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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

História - Seleção Brasileira em Copas do Mundo

Foto: Carlos Alberto Torres levanta a Taça Jules Rimet aos céus da Cidade do México, Brasil tricampeão do mundo em 1970.

A Seleção Brasileira é a única a ter participado de todas as Copas do Mundo já realizadas, além de ser também a maior vencedora do torneio, com cinco taças levantadas (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e dois vice-campeonatos (1950 e 1998). Até 2018, o Brasil acumulou 109 jogos em Copas do Mundo, com 73 vitórias, 18 empates e 18 derrotas, 229 gols-pró e 105 gols-contra (vide post Classificação histórica das Copas do Mundo (1930-2018)).

O atleta mais bem-sucedido da Seleção em Copas é Pelé, com 3 títulos conquistados (1958, 1962 e 1970). O maior goleador da Seleção em Copas é Ronaldo, com 15 gols marcados. Os atletas brasileiros com mais participações em Copas são Castilho (1950-1954-1958-1962), Nilton Santos (1950-1954-1958-1962), Djalma Santos (1954-1958-1962-1966), Pelé (1958-1962-1966-1970), Leão (1970-1974-1978-1986), Cafu (1994-1998-2002-2006), Ronaldo (1994-1998-2002-2006) e Thiago Silva (2010-2014-2018-2022).

Seguem abaixo as campanhas detalhadas de todas as participações da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, com os autores dos gols de cada jogo entre parênteses.

I) Copa do Mundo 1930 (Uruguai)
Primeira fase (triangular com Iugoslávia e Bolívia):
14/07/1930 - Parque Central (Montevideo) - Brasil 1 (Preguinho), Iugoslávia 2 (Tirnanic e Bek)
22/07/1930 - Centenário (Montevideo) - Brasil 4 (Moderato 2 e Preguinho 2), Bolívia 0
Eliminada na primeira fase (2 jogos, 1 vitória, 1 derrota, 5 gols-pró e 2 gols-contra).
Foto: o capitão brasileiro Preguinho, o árbitro Anibal Tejada e o capitão iugoslavo Milutin Ivkovic.
O árbitro uruguaio vestiu na partida um paletó do Fluminense, presente de Preguinho.

II) Copa do Mundo 1934 (Itália)
Oitavas-de-final (duelo com a Espanha):
27/05/1934 - Luigi Ferraris (Genoa) - Brasil 1 (Leônidas), Espanha 3 (José Iraragorri 2(1p) e Isidro Lángara)
Eliminada nas oitavas-de-final (1 jogo, 1 derrota, 1 gol-pró e 3 gols-contra).

III) Copa do Mundo 1938 (França)
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
05/06/1938 - Stade de la Meinau (Strasbourg) - Brasil 6 (Leônidas 3, Romeu e Perácio 2), Polônia 5 (Scherfke II (p) e Wilimowski 4)
Observação: 4 x 4 no tempo normal, Brasil 2 x 1 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Tchecoslováquia):
12/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 1 (Leônidas), Tchecoslováquia 1 (Nejedly (p))
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Jogo-desempate das quartas-de-final (novo duelo com a Tchecoslováquia):
14/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 2 (Leônidas e Roberto), Tchecoslováquia 1 (Kopecky)
Semifinal (duelo com a Itália):
16/06/1938 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Romeu), Itália 2 (Colaussi e Meazza (p))
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Suécia):
19/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 4 (Romeu, Leônidas 2 e Perácio), Suécia 2 (Jonasson e Nyberg)
Terceiro lugar (4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 14 gols-pró e 11 gols-contra).

IV) Copa do Mundo 1950 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com México, Suíça e Iugoslávia):
24/06/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 4 (Ademir 2, Jair e Baltazar), México 0
28/06/1950 - Pacaembu (São Paulo) - Brasil 2 (Alfredo II e Baltazar), Suíça 2 (Fatton 2)
01/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 2 (Ademir e Zizinho), Iugoslávia 0
Fase final (quadrangular com Suécia, Espanha e Uruguai):
09/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 7 (Ademir 4, Chico 2 e Maneca), Suécia 1 (Sune Andersson (p))
13/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 6 (Ademir 2, Jair, Chico 2 e Zizinho), Espanha 1 (Silvestre Igoa)
16/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 1 (Friaça), Uruguai 2 (Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia)
VICE-CAMPEÃ (6 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 22 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: Alcides Ghiggia vibra ao marcar o gol do título do Uruguai no Maracanã.

V) Copa do Mundo 1954 (Suíça)
Primeira fase (quadrangular com México, Iugoslávia e França - mas sem jogo contra a França):
16/06/1954 - Charmilles (Genebra) - Brasil 5 (Baltazar, Didi, Pinga 2 e Julinho), México 0
19/06/1954 - Olímpico de la Pontaise (Lausanne) - Brasil 1 (Didi), Iugoslávia 1 (Zebec)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Hungria):
27/06/1954 - Wankdorf (Berna) - Brasil 2 (Djalma Santos (p) e Julinho), Hungria 4 (Hidegkuti, Kocsis 2 e Lantos (p))
Eliminada nas quartas-de-final (3 jogos, 1 vitória, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 5 gols-contra).

VI) Copa do Mundo 1958 (Suécia)
Primeira fase (quadrangular com Áustria, Inglaterra e União Soviética):
08/06/1958 - Rimnersvallen (Uddevalla) - Brasil 3 (Mazzola 2 e Nílton Santos), Áustria 0
11/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 0, Inglaterra 0
15/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 2 (Vavá 2), União Soviética 0
Quartas-de-final (duelo com o País de Gales):
19/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 1 (Pelé), País de Gales 0
Semifinal (duelo com a França):
24/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá, Didi e Pelé 3), França 2 (Fontaine e Piantoni)
Final (duelo com a Suécia):
29/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá 2, Pelé 2 e Zagallo), Suécia 2 (Liedholm e Simonsson)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 16 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: o capitão Bellini ergue a Taça Jules Rimet no Estádio Rasunda.

VII) Copa do Mundo 1962 (Chile)
Primeira fase (quadrangular com México, Tchecoslováquia e Espanha):
30/05/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Zagallo e Pelé), México 0
02/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 0, Tchecoslováquia 0
06/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Amarildo 2), Espanha 1 (Adelardo)
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
10/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 3 (Garrincha 2 e Vavá), Inglaterra 1 (Hitchens)
Semifinal (duelo com o Chile):
13/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 4 (Garrincha 2 e Vavá 2), Chile 2 (Toro e Leonel Sánchez (p))
Final (duelo com a Tchecoslováquia):
17/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 3 (Amarildo, Zito e Vavá), Tchecoslováquia 1 (Masopust)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 14 gols-pró e 5 gols-contra).
Foto: a Seleção Brasileira de 1962, campeã do mundo no Chile.

VIII) Copa do Mundo 1966 (Inglaterra)
Primeira fase (quadrangular com Bulgária, Hungria e Portugal):
12/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 2 (Pelé e Garrincha), Bulgária 0
15/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Tostão), Hungria 3 (Bene, Farkas e Meszóly (p))
19/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Rildo), Portugal 3 (Simões e Eusébio 2)
Eliminada na primeira fase (3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, 4 gols-pró e 6 gols-contra).

IX) Copa do Mundo 1970 (México)
Primeira fase (quadrangular com Tchecoslováquia, Inglaterra e Romênia):
03/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Pelé e Jairzinho 2), Tchecoslováquia 1 (Petras)
07/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Jairzinho), Inglaterra 0
10/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Pelé 2 e Jairzinho), Romênia 2 (Dumitrache e Dembrovschi)
Quartas-de-final (duelo com o Peru):
14/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Tostão 2 e Jairzinho), Peru 2 (Gallardo e Teófilo Cubillas)
Semifinal (duelo com o Uruguai):
17/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino), Uruguai 1 (Luis Cubilla)
Final (duelo com a Itália):
21/06/1970 - Azteca (Cidade do México) - Brasil 4 (Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres), Itália 1 (Boninsegna)
CAMPEÃ (6 jogos, 6 vitórias, 19 gols-pró e 7 gols-contra) - conquista da posse definitiva da Taça Jules Rimet.
Comandada por Pelé, a Seleção de Ouro encantou o planeta em 1970.

X) Copa do Mundo 1974 (Alemanha Ocidental)
Primeira fase (quadrangular com Iugoslávia, Escócia e Zaire):
13/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Iugoslávia 0
18/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Escócia 0
22/06/1974 - Parkstadion (Gelsenkirchen) - Brasil 3 (Jairzinho, Rivellino e Valdomiro), Zaire 0
Segunda fase (quadrangular com Alemanha Oriental, Argentina e Holanda):
26/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 1 (Rivellino), Alemanha Oriental 0
30/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 2 (Rivellino e Jairzinho), Argentina 1 (Brindisi)
03/07/1974 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 0, Holanda 2 (Neeskens e Cruijff)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Polônia):
06/07/1974 - Olympiastadion (München) - Brasil 0, Polônia 1 (Lato)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 6 gols-pró e 4 gols-contra).

XI) Copa do Mundo 1978 (Argentina)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Espanha e Áustria):
03/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Reinaldo), Suécia 1 (Sjöberg)
07/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 0, Espanha 0
11/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Roberto Dinamite), Áustria 0
Segunda fase (quadrangular com Peru, Argentina e Polônia):
14/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Dirceu 2 e Zico (p)), Peru 0
18/06/1978 - Gigante de Arroyito (Rosário) - Brasil 0, Argentina 0
21/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Nelinho e Roberto Dinamite 2), Polônia 1 (Lato)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Itália):
24/06/1978 - Monumental de Núñez (Buenos Aires) - Brasil 2 (Nelinho e Dirceu), Itália 1 (Causio)
Terceiro lugar (7 jogos, 4 vitórias, 3 empates, 10 gols-pró e 3 gols-contra).

XII) Copa do Mundo 1982 (Espanha)
Primeira fase (quadrangular com União Soviética, Escócia e Nova Zelândia):
14/06/1982 - Ramón Sánchez Pizjuán (Sevilla) - Brasil 2 (Sócrates e Éder), União Soviética 1 (Andriy Bal)
18/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico, Oscar, Éder e Falcão), Escócia 1 (David Narey)
23/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico 2, Falcão e Serginho), Nova Zelândia 0
Segunda fase (triangular com Argentina e Itália):
02/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 3 (Zico, Serginho e Júnior), Argentina 1 (Ramón Díaz)
05/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 2 (Sócrates e Falcão), Itália 3 (Paolo Rossi 3)
Eliminada na segunda fase (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 15 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: o brasileirinho José Carlos chora a eliminação da Seleção no Sarrià.
(crédito: Reginaldo Manente)

XIII) Copa do Mundo 1986 (México)
Primeira fase (quadrangular com Espanha, Argélia e Irlanda do Norte):
01/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Sócrates), Espanha 0
06/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), Argélia 0
12/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Careca 2 e Josimar), Irlanda do Norte 0
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
16/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Sócrates (p), Josimar, Edinho e Careca (p)), Polônia 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
21/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), França 1 (Platini)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Alemão, Zico e Branco converteram, Sócrates e Júlio César perderam; para a França, Stopyra, Amoros, Bellone e Fernández converteram, Platini perdeu. Brasil 3, França 4.
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 10 gols-pró e 1 gol-contra).

XIV) Copa do Mundo 1990 (Itália)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Costa Rica e Escócia):
10/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 2 (Careca 2), Suécia 1 (Brolin)
16/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Costa Rica 0
20/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Escócia 0
Oitavas-de-final (duelo com  Argentina):
24/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 0, Argentina 1 (Caniggia)
Eliminada nas oitavas-de-final (4 jogos, 3 vitórias, 1 derrota, 4 gols-pró e 2 gols-contra).

XV) Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
Primeira fase (quadrangular com Rússia, Camarões e Suécia):
20/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 2 (Romário e Raí (p)), Rússia 0
24/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 3 (Romário, Márcio Santos e Bebeto), Camarões 0
28/06/1994 - Pontiac Silverdome (Detroit) - Brasil 1 (Romário), Suécia 1 (Kennet Andersson)
Oitavas-de-final (duelo com os Estados Unidos):
04/07/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 1 (Bebeto), Estados Unidos 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
09/07/1994 - Cotton Bowl (Dallas) - Brasil 3 (Romário, Bebeto e Branco), Holanda 2 (Bergkamp e Winter)
Semifinal (duelo com a Suécia):
13/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 1 (Romário), Suécia 0
Final (duelo com a Itália):
17/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 0, Itália 0
Observação: 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Romário, Branco e Dunga converteram, Márcio Santos perdeu; para a Itália Albertini e Evani converteram, Baresi, Massaro e Roberto Baggio perderam. Brasil 3, Itália 2.
CAMPEÃ (7 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 11 gols-pró e 3 gols-contra).
Foto: Bebeto e Romário celebram o gol da vitória contra os Estados Unidos.

XVI) Copa do Mundo 1998 (França)
Primeira fase (quadrangular com Escócia, Marrocos e Noruega):
10/06/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 2 (César Sampaio e Boyd contra), Escócia 1 (Collins (p))
16/06/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Ronaldo, Rivaldo e Bebeto), Marrocos 0
23/06/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Bebeto), Noruega 2 (Tore André Flo e Rekdal (p))
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
27/06/1998 - Parc des Princes (Paris) - Brasil 4 (César Sampaio 2 e Ronaldo 2(1p)), Chile 1 (Marcelo Salas)
Quartas-de-final (duelo com a Dinamarca):
03/07/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Bebeto e Rivaldo 2), Dinamarca 2 (Jorgensen e Brian Laudrup)
Semifinal (duelo com a Holanda):
07/07/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Ronaldo), Holanda 1 (Kluivert)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga converteram; para a Holanda, Frank de Boer e Bergkamp converteram, Cocu e Ronald de Boer perderam. Brasil 4, Holanda 2.
Final (duelo com a França):
12/07/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 0, França 3 (Zidane 2 e Petit)
VICE-CAMPEÃ (7 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 14 gols-pró e 10 gols-contra).

XVII) Copa do Mundo 2002 (Coreia do Sul/Japão)
Primeira fase (quadrangular com Turquia, República Popular da China e Costa Rica):
03/06/2002 - Munsu Cup Stadium (Ulsan) - Brasil 2 (Ronaldo e Rivaldo (p)), Turquia 1 (Hasan Sas)
08/06/2002 - Jeju World Cup Stadium (Seogwipo) - Brasil 4 (Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho (p) e Ronaldo), República Popular da China 0
13/06/2002 - Suwon World Cup Stadium (Suwon) - Brasil 5 (Ronaldo 2, Edmílson, Rivaldo e Júnior), Costa Rica 2 (Wanchope e Rónald Gómez)
Oitavas-de-final (duelo com a Bélgica):
17/06/2002 - Kobe Wing Stadium (Kobe) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldo), Bélgica 0
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
21/06/2002 - Stadium Ekopa (Shizuoka) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldinho), Inglaterra 1 (Owen)
Semifinal (duelo com a Turquia):
26/06/2002 - Saitama Stadium (Saitama) - Brasil 1 (Ronaldo), Turquia 0
Final (duelo com a Alemanha):
30/06/2002 - Estádio Internacional (Yokohama) - Brasil 2 (Ronaldo 2), Alemanha 0
CAMPEÃ (7 jogos, 7 vitórias, 18 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: Ronaldo vence o duelo com o goleiro alemão Oliver Kahn.

XVIII) Copa do Mundo 2006 (Alemanha)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, Austrália e Japão):
13/06/2006 - Olympiastadion (Berlim) - Brasil 1 (Kaká), Croácia 0
18/06/2006 - Allianz Arena (München) - Brasil 2 (Adriano e Fred), Austrália 0
22/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 4 (Ronaldo 2, Juninho Pernambucano e Gilberto), Japão 1 (Keiji Tamada)
Oitavas-de-final (duelo com Gana):
27/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 3 (Ronaldo, Adriano e Zé Roberto), Gana 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
01/07/2006 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, França 1 (Henry)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 10 gols-pró e 2 gols-contra).

XIX) Copa do Mundo 2010 (África do Sul)
Primeira fase (quadrangular com Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal):
15/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 2 (Maicon e Elano), Coreia do Norte 1 (Ji Yun-Nam)
20/06/2010 - Soccer City (Johannesburg) - Brasil 3 (Luís Fabiano 2 e Elano), Costa do Marfim 1 (Drogba)
25/06/2010 - Moses Mabhida (Durban) - Brasil 0, Portugal 0
Oitavas-de-final  (duelo com o Chile):
28/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 3 (Juan, Luís Fabiano e Robinho), Chile 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
02/07/2010 - Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) - Brasil 1 (Robinho), Holanda 2 (Sneijder 2)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 9 gols-pró e 4 gols-contra).

XX) Copa do Mundo 2014 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, México e Camarões):
12/06/2014 - Itaquerão (São Paulo) - Brasil 3 (Neymar 2(1p) e Oscar), Croácia 1 (Marcelo contra)
17/06/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 0, México 0
23/06/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 4 (Neymar 2, Fred e Fernandinho), Camarões 1 (Matip)
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
28/06/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (David Luiz), Chile 1 (Alexis Sánchez)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, David Luiz, Marcelo e Neymar converteram, Willian e Hulk perderam; para o Chile, Aránguiz e Díaz converteram, Pinilla, Alexis Sánchez e Jara perderam. Brasil 3, Chile 2.
Quartas-de-final (duelo com a Colômbia):
04/07/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 2 (Thiago Silva e David Luiz), Colômbia 1 (James Rodríguez (p))
Semifinal (duelo com a Alemanha):
08/07/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (Oscar), Alemanha 7 (Thomas Müller, Klose, Kroos 2, Khedira e Schürrle 2)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Holanda):
12/07/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 0, Holanda 3 (Van Persie (p), Blind e Wijnaldum)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 11 gols-pró e 14 gols-contra).

XXI) Copa do Mundo 2018 (Rússia)
Primeira fase (quadrangular com Suíça, Costa Rica e Sérvia):
17/06/2018 - Rostov Arena (Rostov-on-Don) - Brasil 1 (Philippe Coutinho), Suíça 1 (Steven Zuber)
22/06/2018 - Krestovsky (São Petersburgo) - Brasil 2 (Philippe Coutinho e Neymar), Costa Rica 0
27/06/2018 - Spartak Stadium (Moscou) - Brasil 2 (Paulinho e Thiago Silva), Sérvia 0
Oitavas-de-final (duelo com o México):
02/07/2018 - Cosmos Arena (Samara) - Brasil 2 (Neymar e Roberto Firmino), México 0
Quartas-de-final (duelo com a Bélgica):
06/07/2018 - Kazan Arena (Kazan) - Brasil 1 (Renato Augusto), Bélgica 2 (Fernandinho contra e De Bruyne)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 3 gols-contra).

XXII) Copa do Mundo 2022 (Qatar)
Primeira fase (quadrangular com Sérvia, Suíça e Camarões):
24/11/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Sérvia
28/11/2022 - 974 Stadium (Doha) - Brasil x Suíça
02/12/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Camarões
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PCFilho

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Foto: Pelé e Jair Marinho em 1962


Mais uma sensacional foto colorizada que anda circulando nas redes sociais: Pelé e Jair Marinho assistindo a um jogo da Seleção Brasileira na arquibancada, no Chile, durante a Copa do Mundo de 1962.

Pelé, que se lesionou no segundo jogo da competição e por isso não podia mais atuar, segura uma pequena bandeira do Chile. Pelas roupas dos craques, vemos que o inverno chileno estava rigoroso.

Jair Marinho, lateral-direito do Fluminense, era o reserva do lendário Djalma Santos.

Mesmo sem poder contar com Pelé em campo, a Seleção Brasileira conquistou o bicampeonato mundial, ao vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1 na decisão.

PCFilho

sexta-feira, 27 de junho de 2014

13/06/1962 - Brasil 4 x 2 Chile



Ficha Técnica
13/06/1962 - Brasil 4 x 2 Chile - Estádio Nacional (Santiago, Chile)
Motivo: Copa do Mundo de 1962 - Semifinal.
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru).
Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira.
Chile: Escuti; Eyzaguirre, Contreras, Raúl Sánchez e Rodríguez; Rojas e Ramírez; Toro, Landa, Tobar e Leonel Sánchez.
Gols: Garrincha 2 e Toro no 1º tempo; Vavá 2 e Leonel Sánchez (p) no 2º tempo.
Expulsões: Landa e Garrincha.

PCFilho

quinta-feira, 27 de junho de 2013

06/06/1962 - Brasil 2 x 1 Espanha


Vídeo dos melhores momentos, narração em inglês.

A Seleção só precisava empatar, mas tinha um desfalque e tanto: Pelé se machucara no empate com a Tchecoslováquia e não jogaria mais naquela Copa do Mundo. Aos 35 minutos do primeiro tempo, a Espanha abriu o placar com Adelardo, que recebeu na meia-lua e chutou rasteiro, no canto direito de Gilmar. No segundo tempo, os espanhóis quase ampliaram: Enrique Collar driblou Nilton Santos e foi derrubado pelo lateral brasileiro, dentro da área. Mas o árbitro chileno Sergio Bustamante foi enganado pela malandragem do botafoguense, que deu um passo à frente, induzindo o juiz a marcar falta e não pênalti. Entretanto, na cobrança, Ferenc Puskas cruzou e Joaquin Peiró marcou um golaço de bicicleta. Erradamente, o árbitro Bustamante anulou o gol, alegando impedimento ou jogo perigoso, não se sabe bem.

O Brasil então começou a dominar o jogo, e acabou virando com dois gols de Amarildo, o Possesso, substituto de Pelé. O primeiro foi aos 27 do segundo tempo, após cruzamento rasteiro de Zagallo, da esquerda. O segundo foi aos 41 minutos, após grande jogada de Garrincha pela direita.

O treinador da Espanha, o argentino Helenio Herrera, dissera antes da partida: "o Brasil fica muito fraco sem Pelé. Quem é Amarildo?". Ele ficou sabendo quem era Amarildo da pior forma possível...

Classificada, a Seleção Brasileira posteriormente venceu Inglaterra, Chile e Tchecoslováquia, sagrando-se bicampeã mundial de futebol.

Ficha Técnica
06/06/1962 - Brasil 2 x 1 Espanha - Sausalito (Viña del Mar, Chile)
Horário: 15:00.
Motivo: Copa do Mundo de 1962.
Público: 18.715.
Árbitro: Sergio Bustamante (Chile).
Auxiliares: Esteban Marino (Uruguai) e Jose Antonio Sundheim (Colômbia).
Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira.
Espanha: Jose Araquistain; Rodrí, Echeberría e Gracia; Martín Vergés e Pachín; Enrique Collar, Joaquin Peiró, Ferenc Puskas, Adelardo e Francisco Gento. Técnico: Helenio Herrera.
Gols: Adelardo (35'/1º tempo), Amarildo (27'/2º tempo) e Amarildo (41'/2º tempo).

PCFilho

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Campanha por Jair Marinho na Calçada da Fama do Maracanã

Jair Marinho posa no gramado do Maracanã.

O professor Eduardo Coelho, através de seu blog Cidadão Fluminense, está liderando uma campanha para reivindicar uma homenagem ao campeão mundial Jair Marinho na Calçada da Fama do Maracanã. Confesso que fiquei espantado ao descobrir que o nome do craque não está lá. Tendo em vista o histórico de serviços prestados pelo atleta ao Fluminense FC e à Seleção Brasileira, a falha é simplesmente inadmissível. Este escriba, portanto, apóia a iniciativa.

O abaixo-assinado, com o qual já colaborei, é a simples sentença a seguir: "Eu, abaixo-assinado, apóio a iniciativa do blog Cidadão Fluminense e a torcida tricolor, que reivindicam à Suderj incluir os pés de Jair Marinho de Oliveira na ‘Calçada da Fama’ do Maracanã. Jair Marinho foi campeão da Copa do Mundo do Chile pela Seleção Brasileira, em 1962. Jair Marinho foi Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1960 e Campeão Carioca de 1959 pelo Fluminense Football Club.". O movimento já conta com mais de 900 assinaturas, e quem desejar colaborar deve enviar um e-mail ao professor Eduardo: cidadaoflu@gmail.com.

Se você está se perguntando quem foi Jair Marinho, então siga lendo esta postagem. Se for um fã de futebol, certamente não se arrependerá.

Jair Marinho com a camisa tricolor.

Nascido em 17 de julho de 1936, em Santo Antônio de Pádua, Jair Marinho de Oliveira foi um dos mais bem-sucedidos jogadores de futebol de todos os tempos. Sua posição era a lateral-direita, tendo sido ele um dos precursores do apoio dos laterais ao ataque, hoje tão popular. Ele está vivo, mora em Niterói, e completou esta semana 76 anos de vida.

Jair Marinho atuou pelo Fluminense entre 1954 e 1964, pela Portuguesa de Desportos entre 1964 e 1965, pelo Corinthians entre 1965 e 1967, pelo Vasco da Gama em 1967 e pelo Campo Grande em 1970. Foi reserva de Djalma Santos na Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1962, no Chile.

Jair Marinho na Seleção Brasileira.
(fonte: Ubiratan Iorio)

Treinamento da Seleção Brasileira em 1961. Da esquerda para a direita:
Aymoré Moreira (treinador), Castilho, Baiano, Gilmar, Jair Marinho,
Quarentinha, Amaro e De Sordi.

Pela Seleção Brasileira, Jair Marinho atuou em apenas quatro partidas, todas vitórias:
03/05/1961 - Paraguai 2 x 3 Brasil - Puerto Sajonia (Asunción, Paraguai)
07/05/1961 - Chile 1 x 2 Brasil - Estádio Nacional (Santiago, Chile)
11/05/1961 - Chile 0 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Santiago, Chile)
12/05/1962 - Brasil 3 x 1 País de Gales - Maracanã (Rio de Janeiro)

Além do título da Copa do Mundo de 1962, Jair Marinho participou das conquistas da Taça Bernardo O'Higgins (1961) e da Taça Oswaldo Cruz (1961). O número relativamente pequeno de aparições no escrete não foi por falta de qualidade técnica, mas por ser contemporâneo do gênio Djalma Santos, um dos melhores laterais-direitos de todos os tempos.

Pelo Fluminense, Jair Marinho conquistou dois títulos como titular: o Campeonato Carioca de 1959 e o Torneio Rio-São Paulo de 1960. Ainda jovem, foi reserva na campanha do título invicto do Torneio Rio-São Paulo de 1957. Em 284 partidas pelo Tricolor (incluindo algumas do time de aspirantes), teve 176 vitórias, 55 empates e 53 derrotas, tendo marcado 2 gols.

Titulares do Fluminense campeão carioca de 1959 (foto da Manchete Esportiva).
Em pé: Zezé Moreira, Clóvis, Jair Marinho, Edmilson, Altair, Castilho e Pinheiro.
Agachados: Maurinho, Paulinho, Waldo, Telê e Escurinho.

Ainda hoje, Jair Marinho é reverenciado pela torcida tricolor.

Jair Marinho em homenagem recente aos campeões mundiais da Seleção.
(foto de Tião da Bandeira)

Meu amigo Valterson Botelho entrevistou Jair Marinho em 2011. O craque demonstrou grande memória, relembrando não só escalações do Fluminense, como de alguns adversários. Vale a pena conferir o vídeo de 10 minutos:


PC

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil 0 x 0 Venezuela - Melhores Momentos


Evidentemente, a jogada me lembrou o clássico lance de Brasil 3 x 1 Inglaterra, na Copa do Mundo de 1962. Concluo que os cachorros de outrora eram mais habilidosos. Este teve a ousadia de driblar Garrincha, e só parou no inglês Jimmy Greaves, que precisou ficar de quatro para capturá-lo:

PC

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Libertadores - Cinco gols de uma vez

Guayaquil, Equador, 22 de fevereiro de 1962.

Era um jogo da fase de grupos da terceira Copa Libertadores da América. Quarenta mil espectadores aguardavam ansiosos, no Estádio Modelo, o confronto entre o Emelec e a Universidad Católica do Chile. Para seguir vivo, o Emelec precisava da vitória, mas não seria nada fácil. Doze dias antes, em Santiago, a Universidad Católica vencera por 3 a 0. Começa o jogo e, ainda no primeiro tempo, os chilenos abrem 2 a 0. Os equatorianos não desistem e logo empatam, com Vicente Lecaro (cobrando pênalti) e Jorge Bolaños.

E aí então apareceria o primeiro grande recordista individual da Copa Libertadores: Enrique Raymondi. El Maestrito, como era chamado, viveria uma tarde memorável, assinalando nada menos que cinco gols. E ele ainda conta mais: "depois anotei o sexto, legítimo, mas o árbitro Correa, do Uruguai, anulou, dizendo que eu já havia feito cinco, e estava bom".

A vitória por 7 a 2, de virada, manteve o Emelec vivo, mas não foi suficiente para classificar a equipe equatoriana à semifinal. Uma semana depois, o Emelec perdeu por 3 a 1 para o Millonarios, em Bogotá, e deu adeus à Copa: a Universidad Católica foi à semifinal, com um ponto a mais que os equatorianos.

Enrique Raymondi acabou como artilheiro daquela Libertadores, com seis gols, ao lado do brasileiro Coutinho, do Santos, e do também equatoriano Alberto Pedro Spencer, do Peñarol.

O recorde de Raymondi só foi superado em 1985, quando o argentino Juan Carlos Sánchez assinalou 6 gols no mesmo jogo (07/03/1985 - Blooming/BOL 8 x 0 Deportivo Itália/VEN). Outros quatro atletas igualaram o feito de Raymondi, assinalando cinco gols na mesma partida: o equatoriano Alberto Pedro Spencer (07/07/1963 - Peñarol/URU 9 x 1 Everest/EQU), o argentino Raúl Castronovo (22/03/1971 - Peñarol/URU 9 x 0 The Strongest/BOL), o brasileiro Fernando Baiano (10/03/1999 - Corinthians/BRA 8 x 2 Cerro Porteño/PAR), e o argentino Alfredo David Moreno (22/03/2000 - Boca Juniors/ARG 6 x 1 Blooming/BOL).

PC

segunda-feira, 21 de junho de 2010

História - Chile x Suíça


Amigos, Chile e Suíça se enfrentam logo mais, no Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, pela segunda rodada do grupo H da Copa do Mundo de 2010.

As seleções possuem três confrontos na história:
06/04/1960 - Suíça 4 x 2 Chile - Wankdorf (Berna, Suíça)
30/05/1962 - Chile 3 x 1 Suíça - Estádio Nacional (Santiago, Chile)

O jogo de 1962 foi válido pela Copa do Mundo, disputada no próprio Chile. Wuethrich abriu o placar para a Suíça, mas a equipe européia permitiu a virada dos anfitriões, com gols de Leonel Sanchez (2) e Jaime Ramirez.

As outras duas partidas, amistosas, foram vencidas pelos suíços.

PC

terça-feira, 2 de março de 2010

Recordar é viver - Quatro homens e um segredo

Santos, 2 de agosto de 1962.

Amigos, quando José Francisco Sasía fez o terceiro gol do Peñarol, aos seis minutos do segundo tempo, o caos se instalou na Vila Belmiro. Em Montevideo, o Santos vencera por 2 a 1, mesmo jogando sem Pelé, lesionado. Bastava um empate em Santos para que o alvinegro praiano levantasse a Libertadores. A torcida santista mal podia acreditar no que via: o Santos vencia por 2 a 1 e, em dois minutos, o Peñarol virou para 3 a 2.

Cabe dizer, para os que nunca viveram: uma final de Libertadores é uma guerra de nervos, um massacre emocional. Não apenas para a equipe, mas também, e principalmente, para a torcida. Quando o árbitro chileno Carlos Robles confirmou o gol uruguaio, foi como se cada santista tivesse seu peito atravessado por uma adaga afiada. A confusão começou porque um dos torcedores do Santos revidou a punhalada, arremessando uma garrafa na direção do bandeirinha Domingo Massaro. A agressão fez Robles interromper a decisão. No centro do gramado, reuniram-se Robles, Massaro, Sergio Bustamante (o outro bandeirinha) e Raúl Colombo (o presidente da Confederação Sul-Americana).

Colombo implorava para Robles reiniciar a partida, com medo do que fariam as 22.000 almas ululantes nas arquibancadas da Vila Belmiro, caso a partida fosse mesmo cancelada. Robles insistia que era impossível recomeçar, por falta de segurança. Após quase uma hora de argumentações, aqueles quatro homens descobriram a única solução: aquele jogo estava oficialmente encerrado, com o placar de 3 a 2 para os uruguaios. Mas a partida seguiria em frente, amistosamente, sem que ninguém mais soubesse que não estava mais valendo. A torcida seria enganada, e só saberia da verdade dois dias depois. Eram quatro homens e um segredo.

O curioso é que, durante a prolongada discussão dos juízes, os jogadores de Santos e Peñarol conversavam animadamente em campo. Falavam sobre as famílias, sobre as viagens de fim de ano, sobre a gloriosa campanha da Seleção no Chile. Nestor Gonçalves falava espanhol e português, e fazia as traduções quando necessário.

Quando o chileno Robles apitou o reinício, torcida e jogadores achavam que tudo estava valendo. A partida seguiu a lógica natural: o Peñarol defendia com unhas e dentes o resultado que interessava; o Santos lançava-se todo para o ataque. Aos 32, o santista Pepe fez o gol de empate, aquele que seria o gol do título. Após mais algumas confusões e paralisações, Robles encerrou a provavelmente mais longa e conturbada partida de futebol já disputada em solo brasileiro. E os jogadores do Santos deram a volta olímpica, para comemorar a conquista. Não sabiam que, na verdade, ainda haveria a partida de desempate, quatro semanas depois, em Buenos Aires.

Com Pelé recuperado, o Santos venceria o desempate no Monumental de Núñez, por incontestáveis 3 a 0. E o Peñarol, que conquistara as duas primeiras Libertadores, não conseguiu o sonhado tri.

PC

Ficha técnica: Santos 2 x 3 Peñarol/URU.
Segunda Partida da Decisão da Copa Libertadores de 1962.
Data: 02/08/1962.
Local: Vila Belmiro (Santos/SP).
Público: 22.000 (estimado).
Renda: Cr$ 5.418.000,00.
Árbitro: Carlos Robles (Chile), auxiliado por Domingo Massaro (Chile) e Sergio Bustamante (Chile).
Santos: Gilmar; Mauro e Calvet; Lima, Dalmo e Zito; Dorval, Mengálvio, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.
Peñarol: Luis Maidana; Juan Vicente Lezcano e Núber Cano; Edgardo González, Roberto Matosas (Nestor Gonçalves) e Omar Caetano; Fernández Carranza, Pedro Virgílio Rocha, José Francisco Sasía, Alberto Pedro Spencer e Juan Joya. Técnico: Bella Guttman.
Gols: Spencer, 5'/1T; Dorval, 19'/1T; Mengálvio, 36'/1T; Spencer, 4'/2T; Sasía, 6'/2T; Pepe, 32'/2T (anulado posteriormente).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Golaço do dia #127 - Pelé


Atleta: Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé.
Nascimento: 23/10/1940, em Três Corações/MG.
Jogo: Brasil 2 x 0 México (Copa do Mundo de 1962).
Data: 30/05/1962.
Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar, Chile).

Hoje é 23 de outubro, e portanto aniversário de Nossa Majestade.

Feliz aniversário, Rei Pelé!

PC

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Recordar é viver - Brasil 3, Tcheco-Eslováquia 1


Santiago do Chile, 17 de junho de 1962.

68.679 pessoas enchiam as arquibancadas do Estádio Nacional de Chile. Havia dois tipos de ingressos: o do setor Andes Sur custava 5 dólares, e o do setor Maipu custava 2,20 dólares. Fato curioso e peculiar: a Copa do Mundo no Chile, e os preços dos ingressos na moeda norte-americana!

A Seleção Brasileira estava a um jogo do sonhado bicampeonato mundial. O último obstáculo no caminho do escrete verde-amarelo era a forte equipe da Tcheco-Eslováquia, liderada por Novak e Masopust.

O árbitro era o soviético Nikolai Latichev. Eis a linha brasileira escalada por Aymoré Moreira: Gilmar; Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Já a Tcheco-Eslováquia entrou com: Schroiff; Tichy, Pluskal, Polpluhar e Novak; Masopust e Scherer; Pospichal, Kadraba, Kvasnak e Jelinek. O técnico era Rudolf Vytlacil.

É importante ressaltar: o juiz-ladrão da semifinal expulsara o Mané Garrincha injustamente. Como poderia o melhor jogador de Copa ficar de fora da finalíssima? A resposta: não poderia. Como que iluminados pelos deuses da bola, os homens do conselho de arbitragem resolveram absolver o anjo das pernas tortas. Porém, um novo golpe sobrenatural tentaria abater o craque botafoguense: 39 graus de febre no dia do jogo. Febre, que febre? Apenas mais um joão driblado por Garrincha, o cidadão de maior saúde física e mental na face da Terra. Para o bem do futebol, amém!

(dizem as más línguas que um membro do conselho de arbitragem foi visto, na véspera da final, saindo de uma famosa boite no Rio de Janeiro.)

Aos 15 minutos de jogo, um golpe na nação tupiniquim: Masopust recebeu passe em profundidade e fuzilou na saída de Gilmar: 1 a 0 para a Tcheco-Eslováquia. Mas, quatro anos antes, a mesmíssima fatalidade acontecera, e fora apenas combustível para os jogadores brasileiros. Hoje, não seria diferente.

Digo isso pois, logo aos 17, Amarildo, o Possesso, penetrou pela esquerda, foi à linha de fundo e, quando todos esperavam um cruzamento, chutou para o gol, vencendo o arqueiro Schroiff: 1 a 1! É sempre bom relembrar a frase do técnico espanhol Helenio Herrera: "Sem Pelé, o Brasil fica muito fraco. Quem é Amarildo?". Amarildo é o Possesso, Amarildo é o Pelé moreno! Vejam só que sorte nós brasileiros temos: lesiona-se um Pelé, e logo surge outro Pelé para substituí-lo!

(cabe relembrar que o Brasil venceu a Espanha de Helenio Herrera por 2 a 1 na primeira fase da Copa. Com dois gols de Amarildo.)

Aos 24 do segundo tempo, Amarildo rabiscou pela esquerda e efetuou o cruzamento perfeito. Zito cabeceou direto para o gol! Era a emocionante virada brasileira! Brasil 2 a 1! Colocávamos as mãos na taça!

Aos 33 da segunda etapa, o goleiro Schroiff não conseguiu segurar a bola lançada por Djalma Santos, e Vavá estava lá, oportunista, para marcar o terceiro gol da final. Era o gol da vitória, e a consumação do bicampeonato!

Amigos, não se levanta uma taça em uma única tarde. Não. Um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro. Examinemos a campanha do escrete: em Viña del Mar, 2 a 0 no México, 0 a 0 com a Tcheco-Eslováquia, 2 a 1 na Espanha, e 3 a 1 na Inglaterra. Já em Santiago, o 4 a 2 sobre os anfitriões chilenos. Não fosse o empate com o adversário da final, teria sido uma jornada irretocável. Porém, o destino se encarregou de dar aos brasileiros a chance de tornar perfeita a campanha, ao colocar justamente os tcheco-eslovacos na finalíssima contra nós. E foi isso que fizemos: batemos a Tcheco-Eslováquia com muita autoridade, não deixando dúvidas para o mundo. Somos os legítimos merecedores da Taça Jules Rimet! Comecemos a pensar no tri!

PC

Vídeo com os gols da finalíssima:


Mais fotos:

(Garrincha, com 39 graus de febre, em ação na finalíssima)

(Mauro Ramos ergue a Taça Jules Rimet, repetindo Bellini)