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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Efemérides tricolores - 6 de setembro


1903: em sua primeira partida fora do estado do Rio de Janeiro, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Sport Club Internacional de São Paulo, no Velódromo, na capital paulista. No quinto jogo de sua história, o Fluminense atuou com: Charles Cruickshank; Jack Robinson e Victor Etchegaray; Adolpho Simonsen, Wright e Moreton; Cawood Robinson, Horário da Costa Santos, Edwin Cox, Heráclito Vasconcellos e Félix Frias. O Fluminense voltaria a campo já no dia seguinte, para enfrentar o Paulistano (confiram aqui nas efemérides de amanhã!).

1908: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no campo da rua Guanabara (atual Estádio de Laranjeiras), o Fluminense ganhou por 3 a 2 do America. Os gols tricolores foram de Edwin Cox (2) e Félix Frias, com J. Aquino e Dinorah de Assis marcando para o adversário. O Fluminense seguia invicto na campanha que terminaria com a conquista de seu terceiro título de campeão do Rio de Janeiro.

1914: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no campo da rua Campos Sales, o Fluminense venceu o America por 2 a 1, de virada. Aos 10 minutos do primeiro tempo, Fernando Ojeda abriu o placar para os donos da casa. O Fluminense só conseguiu empatar aos 37 da etapa inicial, com um gol de Carlos Alberto, após passe de Oswaldo Gomes e deixadinha de Barthô. Aos 25 do segundo tempo, Welfare marcou o gol da vitória tricolor, após assistência de Oswaldo Gomes. O goleiro Marcos Carneiro de Mendonça teve excelente atuação contra seu ex-clube, e foi carregado em triunfo por torcedores do Fluminense que invadiram o campo após o apito final.

1931: no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Brasileira venceu o Uruguai, coroado campeão mundial no ano anterior, por 2 a 0, e conquistou a Copa Rio Branco. Os dois gols da Seleção foram marcados pelo botafoguense Nilo (que jogou no Fluminense entre 1923 e 1926). A Seleção jogou com: Velloso [Fluminense]; Domingos da Guia [Bangu] e Hildegardo [America]; Hermógenes [America], Gogliardo [Palestra Itália/SP] e Alfredo [Santos]; Walter [S. C. Brasil], Nilo [Botafogo], Carvalho Leite [Botafogo], Feitiço [Santos] e Theóphilo [Fluminense]. Esta foi a última partida oficial da Seleção Brasileira no Estádio de Laranjeiras (em 13 jogos, foram 8 vitórias e 5 empates).

1944: o Fluminense jogou os sete minutos finais do jogo contra o Vasco, com portões fechados, na Gávea, e conseguiu segurar a vitória por 2 a 1, placar obtido antes da briga generalizada em Laranjeiras, quatro dias antes (vide 2 de setembro).

1947: em partida do turno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 5 a 1 do São Cristóvão. Os gols tricolores foram assinalados por Rodrigues Tatu, Ademir Menezes (2), Rubinho e Orlando Pingo de Ouro.

1953: em jogo válido pela 9ª rodada do turno do Campeonato Carioca, diante de 106.359 pessoas (86.308 pagantes) no Maracanã, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Vasco. Didi inaugurou o placar para o Fluminense, aos 29 minutos do primeiro tempo, Alvinho e Pinga viraram o jogo para o Vasco, mas Telê igualou o marcador aos 42 minutos do segundo tempo, com um chutaço indefensável. O árbitro Mário Vianna, aniversariante do dia, beneficiou o Vasco, ao marcar um pênalti inexistente de Píndaro em Pinga - o goleiro Veludo defendeu a cobrança de Alvinho, mas não conseguiu evitar o gol do mesmo no rebote.

1964: em partida válida pelo Campeonato Carioca, diante de 58.569 pagantes no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Botafogo, com dois gols de Amoroso, e manteve-se na liderança da tabela de classificação. A semana havia sido tensa, com desentendimentos entre Amoroso e o treinador Tim. Porém, tudo se resolveu, e Amoroso acabou sendo o grande nome do clássico, marcando dois gols ainda no primeiro tempo. O time do Botafogo, recheado de "cobras" (Manga, Nilton SantosGérson, Garrincha, Didi, Jairzinho e Quarentinha), não foi suficiente para evitar mais um triunfo tricolor - "Flu acaba com Butantã do Botafogo: 2 a 0", estampou a manchete do Jornal dos Sports. Com oito vitórias, um empate e uma derrota em dez jogos, o Fluminense iniciava a campanha de mais um título estadual - que seria conquistado em decisão contra o Bangu, em dezembro.
Jornal dos Sports, 07/09/1964.

1970: em partida válida pelo segundo turno do Campeonato Carioca, perante 89.364 pagantes no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Flamengo, gols de Flávio e Jair Pereira. Pela vitória, o Fluminense recebeu o Troféu Independência do Brasil. Aquele timaço tricolor não conquistaria o bi do Carioca, mas levantaria o Campeonato Brasileiro em dezembro.

1989: o Fluminense estreou no Campeonato Brasileiro com uma grande vitória: 2 a 1 sobre o Bahia, campeão do ano anterior, na Fonte Nova, em Salvador. Hélio abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo, Donizete Oliveira ampliou aos 6 da etapa complementar, e Dico Maradona descontou aos 21.

1998: na péssima campanha da Série B, o Fluminense venceu o Joinville por 2 a 0, no Estádio Ernesto Sobrinho, gols de Adriano e Magno Alves. O Tricolor acumulava 1 vitória, 3 empates e 2 derrotas na competição, cujo regulamento bizarro previa somente mais quatro rodadas.

2000: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro (Copa João Havelange), o Fluminense ganhou por 2 a 1 da Portuguesa de São Paulo, no Estádio do Maracanã. Os gols tricolores foram marcados por Agnaldo e Jorge Luiz, com Cléber assinalando o gol de honra da Lusa.

2007: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, perante 25.376 pagantes na Ilha do Retiro, o Fluminense venceu o Sport Recife por 2 a 0, gols de Cícero e Rodrigo Tiuí.

2012: em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Engenhão, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Santos. Os gols tricolores foram assinalados por Wellington Nem (2) e Samuel. O Fluminense passou a somar 47 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com 13 vitórias, 8 empates e 1 derrota, na campanha que terminaria com a conquista do quarto Brasileirão da história do clube.

2015: em uma das arbitragens mais escandalosas da história do Campeonato Brasileiro, o senhor Ricardo Marques Ribeiro operou o Fluminense de maneira obscena, ajudando o Flamengo a vencer o Fla-Flu por 3 a 1, diante de 55.999 testemunhas no Maracanã. O juiz cometeu três erros grosseiros em lances cruciais, todos a favor do Flamengo: não viu um incrível passe de mão no primeiro gol, não marcou um claro impedimento no terceiro gol, e fingiu que não viu um ridículo pênalti em Fred. A roubalheira deste Fla-Flu foi mesmo constrangedora.
Wallace dá um passe de mão para Emerson Sheik abrir o placar para o Flamengo.
Ricardo Marques Ribeiro validou o gol.

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Aniversariantes do dia:

Mário Gonçalves Vianna (1902), o árbitro que mais apitou partidas do Fluminense na história (126 ao todo). Apitou dois jogos de Copa do Mundo: Espanha 3 x 1 Estados Unidos em 1950 e Suíça 2 x 1 Itália em 1954.

Paulo Sérgio Braga Madeira (1970), zagueiro português que integrou o elenco tricolor na temporada de 2003. Como teve problemas com o visto de trabalho, não chegou a atuar pelo clube.

Fábio Farroco Braga (1992), meio-campista formado pelo Fluminense, com 1 gol marcado em 24 partidas pelo time profissional tricolor, entre 2012 e 2013. Fez parte do elenco que conquistou os Campeonatos Carioca e Brasileiro de 2012. Fábio é filho de Abel Braga, que também foi jogador (e técnico) do Fluminense.

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Observação:

Márcio Passos de Albuquerque, o Emerson Sheik, não é aniversariante de 6 de setembro, como indicam algumas fontes. Esta é a data de nascimento de sua certidão falsificada (06/09/1981), mas ele na verdade nasceu em 06/12/1978.

PCFilho

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Parentes que fizeram história no Fluminense

Carlos Alberto Torres e seu filho Alexandre, em 1986: exemplo de linhagem tricolor.
(Foto: Gazeta Press)

Amigos, há quem diga que o talento é determinado e transmitido pela genética. Há também os que garantem que a paixão passa de pai para filho. A gloriosa história do Fluminense Football Club talvez consiga provar ambas as teses.

Regressando aos primórdios, aqueles tempos em que o Fluminense ainda tentava convencer o Brasil de que a vocação da pátria era o futebol, o fundador Oscar Alfredo Cox chegou a atuar algumas vezes como atleta do clube, mas foi seu irmão Edwin Horácio Cox que levou a fama de ser o craque inaugural do futebol carioca, com seus dribles arrebatadores. Outro irmão que jogou no Fluminense foi Harold Cox. Oscar, Edwin e Harold foram, portanto, os primeiros irmãos a fazerem história no Fluminense (e no futebol brasileiro).

Os irmãos argentinos Victor e Emile Etchegaray estiveram presentes em todos os 33 jogos do tetracampeonato carioca obtido pelo Fluminense entre 1906 e 1909. Victor era zagueiro e Emile atacante, mas não há dúvidas de que o entrosamento familiar ajudou demais o onze tricolor naquelas campanhas memoráveis, que culminaram nas primeiras taças da história tricolor.

O meia-atacante inglês James William Calvert foi campeão carioca de 1911 pelo Fluminense. James foi um dos dois titulares a permanecer no Tricolor após a cisão que deu origem ao futebol do Flamengo - e, no primeiro Fla-Flu, marcou o segundo gol da vitória do Fluminense por 3 a 2. O primeiro gol do jogo fora assinalado por Edward Calvert, irmão de James, que passara a ser titular do Fluminense após a saída dos dissidentes. O triunfo tricolor naquele primeiro clássico contra o Flamengo teve, portanto, participação fundamental dos irmãos Calvert, que atuaram juntos durante a temporada de 1912.

Naquela época, as arquibancadas tricolores tinham em suas fileiras o escritor Henrique Maximiano Coelho Neto, fundador da cadeira número dois da Academia Brasileira de Letras. Coelho Neto era um torcedor tão fanático que, quando o Fluminense estava sendo garfado em um Fla-Flu de 1916, invadiu o gramado a fim de interromper a roubalheira. Dois de seus filhos acabaram tornando-se atletas do Fluminense: Mano, que faleceu tragicamente após levar uma bolada em um jogo do clube; e Preguinho, autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, um atleta tão completo que também foi campeão em outras nove modalidades. Os irmãos Mano e Preguinho são reverenciados até hoje como dois grandes ídolos tricolores.

O goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, primeiro a defender os arcos da Seleção Brasileira, foi uma verdadeira lenda do Fluminense, peça fundamental na conquista do tricampeonato entre 1917 e 1919. Posteriormente, foi presidente do clube, conquistando em sua gestão o bicampeonato, em 1940 e 1941. Anos mais tarde, seu irmão Fábio Carneiro de Mendonça também seria presidente do Fluminense, conquistando em sua gestão o Campeonato Carioca de 1951 e o Mundial de Clubes de 1952, além da Taça Olímpica de 1949. Na década de 1990, o filho de Fábio, Gil Carneiro de Mendonça, também seria presidente do Fluminense, por alguns meses.

Em 1920, estreou no Fluminense o goleiro Ayrton Bacchi de Araújo. Ele era irmão do ponta-esquerda César Bacchi de Araújo, conhecido como Bacchi, um dos heróis do Fla-Flu de 1919. Ayrton chegou a ser convocado para a Seleção Carioca e para a Seleção Brasileira (foi o goleiro reserva na Copa América de 1920). Talvez pelo peso da concorrência de Marcos Carneiro de Mendonça e Gerdal Gonzaga de Bôscoli no Fluminense, Ayrton acabou se transferindo para o futebol paulista meses depois.

Na década de 1930, o defensor José Pereira Guimarães fez história com a camisa tricolor, tendo atuado mais de 150 vezes pelo Fluminense, e levantado os Campeonatos Cariocas de 1936, 1937, 1938 e 1940. Quatro décadas depois, seu sobrinho Antonio Monfrini Neto, o meia-atacante Manfrini, foi um dos craques da Máquina Tricolor que encantou o Brasil. Manfrini também completou a marca de 150 jogos pelo Fluminense, e foi campeão Carioca em 1973 e 1975. Tanto o talento para o futebol quanto a paixão pelas três cores do Fluminense passaram do tio para o sobrinho.

Em 1936 e entre 1944 e 1945, os irmãos uruguaios Hector e Humberto Cabelli trabalharam juntos na comissão técnica do Fluminense. Ambos chegaram a treinar a equipe profissional do clube Tricolor.

Em dezembro de 1941, o Fluminense disputou dois amistosos em São Paulo, o primeiro contra o São Paulo e o segundo contra o Corinthians. Foram as duas únicas partidas do goleiro Aymoré Moreira com a camisa do Fluminense - ele defendia o Botafogo naqueles anos. Posteriormente, Aymoré teria uma bem-sucedida carreira de treinador: foi o técnico da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1962, no Chile. Seu irmão mais velho Zezé Moreira também foi jogador e treinador - e fez história no comando técnico do Fluminense, sendo até hoje o treinador recordista em número de jogos no Tricolor, e tendo conquistado os Campeonatos Cariocas de 1951 e 1959, o Torneio Rio-São Paulo de 1960 e o Mundial de Clubes de 1952.

Entre 1963 e 1966, José Antunes Coimbra Filho, o Antunes, jogou 36 partidas e marcou 13 gols pelo Fluminense. Em 1993, seu irmão Eduardo Antunes Coimbra, o Edu, foi treinador do clube por um curto período. Os dois são irmãos mais velhos de Zico, grande ídolo da história do Flamengo, que (até hoje) nunca defendeu o Fluminense.

Na década de 1960, o Fluminense revelou o lendário lateral-direito Carlos Alberto Torres para o futebol. Após passar por outros clubes, ele voltou a Laranjeiras em 1976, para comandar dentro de campo a Máquina Tricolor. Anos após a aposentadoria do "Capita", Alexandre Torres seguiu os passos paternos, iniciando sua carreira profissional no Tricolor (nas divisões de base, chegou a ser treinado pelo pai).

Em 4 de julho de 1971, o Fluminense venceu o America por 2 a 0, em partida válida pela Taça Guanabara. Este foi o único jogo do volante Júlio Laerte Camilo do Amaral com a camisa tricolor (ele teve mais destaque atuando pelo Palmeiras). Décadas depois, em 2008, o clube das Laranjeiras contratou o atacante Leandro Câmara do Amaral, filho de Júlio. Leandro atuou 23 vezes pelo Fluminense entre 2008 e 2009, tendo marcado 4 gols.

Na década de 70, o Fluminense revelou o jovem Gilson Wilson Francisco, o Gilson Gênio, que fez parte da temida Máquina Tricolor, bicampeã carioca em 1975 e 1976, e nos anos 2000 foi treinador das categorias de base do clube. Seu irmão mais novo, Gilcimar Wilson Francisco, também foi revelado pelo Fluminense, fazendo parte da equipe campeã da Copa São Paulo de Juniores de 1977. Depois, ele atuou nos profissionais entre 1977 e 1979 e entre 1981 e 1982.

No ano de 1977, estiveram juntos no time profissional do Fluminense os irmãos César Augusto da Silva Lemos (o César Maluco) e Luiz Carlos da Silva Lemos. Uma curiosidade é que os dois irmãos já haviam atuado juntos no Flamengo, clube que os revelou, em 1968.

Em agosto de 1996, o meia-armador Roberto de Assis Moreira disputou 6 partidas no time profissional do Fluminense, sem grande destaque. Dezenove anos depois, seu irmão mais novo Ronaldo, o craque mundialmente famoso Ronaldinho Gaúcho, seria contratado pelo Tricolor. Infelizmente, não teve o sucesso esperado, tendo entrado em campo apenas 11 vezes com a camisa do clube carioca.

Entre 2001 e 2002, os irmãos Oswaldo de Oliveira e Waldemar Lemos trabalharam juntos na comissão técnica do Fluminense. No início de 2002, Oswaldo comandava o time principal no Torneio Rio-São Paulo, enquanto Waldemar treinava o segundo time nas fases iniciais do Campeonato Carioca.

Já no século XXI, o Fluminense revelou dois irmãos para o futebol brasileiro: os meias Carlos Alberto e Fernando Gomes de Jesus. Carlos Alberto, o mais velho, foi campeão carioca em 2002, antes de ser vendido para o Porto, de Portugal. Fernando atuou com a camisa tricolor entre 2005 e 2006. Carlos Alberto ainda voltou ao clube para ser campeão da Copa do Brasil, em 2007.

Abel Braga, zagueiro revelado pelo Fluminense na década de 70 e treinador campeão Carioca de 2005 e Brasileiro de 2012, viu seu filho Fábio Braga seguir seus passos no Fluminense, atuando no meio-campo. Abel chegou a escalar Fábio em algumas partidas sob seu comando técnico, entre 2011 e 2013.

Recentemente, o Fluminense revelou para o futebol os irmãos gêmeos Fábio e Rafael Pereira da Silva, laterais-prodígio que não chegaram a jogar profissionalmente pelo clube, por terem sido vendidos precocemente para o poderoso Manchester United, da Inglaterra. Quem sabe eles, um dia, retornem juntos ao clube que os revelou?

1ª edição para acréscimos de outros casos (18/01/2017):

Entre os anos de 1973 e 1980, os irmãos Carlos Eduardo Duarte Ribeiro e Kleber Ribeiro Filho, respectivamente o lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Kléber "Bequinha", atuaram juntos na equipe profissional do Fluminense, tendo acumulado diversos títulos, como os Campeonatos Cariocas de 1975 e 1976 e os Torneios de Paris e Viña del Mar de 1976.

Em 1991, o atacante Télvio Henrique Pereira da Costa atuou em 5 partidas pelo time profissional do Fluminense. Oito anos depois, seu irmão gêmeo Túlio Maravilha jogou 26 vezes, marcando 12 gols, com a camisa tricolor.

No ano 2000, o treinador do Fluminense Valdir Espinosa tinha como auxiliar seu filho Rivelino Serpa - que chegou a comandar o time em duas partidas daquela temporada.

PCFilho
(com colaborações de Afonso HildebrandtRomulo Morano e Fernando Mello)
(se o leitor conhecer outros casos de parentes que fizeram história no Fluminense, pedimos que nos avisem nos comentários - e agradecemos antecipadamente pela colaboração)

domingo, 20 de março de 2011

Abel Braga



Abel Carlos da Silva Braga nasceu no Rio de Janeiro, em 01/09/1952. O zagueiro Abel começou nas divisões de base do Fluminense, em 1968, tendo sido promovido aos profissionais em 1971.

Como jogador profissional, Abel atuou no Fluminense de 1971 a 1976. Participou de 75 partidas (39 como titular, 36 como reserva), com 32 vitórias, 25 empates e 18 derrotas. Conquistou 3 títulos: a Taça Guanabara de 1971, e os Campeonatos Cariocas de 1973 e 1975.

Abel marcou 3 gols pelo Fluminense, todos no ano de 1974. O primeiro foi na derrota amistosa para o Comercial/MS por 2 a 1. Os outros dois foram na vitória do Fluminense sobre o Bonsucesso por 2 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. Naquele dia 12/10/1974, Abel foi o grande nome do Tricolor na partida. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Toninho cobrou falta para a área, e Abel subiu mais que os adversários, cabeceando para o fundo do gol. Ainda na primeira etapa, Marco Antônio cobrou falta da esquerda, e Abel assinalou mais um de cabeça. Esta partida teve um fato curioso: Cafuringa sofreu entrada violenta na canela direita, levou quatro pontos, fez a chapa radiográfica no vestiário e não foi substituído pelo técnico Parreira, voltando a campo 21 minutos depois. No jogo seguinte da rodada dupla, a torcida tricolor ainda festejou o tropeço do rival Flamengo, que apenas empatou com o Campo Grande, em 0 a 0.

Abel, camisa 2, marca de cabeça! (foto: JB de 13/10/1974)

Ainda como jogador, Abel atuou também em Figueirense, Vasco, Paris Saint-Germain/FRA, Cruzeiro, Botafogo, Goytacaz e Seleção Brasileira. Foi titular da Seleção Olímpica nos Jogos de Munique, em 1972. Pela Seleção Principal, teve uma estreia especial: 1 a 1 com a Inglaterra, em 19/04/1978, no lendário Estádio Wembley. Dois dias depois, atuou na vitória sobre o Atlético de Madrid por 3 a 0, na capital da Espanha. No mês seguinte, atuou em um empate por 2 a 2 com a Seleção Gaúcha. Foi reserva na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, na qual a Seleção obteve o terceiro lugar.

Abel com a camisa da Seleção.

Abel encerrou a carreira de jogador em 1985, e logo começou a nova empreitada: treinador. Comandou diversos clubes no Brasil e no exterior, com destaque para Botafogo (1987 e 2001-02), Internacional (1988-89, 1997, 2006-07 e 2007-08), Belenenses/POR (1991-1994), Vasco (1995-96 e 2000), Atlético Paranaense (1998), Coritiba (1999), Olympique de Marseille/FRA (2000-01), Atlético Mineiro (2001), Flamengo (2004) e Fluminense (2005). Desde 2008, comanda o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.

O treinador Abel Braga, na passagem pelo Internacional.

Como treinador, Abel comandou o Fluminense durante toda a temporada de 2005. Em 75 jogos, obteve 37 vitórias, 17 empates e 21 derrotas, com 144 gols-pró e 109 tentos sofridos. Foi campeão carioca, vice-campeão da Copa do Brasil, quinto colocado no Campeonato Brasileiro, e sexto colocado na Copa Sul-Americana. Na temporada seguinte, comandou o Internacional de Porto Alegre, e foi campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial da FIFA.

O filho de Abel, Fábio, segue os passos do pai: é jogador das divisões de base do Fluminense. Atuando como volante, participou da última Copa São Paulo de Futebol Júnior, mostrando muita categoria.

PC

Ficha técnica - Fluminense 2 x 0 Bonsucesso
Data: 12/10/1974
Competição: Campeonato Carioca de 1974.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Nivaldo dos Santos.
Público: 20.905
Renda: Cr$ 166.109,00
Fluminense: Roberto; Toninho, Abel, Assis e Marco Antônio; Kléber, Carlos Alberto Pintinho (Silveira) e Marco Cardelli; Cafuringa, Manfrini (Mazinho) e Gil. Técnico: Parreira.
Bonsucesso: Pedrinho; Zé Carlos, Nilo, Nilson e Carlos Alberto; Silva, Cabral e Valinhos (Naldo); Luís Carlos, Mário e Acelino (Alan).
Gols: Abel (14'/1T e ??'/1T).