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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Fluminense deve mais de R$ 4 milhões a Fred

Foto: Photocamera.

Após o desabafo de Fred no último domingo, começam a aparecer os números que mostram a causa da insatisfação do craque tricolor.

O salário mensal de Fred é de R$ 950.000,00, dos quais R$ 650.000,00 são pagos pela Unimed em direitos de imagem. Os R$ 300.000,00 restantes são pagos pelo Fluminense, R$ 100.000,00 de salário na carteira de trabalho e R$ 200.000,00 de direitos de imagem. É esta parcela de direitos de imagem paga pelo clube que está atrasada há mais de vinte meses (!!), totalizando uma dívida superior a R$ 4.000.000,00 - equivalente a mais de quatro meses de salário do atleta.

Outros jogadores do plantel tricolor também têm essa parcela de direitos de imagem paga pelo clube atrasada há meses, dentre eles Darío Conca, Cícero, Diguinho, Jean e Walter.

Perguntar não ofende: esta é a "boa gestão" do presidente Peter Siemsen? É esta gestão que está saneando as finanças e diminuindo a dívida do clube? Alguém aí ainda acredita nisso?

PCFilho

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Os quatro grandes do Rio seriam rebaixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal


A nova Lei de Responsabilidade Fiscal, que está para ser votada na Câmara dos Deputados, prevê rebaixamento para os clubes que não apresentarem as Certidões Negativas de Débito, documentos emitidos pelo Governo para atestar que pessoas jurídicas não lhe devem impostos.

Fiz consultas ao site da Receita Federal e, surpresa!, as certidões relativas a contribuições previdenciárias dos quatro grandes clubes do Rio (Fluminense, Botafogo, Flamengo e Vasco) não puderam ser emitidas, pela existência de pendências.

Print screen do site da Receita Federal.

Para quem quiser repetir as consultas, eis os números dos CNPJ's dos quatro clubes citados:
- CNPJ do Fluminense: 33.647.553/0001-90.
- CNPJ do Botafogo: 34.029.587/0001-83.
- CNPJ do Flamengo: 33.649.575/0001-99.
- CNPJ do Vasco: 33.617.465/0001-45.

Caso a Lei já estivesse em vigor, e fosse de fato cumprida, Fluminense, Botafogo e Flamengo seriam administrativamente rebaixados para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro (e o Vasco, que já está na segunda, para a terceira).

De acordo com os balanços financeiros dos clubes, divulgados em dezembro de 2013, os quatro grandes do Rio de Janeiro estão no topo da lista de maiores devedores do futebol brasileiro, cada um deles devendo centenas de milhões de reais, entre dívidas fiscais, trabalhistas e bancárias.

PCFilho

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre a falência do Botafogo


Amigos, nesta semana uma tristíssima realidade ficou clara: o glorioso Botafogo vive um estágio avançado de falência. No último domingo de julho, os jogadores alvinegros escancararam para o mundo a grave crise financeira do clube, ao entrarem no gramado do Maracanã com aquela faixa de protesto: atrasos de três meses nos salários, mais cinco meses nos direitos de imagem. Em tese, após os três meses de atraso, o atleta pode simplesmente pedir as contas na Justiça e ir embora. Com dívida total estimada em R$ 700 milhões, pelo menos cinco vezes sua arrecadação anual, o Botafogo está, sim, vivendo um processo de falência.

Vale sublinhar que o buraco financeiro em que o Botafogo se encontra foi cavado por seus próprios dirigentes irresponsáveis, que ao longo dos últimos anos trataram de gastar muito mais que o arrecadado, temporada após temporada. Uma dívida de centenas de milhões não nasce do nada, não cai dos céus como um raio inesperado. Ela é o resultado de um trabalho contínuo, de um esforço perseverante. Estas gestões desastrosas é que, uma após a outra, contribuíram para a falência do Botafogo.

Agora, chego ao ponto principal deste meu texto, um alerta: o Botafogo não está sozinho nesta canoa furada.

Pelo menos os outros três grandes clubes cariocas estão, cada um, em seu próprio estágio no processo falimentar: Flamengo, Vasco e Fluminense. Não tentemos tapar o sol com a peneira: todos os três vivem o mesmo problema de seu co-irmão Botafogo, após gestões irresponsáveis, com gastos estratosféricos e arrecadações menos gordas.

Sobre o caso particular do meu Fluminense, eu já venho alertando aqui nos últimos anos. Como escrevi em novembro de 2013, a dívida do outrora rico Tricolor das Laranjeiras evolui de forma assustadora: R$ 382 milhões em 2010, R$ 405 milhões em 2011, R$ 445 milhões em 2012, R$ 500 milhões em 2013*... A seguir nesse ritmo, em 2016 a dívida passará dos R$ 620 milhões. A bolha tricolor uma hora estourará, como a alvinegra está estourando agora. É só questão de tempo.

Tenho visto muitos fazendo graça e caçoando da situação do Botafogo, mas é bom abrirmos nossos olhos, e começarmos a cobrar de nossos próprios dirigentes. O presidente tricolor Peter Siemsen, responsável por boa parte da dívida tricolor, foi reeleito quase por aclamação no ano passado. O Fluminense, surfando no tapete mágico da Unimed, ainda consegue manter um elenco milionário com salários em dia, é verdade. E por isso foi campeão em 2010, foi campeão em 2012, e disputa o título em 2014. Mas o sonho um dia vai acabar.

O Fluminense tem a vocação da eternidade, como escreveu certa vez o monumental Nelson Rodrigues. Mas eu realmente espero que nossos torcedores e sócios saibam que precisam agir para que esta vocação da eternidade seja real. Para continuar glorioso, o Fluminense precisa, urgentemente, acordar para a realidade. Que o triste caso do Botafogo sirva de exemplo, enquanto ainda há tempo.

PCFilho

* observação: o número de 2013 era uma estimativa - o balanço oficial do clube apontou que a dívida total do Fluminense em 31 de dezembro de 2013 estava em R$ 422,7 milhões, uma leve redução em relação a 2012 - devida, basicamente, à venda de Wellington Nem para o Shakhtar Donetsk, por R$ 25,4 milhões.

sábado, 26 de julho de 2014

Botafogo ameaça abandonar Brasileirão; Flamengo gosta da ideia

Dilma presta atenção às palavras dos presidentes.
Foto: Andrés Sánchez.

Asfixiado por dívidas e penhoras, o Botafogo, através de seu presidente Maurício Assumpção, ameaçou abandonar o Campeonato Brasileiro de 2014, em encontro ontem de representantes dos clubes com a presidente Dilma Rousseff. O mandatário alvinegro alega que todas as suas receitas estão penhoradas, e que assim não tem condições de honrar os compromissos assumidos com seus jogadores.

Também presente no encontro com Dilma, o presidente do Flamengo, Eduardo Flâmula de Mello, gostou da ideia alvinegra de abandonar o Campeonato, já que em campo está difícil sair da lanterninha. O desespero rubro-negro está tão grande que esta semana o clube contratou Vanderlei Luxemburgo (risos) para assumir o comando técnico do elenco profissional (risos de novo).

Caso os dirigentes levem a ideia do abandono adiante, o clássico deste domingo pode ser o último jogo dos dois clubes na Série A do Brasileirão. Vale dizer que o regulamento determina rebaixamento automático para clubes que abandonem o certame. O Vasco, que hoje empatou com a Ponte Preta e segue firme na campanha pela vaga na Série B de 2015, já se anima com a possibilidade de um "Campeonato Carioca" em plena segunda divisão do Brasileirão, com Vasco, Flamengo e Botafogo.

Procurado pela reportagem, o Fluminense já avisou que não tem interesse em participar da Série B 2015 junto com os "rivais". Além disso, o clube tricolor se posicionou contrário ao abandono dos co-irmãos. "Queremos jogar os clássicos, afinal são pontos preciosos em nossa briga pelo título e pela vaga na Copa Libertadores", garantiu o treinador Cristóvão. Vale lembrar que, se o Fluminense vencer o Flamengo por 2 a 1 no returno, fará 7 a 1 no placar acumulado do clássico esse ano. Tipo Alemanha x Brasil.

PCFilho

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sobre as eleições do Fluminense


Neste sábado 23, os sócios proprietários e contribuintes do Fluminense poderão votar na Assembleia Geral do clube, que decidirá o presidente e a composição do Conselho Deliberativo para o triênio 2014-2015-2016.

No modelo extremamente engessado das eleições do Fluminense, é necessário reunir 200 sócios, além do candidato a Presidente, para compor uma chapa e concorrer ao pleito. Este cenário, naturalmente, dificulta mudanças e facilita a perpetuação dos velhos nomes da política tricolor. A modificação do Estatuto, no ano passado, ao invés de democratizar o clube, engessou ainda mais o modelo, ampliando o período de tempo necessário para se candidatar à Presidência de um para cinco anos.

Somente duas chapas foram compostas: uma encabeçada pelo atual presidente Peter Siemsen, a outra pelo ex-jogador do clube Deley. Os grupos políticos dividem-se entre uma e outra chapa, da seguinte forma: com Siemsen estão Flusócio, Ideal Tricolor, Tricolor de Coração e "Esportes Olímpicos"; com Deley estão Democracia Tricolor e o grupo que apoiou Julio Bueno em 2010 (o mesmo grupo que, acreditem, apoiou Siemsen em 2007, liderado por Marcos Furtado).

Em suma, 2013 está sendo apenas mais uma etapa da eterna dança das cadeiras na política tricolor. O amigo de ontem é o inimigo de hoje, podendo voltar a ser amigo amanhã. (a quem interessar possa, desenhei aqui, em 2011, um retrospecto da dança das cadeiras). O pão-doce na vitrine da padaria continua o mesmo, só mudam as moscas que o rodeiam.

Em quem eu votaria, se fosse votar? Em nenhum dos dois, ora. Pouco importa qual chapa vencerá as eleições: o Fluminense não mudará, continuará sendo um clube administrado como um condomínio pé-de-chinelo, loteado por correligionários de campanha mamando em suas cada vez mais magras tetas. O futebol sobreviverá na elite, talvez até beliscando mais títulos, graças à torcida maravilhosa e à enxurrada de dinheiro de um patrocinador que mais parece proprietário do departamento de futebol.

A dívida total do clube segue aumentando de maneira perturbadora. Peter Siemsen recebeu em 2010 um passivo de já assustadores R$ 382 milhões, e está terminando seu primeiro mandato com mais de R$ 500 milhões. A seguir nesse ritmo, em 2016 a dívida passará dos R$ 620 milhões.

As campanhas seguem a mesma cartilha de sempre: promessas que não serão cumpridas, como já não foram, por exemplo, as de Peter Siemsen em 2010 (Cadê o saneamento financeiro? Onde está o CT? A auditoria foi realizada? O clube está menos dependente do patrocinador? Pois é...).

O ocorrido no Maracanã domingo ilustra bem o nível da política tricolor: o Presidente aparecendo no telão do estádio, no último jogo antes da eleição, apresentando como reforço do ano que vem o craque que ele mesmo vendera em 2011. Muito bonito...

Minha esperança? Reside em nós, quarenta, cinquenta, talvez sessenta tricolores, que temos a consciência de que o Fluminense caminha a passos largos para se tornar um clube médio do futebol brasileiro, enquanto duas dúzias de incompetentes enriquecem às custas de nossa paixão. Quem sabe um dia nós seremos duzentos ou mais. Em 2016, em 2019, em 2022, não sei. Só espero que ainda dê tempo.

PCFilho

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre o perdão das dívidas dos clubes


Pois é: o governo federal está articulando uma anistia das bilionárias dívidas fiscais dos clubes brasileiros. E mais do que isso: as agremiações passariam a ficar isentas de impostos, por serem "entidades sem fins lucrativos". Parece piada, mas sim, está acontecendo, aqui no Brasil, beneficiando clubes que recebem, só pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, mais de R$ 1 bilhão por ano em direitos de transmissão.

O absurdo perdão envolveria as dívidas com a União - FGTS, INSS e Imposto de Renda - num total de aproximadamente 3 bilhões de reais. Isto mesmo: o Brasil está pensando em abrir mão de três bilhões de reais em impostos, que clubes com gestões irresponsáveis deixaram de recolher nas últimas décadas. Para os próximos dois anos, já estão previstos quase R$ 2 bilhões de renúncia fiscal para o esporte. Nós, cidadãos brasileiros, temos mesmo que pagar essa conta? Difícil engolir esse sapo.

Para piorar um pouco as coisas, a imensa generosidade da União não resolve todo o problema: o rombo total dos clubes é superior a 5 bilhões de reais, pois inclui também dívidas com Estados, Municípios, empresas, bancos e processos trabalhistas.

A estapafúrdia ideia do perdão das dívidas dos clubes é do deputado Vicente Cândido, do PT de São Paulo, que coincidentemente também é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, e sócio de Marco Polo Del Nero (presidente da FPF e vice-presidente da CBF) em um escritório de advocacia. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também é favorável ao projeto.

Vale lembrar que os clubes já foram favorecidos antes, em iniciativas benevolentes como a criação da Timemania, loteria específica para o fim de diminuição das dívidas dos clubes com o governo. Só em 2012, a Timemania rendeu R$ 66 milhões em abate das dívidas dos clubes. Entretanto, a iniciativa atual é um presente muito maior, coisa de avô para neto, conforme detalharei a seguir.

De acordo com o projeto formatado por executivos do Ministério do Esporte e deputados federais, 10% da dívida seriam pagos num financiamento de 240 meses (opa, vou pedir um financiamento parecido para pagar meu Imposto de Renda, será que o governo aceita? Não, não aceita: o cidadão comum que quer refinanciar sua dívida consegue o prazo máximo de 60 meses). Os 90% restantes seriam perdoados, com os clubes "oferecendo contrapartidas de incentivo ao esporte olímpico e a projetos sociais". Detalhe: a ideia é editar uma Medida Provisória (MP), isto é, o projeto nem sequer tramitaria no Congresso. Seria na base da canetada mesmo. Alguém me dê um balde, vou ali vomitar e já volto.

Tem mais: caso tenham a brilhante ideia de aderir ao projeto, os clubes ainda receberão suas certidões negativas de débito com a União, podendo assim pleitear financiamentos e linhas de crédito público. Não, você não leu errado: os clubes poderão pegar dinheiro público emprestado para investir em suas  próprias infraestruturas esportivas e pagar os projetos sociais com os quais estarão "pagando" suas próprias dívidas. Difícil acreditar em tanta generosidade.

Enquanto isso, mais de 50% de nossas escolas simplesmente não têm uma quadra de esportes, e nossos professores continuam recebendo salários ridículos (além de, claro, não terem suas dívidas com a União perdoadas num passe de mágica).

Caso esta medida inacreditável se concretize, nosso governo transmitirá uma mensagem clara aos dirigentes dos clubes: continuem sendo irresponsáveis, continuem criando dívidas impagáveis, que no final o Brasil perdoa tudo. Aqui, nesta terra paradisíaca, o crime compensa.

PCFilho

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O retorno ao Ato Trabalhista


No início desta semana, Fluminense e Vasco obtiveram uma vitória fora dos gramados: a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho, incluiu os dois clubes no Plano Especial de Execução, conhecido como "Ato Trabalhista". A decisão da desembargadora suspende o cumprimento dos mandados de penhora e das ordens de bloqueios de créditos relativos a Fluminense e Vasco. Em troca, cada clube precisará depositar uma quantia mensal, que será utilizada para o pagamento das dívidas trabalhistas.

Os termos do acordo não são fáceis de cumprir. No primeiro ano, o Fluminense terá que depositar no mínimo R$ 900.000,00 a cada mês (ou 15% de sua receita líquida, o que for maior). Nos dois anos seguintes, a quantia mensal mínima sobe para R$ 1.000.000,00. Nos seis anos subsequentes, o depósito mensal mínimo deverá ser de R$ 1.200.000,00. Ao longo dos nove anos, o total depositado chegará a pelo menos R$ 121.200.000,00, quantia suficiente para zerar toda a dívida trabalhista adquirida até semana passada pelo clube. É importante ressalvar: o acordo não vale para novas dívidas, nem para dívidas menores que R$ 12.580,00.

Se o clube não cumprir os depósitos prometidos, ou se continuar criando novas dívidas trabalhistas, o Ato será imediatamente cancelado. (É bom lembrar que o Fluminense já foi excluído do Plano uma vez, por descumprir o acordo.) Portanto, os pagamentos devem ser prioridade desta e das próximas gestões. Junto com esta vitória jurídica, vem uma enorme responsabilidade.

Segundo declarações recentes do presidente Peter Siemsen, o Fluminense fechará 2011 com um déficit de cerca de 8 milhões de reais. Lembremos que, neste ano, o clube negociou seu maior ídolo dos últimos 20 anos, e ainda assim terminou o ano no vermelho. Não é todo ano que teremos um Darío Conca para vender... Perguntar não ofende: de onde sairão os R$ 10.800.000,00 destinados aos pagamentos do Ato Trabalhista em 2012?

Neste cenário, um substancial aumento das receitas do clube será necessário. O setor de marketing, que - convenhamos - tem sido uma nulidade, precisa aproveitar melhor as oportunidades. Um programa de associação em massa bem feito poderia ser uma solução: o mais bem-sucedido exemplo brasileiro (Internacional de Porto Alegre) arrecada cerca de R$ 40.000.000,00 anuais. Em outra frente, o preço dos ingressos deverá ser muito bem pensado, de modo a não afastar a torcida do estádio, como aconteceu neste ano de 2011.

O aumento da receita de televisionamento a partir de 2012 será importante nesse cenário. Mas é bom lembrar que este dinheiro também entrará para todos os principais concorrentes do Fluminense, e que estes o utilizarão para construir bons times. (Além do mais, seis deles receberão um valor razoavelmente maior que o nosso.) Se o Tricolor quiser continuar competitivo, inevitavelmente terá também que aumentar as despesas com a folha salarial do futebol.

Nossa torcida é para que o Fluminense consiga cumprir o combinado, o que, repito, não é fácil.

PS: cabe observar que a interrupção das penhoras liquida de vez aquela velha desculpa utilizada para tentar justificar o modelo de patrocínio da Unimed, em que o dinheiro não passa pelos cofres do clube. O problema é a outra notícia recente, dando conta da renovação do contrato com o patrocinador "nos mesmos termos atuais". Em suma, apesar do fim das penhoras, continuaremos convivendo com a indesejada interferência do patrocinador nas decisões que deveriam caber apenas ao clube.

PPS: para efeito de comparação, o Vasco pagará parcelas menores, que começam em R$ 500.000,00 e crescem até R$ 650.000,00, perfazendo um total de R$ 54.100.000,00 nos próximos oito anos.

(texto publicado também no PAVILHÃO TRICOLOR)