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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Efemérides tricolores - 29 de janeiro


1939: valendo vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1938, a Seleção Carioca venceu a Seleção Mineira por 3 a 1, de virada, em General Severiano. O escrete do Distrito Federal atuou com: Tadeu [America]; Machado [Fluminense] e Florindo [Vasco]; Zezé Moreira [Botafogo], Dodô [São Cristóvão] e Canalli [Botafogo]; Adílson [Madureira], Valdemar [Flamengo], Carvalho Leite [Botafogo], Romeu Pellicciari [Fluminense] e Carreiro [São Cristóvão]. Os gols cariocas foram de Carreiro, Romeu Pellicciari e Adílson - um trio que, a partir de 1940, faria história junto no Fluminense, conquistando o bicampeonato Carioca em 1940 e 1941.

1959: em amistoso disputado no Estádio do Mutange, em Maceió, o Fluminense ganhou por 6 a 0 do CSA, gols de Waldo (três), Telê, Jair Francisco e Escurinho. Este foi o primeiro jogo do Tricolor contra a equipe alagoana na história. Esta foi a nona partida de uma sequência invicta que duraria doze jogos (e não seria a maior daquela temporada memorável, em que o Fluminense conquistaria o Campeonato Carioca com uma campanha sensacional).

1971: em sua estreia na Copa Libertadores, o Fluminense venceu o Palmeiras por 2 a 0, diante de 26.867 pagantes no Estádio do Pacaembu, com dois gols do centroavante Flávio. Foi a quarta vitória seguida do Fluminense sobre o Palmeiras, após os três triunfos nos Campeonatos Brasileiros de 1969 e 1970 (vide 18 de outubro, 7 de novembro e 13 de dezembro).

1984: em sua estreia no Campeonato Brasileiro, no Estádio do Morumbi, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Santos. Washington abriu o placar para o Tricolor, e Serginho Chulapa igualou para o Santos. Começava ali a campanha do Fluminense rumo ao seu segundo título nacional, que seria conquistado em decisão contra o Vasco (vide 24 e 27 de maio).

1989: na primeira partida das quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1988, diante de 53.745 pagantes no Maracanã, o Fluminense derrotou o Vasco por 1 a 0, graças a um gol-contra de Zé do Carmo. Três dias depois, os rivais voltariam ao Maracanã, para a partida de volta (vide 1º de fevereiro).

1997: em amistoso no Estádio Independência, em Belo Horizonte, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Cruzeiro. Os gols tricolores na partida foram de Barata e Bruno Reis.

2003: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, em Moça Bonita, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Bangu. Os gols tricolores no jogo foram anotados por Ademílson e Carlos Alberto (de pênalti).

2004: em partida da segunda rodada do Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu a Cabofriense por 3 a 0, gols de Edmundo, Rodolfo e Marcão.

2008: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu o Volta Redonda por 5 a 1. Os gols tricolores foram de Luiz Alberto, Washington "Coração Valente" (dois, um de falta), Leandro Amaral e Dodô.

2014: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Resende, graças a um gol do meio-campista argentino Darío Conca.

2017: em jogo válido pelo primeiro turno do Campeonato Carioca (Taça Guanabara), no Engenhão, o Fluminense venceu o Vasco por 3 a 0, gols de Wellington Silva, Henrique Dourado e Marcos Júnior. O Tricolor levantaria a Taça Guanabara, e só não conquistaria o Campeonato Carioca porque seria absurdamente garfado na decisão contra o Flamengo.

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Aniversariantes do dia:

Rubens José Venturini Tiszolczki, o Rubinho (1959), lateral-esquerdo que integrou o elenco do Fluminense na temporada de 1979.

Romário de Souza Faria, o Romário (1966), lendário centroavante da Seleção Brasileira campeã mundial de 1994, que atuou no Fluminense entre as temporadas de 2002 e 2004. O "Baixinho" marcou ao todo 48 gols em 77 partidas com a camisa tricolor.
O craque Romário, com a mais bela camisa que vestiu em sua carreira.

Wagner Ferreira dos Santos, o Wagner (1985), meio-campista mineiro, com 25 gols marcados em 183 partidas pelo Fluminense, entre 2012 e 2015. Participou das campanhas vitoriosas do Campeonato Carioca e do Campeonato Brasileiro de 2012.
Wagner foi campeão brasileiro pelo Fluminense em 2012.

PCFilho

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 28 de junho


1914: cerca de 8.000 pessoas lotaram as arquibancadas do campo do Fluminense, na rua Guanabara, em Laranjeiras, para assistir à aguardada partida entre a Seleção Carioca e a Seleção Paulista. A Seleção Carioca jogou com: Harry Robinson (Paysandu); Píndaro de Carvalho (Flamengo) e Emmanuel Augusto Nery (Flamengo); Rolando de Lamare (Botafogo), Lulu Rocha (Botafogo) e Armando de Almeida "Gallo" (Flamengo); Oswaldo Gomes (Fluminense), Sidney Pullen (Paysandu), Harry Welfare (Fluminense), Mimi Sodré (Botafogo) e A. Brewerton (Rio Cricket). A Seleção Paulista atuou com: Hugo de Moraes (Paulistano); Orlando Pereira (AA Mackenzie College) e O'May (Scottish Wanderers); Alfredo Grillo (Paulistano), Rubens Salles (Paulistano) e Arthur Friedenreich (Ypiranga); Xavier "Formiga" (Ypiranga), Juvenal Campos Filho (Ypiranga), Décio Vicari (AA Mackenzie College), Archie McLean (Scottish Wanderers) e G. A. Hopkins (Scottish Wanderers). O jogo terminou com o placar de 1 a 1, com o tricolor Welfare abrindo o placar para os cariocas no primeiro tempo, e Juvenal empatando para os paulistas na etapa complementar. No mesmo dia, em Sarajevo, o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia de Hohenberg eram assassinados, e começava a Primeira Guerra Mundial.

1925: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no campo da rua Figueira de Melo, o Fluminense derrotou o São Cristóvão por 5 a 0, gols de Moura Costa, Nilo (3) e Coelho.

1929: no Estádio de Laranjeiras lotado, a Seleção Carioca, com cinco titulares do Fluminense, empatou em 1 a 1 com o Chelsea, da Inglaterra. Os cariocas atuaram com: Joel (America); Espanhol (Vasco) e Hildegardo (America); Nascimento (Fluminense), Fernando Giudicelli (Fluminense) e Fortes (Fluminense); Ripper (Fluminense), Lagarto (Fluminense), Luiz de Carvalho (Botafogo), Nilo (Botafogo) e Theóphilo (São Cristóvão). O Chelsea abriu o placar com Jackson, e a Seleção Carioca empatou com um gol do tricolor Ripper. O jogo noturno no Estádio do Fluminense foi a primeira vez que o Chelsea jogou com luz de refletores em sua história. Os funcionários do clube londrino apontaram Laranjeiras como "um dos melhores e mais bem equipados estádios do mundo", e ficaram também encantados com a elegância das senhoras que assistiam ao jogo. À Folha da Manhã, um deles afirmou: "o ambiente naturalmente grandioso nos dava a impressão de uma noite de grande gala, na Opera House, de Londres. Estupendo!". O clube inglês excursionava pela América do Sul, e veio ao Rio de Janeiro a convite do Fluminense.
Reprodução da Folha da Manhã.

1953: no segundo jogo da semifinal do Torneio Rivadávia Corrêa Meyer, no Pacaembu, o Fluminense venceu o São Paulo por 1 a 0 no tempo regulamentar, com um gol de Telê, aos 42 do 1º tempo. Como o São Paulo havia vencido a primeira partida por 1 a 0, foi realizada uma prorrogação de trinta minutos, que o clube paulista venceu por 1 a 0, classificando-se assim para a decisão da competição. Esta foi a única prorrogação que o Fluminense perdeu em toda a sua história.

1959: na sequência da excursão pelas regiões Norte e Nordeste, o Fluminense goleou o Nacional de Manaus por 11 a 1, no Parque Amazonense. O destaque da goleada foi o artilheiro Waldo, que anotou 5 gols. Os demais tentos tricolores foram de Jair Francisco (2), Telê, Maurinho e Wilson Bauru, além de um gol-contra. Este foi o 11º dos 20 triunfos consecutivos daquele time: a maior sequência de vitórias da história do Fluminense, entre 31 de maio e 18 de agosto (vejam a lista completa de resultados aqui).

1961: seguindo o giro pela Europa, o Fluminense fez sua segunda partida na Espanha, goleando o Deportivo Málaga por 6 a 0, gols de Pinheiro, Jair Francisco, Waldo (3) e Jaburu, no Estádio La Rosaleda, em Málaga. O Deportivo Málaga era um dos principais clubes da Andalucía, tendo sido um predecessor do atual Málaga Club de Fútbol, fundado em 1994. Naquela temporada, disputaria a segunda divisão espanhola, e conseguiria o acesso para a elite.

1969: na estreia na Taça Guanabara (competição à parte do Campeonato Carioca, conquistado pelo Fluminense no Fla-Flu do dia 15), o Fluminense venceu o Bangu por 2 a 0, no Maracanã, com gols de Lula (de pênalti) e Flávio (de cabeça). Na Taça Guanabara, o Fluminense também terminaria campeão, confirmando assim sua supremacia no Rio de Janeiro.

1970: na estreia do Campeonato Carioca, em Ítalo Del Cima, o Fluminense venceu o Campo Grande por 6 a 3. Os gols tricolores foram de Jair Pereira (2), Oliveira e Flávio (3).

1977: em partida da Copa Vale do Paraíba, no Estádio Ninho da Garça, em Guaratinguetá, o Fluminense venceu a Esportiva Guaratinguetá por 2 a 0, gols de Rubens Galaxe e Doval.

1981: mesmo desfalcado de quatro importantes titulares (Cláudio Adão, Deley, Edevaldo e Gilberto), o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1, diante de 46.030 pessoas no Maracanã, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram de Zezé e Zezé Gomes. O rival rubro-negro vivia uma grande temporada, na qual acabaria sendo campeão do Carioca, da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental.

2015: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Serra Dourada, em Goiânia, o Fluminense venceu o Goiás por 2 a 1. Os gols da vitória do Fluminense foram de Wagner e Edson. O goleiro tricolor Diego Cavalieri defendeu um pênalti.

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Aniversariantes do dia:

Argemiro Moreira (1939), zagueiro que fez parte do elenco tricolor entre 1961 e 1962, após ser contratado junto ao Bonsucesso.

Cristiano Carlos Gomes (1977), lateral-esquerdo que participou do plantel profissional do Fluminense na temporada de 1997.

Paulo César Arruda Parente (1978), lateral-direito com 18 gols marcados em 201 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1997 e 2002 e em 2009. Foi campeão da Série C em 1999 e do Carioca em 2002. No Fla-Flu do Torneio Rio-São Paulo de 2002, Paulo César marcou um golaço, com três dribles rápidos e um chute forte, virando o placar no Maracanã.

Francisco Antônio Torres Martinez (1982), goleiro revelado pelo Fluminense, que integrou o elenco profissional tricolor em 2003.

PCFilho

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resenha: Huachipato 1 x 2 Tricolor

Foto: Photocamera.

Amigos, o jogo no Chile nem parecia um duelo de Copa Libertadores: um estádio arrumado, com o gramado bem cuidado; o adversário Huachipato demonstrando uma lealdade rara em competições sul-americanas, jogando sem apelar para catimbas e pontapés; o árbitro argentino Saúl Laverni apitando de forma imparcial; a torcida em um impressionante clima familiar. Em suma: um jogo de futebol, disputado na bola, como deveria ser sempre. Sem atmosfera de guerra, sem pedras, sem pancadaria.

Agora vou falar sobre o time do Fluminense. Após o tombo diante do Grêmio, o onze tricolor parece ter aprendido que precisa de vontade, de ímpeto, de gana. Sem garra, não se vence nem uma partida de ping-pong, essa é a verdade. Aquele anti-Fluminense, aquele time que perdeu quase todas as divididas para os gaúchos, morreu ali, quando o apito final ecoou no cimento do Engenhão. No Chile, o Fluminense voltou a ser o Fluminense guerreiro, o Fluminense forjado a sangue, suor e lágrimas na épica arrancada de 2009.

O primeiro tempo poderia ser resumido no famoso ditado "quem não faz, leva". O Fluminense atacou, atacou, atacou, atacou, atacou, perdeu inúmeras chances de gol, algumas claríssimas. Com os arcos escancarados à sua frente, Wellington Nem fez o mais difícil e acertou a trave. O domínio tricolor foi avassalador, até que, no último minuto, a defesa cochilou e Rodríguez abriu o placar: Huachipato 1 a 0. Uma demonstração prática do mais sábio ditado futebolístico.

Na etapa complementar, entretanto, o Fluminense manteve a pressão. O Huachipato, recuado, defendia a vitória com unhas e dentes: afinal, era o grande jogo da história do clube. Nunca antes um campeão brasileiro havia pisado no gramado do Estádio CAP. Mas "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Quando eram decorridos 21 minutos, Carlinhos cruzou da esquerda, Fred deu uma assistência de futevôlei, e Wellington Nem fuzilou para as redes: era o santo gol de empate.

Dez minutos depois, Abel pôs Wagner em campo. No lance seguinte, Wellington Nem foi raçudo, brigou por uma bola que parecia perdida, a ganhou na garra e a entregou numa bandeja para Wagner, que aproveitou a chance e marcou o gol da vitória, da doce e santa vitória. Menos de trinta segundos em campo, e Wagner já cumprira o papel que lhe era reservado pelos deuses do futebol.

Sábado, temos a semifinal da Taça Guanabara contra o Vasco (primeiro jogo realmente válido do Campeonato Carioca). Quarta-feira que vem, novamente o Huachipato, desta vez no Rio de Janeiro. A temporada de 2013 finalmente começou para o Tricolor.

PC

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Resenha: Quissamã 0 x 3 Tricolor

Foto: Bruno Lima/Lancenet.

Na monótona sequência de jogos contra clubes pequenos no Campeonato Carioca, neste sábado o Fluminense foi a Macaé enfrentar o recém-promovido Quissamã. Foi o primeiro confronto entre as duas agremiações na história.

No primeiro tempo, o futebol burocrático das duas equipes estava sendo traduzido perfeitamente pelo placar zerado. Mas, no último lance da etapa inicial, Fred sofreu falta na entrada da área, e Jean cobrou com perfeição, no ângulo: Fluminense 1 a 0.

Fluminense e Quissamã voltaram para o segundo tempo no mesmo ritmo lento, como se estivessem esperando o apito final. No Tricolor, a entrada de Wagner deu mais dinâmica às ações ofensivas. Aos 28 minutos, ele tabelou com Fred na entrada da área e chutou cruzado, rasteiro: Fluminense 2 a 0. Quando eram decorridos 40, o árbitro marcou um pênalti questionável para o Fluminense (não sei se o zagueiro da equipe azul teve a intenção de colocar a mão na bola). Fred não tem nada com isso e cobrou com a habitual precisão: Fluminense 3 a 0, placar final.

A partir de agora, a temporada começa a esquentar para o Fluminense. No sábado, 9, temos o clássico contra o Vasco, no Engenhão. E, na quarta-feira, 13, a aguardada estreia na Copa Libertadores da América, diante do Caracas, na Venezuela.

PC

domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha: Nova Iguaçu 0 x 2 Tricolor


Amigos, o Fluminense estreou oficialmente na temporada de 2013 com vitória dos reservas por 2 a 0, sobre o Nova Iguaçu, no Estádio de São Januário (cujo gramado, aliás, estava em condições horrorosas).

O adversário jogou muito fechado, sem correr riscos, e o onze tricolor teve bastante dificuldade para furar a retranca laranja. Os dois gols do Fluminense só saíram nos quinze minutos finais da peleja. O primeiro foi consequência de grande lance de Wellington Silva pelo flanco direito: ele ganhou a dividida, tabelou com Rhayner e cruzou na medida para Wagner cabecear para o gol. No segundo, Ronan mostrou muita garra, avançou livre pelo lado esquerdo e centrou para Wagner novamente marcar de cabeça.

O regulamento do Campeonato Carioca apresenta pequenas novidades: nas semifinais de turnos, o empate não mais levará para a disputa de pênaltis, mas sim classificará a equipe de melhor campanha na primeira fase. Boa mudança, evitando a injustiça do acaso e premiando a competência. Por outro lado, os cartões amarelos acumulados não suspenderão mais os atletas: um retrocesso evidente no aspecto disciplinar. Enfim, o que precisava ser modificado continua: a injustificável maratona de partidas contra times pequenos. A falta de apelo da fórmula fica evidente na contagem do público: 1631 pagantes, e 2625 presentes.

O atual campeão carioca e brasileiro voltará a campo nesta quinta-feira, 24, contra o Olaria, no Engenhão.

PC