrícia Amorim (presidente do Flamengo) - Vereadora (eleita em 2000, 2004 e 2008, Rio de Janeiro)
Paulo Victor (ex-Fluminense) - Deputado Distrital (não-eleito em 2010, DF)
Pelé (ex-Santos) - Ministro (governo Fernando Henrique, 1995-1998)
Rafael Cammarota (ex-Coritiba) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, PR)
Roberto Dinamite (ex-Vasco, hoje presidente do clube) - Vereador/Deputado Estadual (eleito em 92/94/98/02/06/10, RJ)
Robson "Robgol" (ex-Paysandu e Santos) - Deputado Estadual (eleito em 2006, PA)
Romário (ex-Fluminense, Flamengo e Vasco) - Deputado Federal (eleito em 2010, RJ)
Túlio Maravilha (ex-Botafogo) - Vereador (eleito em 2008, Goiânia)
Valdir Espinosa (ex-técnico de Grêmio, Botafogo e Fluminense) - Deputado Federal (não-eleito em 2010, RJ)
Vampeta (ex-Fluminense, Corinthians e Flamengo) - Deputado Federal (não-eleito em 2010, SP)
Washington Stecanela Cerqueira (ex-Fluminense e São Paulo) - Vereador (eleito em 2012, Caxias do Sul/RS)
Zé Maria (ex-treinador do Corinthians) - Deputado Estadual (não-eleito em 2010, SP)
Zico (ex-Flamengo) - Secretário Nacional de Esportes (governo Fernando Collor, 1990-1991)

Agradecimentos à amiga Laís Ferolla, pela grande colaboração com o post.

PC
(lista atualizada em 08/10/2012)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sobre a pesquisa de valor da marca dos clubes


Amigos, nesta segunda-feira a imprensa esportiva brasileira deu destaque a um estudo realizado pela Crowe Horwath RCS, sobre o valor da marca dos grandes clubes brasileiros. Antes de começar, cabe dizer que a empresa tem participação do senhor Raul Corrêa da Silva, vice-presidente de Finanças do Corinthians. Será que ela é isenta o suficiente para realizar este estudo? Não haveria aí um claro conflito de interesses?

Seguindo em frente, constato que o "profissional" responsável pela pesquisa é Amir Somoggi, suposto especialista em marketing esportivo. Em meu texto "Os grandes do futebol brasileiro", de janeiro deste ano, eu já havia atacado as pseudo-verdades defendidas pelo senhor Somoggi. Recomendo que leiam meu artigo, para perceberem que estamos lidando com um sujeito mentalmente defasado: entre outras asneiras, Somoggi afirmou na época que "o Botafogo é o Wigan do futebol brasileiro". Além do Botafogo, para ele "Atlético Mineiro e Fluminense não são clubes grandes do Brasil".

Vamos analisar a tal pesquisa. Segundo ela, o Corinthians passou a ser o clube com a marca mais valorizada do futebol brasileiro (favor reler meu primeiro parágrafo). Em 2009, a marca do Timão valia R$ 562,6 milhões, e hoje vale R$ 749,8 milhões. A valorização de R$ 187,2 milhões, de 33%, deve ser justificada pelo excepcional desempenho do Corinthians neste ano. A torcida deve ter se empolgado com as numerosas conquistas do ano do centenário, né?

A marca do Flamengo também se valorizou, de acordo com o estudo. Valia R$ 568,1 milhões, e passou a valer R$ 625,3 milhões. O aumento deve estar relacionado ao caso do goleiro Bruno, que tanto valor agregou à marca do Flamengo em 2010. Talvez a demissão do ídolo Zico tenha ajudado também. As inúmeras conquistas em campo, principalmente o décimo-quarto lugar do Campeonato Brasileiro, decerto contribuíram para o aumento.

A marca do Fluminense se desvalorizou: de R$ 108,5 milhões para R$ 104,2 milhões. As contratações de Muricy Ramalho e Deco certamente não possuem impacto sobre o valor da marca. Um título de Campeonato Brasileiro também faz pouca diferença. A segunda maior média de público do Campeonato Brasileiro, idem. A Unimed Rio, patrocinadora do clube, deve estar amargando um prejuízo incalculável, ao injetar mais de R$ 30 milhões por ano num clube com a marca tão pouco valorizada.

O Botafogo, campeão carioca, também desvalorizou: de R$ 97,1 milhões para R$ 89,9 milhões. Aliás, só o aumento do valor do Corinthians já é maior que o valor inteiro do Botafogo, do Fluminense, do Atlético Mineiro, do Cruzeiro, do Santos, e do Vasco. Andrés Sánchez deve ser um milagreiro. Talvez seja capaz de transformar água em vinho, ou quem sabe de andar sobre as águas do Tietê...

Eu poderia continuar aqui citando exemplos e mais exemplos de incoerências monstruosas nos números apresentados pela pesquisa. Mas preciso?

PC

sábado, 20 de novembro de 2010

Sobre "mala branca" e "entrega de jogos"

(crédito da imagem: Globoesporte.com)

Amigos, os dois assuntos têm dominado a imprensa esportiva nos últimos dias. Só se fala em "mala branca", só se fala em "entrega de jogos". Muita gente tem me perguntado minha opinião sobre as polêmicas. Então, resolvi expô-las.

Começarei pelo assunto mais fácil: a "entrega de jogos". Evidentemente, condeno a postura de uma equipe que entre em campo para perder uma partida. Isso é desonesto com os outros times, e principalmente desonesto com o torcedor. A justificativa de perder um jogo para prejudicar um rival é patética. A rivalidade entre dois clubes é saudável quando um luta para melhorar e suplantar o outro. Deixa de ser saudável quando um quer somente prejudicar o outro.

Alguns dirão: "ah, mas o Flamengo já entregou um jogo para rebaixar o Fluminense". Verdade. Mas isso, amigos, é problema do Flamengo e dos flamenguistas, não meu. Eu sempre torcerei para que o Fluminense vença os seus jogos, sejam quais forem as consequências da vitória. Se, um dia, o Tricolor entrasse em campo para perder, sentiria, pela primeira vez na vida, vergonha do clube. Seria uma triste mancha em sua tão bela história.

Domingo, vou à Arena Barueri, e espero ver um São Paulo à altura de sua tradição, lutando com raça pela vitória contra o Fluminense. Na condição de tricolor nato e hereditário, obviamente torço para que o Fluminense vença. Mas também torço para que o São Paulo seja um adversário correto e digno. "Ah, mas o Corinthians entregou ano passado, para prejudicar o São Paulo". Verdade. Mas isso, amigos, é problema do Corinthians e dos corintianos.

O outro assunto prometido é a "mala branca", isto é, um incentivo financeiro que um clube paga a outro, para que este consiga um resultado contra um adversário direto. Por exemplo, o Corinthians, recentemente, ofereceu a mala branca aos jogadores de Vasco e Goiás, como incentivo extra para que esses clubes tentassem tirar pontos do Fluminense. O goleiro Fernando Prass, do Vasco, até foi para a área no último minuto, para tentar o empate que lhe garantiria um Natal mais gordo. Já o Goiás, virtualmente rebaixado, lutou no Engenhão como se estivesse disputando uma final de Copa do Mundo.

Há quem diga que a prática da "mala branca" é condenável. Eu discordo. Ora, o incentivo é pago para que os jogadores cumpram o seu objetivo normal, que é vencer. Não consigo ver nada de errado nisso. (É bom que se diga: se eu fosse atleta, uma "mala branca" não afetaria meu rendimento. Eu jogaria com a mesma garra e a mesma motivação de sempre. Mas aceitaria o dinheiro extra - por que não aceitar?)

(Outra coisa - bem diferente - é a "mala preta", incentivo financeiro para que um time perca sua partida. Nesse caso, nem preciso dizer que a prática é abominável, ilegal e desonesta. Sequer cabe discussão sobre isso.)

A matéria recente do Globoesporte.com mostra como são feitas as negociações da "mala branca". Tudo ocorre mais ou menos como eu sempre imaginei: um emissário do clube interessado fala com o líder do time, mostra a grana e, caso o resultado desejado seja cumprido, entrega o dinheiro combinado.

Anti-ético? Eu não acho. Tenho minhas críticas com relação ao caráter dos jogadores que correm mais só por causa do incentivo. Mas isso já é outra história...

PC

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Faz 115 anos

Amigos, faz 115 anos. Era 14 de abril de 1895.

Quando Charles Miller reuniu onze homens da São Paulo Railway e onze homens da Companhia de Gás, num pedaço de terra no Brás, para chutar uma bola de couro, será que ele tinha noção do que estava fazendo?

Será que ele sabia as potencialidades que aquele encontro estava liberando?

Teria Charles Miller a idéia de que nascia ali a maior paixão de um país inteiro?

Sim, porque cada povo tem a sua paixão, aquilo que aperta o coração de cada indivíduo.

A França tem a Marselhesa. Os Estados Unidos têm aquela bandeira estrelada. O Brasil tem o futebol.

Ali, na Várzea do Carmo, na rua do Gasômetro, no Brás, nascia a alma do brasileiro.

São Paulo Railway 4, Companhia de Gás 2. Venceu o time de Charles Miller.

Menos de três décadas depois, em 21 de julho de 1914, em Laranjeiras, Oswaldo Gomes marcaria o primeiro gol da Seleção Brasileira. Brasil 2, Exeter City 0.

Setenta e cinco anos depois do jogo no Brás, em 21 de junho de 1970, no México, Carlos Alberto Torres completava uma jogada maravilhosa, e o Brasil vencia seu terceiro Mundial, tornando-se o maior escrete de todos.

Quase cem anos depois, em 17 de julho de 1994, nos Estados Unidos, o mesmo país vencia sua quarta Copa do Mundo, tornando-se novamente o maior de todos.

Exatos cento e quinze anos depois, estou aqui, escrevendo sobre aqueles vinte e dois rapazes que corriam atrás de uma bola de couro.

Aqueles seis gols, quatro da São Paulo Railway, dois da Companhia de Gás, tiveram poucas testemunhas oculares. O trágico é que nenhuma mais está viva. Nem o campo existe mais.

Mas aqueles seis gols continuam ecoando. Em cada Fla-Flu no Maracanã, em cada Grenal, em cada clássico, em cada jogo da Seleção, os gols que saem são meras repetições daqueles seis.

Não posso me despedir de outra forma: muito obrigado, Charles Miller.

PC

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Os grandes do futebol brasileiro

Amigos, de vez em quando me perguntam, "quais são os grandes clubes do futebol brasileiro?". Não entendo por que essa discussão sempre vem à tona. A resposta é óbvia, mas o óbvio às vezes é invisível, então é melhor escrever por extenso. Para ninguém ficar de "mimimi", o faço em ordem alfabética: Atlético, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, e Vasco. Se assim preferirem: os quatro do Rio de Janeiro, os quatro de São Paulo, os dois mineiros, e os dois gaúchos. Esses doze são aqueles que podem ganhar o Campeonato Brasileiro esse ano, e ninguém pode dizer que terá sido zebra. E podem ter certeza: daqui a trinta anos, os doze estarão na Primeira Divisão (salvo um ou outro, que cai e logo depois volta). Mais: os doze ainda serão os favoritos.

Dirão alguns: "ah, o Atlético Paranaense ganhou um Campeonato Brasileiro nessa década". Outros: "o Goiás tem melhorado". Outros: "o Grêmio Barueri tem estrutura". Tudo verdade. Mas para ser grande a nível nacional, é necessário mais. Os clubes do G-12 têm mais história, têm mais torcida, têm mais dinheiro. O abismo entre o G-12 e o resto é difícil de ser suplantado. Com uma boa base de torcedores, seguidas administrações competentes e uma dose de sorte, é possível vencer esse abismo. São os casos de Bahia, Vitória, Goiás, Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná, Sport Recife, Naútico, Santa Cruz, Ceará, Fortaleza, Figueirense, Avaí, Guarani, Ponte Preta. É possível, mas é muito difícil. O G-12 está acima do restante, isso é quase unanimidade.

Alguns tentam dividir o G-12, tentam achar um grupo de grandes dentro dos grandes. O caso de Amir Somoggi, suposto especialista em marketing esportivo, em recente artigo sobre o assunto. Segundo ele, os grandes são apenas sete: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras e São Paulo. Santos e Vasco viriam um patamar abaixo. E mais abaixo ainda estariam Atlético MG, Botafogo e Fluminense. Esses três não seriam mais clubes grandes. Ele expõe diversos argumentos para justificar essa divisão. Será que são sólidos?

"Nós temos que esperar dois, três anos de Brasileirão, para poder tirar alguma conclusão. Se São Paulo ou Flamengo for campeão, fica a fotografia igualzinha à da Europa. Todo mundo fala que aqui é diferente, que pode ter sete, oito, dez campeões, mas nunca vi isto acontecendo" (Amir Somoggi)

Se ele nunca viu, a gente mostra para ele:
- Campeões Brasileiros nos últimos 10 anos: Vasco, Atlético PR, Santos, Cruzeiro, Corinthians, São Paulo e Flamengo. (totalizando 7 clubes)
- Campeões Espanhóis nos últimos 10 anos: La Coruña, Real Madrid, Valencia e Barcelona. (totalizando 4 clubes)
- Campeões Italianos nos últimos 10 anos: Lazio, Roma, Juventus, Milan e Internazionale. (totalizando 5 clubes)
- Campeões Ingleses nos últimos 10 anos: Manchester United, Arsenal e Chelsea. (totalizando 3 clubes)

Se estendermos a janela para 15 ou 20 anos, a "vantagem" do Campeonato Brasileiro aumenta muito. Mais uma: quais foram os quatro primeiros colocados do último Campeonato Inglês? Até uma cambaxirra sabe responder: Manchester United, Arsenal, Chelsea e Liverpool, não necessariamente nessa ordem. (É sempre assim.) E os do Campeonato Brasileiro? Bem mais difícil de lembrar, porque sempre mudam. É, parece que o primeiro argumento de Somoggi está desqualificado.
(esse é o Amir Somoggi, suposto especialista)

"Ficam com esta teoria, todo ano, de que o Botafogo pode ser campeão. Não vai ser campeão nunca. Com o faturamento e o gasto com futebol que tem, não tem jeito. O Botafogo é o Wigan, da Inglaterra" (Amir Somoggi)

Amir certamente já era vivo em 1995, há menos de 15 anos, quando viu o Botafogo ganhar um Campeonato Brasileiro. Internacional e Palmeiras, grandes de acordo com Somoggi, estão há mais tempo sem ganhar. O Wigan conquistou a Premier League alguma vez em sua história? Vou parar por aqui, porque essa comparação não tem cabimento algum. Mais um argumento de Somoggi desqualificado.

"O Flamengo arrecadou R$ 53 milhões em 2003; em 2008, R$ 118 milhões. O Vasco, que faturou R$ 36 milhões em 2003, só conseguiu R$ 52 milhões. O Fluminense passou de R$ 32 milhões para R$ 66 milhões. Por ano, São Paulo, Corinthians e Palmeiras arrecadam acima de R$ 100 milhões, cada um" (Amir Somoggi)

Até quando utiliza números Somoggi se enrola. Quem lê essa frase dele pode jurar que Vasco e Fluminense estão num mesmo patamar, ou então que o Fluminense está acima do Vasco. No entanto, Somoggi diz que o Vasco está acima do Fluminense. Os resultados do Tricolor em campo nos últimos anos também são melhores que os do Vasco (1 Copa do Brasil, 2 Estaduais e 2 vices continentais, contra 1 Estadual e 1 rebaixamento). A média de público do Fluminense também é maior que a do Vasco no período. Então, a análise de Somoggi não se baseia em dinheiro, nem em desempenho esportivo, nem em participação de torcida. Em que será que se baseia?

Poderia continuar aqui o dia inteiro, desmoralizando as verdades do especialista. Mas não é necessário. Quem leu até aqui já deve estar convencido do meu ponto de vista.

PC

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Por um Maracanã melhor


Amigos, vocês sabem que sou frequentador assíduo do Estádio Mário Filho. Estou lá em quase todos os jogos do Fluminense e da Seleção Brasileira. E às vezes vou a jogos de outras equipes, a convite de bons amigos. E, uma vez, fui até a um show de música.

Costumo dizer que o Maracanã é a minha segunda casa. E realmente me sinto como se estivesse em meu lar, quando estou no Maior do Mundo. Quantas emoções eu vivi naquelas arquibancadas...

Por ser um consumidor fiel dos eventos do Maracanã, me considero em plenas condições de apontar o que está certo e o que está errado no estádio. E é disso que tratará este texto. Infelizmente, há muitos itens errados. Mas a hora de corrigi-los é agora, com a reforma que se aproxima.

O primeiro erro grave é a venda de ingressos sem distinção de setor. Como nem todos os leitores estão habituados aos setores do Maracanã, farei uma breve explicação. Nos jogos atuais, há 4 tipos de ingresso disponíveis para o torcedor comum: cadeira especial, arquibancada branca, arquibancada verde ou amarela, e cadeira comum.

Os ingressos de cadeira especial, os mais caros, dão acesso às cadeiras azuis/vermelhas que ficam acima das cabines de rádio. A visão é a mesma que se tem das arquibancadas, mas os assentos e serviços são melhores (pelo menos é o que me dizem, eu nunca fui lá). Neste setor, costumam assistir aos jogos pessoas com cargos importantes, ricos, famosos, e convidados.

Os ingressos de cadeira comum, os mais baratos, dão acesso às cadeiras azuis do anel inferior, próximo ao gramado. Neste setor, costumam assistir aos jogos as famílias, e aquelas figuraças que frequentavam a antiga geral. Se você quer ser ouvido ou visto pelos jogadores, é o lugar para ir. Vale ressaltar que o ingresso de cadeira comum dá o direito a ocupar qualquer cadeira do anel inferior, à exceção das cadeiras cativas (mantidas com mensalidade).

Falta falar dos ingressos das arquibancadas. Fisicamente, elas são divididas em cinco setores: verde A, amarela A (setores à esquerda das cabines de rádio), branca (setor central), verde B e amarela B (setores à direita das cabines de rádio). Porém, há apenas duas distinções de setor na venda do ingresso: branca (mais caro) e verde/amarela (mais barato). A maior parte do público assiste ao jogo nas arquibancadas (são cerca de 45.000 lugares), e é exatamente nele que reside o principal problema da venda de ingressos sem distinção de setor. Hoje, funciona assim: um ingresso de arquibancada branca dá acesso a todo o anel superior (exceto cadeiras especiais, claro). Um portador de ingresso de branca pode assistir ao jogo nas arquibancadas verdes ou amarelas, se assim quiser. O ingresso de verde/amarela somente dá acesso aos setores verde e amarelo.

Nessa diferença entre os setores e os ingressos, está o problema que quero descrever. É um assunto muito sério, pois se trata da segurança dos torcedores. Essa possibilidade de um ingresso de um setor permitir a entrada em outro setor causa o problema da superlotação em determinados setores. Darei dois exemplos de jogos em que eu estive presente.

No jogo Fluminense 3 x 1 Boca Juniors-ARG, em 2008, toda a carga de ingressos foi vendida (cerca de 79.000 entradas). Porém, viam-se algumas cadeiras brancas desocupadas. Onde estavam os portadores daqueles ingressos? Obviamente, nas arquibancadas verdes e amarelas, já que seu ingresso lhes permitiu isso. A cultura do torcedor brasileiro é acompanhar o jogo perto das baterias das torcidas organizadas e movimentos populares, que ficam nas arquibancadas verdes e amarelas. No caso desse jogo, particularmente, houve uma superlotação nos setores verde A e amarela A, à esquerda das cabines de rádio. Superlotação que pode e deve ser evitada, por motivos óbvios. É bom lembrar que já aconteceu uma tragédia no Maracanã devido a superlotação, com o desabamento de parte da arquibancada no jogo Flamengo 2 x 2 Botafogo, em 1992.

O segundo exemplo é o Fla-Flu do último domingo. Por motivos óbvios (vide a tabela do campeonato), a torcida do Flamengo estava muito mais motivada para o clássico que a torcida do Fluminense. Todos os 78.409 ingressos foram vendidos. Dos 43.000 bilhetes de arquibancada, estimo que 35.000 estavam com rubro-negros, e 8.000 com tricolores. Evidentemente, os setores verde A e amarela A, destinados à torcida flamenguista, estavam superlotados. O setor branco também estava superlotado, uma vez que os rubro-negros excedentes não podiam entrar nos setores verde B e amarela B, destinados à torcida tricolor. Estes setores, obviamente, estavam com ocupação bem abaixo da máxima. Enquanto isso, nos outros setores os flamenguistas se apertavam, numa perigosa superlotação.

A solução para o problema é óbvia: compatibilizar a venda de ingressos com os setores reais. Ingresso "verde A" só entra no setor "verde A", ingresso "amarela B" só entra no setor "amarela B", e assim por diante. Não é tão difícil de implementar. Pela segurança dos torcedores, precisa ser feito. Apesar de a imprensa não escrever nada sobre o assunto, espero que minha voz seja ouvida. A torcida carioca agradece.

O texto já está grande demais, então só falarei, brevemente, de mais um outro problema de fácil solução: o escoamento do público. Por que cargas d'água as pessoas não podem mais sair das arquibancadas pela parte superior? A saída unicamente pela parte inferior causa um "engarrafamento" de pessoas nos corredores inferiores, o que atrasa a evacuação do público, e cria um ambiente propício a tumultos. A solução mais óbvia é voltar a abrir os acessos da parte superior das arquibancadas.

Leitores, sintam-se à vontade para propor nos comentários as suas melhorias para o Maracanã.

PC

Foto do Maracanã na noite de 2 de julho de 2008, por ocasião do jogo Fluminense 3 x 1 LDU (final da Libertadores da América)

Maquete virtual do Maracanã presente no projeto para a Copa de 2014.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Proposta de calendário para o futebol brasileiro

Amigos, hoje a CBF anunciou que mudará o calendário do futebol brasileiro a partir de 2011, de modo a se adequar às datas européias. É uma mudança necessária, para evitar que as transferências do meio do ano desfigurem o Campeonato Brasileiro, como acontece atualmente.

Penso sobre esse assunto há muito tempo, e vou resumir aqui as minhas idéias para a reformulação do calendário brasileiro e sul-americano.

Campeonatos Estaduais:
Aconteceriam somente no mês de julho, menores do que são hoje, pelo menos para os clubes grandes. Tomando como exemplo o Rio de Janeiro, não faz sentido Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo fazerem duzentos jogos contra os pequenos, para no final decidirem o campeonato entre si. Os pequenos que joguem entre si, e depois os 2 melhores jogam um hexagonal final eletrizante com os grandes.
(Observação: para obedecer ao Princípio da Equidade, os quatro pré-classificados para o hexagonal final podem ser determinados pela classificação do ano anterior.)

Campeonato Brasileiro:
Começaria em agosto, e terminaria em maio. A duração maior que a atual se justifica por causa da pausa para o fim de ano, e para haver menos jogos nos meios de semana (talvez nenhum). Há o problema dos jogos em dezembro/janeiro, por causa do calor. Eu amenizaria esse problema deixando os jogos sempre à noite.

Copa do Brasil:
Seria no segundo semestre, e teria a presença de todos os clubes, inclusive os da Libertadores. (Minha maior implicância com o calendário atual é o enfraquecimento da Copa do Brasil)

Copa Sul-Americana:
Seria no primeiro semestre, paralela à Libertadores, para os clubes que não disputam a competição principal.

Copa Libertadores:
Seria do jeito que é hoje, no primeiro semestre. O que eu tentaria mudar é o número de participantes de cada país. Com todo o respeito aos clubes bolivianos, não faz sentido o Real Potosí participar de mais Libertadores que o Fluminense, o Flamengo e o São Paulo. O peso do Brasil é muito maior que o de Bolívia, Venezuela, Equador, Peru, etc. A proporção atual (5 para 3) é injusta.

Há um argumento comercial contrário ao meu calendário: o de que a Conmebol quer ganhar dinheiro o ano todo, e não só no primeiro semestre. Não deixa de ser verdade. Se for o caso, poderiam estender tanto Libertadores quanto Sul-Americana, como fazem na Europa (as competições duram uns 9 meses lá). Haveria interseção com a Copa do Brasil, mas seria possível encaixar, afinal o número de jogos não muda.

Os leitores concordam? Têm outras sugestões? Aguardo suas opiniões nos comentários.

PC