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quinta-feira, 7 de março de 2013

Resenha: Tricolor 1 x 1 Huachipato


No início do jogo da Copa Libertadores no Engenhão, o onze tricolor foi avassalador. Era um duelo do ataque do Fluminense contra a defesa do Huachipato. O Fluminense mostrando por que é o campeão brasileiro, encurralando e acuando o adversário. No entanto, faltava capricho nas finalizações, e o gol não acontecia. Após diversas chances perdidas, veio a maior de todas: em um lance de circo, os defensores chilenos acabaram cometendo pênalti. Fred converteu a cobrança com a habitual precisão, Fluminense 1 a 0. Já faz tempo que Fred não perde um pênalti. Se minha memória estiver boa, a última vez foi naquela disputa que eliminou a Seleção da Copa América de 2011.

Após o gol, entretanto, o Fluminense cometeu um equívoco gravíssimo: pisou no freio. Parou de jogar, começando a esperar pelo fim da partida. Cedo demais, ainda estávamos no primeiro tempo, e o placar de 1 a 0 é traiçoeiro, todos sabemos. Sim, ele traz os mesmos três pontos que uma patológica goleada de 10 a 0, mas ao mesmo tempo não permite erros: quem ganha por um gol está sempre a um milímetro da catástrofe do empate. Aconteceu, lá pelos vinte e muitos minutos da segunda etapa: falta perigosa na entrada da área, chute, bate, rebate, bote, rebote, e Núñez mandou para a rede, silenciando o Engenhão. Nos minutos derradeiros, na base do abafa, o Fluminense ainda tentou o gol salvador, em vão. Em um contra-ataque, os chilenos poderiam até ter virado a partida, mas Diego Cavalieri salvou. De qualquer forma, foi um empate com gosto de derrota.

Apesar do tropeço, a situação do Fluminense no grupo ainda é tranquila: o Tricolor lidera com 7 pontos em 4 jogos, seguido por Grêmio (6 em 3), Huachipato (4 em 4) e Caracas (3 em 3). Muito provavelmente, uma vitória nos dois jogos restantes será suficiente para a classificação (que, convenhamos, é obrigatória, para um clube com o tamanho, a história e o orçamento do Fluminense). Abel terá um mês para consertar o que está errado: o Tricolor só volta a campo pela Copa Libertadores no dia 10 de abril, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Uma semana depois, na última rodada, enfrentará o Caracas no Engenhão.

PC

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resenha: Huachipato 1 x 2 Tricolor

Foto: Photocamera.

Amigos, o jogo no Chile nem parecia um duelo de Copa Libertadores: um estádio arrumado, com o gramado bem cuidado; o adversário Huachipato demonstrando uma lealdade rara em competições sul-americanas, jogando sem apelar para catimbas e pontapés; o árbitro argentino Saúl Laverni apitando de forma imparcial; a torcida em um impressionante clima familiar. Em suma: um jogo de futebol, disputado na bola, como deveria ser sempre. Sem atmosfera de guerra, sem pedras, sem pancadaria.

Agora vou falar sobre o time do Fluminense. Após o tombo diante do Grêmio, o onze tricolor parece ter aprendido que precisa de vontade, de ímpeto, de gana. Sem garra, não se vence nem uma partida de ping-pong, essa é a verdade. Aquele anti-Fluminense, aquele time que perdeu quase todas as divididas para os gaúchos, morreu ali, quando o apito final ecoou no cimento do Engenhão. No Chile, o Fluminense voltou a ser o Fluminense guerreiro, o Fluminense forjado a sangue, suor e lágrimas na épica arrancada de 2009.

O primeiro tempo poderia ser resumido no famoso ditado "quem não faz, leva". O Fluminense atacou, atacou, atacou, atacou, atacou, perdeu inúmeras chances de gol, algumas claríssimas. Com os arcos escancarados à sua frente, Wellington Nem fez o mais difícil e acertou a trave. O domínio tricolor foi avassalador, até que, no último minuto, a defesa cochilou e Rodríguez abriu o placar: Huachipato 1 a 0. Uma demonstração prática do mais sábio ditado futebolístico.

Na etapa complementar, entretanto, o Fluminense manteve a pressão. O Huachipato, recuado, defendia a vitória com unhas e dentes: afinal, era o grande jogo da história do clube. Nunca antes um campeão brasileiro havia pisado no gramado do Estádio CAP. Mas "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Quando eram decorridos 21 minutos, Carlinhos cruzou da esquerda, Fred deu uma assistência de futevôlei, e Wellington Nem fuzilou para as redes: era o santo gol de empate.

Dez minutos depois, Abel pôs Wagner em campo. No lance seguinte, Wellington Nem foi raçudo, brigou por uma bola que parecia perdida, a ganhou na garra e a entregou numa bandeja para Wagner, que aproveitou a chance e marcou o gol da vitória, da doce e santa vitória. Menos de trinta segundos em campo, e Wagner já cumprira o papel que lhe era reservado pelos deuses do futebol.

Sábado, temos a semifinal da Taça Guanabara contra o Vasco (primeiro jogo realmente válido do Campeonato Carioca). Quarta-feira que vem, novamente o Huachipato, desta vez no Rio de Janeiro. A temporada de 2013 finalmente começou para o Tricolor.

PC

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pré-jogo - Huachipato x Fluminense


Transmissão - Huachipato x Fluminense - 27/02/2013 - 22:00
A partida será televisionada ao vivo em rede aberta para a maioria dos estados brasileiros pela TV Globo, e pelos canais fechados Sportv e FX para todo o Brasil.

Escalação do Fluminense
O Tricolor levou 19 atletas para o Chile: os goleiros Diego Cavalieri e Ricardo Berna, os laterais Bruno, Wellington Silva e Carlinhos, os zagueiros Gum, Leandro Euzébio e Anderson, os volantes Edinho, Diguinho e Jean, os meias Thiago Neves, Deco e Wagner, e os atacantes Fred, Wellington Nem, Samuel, Rafael Sobis e Rhayner. O treinador Abel Braga deve escalar o seguinte onze titular: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Thiago Neves e Deco; Fred e Wellington Nem.

Arbitragem - Huachipato x Fluminense - 27/02/2013 - 22:00
Apitará a partida o árbitro argentino Saúl Laverni. Ele será auxiliado por Juan Belatti e Iván Núnez. Laverni só apitou uma partida do Fluminense até hoje (Universidad de Chile 0 x 1 Fluminense, em 2009). A lista completa de partidas internacionais de clubes apitadas por Laverni pode ser encontrada aqui.

A história do Huachipato na Copa Libertadores
O clube chileno está jogando a competição pela primeira vez em sua história. Portanto, só realizou dois jogos até hoje: a vitória sobre o Grêmio em Porto Alegre e a derrota para o Caracas no Chile.

A história do Fluminense na Copa Libertadores
O Tricolor disputa a Copa Libertadores pela sexta vez em sua história. A melhor campanha foi em 2008, quando terminou vice-campeão. Ao todo, já realizou 46 partidas pela competição, com 23 vitórias, 9 empates e 14 derrotas, 69 gols-pró e 49 gols-contra. A lista com todas as partidas já disputadas pelo Fluminense na Copa Libertadores pode ser encontrada aqui.

Confrontos do Fluminense contra times chilenos
O Fluminense já enfrentou equipes chilenas 14 vezes em sua história: 11 jogos contra clubes (6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas) e 3 contra a Seleção do Chile (2 empates e 1 derrota). A lista com todos os jogos já disputados pelo Fluminense contra times chilenos pode ser encontrada aqui.

Quem é o favorito?
De acordo com as cotações dos sites de aposta, o Fluminense é o favorito da partida. Uma vitória do Huachipato pagaria 3,50 para 1, com o empate cotado a 3,20 para 1, e a vitória tricolor retornando 2,00 para 1.

O local da partida
O jogo será realizado no Estadio CAP, na cidade de Talcahuano, na região de Gran Concepción. O estádio é novo, fundado em 2009, após a demolição do antigo Estadio Las Higueras. Foi construído pela empresa siderúrgica Compañía de Acero del Pacífico. Tem capacidade para 10.500 espectadores, e o campo tem dimensões de 110 x 70 m (para efeito de comparação, o gramado do Engenhão mede 105 x 68 m).

Arquibancada lateral do Estadio CAP, em Talcahuano.

Vista panorâmica do Estadio CAP, em Talcahuano.

PC