| A Gazeta. |
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| Folha da Manhã. |
| Capa do programa do jogo Chelsea x Bahia em 1957. |
| Capa do programa de Chelsea x Canto do Rio em 1958. |
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| Jair Santana e a bela Copa Rio, no salão nobre da sede do Fluminense. Foto: Bruno Haddad/FFC. |
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| Minha foto com Jair Santana em Laranjeiras (2012). |
| Foto: Photocamera. |


Amigos, peço que leiam no Gol de Letras os meus comentários sobre a rodada do fim de semana.
Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1938.
Amigos, ontem o Fluminense viveu uma de suas mais belas noites. Na entrada dos jogadores em campo, puxada por Batatais e Nascimento, a torcida presente em Figueira de Mello fez uma grande festa, atirando serpentinas, ao som da banda de clarim. Todos tinham uma certeza profética: aquela era a noite do bicampeonato tricolor.
Antes da rodada, que foi a penúltima, o Fluminense estava três pontos à frente do Flamengo, segundo colocado no certame.
Assim, bastava uma vitória contra o Olaria, para a obtenção antecipada do bicampeonato, sem depender do resultado da última jornada.
Às 21 horas e 36 minutos, a bola rolou. E a equipe tricolor mostrou que estava mesmo disposta a levantar a taça com antecipação. Logo aos sete minutos de jogo, Tim abriu o placar. Elba de Pádua Lima foi o grande reforço desta temporada. A equipe de 1936 já era fortíssima, mas os dirigentes do pó-de-arroz foram buscar em São Paulo uma das maiores estrelas do futebol brasileiro. E Tim chegou para ser um dos heróis do bicampeonato.
O time atual do Fluminense joga por música. A classe de Hércules, Tim e Romeu combina-se perfeitamente com a cooperação de Sandro, Celeste, Orlandinho e Sobral. Os dois últimos não puderam jogar ontem, mas os seus substitutos deram conta do recado.
Pouco depois do primeiro tento, Alcebíades cortou centro de Hércules com a mão. Pênalti assinalado pelo árbitro Carlos de Oliveira Monteiro e convertido pelo próprio Hércules, o artilheiro do campeonato: Fluminense 2 a 0. O Olaria simplesmente não tinha forças para parar o rolo compressor que era o Tricolor. E os gols foram brotando, um atrás do outro, ainda no primeiro tempo. Sandro fez 3 a 0 e Guimarães 4 a 0. Quando faltava um minuto para o intervalo, o goleiro Gabriel rebateu fraco, e Romeu emendou para o gol: Fluminense 5, Olaria 0.
Cabe ressaltar aqui a hospitalidade do São Cristóvão, que recebeu em seu campo o jogo do título do Fluminense. O clube anfitrião ofereceu ao Tricolor uma linda cesta de flores, com fitas tricolores e alvinegras. Era o presente especial da Rua Figueira de Mello para a galeria pó-de-arroz.
O segundo tempo foi o início da comemoração do bicampeonato. A banda de clarim animava a torcida, que ovacionava feericamente seus heróis. Hércules ainda ampliou para 6 a 0 e Romeu para 7 a 0, após falha do keeper do Olaria. Faltando pouco para terminar, Bahiano fez o gol de honra. Placar final: Fluminense 7, Olaria 1.
E então começou a festa que atravessou a madrugada. Torcida e jogadores fizeram o trajeto de Figueira de Mello até Álvaro Chaves em clima de muita comemoração. A campanha do Tricolor até ontem foi irretocável: 17 vitórias, 3 empates e 1 derrota, com incríveis 64 gols assinalados e 21 gols sofridos. Um título não se conquista numa única noite: é fruto de sangue, suor e lágrimas de um campeonato inteiro. Parabéns, Fluminense!
Já se inicia 1938: vamos tratar do tri.
Observação: no dia 26/01/1938, o Fluminense empataria com o Flamengo em 1 a 1, no Estádio das Laranjeiras, no jogo da comemoração do título, válido pela última rodada.
Ficha técnica: Fluminense 7 x 1 Olaria - Penúltima rodada do Campeonato Carioca de 1937.
Data: 19/01/1938.
Local: Campo da Rua Figueira de Mello.
Fluminense: Batatais; Ernesto e Machado; Santamaría, Brant e Guimarães; Sandro, Romeu, Celeste, Tim e Hércules. Técnico: Carlos Carlomagno.
Olaria: Gabriel; Enéas e Alcebíades; Zarcy, Del Popolo e Nonô (Nobre); Ary, Avelino (Velha), Bahiano, Nestor e Januzzi (Motta).
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro.
Gols: Tim, Hércules (2), Sandro, Guimarães e Romeu (2), para o Fluminense; Bahiano para o Olaria.