terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Curiosidades da Copa Libertadores


Amigos, nesta semana terá início a Copa Libertadores da América de 2011. O torneio, que se realiza desde 1960, anualmente, possui muitos heróis e vilões, muitos recordes, muitas curiosidades. Eis o tema desta postagem.

I - Maiores campeões (1960-2010)
1) Independiente/ARG, 7 conquistas.
2) Boca Juniors/ARG, 6.
3) Peñarol/URU, 5.
4) Estudiantes/ARG, 4.
5) Nacional/URU, 3.
Olimpia/PAR, 3.
São Paulo/BRA, 3.

II - Maiores artilheiros (1960-2010)
1) Alberto Pedro Spencer (equatoriano, Peñarol/URU, Barcelona/EQU), 54 gols.
2) Fernando Morena Belora (uruguaio, Peñarol/URU), 37.
3) Pedro Virgilio Rocha (uruguaio, Peñarol/URU, São Paulo, Palmeiras), 36.
4) Daniel Onega (argentino, River Plate/ARG), 31.
5) Julio César Morales (uruguaio, Nacional/URU), 30.
6) Juan Carlos Sarnari (argentino, River Plate/ARG, Universidad Católica/CHI, Universidad de Chile, Independiente Santa Fé/COL), 29.
6) Antony de Ávila (colombiano, América de Cali/COL, Barcelona/EQU), 29.
6) Luiz Carlos Goulart "Luizão" (brasileiro, Vasco, Corinthians, São Paulo), 29.
9) Luis Artime (argentino, Independiente/ARG, Nacional/URU), 26.
9) Oswaldo Ramírez (peruano, Sport Boys/PER, Universitário/PER, Sporting Cristal/PER), 26.
11) Alberto Acosta (argentino, San Lorenzo/ARG, Boca Juniors/ARG, Universidad Católica/CHI), 25.
11) Vanderlei Eustáquio de Oliveira "Palhinha" (brasileiro, Cruzeiro, Corinthians, Atlético Mineiro), 25.
11) Juan Carlos Sánchez (argentino, Blooming/BOL, Jorge Wilstermann/BOL, San José/BOL), 25.
14) Luis Fernando Salinas (boliviano, Bolívar/BOL), 24.
15) Martín Palermo (argentino, Boca Juniors/ARG), 23.

III -Maiores artilheiros em uma única edição (1960-2010)
1) Daniel Onega (River Plate/ARG), 17 gols em 1966.
2) Norberto Raffo (Racing/ARG), 14 gols em 1967.
2) Sérgio João (Bolívar/BOL), 14 gols em 1998.
2) Luizão (Corinthians), 14 gols em 2000.
5) Palhinha (Cruzeiro), 13 gols em 1976.
6) Jardel (Grêmio), 12 gols em 1995.

IV - Mais finais disputadas (1960-2010)
1) Boca Juniors/ARG (9 finais, 6 títulos).
2) Peñarol/URU (9 finais, 5 títulos).
3) Independiente/ARG (7 finais, 7 títulos).
4) São Paulo/BRA (6 finais, 3 títulos).
4) Olimpia/PAR (6 finais, 3 títulos).
4) Nacional/URU (6 finais, 3 títulos).
7) Estudiantes/ARG (5 finais, 4 títulos).

V - Mais edições disputadas (1960-2011)
1) Peñarol/URU, 39.
2) Nacional/URU, 38.
3) Olimpia/PAR, 35.
4) Cerro Porteño/PAR, 34.
5) River Plate/ARG, 30.
6) Colo Colo/CHI, 29.
7) Sporting Cristal/PER, 28.
8) Universitário/PER, 27.
8) Bolívar/BOL, 27.
10)Universidad Católica/CHI, 23.
11) Boca Juniors/ARG, 22.
11) El Nacional/EQU, 22.
11) Alianza Lima/PER, 22.
14) Barcelona/EQU, 21.
15) Emelec/EQU, 20.
16) Independiente/ARG, 19.
16) América de Cali/COL, 19.
18) Deportivo Cali/COL, 18.
18) Oriente Petrolero/BOL, 18.
20) The Strongest/BOL, 17.
20) Deportivo Táchira/VEN, 17.
22) Jorge Wilstermann/BOL, 16.
23) São Paulo/BRA, 15.
23) LDU Quito/EQU, 15.
23) Universidad de Chile, 15.
26) Palmeiras/BRA, 14.
26) Atlético Nacional/COL, 14.
26) Millonarios/COL, 14.

VI - Maiores goleadas (1960-2012)
1) 15/03/1970 - Peñarol/URU 11 x 2 Valencia/VEN
2) 22/03/1971 - Peñarol/URU 9 x 0 The Strongest/BOL
2) 11/03/1970 - River Plate/ARG 9 x 0 Universitário/BOL
4) 07/07/1963 - Peñarol/URU 9 x 1 Everest/EQU
4) 28/02/1962 - Santos/BRA 9 x 1 Cerro Porteño/PAR
6) 10/05/2012 - Santos/BRA 8 x 0 Bolívar/BOL.
6) 07/03/1985 - Blooming/BOL 8 x 0 Deportivo Itália/VEN

VII - Maiores goleadas de visitantes (1960-2010)
1) 26/03/1970 - Rangers/CHI 1 x 7 Universidad de Chile
2) 17/02/1971 - Deportivo Itália/VEN 0 x 6 Fluminense/BRA
2) 08/05/1960 - Universidad de Chile 0 x 6 Millonarios/COL
2) 04/08/1990 - Pepeganga/VEN 0 x 6 Independiente/ARG
2) 31/03/1995 - Caracas/VEN 0 x 6 Cerro Porteño/PAR
2) 07/04/1992 - Sport Boys/PER 0 x 6 Atlético Nacional/COL
2) 26/02/1992 - Newell's Old Boys/ARG 0 x 6 San Lorenzo/ARG
2) 05/04/1979 - Jorge Wilstermann/BOL 0 x 6 Bolívar/BOL

VIII - Maiores artilheiros em um único jogo (1960-2010)
1) Juan Carlos Sánchez (ARG), 6 gols em 07/03/1985 - Blooming/BOL 8 x 0 Deportivo Itália/VEN.
2) Enrique Raymondi (EQU), 5 gols em 22/02/1962 - Emelec/EQU 7 x 2 Universidad Católica/CHI.
2) Alberto Pedro Spencer (EQU), 5 gols em 07/07/1963 - Peñarol/URU 9 x 1 Everest/EQU.
2) Raúl Castronovo (ARG), 5 gols em 22/03/1971 - Peñarol/URU 9 x 0 The Strongest/BOL.
2) Fernando Baiano (BRA), 5 gols em 10/03/1999 - Corinthians/BRA 8 x 2 Cerro Porteño/PAR.
2) Alfredo David Moreno (ARG), 5 gols em 22/03/2000 - Boca Juniors/ARG 6 x 1 Blooming/BOL.

IX - Maiores artilheiros em um único jogo final (1960-2010)
1) Thiago Neves (BRA), 3 gols em 02/07/2008 - Fluminense/BRA 3 x 1 LDU Quito/EQU.
2) Coutinho (BRA), 2 gols em 28/07/1962 - Peñarol/URU 1 x 2 Santos/BRA.
2) Spencer (EQU), 2 gols em 02/08/1962 - Santos/BRA 2 x 3 Peñarol/URU.
2) Pelé (BRA), 2 gols em 30/08/1962 - Santos/BRA 3 x 0 Peñarol/URU.
2) Coutinho (BRA), 2 gols em 04/09/1963 - Santos/BRA 3 x 2 Boca Juniors/ARG.
2) Spencer (EQU), 2 gols em 20/05/1966 - Peñarol/URU 4 x 2 River Plate/ARG.
2) Tupãzinho (BRA), 2 gols em 07/05/1968 - Palmeiras/BRA 3 x 1 Estudiantes/ARG.
2) Maglioni (ARG), 2 gols em 25/05/1972 - Independiente/ARG 2 x 1 Universitário/PER.
2) Palhinha (BRA), 2 gols em 21/07/1976 - Cruzeiro/BRA 4 x 1 River Plate/ARG.
2) Perotti (ARG), 2 gols em 28/11/1978 - Boca Juniors/ARG 4 x 0 Deportivo Cali/COL.
2) Zico (BRA), 2 gols em 13/11/1981 - Flamengo/BRA 2 x 1 Cobreloa/CHI.
2) Zico (BRA), 2 gols em 23/11/1981 - Flamengo/BRA 2 x 0 Cobreloa/CHI.
2) Luis Pérez (CHI), 2 gols em 05/06/1991 - Colo Colo/CHI 3 x 0 Olimpia/PAR.
2) Arruabarrena (ARG), 2 gols em 14/06/2000 - Boca Juniors/ARG 2 x 2 Palmeiras/BRA.
2) Marcelo Delgado (ARG), 2 gols em 25/06/2003 - Boca Juniors/ARG 2 x 0 Santos/BRA.
2) Rafael Sobis (BRA), 2 gols em 09/08/2006 - São Paulo/BRA 1 x 2 Internacional/BRA.
2) Riquelme (ARG), 2 gols em 20/06/2007 - Grêmio/BRA 0 x 2 Boca Juniors/ARG.

X - As cidades das finalíssimas (1960-2010)
1) Santiago (Chile), 9.
2) São Paulo (Brasil), 8.
3) Buenos Aires (Argentina), 7.
3) Montevideo (Uruguai), 7.
5) Porto Alegre (Brasil), 4.
6) Asunción (Paraguai), 3.
6) Avellaneda (Argentina), 3.
7) Belo Horizonte (Brasil), 2.
7) Guayaquil (Equador), 2.
10) Bogotá (Colômbia), 1.
10) La Plata (Argentina), 1.
10) Lima (Peru), 1.
10) Manizales (Colômbia), 1.
10) Medellín (Colômbia), 1.
10) Rio de Janeiro (Brasil), 1.

XI - Os melhores ataques da história (1960-2010)
1) Nacional (Uruguai), 481 gols.
2) Peñarol (Uruguai), 477.
3) River Plate (Argentina), 475.
4) Olimpia (Paraguai), 366.
5) Boca Juniors (Argentina), 344.
6) Cerro Porteño (Paraguai), 332.

XII - Os que mais venceram (1960-2010)
1) River Plate (Argentina), 144.
2) Peñarol (Uruguai), 141.
3) Nacional (Uruguai), 140.
4) Boca Juniors (Argentina), 117.
5) Olimpia (Paraguai), 101.

XIII - Os melhores aproveitamentos (1960-2010)*
1) Paysandu (Brasil)*, 70,83%.
2) Criciúma (Brasil)*, 66,67%.
3) Cruzeiro (Brasil), 65,00%.
4) Estudiantes (Argentina), 63,57%.
5) Santos (Brasil), 63,18%.
6) Argentinos Juniors (Argentina)*, 63,16%.
7) Flamengo (Brasil), 62,84%.
8) Deportivo Toluca (México)*, 62,50%.
8) Santos Laguna (México)*, 62,50%.
10) Boca Juniors (Argentina), 60,76%.
11) Huracán (Argentina)*, 60,61%.
12) Corinthians (Brasil), 60,00%.
12) Goiás (Brasil)*, 60,00%.
14) São Paulo (Brasil), 59,96%.
* para o cálculo do aproveitamento, todos os jogos deram 3 pontos para equipes que venceram e 1 ponto para equipes que empataram. O Paysandu jogou apenas uma edição, na qual obteve 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota, o que justifica seu excelente aproveitamento. Goiás, Huracán/ARG, Deportivo Toluca/MEX, Santos Laguna/MEX e Criciúma também disputaram apenas uma Copa Libertadores cada. O Argentinos Juniors jogou duas, sendo campeão em 1985. Os demais clubes da lista participaram de pelo menos três edições.

XIV - Campeões invictos
Apenas cinco clubes já levantaram a Copa Libertadores sem perder um jogo sequer na campanha:
- Peñarol em 1960 (7 jogos, 3 vitórias e 4 empates);
- Santos em 1963 (4 jogos, 3 vitórias e 1 empate);
- Independiente em 1964 (7 jogos, 5 vitórias e 2 empates);
- Estudiantes em 1969 (4 jogos, 4 vitórias) e 1970 (4 jogos, 3 vitórias e 1 empate);
- Boca Juniors em 1978 (6 jogos, 4 vitórias e 2 empates).

XV - A escrita do Peñarol
Apesar de ter conquistado cinco Copas Libertadores, o Peñarol nunca conseguiu festejar em casa. Em 1960, o triunfo foi em Asunción, no Paraguai. Em 1961, a taça foi erguida em São Paulo. Em 1966, 1982 e 1987, o título foi conquistado em Santiago do Chile. A única vez em que o Peñarol jogou a finalíssima em casa foi em 1970, quando perdeu a taça para o Estudiantes, da Argentina.

XVI - Classificação por sorteio
Uma única vez na história da Copa Libertadores, um desempate foi realizado por sorteio. Em 30/04/1961, o Jorge Wilstermann/BOL venceu o Independiente Santa Fé/COL por 3 a 2, em Cochabamba, na Bolívia. Em 07/05/1961, o Independiente Santa Fé/COL venceu o Jorge Wilstermann/BOL por 1 a 0, em Bogotá, capital da Colômbia. As negociações para a realização do jogo-desempate começaram no mesmo dia, no Hotel Tequendama, em Bogotá. Chegou-se a um acordo para que fosse realizado no dia 14/05/1961. Porém, houve um desentendimento sobre os custos da partida, e assim houve mais discussões madrugada adentro, na Embaixada da Bolívia em Bogotá. Os bolivianos exigiam 10 mil dólares para cobrir sua estadia, mas os colombianos só ofereciam 8 mil. Com ambos os lados irredutíveis, a única solução foi o sorteio. O boliviano Jorge Rojas escreveu o nome do Wilstermann num papelzinho, e o colombiano Jorge Ferro escreveu o nome do Santa Fé em outro. Os dois foram colocados em um sombrero, e Eduardo de Castro, membro da Confederação, sem olhar, sacou um deles. O nome que saísse seria o eliminado. E esse foi o do Jorge Wilstermann. O Independiente Santa Fé caiu na fase seguinte, a semifinal, para o Palmeiras.
(houve outra classificação fora de campo, em 1981. Após terminarem empatados na primeira fase, Flamengo e Atlético Mineiro partiram para o jogo-desempate, no Serra Dourada. Com polêmica arbitragem de José Roberto Wright, o jogo foi suspenso ainda no primeiro tempo, quando o Atlético Mineiro já contava com alguns expulsos. No tribunal, a vaga foi dada ao Flamengo, que acabaria campeão daquele ano.)

XVII - Sempre presentes
Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile são os únicos quatro países que estiveram em todas as edições da Copa Libertadores. O Brasil não teve participantes em 1966 (quando Santos e Vasco, campeão e vice da Taça Brasil, desistiram de participar), 1969 e 1970 (quando a CBD discordou do regulamento proposto e não indicou seus clubes). A Argentina deixou de indicar seus clubes em 1969, por também discordar do regulamento, mas contou com a participação do Estudiantes, campeão do ano anterior (que acabaria conquistando o bi). Em 1981, os clubes argentinos foram representados por quadros de reservas e aspirantes.

XVIII - O gol mais rápido
Félix Suárez, aos seis segundos do jogo Alianza Lima/PER 3 x 0 Independiente Santa Fé/COL, válido pela Copa Libertadores de 1976.

XIX - Finais repetidas
Três finais já se repetiram. Santos e Boca Juniors decidiram a Copa Libertadores em 1963, com vitória brasileira, e em 2003, com vitória argentina. Em 1969, o Nacional do Uruguai perdeu para o Estudiantes, mas dois anos depois aproveitou sua revanche. Em 1986 e 1996, o River Plate foi campeão sobre o América de Cali.

XX - Jogadores com mais Libertadores conquistadas
1) Francisco Sá, 6 (Independiente 1972-73-74-75, Boca Juniors 1977-78).
2) Ricardo Pavoni, 5 (Independiente, 1965-72-73-74-75).
2) Ricardo Bochini, 5 (Independiente 1972-73-74-75-84).
4) Miguel Ángel Santoro, 4 (Independiente, 1964-65-72-73).
4) Balbuena, 4 (Independiente, 1972-73-74-75).
4) Eduardo Commisso, 4 (Independiente 1972-73-74-75).
4) Miguel Ángel López, 4 (Independiente, 1972-73-74-75).
4) Alejandro Semenewicz, 4 (Independiente 1972-73-74-75).
4) Vítor, 4 (São Paulo 1992-93, Cruzeiro 1997, Vasco 1998).
4) Guillermo Barros Schelotto, 4 (Boca Juniors 2000-01-03-07).
4) Hugo Ibarra, 4 (Boca Juniors 2000-01-03-07).
4) Sebastián Battaglia, 4 (Boca Juniors 2000-01-03-07).
4) Roberto Abbondanzieri, 4 (Boca Juniors 2000-01-03, Internacional 2010).
14) Alberto Pedro Spencer, 3 (Peñarol 1960-61-66).
14) Néstor Gonçalves, 3 (Peñarol 1960-61-66).
14) Aguirre Suárez, 3 (Estudiantes 1968-69-70).
14) Carlos Salvador Bilardo, 3 (Estudiantes 1968-69-70).
14) Juan Ramón Verón, 3 (Estudiantes 1968-69-70).
14) Oscar Malbernat, 3 (Estudiantes 1968-69-70).
14) Luis Cubilla, 3 (Peñarol 1960-61, Nacional 1971).
14) Raimondo, 3 (Independiente, 1972-73-74).
14) Daniel Bertoni, 3 (Independiente 1973-74-75).
14) Galván, 3 (Independiente, 1973-74-75).
14) Dinho, 3 (São Paulo 1992-93, Grêmio 1995).
14) Elivélton, 3 (São Paulo 1992-93, Cruzeiro 1997).
14) Palhinha, 3 (São Paulo 1992-93, Cruzeiro 1997).
14) Ronaldo Luiz, 3 (São Paulo 1992-93, Vasco 1998).
14) Marcelo Alejandro Delgado, 3 (Boca Juniors 2000-01-03).
14) Nicolás Andrés Burdisso, 3 (Boca Juniors 2000-01-03).
14) Juan Román Riquelme, 3 (Boca Juniors 2000-01-07).
14) Clemente Juan Rodríguez, 3 (Boca Juniors 2001-03-07).
14) Fabiano Eller, 3 (Vasco 1998, Internacional 2006-10).

XXI - Jogador com mais participações na Libertadores
O recorde, praticamente insuperável, é do goleiro uruguaio Ever Hugo Almeida, do Olimpia, do Paraguai. O arqueiro disputou 113 jogos durante 16 edições da Copa, entre 1973 e 1990.

XXII - Treinadores com mais Libertadores conquistadas
1) Carlos Bianchi, 4 (Vélez Sarsfield 1994, Boca Juniors 2000-01-03).
2) Osvaldo Zubeldía, 3 (Estudiantes 1968-69-70).
3) Roberto Scarone, 2 (Peñarol 1960-61).
3) Lula, 2 (Santos 1962-63).
3) Manuel Giudice, 2 (Independiente 1964-65).
3) Pedro Dellacha, 2 (Independiente 1972-75).
3) Juan Carlos Lorenzo, 2 (Boca Juniors 1977-78).
3) Luis Cubilla, 2 (Olimpia 1979-90).
3) Telê Santana, 2 (São Paulo 1992-93).
3) Luiz Felipe Scolari, 2 (Grêmio 1995, Palmeiras 1999).
3) Paulo Autuori, 2 (Cruzeiro 1997, São Paulo 2005).

XXIII - Campeões como jogador e treinador
- Luis Cubilla (jogador: Peñarol 1960-61, Nacional 1971; treinador: Olimpia 1979-90).
- Juan Martín Mujica (jogador: Nacional 1971; treinador: Nacional 1980).
- José Omar Pastoriza (jogador: Independiente 1972; treinador: Independiente 1984).
- Nery Pumpido (jogador: River Plate 1986; treinador: Olimpia 2002).

XXIV - Pais e filhos
Em toda a história da Copa Libertadores, apenas dois filhos conseguiram repetir a façanha de seus pais, e também erguer a Copa Libertadores. Em 1987, jogando pelo mesmo Peñarol, no mesmo Estádio Nacional de Santiago, Jorge Gonçalves levantou a Copa Libertadores, assim como seu pai Néstor Gonçalves havia feito em 1966. Em 2009, Juan Sebastián Verón conquistou a Copa Libertadores pelo Estudiantes de la Plata, repetindo seu pai Juan Ramón Verón, tricampeão em 1970, também pelo Estudiantes.

XXV - O quadro dos Libertadores da América
A figura que ilustra esta postagem é uma reprodução de um quadro a óleo do artista chileno Roberto Saavedra Walker. Em formação de time de futebol, estão os doze Libertadores da América, homenageados pelo nome da Copa. Em pé, da esquerda para a direita, estão: Dom Pedro I do Brasil, Bernardo O'Higgins do Chile, Simón Bolívar, José de San Martín da Argentina, José Artigas do Uruguai, e Fulgencio Yegros do Paraguai. Agachados, também da esquerda para a direita, estão: Francisco de Miranda da Venezuela, Tupac Amarú do Peru, Eugenio Espejo do Equador, Andrés de Santa Cruz da Bolívia, Antonio José de Sucre da Venezuela, e Antonio Nariño da Colômbia. Bolívar, terceiro em pé, tido como maior líder da libertação, é o goleiro. Francisco de Miranda, primeiro agachado, idealizador das independências, é o treinador. Ao fundo, está a desejada Copa. A guerra de hoje, ainda bem, é travada dentro das quatro linhas.

PC

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Resenha: Tricolor 6 x 2 Olaria


Amigos, a goleada do Fluminense sobre o Olaria, no Estádio Olímpico João Havelange, teve em Fred seu principal personagem. O centroavante tricolor começou seu baile particular aos onze minutos, com espetacular passe de calcanhar para Marquinho, que não teve dificuldades para abrir o placar: Fluminense 1 a 0.

O quadro da rua Bariri chegou a assustar quando empatou com Felipe, e virou com Renan Silva, cobrando pênalti. Mas a festa do Olaria durou pouco: aos 29, Deco passou a Fred, que assinalou o gol de empate: 2 a 2. Aos 42, a virada pó-de-arroz: após preciso cruzamento de Mariano, da direita, Fred fez tudo certo e escorou para o gol, de cabeça, sem chances para o goleiro Renan. E fomos para o intervalo com 3 a 2 no placar.

Na volta do intervalo, a imensa superioridade técnica do Fluminense fez a diferença. Logo no início, Marquinho cobrou escanteio e Rodriguinho marcou, de cabeça: 4 a 2. Aos vinte, Rodriguinho se aproveitou do amplo latifúndio deixado pela generosa defesa do Olaria para assinalar mais um: 5 a 2. Aos 38, Marquinho também fez o seu segundo da noite, cobrando falta: 6 a 2.

A nota ruim da noite foi para a estreia do "Programa Guerreiro Tricolor", que prometia o fim das filas e do desconforto para o torcedor do Fluminense. Curiosamente, os assinantes do programa tiveram que encarar uma desorganizada fila de mais de vinte minutos, enquanto os torcedores comuns podiam comprar suas entradas bem ao lado, sem absolutamente nenhuma espera. Conforme chegava o horário de início do jogo e a fila só aumentava, tomou-se a decisão de liberar as entradas sem a conferência dos documentos. Era só chegar à bilheteria, pedir "Leste Superior", e receber seu bilhete de entrada, sem custo.

O monótono Campeonato Carioca continua no meio da semana: o Fluminense joga na quinta-feira, novamente no João Havelange, contra o Macaé. Quando começa mesmo a Libertadores?

PC

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

História - Fluminense x Olaria





Em janeiro de 1938, o Fluminense sagrou-se campeão Carioca de 1937 em uma partida contra o Olaria, no campo do São Cristóvão, na rua Figueira de Melo. Na ocasião, o Tricolor venceu por 7 a 1.

Até hoje, Fluminense e Olaria se enfrentaram 118 vezes, com 82 vitórias tricolores, 25 empates e 11 triunfos do Olaria. Ao todo, o Tricolor assinalou 295 gols, contra 120 do Olaria.


Confiram a lista completa de partidas entre Fluminense e Olaria:
03/04/1932 - Olaria 1 x 5 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
17/07/1932 - Fluminense 4 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
16/10/1932 - Olaria 5 x 1 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
12/10/1937 - Fluminense 3 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
18/02/1942 - Olaria 5 x 5 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
10/05/1947 - Olaria 2 x 2 Fluminense - Gávea (Rio de Janeiro)
31/08/1947 - Olaria 4 x 4 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
15/11/1947 - Fluminense 3 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
21/03/1948 - Olaria 4 x 4 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
05/05/1948 - Olaria 2 x 2 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
22/08/1948 - Olaria 2 x 8 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
15/11/1948 - Fluminense 7 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
14/08/1949 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
06/11/1949 - Olaria 3 x 4 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
12/08/1950 - Olaria 2 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
04/11/1950 - Fluminense 1 x 2 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
06/05/1951 - Olaria 2 x 3 Fluminense - Teixeira de Castro (Rio de Janeiro)
07/10/1951 - Fluminense 5 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
02/12/1951 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
17/05/1952 - Olaria 2 x 3 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
19/10/1952 - Olaria 1 x 3 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
17/01/1953 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
19/09/1953 - Fluminense 2 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
29/11/1953 - Olaria 1 x 3 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
19/09/1954 - Olaria 2 x 4 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
14/11/1954 - Fluminense 4 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
14/08/1955 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
06/11/1955 - Fluminense 3 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
29/07/1956 - Fluminense 1 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
21/10/1956 - Olaria 0 x 5 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
23/11/1957 - Fluminense 5 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/07/1958 - Olaria 1 x 3 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
05/10/1958 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
26/09/1959 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
01/11/1959 - Olaria 0 x 4 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
24/09/1960 - Fluminense 4 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/10/1960 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/08/1961 - Fluminense 0 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/11/1961 - Olaria 2 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
28/12/1961 - Fluminense 3 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
26/08/1962 - Olaria 0 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/11/1962 - Fluminense 3 x 2 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
02/03/1963 - Olaria 0 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/08/1963 - Olaria 0 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
17/11/1963 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
11/07/1964 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
30/09/1964 - Fluminense 4 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
11/09/1966 - Olaria 0 x 3 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
04/12/1966 - Fluminense 5 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
09/09/1967 - Fluminense 2 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/11/1967 - Fluminense 2 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
26/04/1968 - Fluminense 1 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
05/04/1969 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
28/03/1970 - Olaria 0 x 0 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
22/07/1970 - Fluminense 0 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
09/09/1970 - Olaria 0 x 0 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
10/04/1971 - Fluminense 0 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
30/05/1971 - Fluminense 3 x 3 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/03/1972 - Fluminense 5 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
06/05/1972 - Olaria 1 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
03/08/1972 - Olaria 1 x 0 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/04/1973 - Fluminense 0 x 2 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
19/07/1973 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
29/11/1973 - Fluminense 1 x 2 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
24/03/1974 - Olaria 3 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/07/1974 - Olaria 2 x 1 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
17/08/1974 - Fluminense 3 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/03/1975 - Fluminense 5 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
12/06/1975 - Olaria 0 x 1 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
27/03/1976 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
17/06/1976 - Olaria 0 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
04/08/1976 - Olaria 0 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
28/05/1977 - Olaria 0 x 3 Fluminense - São Januário (Rio de Janeiro)
31/08/1977 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
12/10/1978 - Fluminense 2 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/10/1978 - Olaria 0 x 0 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/05/1979 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
15/10/1980 - Olaria 0 x 4 Fluminense - Marechal Hermes (Rio de Janeiro)
23/05/1981 - Fluminense 0 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
02/09/1981 - Olaria 0 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
11/11/1981 - Olaria 0 x 3 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
07/07/1984 - Olaria 0 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
17/10/1984 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/09/1985 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
13/10/1985 - Olaria 1 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
23/02/1986 - Olaria 0 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
04/05/1986 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
14/03/1987 - Fluminense 0 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
26/04/1987 - Olaria 0 x 1 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
22/02/1989 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
03/05/1989 - Olaria 1 x 3 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
26/06/1991 - Fluminense 1 x 2 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
18/10/1992 - Olaria 0 x 0 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
28/02/1993 - Olaria 2 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
18/04/1993 - Fluminense 5 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
28/02/1994 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
15/02/1996 - Fluminense 2 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
27/03/1996 - Fluminense 6 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
22/05/1996 - Olaria 2 x 4 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
05/03/1997 - Fluminense 3 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
17/10/1998 - Fluminense 3 x 0 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
08/11/1998 - Olaria 0 x 3 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
24/03/1999 - Fluminense 4 x 2 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/05/1999 - Olaria 0 x 0 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
19/04/2000 - Olaria 1 x 1 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
27/05/2000 - Fluminense 2 x 1 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
10/03/2001 - Olaria 3 x 2 Fluminense - Giulite Coutinho (Mesquita)
04/02/2002 - Olaria 0 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)
21/05/2002 - Fluminense 2 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
19/01/2003 - Fluminense 1 x 1 Olaria - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
13/03/2004 - Fluminense 1 x 0 Olaria - Maracanã (Rio de Janeiro)
30/01/2005 - Olaria 2 x 2 Fluminense - Rua Bariri (Rio de Janeiro)

PCFilho

Resenha: Bangu 0 x 1 Tricolor


Amigos, o torcedor é uma figura engraçada, especialmente o torcedor do Fluminense. No ano passado, o quadro tricolor tinha um goleador que não fazia gols. Os exagerados diziam: "Washington está há 257 jogos sem marcar um gol". Mas o engraçado vem agora: a cada nova partida sem gols, o nome de Washington era gritado com mais vigor pela torcida.

E o sublime é que apenas os pós-de-arroz enxergavam o óbvio: o artilheiro sem gols era peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro. Explico: embora tenha passado toda a reta final sem assinalar tentos, Washington fazia sua parte em campo. Por exemplo, nunca fugiu da luta, sempre se entregou de corpo e alma à causa. Corria, abria espaços, atraía marcadores, dava passes preciosos. No último jogo, sua assistência para Emerson resultou no gol do título, e todos finalmente entenderam sua importância.

Esta quinta-feira, no Engenhão, marcou a despedida do Coração Valente dos gramados. Antes do jogo, foi ovacionado pelos presentes (até mesmo os botafoguenses o aplaudiram). Washington não jogou e não mais jogará: desde ontem, ele faz parte do passado. Mas é um passado atuante: quando um clube entra em campo, seus craques pretéritos estão ali, a inspirar o suor dos craques do presente. Por exemplo: Castilho está sempre cuidando da meta tricolor, orientando Ricardo Berna.

Aos 37 minutos do segundo tempo, Cafuringa inspirou Tartá: o garoto entrou pela esquerda, driblando gregos e troianos, como fazia o antigo ponta. Seu cruzamento, perfeito como os de Escurinho, foi na medida para Fred, inspirado por Washington, marcar o doce gol da vitória, de cabeça.

E assim o Fluminense começou 2011 como terminou 2010: vencendo. Que o triunfo sobre o Bangu seja a moldura para mais uma vitória, no domingo, diante do Olaria.

PC

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Desde 1906

A Taça Colombo

No começo, era a hegemonia. Edwin Cox, os Etchegarays, Buchan, Costa Santos, Salmond, Félix Frias e companhia, comandados pelo goleiro Waterman, levantaram os quatro primeiros Campeonatos Cariocas para o Fluminense.

Em 1911, a campanha perfeita: 6 jogos, 6 vitórias, e a quinta taça tricolor. Apesar do título, acontece a dissidência, e nove titulares saem para fundar o Flamengo. No ano seguinte, os ex-titulares perdem o primeiro Fla-Flu para os ex-reservas. E nasce a maior rivalidade do mundo.

Na campanha do tri, de 1917 a 1919, alguns nomes merecem destaque. O goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, por exemplo, foi um gigante. O atacante Welfare foi o artilheiro máximo: incríveis 48 gols nos 3 anos. Oswaldo Gomes soma, ao todo, oito canecos. Mano, Zezé e Machado são atacantes premiados. Bacchi faz o gol que sacramenta o tricampeonato, trazendo de vez a Taça Colombo para o Tricolor.

Só volta o Fluminense a ser o grande campeão em 1924, com 12 vitórias em 14 jogos. Nilo assinala 28 gols, sendo assim o grande artilheiro e herói da conquista.

Em 1936, nasce o maior esquadrão da história dos gramados cariocas. A primeira escalação até hoje causa arrepios nas testemunhas: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial, Brant e Orozimbo; Vicentino, Russo, Romeu, Lara e Hércules. Fluminense campeão. Em 1937, entram Moysés, Santamaría, Sobral, Sandro e Tim. Fluminense bicampeão. Em 1938, chegam Bioró, Fogueira e Celeste. Fluminense tricampeão. Em 1939, apesar da chegada do lendário Pedro Amorim, o tetra escapa. Em 1940, tudo volta ao normal: entram Capuano, Norival, Espinelli, Malazzo e Carreiro, o Fluminense novamente levanta a taça. Em 1941, chegam Afonsinho, Renganeschi e Rongo e, no dramático Fla-Flu da Lagoa, vem o bicampeonato. Ao todo, foram cinco taças erguidas em seis anos.

Chega 1946, e Gentil Cardoso afirma: "deem-me Ademir, que eu lhes darei o Campeonato". Em dezembro, a promessa está cumprida: com gol do Queixada, o Fluminense venceu o Botafogo em São Januário, e levantou mais um Campeonato.

A agenda marcava 1951, quando um certo "timinho", com Castilho, Pinheiro, Telê, Didi e Orlando contrariou os prognósticos da imprensa, e foi o imenso campeão. (seis meses depois, o mesmo "timinho" levantaria a Copa Rio, mundial interclubes da época)

Mas foram necessários mais oito anos para voltar ao topo: já com Altair, Waldo e Escurinho, o Fluminense voltou a ser o melhor do Rio de Janeiro em 1959.

Precisamente cinco anos depois, em 1964, o Campeonato Carioca mais uma vez sorriu, ao perceber que seu destino seria a Rua Álvaro Chaves. Amoroso, Joaquinzinho e um jovem Carlos Alberto Torres eram os destaques.

Em 1969, começa nova hegemonia tricolor: o Fluminense é campeão carioca ano sim, ano não: 69, 71 e 73. Flávio é o herói de 1969, Lula é o herói de 1971, e Manfrini é o herói de 1973. Na defesa, os heróis Félix, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Denílson e Didi. Gérson, após ser herói de tantos outros, também aparece para ser herói em Laranjeiras. Ai do clube que não cultiva seus heróis.

A Máquina Tricolor viria a seguir: em 1975 e 1976, Rivellino, Paulo Cézar, Doval e companhia levantam o bicampeonato. E já surgia o jovem Edinho, que seria responsável pelo gol do título de 1980.

O tri seguinte seria épico: Assis derruba o Flamengo duas vezes, em 1983 e 1984; no ano seguinte, é a vez de Romerito e Paulinho acabarem com o Bangu. Dez anos depois, Renato Gaúcho seria o herói de outro Fla-Flu decisivo, o do fatídico gol de barriga. Em 2002, o Fluminense é o campeão do Centenário. E em 2005 conquista o "trintacampeonato", com direito a gol de nuca do zagueiro Antônio Carlos, no apagar das luzes.

2011 começa hoje. Que os campeões brasileiros consigam também gravar seus nomes no certame que já foi o mais importante do país.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Leilão - Livro "O Profeta Tricolor"


Amigos, vou leiloar aqui um exemplar do livro "O Profeta Tricolor", coleção de crônicas de Nelson Rodrigues sobre o Fluminense. O valor do lance vencedor será transferido para a conta "SOS Nova Friburgo", para ajuda às vítimas da catástrofe na cidade.

O livro, editado em 2002 pela Cia das Letras, como parte das celebrações do centenário do Fluminense, não está mais à venda. Mesmo em sebos, encontrá-lo não é tarefa fácil.

Leitura obrigatória para todo "pó-de-arroz", a obra mostra toda a paixão do maior cronista esportivo de todos os tempos pelo Fluminense.

O lance mínimo é de 50 reais. Para dar seu lance, basta escrever um comentário nesse post, mandar uma mensagem no Twitter, ou enviar um e-mail. Aceitarei lances até a sexta-feira, 21 de janeiro.

Quem quiser ajudar as vítimas da Serra de outras formas, pode verificar aqui as diversas maneiras de colaborar.

Abraços,
PC

LANCE VENCEDOR: R$ 200,00, feito pelo amigo THIAGO RISI. Obrigado a todos pela participação! CONTINUEM COLABORANDO COM AS VÍTIMAS!

Péricles Bassols apitará Fluminense x Bangu


Amigos, apitará Fluminense x Bangu, esta quinta-feira, no Engenhão, o árbitro Péricles Bassols Pegado Cortez.

Eis os jogos do Fluminense apitados por Péricles até hoje (2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas):

As arbitragens de Péricles em alguns desses jogos foram bastante criticadas.

No jogo de 28/09/2008, Botafogo 1 x 1 Fluminense, o Tricolor foi prejudicado com a expulsão injusta de Thiago Silva, além de pelo menos dois pênaltis não marcados. (ler mais aqui)

No jogo de 10/04/2010, o Botafogo só venceu o Fluminense devido a um escandaloso erro da arbitragem, que fingiu não ver Herrera, impedido, atrapalhar o goleiro tricolor Rafael. (ler mais aqui)

PC

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Fluleaks


Convido os amigos tricolores a lerem meu texto de hoje, Fluleaks, no PAVILHÃO TRICOLOR.

Nele, trato dos últimos acontecimentos políticos do Fluminense, desde o título brasileiro, passando pela posse do presidente eleito Peter Eduardo Siemsen.

Deixem seus comentários, aqui no Jornalheiros ou lá no PavTri.

Saudações Tricolores,
PC


Caros campeões brasileiros,



Nas últimas semanas, os bastidores do Fluminense estiveram bastante agitados. Ainda estávamos embriagados pela imensa felicidade da suprema glória nacional quando, no dia 8 de dezembro, aconteceu a primeira reunião do novo Conselho Deliberativo. Nela, tomou posse a chapa Novo Fluminense, vitoriosa no pleito de 30 de novembro.


O principal assunto da noite era a eleição do novo Presidente do Conselho. E já neste primeiro ato a temperatura subiu. Como era de se esperar, dada a bizarra colcha de retalhos que constitui a chapa, não houve um candidato de consenso para o cargo. De um lado, estava Ademar Arrais, do Ideal Tricolor, coordenador geral da vitoriosa campanha de Peter Siemsen; do outro, Braz Mazullo, da Democracia Tricolor, sócio antigo do clube. A Flusócio, para meu espanto, estava ao lado de Mazullo, inclusive com o vice da chapa (Rogério Félix). Mazullo venceu a disputa, por 129 votos a 32. Os integrantes do Ideal Tricolor fizeram discursos veementes, e estavam visivelmente contrariados com Siemsen. Um deles até vestia uma camisa da campanha, com o nome de Peter riscado, e referências a históricos traidores.



Que belo começo, não? Para melhorar tudo, na calada da noite de 15 de dezembro o Fluminense demitia Carlos Henrique Corrêa, o dos ingressos da Libertadores, pagando-lhe uma gorda multa rescisória. Seria o último ato de Horcades? Ou o primeiro de Siemsen, como alguns tentaram capitalizar?


(falando em Carlos Henrique Corrêa, outro dia ele afirmou possuir provas de que dois vice-presidentes de Siemsen - Alexey Dantas e Sérgio Galvão - compraram ingressos com ele, de forma privilegiada, na fatídica farra da final da Libertadores de 2008)


No dia 20 de dezembro Peter Eduardo Siemsen tomou posse como Presidente do Clube, em substituição a Roberto Horcades Figueira. Na cerimônia, as ilustres presenças de Celso Barros e Alcides Antunes, bem próximos um do outro. Opa, peraí! Alcides Antunes? Aquele que não continuaria influenciando o futebol do Fluminense em absolutamente nenhuma hipótese? Estranho...



Pensando bem, nem tão estranho. Dias antes, em uma bizarra matéria no site do clube, jogadores e comissão técnica faziam apaixonada defesa dos trabalhos de Antunes. Eram os funcionários do clube fazendo lobby por seu querido vice-presidente. Aquele que na hora boa estava lá festejando no gramado, dando entrevista, e na hora má deixou que Fred e Michael Simoni duelassem via imprensa.



Dois dias após a posse, vem a bomba: em reunião com a Flusócio, Siemsen anuncia que Antunes será mantido como vice-presidente de futebol em sua gestão. Surpresa? Quem lê este espaço não foi surpreendido coisa nenhuma. Pois aqui relatamos o que ouvimos, ainda em 2009, em reunião presencial com Siemsen: uma defesa veemente do nome de Antunes. "Inclusive fomos nós que trouxemos o Alcides de volta para o Fluminense!", disse Siemsen, referindo-se ao período da intervenção, capitaneada por Ricardo Tenório, também presente naquele dia.



Já em 9 de janeiro, a imprensa divulga uma notícia curiosa: Celso Barros Filho é o novo clínico-cardiologista do Fluminense. "Nada a ver com qualquer pedido do pai, e sim pela qualidade profissional", afirmou alguém, em nome do clube.



Menos de uma semana depois, nova "surpresa": Siemsen anuncia que desistiu de contratar um executivo de futebol. Leitores queridos, me ajudem: a proposta de Siemsen não era de profissionalização? Então que história é essa de manter o futebol sob comando amador? Ou Siemsen não sabe o significado da palavra profissionalismo?



Ontem, veio o anúncio do novo programa de vendas de ingressos para o primeiro semestre. O Fluminense quer cobrar 80 reais por jogo da primeira fase da Libertadores. Para uma rápida comparação: os sócios do Internacional, ano passado, pagaram entre 50 e 70 reais pelo ingresso da final da Libertadores. Alguém aposta no sucesso desse plano tricolor?



Assim começou o Novo Fluminense: Conselho Deliberativo presidido pela Democracia Tricolor, Alcides Antunes mantido como vice de futebol, Celso Barros mostrando quem manda e quem obedece, profissionalização zero...



Opa, peraí! Novo? Isso me lembra aquela famosa frase dita pelo personagem Tancredi, no filme O Leopardo (Il Gattopardo, 1963)... "bisogna cambiare tutto per non cambiare nulla" *.



* "É preciso mudar tudo para não mudar nada", em tradução minha.