sábado, 4 de fevereiro de 2012

Resenha: Tricolor 1 x 1 Duque de Caxias

(Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

Amigos, comparem os dois gols do jogo deste sábado: o do Fluminense, um chutaço de canhota de Thiago Carleto, uma verdadeira pintura, uma bola que caprichosamente beijou o travessão antes de entrar; o do Duque de Caxias, um disparo pobre, rasteiro, vil, uma bola que simplesmente não merecia ser promovida a gol. Assim terminou a partida disputada sob o céu de Volta Redonda: um golaço para o Fluminense, um golinho para o Duque de Caxias. Em suma: uma falsa igualdade, um empate que não deveria ter sido empate.

É bom que se diga que o juiz Luís Antônio colaborou diretamente para o resultado horrendo, ao ignorar um pênalti escandaloso para o Fluminense. Até eu, do alto de toda a minha miopia, vi, ouvi e até senti o cheiro da falta hedionda. E o árbitro, gozando de perfeita visão do lance, não enxergou, ou fez que não enxergou. E ai de quem ousar reclamar: hoje em dia, o sujeito recebe o bizarro rótulo de chorão, e fica tudo por isso mesmo.

Foi a reestreia de Thiago Neves: o meia-atacante atuou durante sessenta minutos, mostrou criatividade em algumas jogadas, mas ainda está sem ritmo. Nada que mais algumas semanas de preparo não resolvam.

Agora chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa: na noite de terça-feira, o Tricolor estreia na Copa Libertadores da América, no Engenhão, contra o Arsenal de Sarandí. Será o primeiro jogo realmente importante da temporada, a primeira batalha na guerra pela maior obsessão atual do torcedor do Fluminense. Aqui vai um pedido: tenhamos paciência com o time. A goleada de 2008 dificilmente se repetirá, os argentinos são profissionais da catimba, a arbitragem é diferente... enfim, o onze tricolor precisará de apoio incondicional durante os noventa minutos.

É isso. Vamos tratar da América!

PC

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Luís Antônio Silva dos Santos apitará Fluminense x Duque de Caxias


Apitará Fluminense x Duque de Caxias, sábado, no Raulino de Oliveira, o árbitro Luís Antônio Silva dos Santos. Ele será auxiliado por Ricardo Nogueira da Silva e Ralph Coutinho Carneiro.

Até hoje, o "Índio" apitou 12 jogos do Fluminense, com 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas tricolores. Confiram a lista de partidas:
11/05/2002 - Fluminense 1 x 0 Bangu - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
27/03/2004 - Fluminense 3 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/01/2005 - Americano 2 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos/RJ)
21/01/2006 - Americano 2 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos/RJ)
01/02/2008 - Fluminense 1 x 1 Boavista - Maracanã (Rio de Janeiro)

PC

Resenha: Tricolor 1 x 2 Boavista


Na noite desta quarta-feira, em Volta Redonda, o Fluminense entrou no clima sonolento da Caravana da Monotonia, cochilou e sofreu a virada no finalzinho: Boavista 2 a 1. Uma derrota que evidencia que o time ainda não está pronto, liga o sinal amarelo, mas não chega a preocupar de fato. O onze tricolor ainda está evoluindo fisicamente, ao passo que o time de Bacaxá já se encontra no auge da forma. A classificação para a semifinal não só é possível, como ainda bastante provável. No sábado, também em Volta Redonda, continua a maratona de jogos contra os pequenos: o adversário da vez será o Duque de Caxias. Na terça-feira seguinte, finalmente acontecerá o primeiro jogo importante do ano: a estreia na Copa Libertadores, contra o Arsenal de Sarandí, no Engenhão.

Como não há muito mais a se falar sobre o jogo desta noite, aproveito para externar minha opinião sobre o novo plano de ingressos para sócios do Fluminense. Mesmo desconsiderando as dificuldades técnicas encontradas por sócios para aderir ao plano, considero o dito cujo ruim para o Fluminense. Para começar, o plano mais acessível (sócio contribuinte) cobra 118 reais mensais, um valor fora da realidade de grande parte da torcida. Em outras palavras: não se trata de um projeto de associação em massa; ao contrário, está muito longe disso. Dessa forma, o Fluminense dificilmente conseguirá um grande número de associados, o que possibilitaria um aumento importante nas receitas do clube.

Mais do que isso: o plano obviamente atrairá muitos torcedores que já eram sócios e que já frequentavam o estádio. Curiosamente, a receita mensal vinda dessa parcela da torcida diminuirá. Afinal, a mensalidade de sócio continua a mesma, e para ir aos jogos será desembolsada a quantia simbólica de 10 reais, muito menor que o gasto usual com ingressos.

Claro, alguns torcedores que não eram sócios passarão a ser. A receita vinda dessa parte da torcida provavelmente aumentará, pois estes novos associados pagarão uma mensalidade que antes não pagavam. Mas não será um aumento substancial, porque estes torcedores não contribuirão mais comprando ingressos na bilheteria. E além disso, eu apostaria que este grupo não será lá muito numeroso, visto que o valor cobrado por mês está fora da realidade da maior parte dos frequentadores assíduos da arquibancada.

Portanto, no lado financeiro, o Fluminense não verá mudança significativa de receita, com esta talvez sofrendo até uma leve diminuição. Entretanto, não é isso o que mais me preocupa nesta empreitada. O pior é a intenção por trás da iniciativa.

Não tenho acesso ao cadastro de sócios do Fluminense, mas tenho a intuição de que muitos eleitores de Peter Siemsen em 2010 deixaram de pagar suas mensalidades nos últimos meses. Afinal, eles são em grande parte torcedores de arquibancada, atraídos pela campanha da Flusócio em 2009. Sem absolutamente nenhum benefício por ser sócio (até a meia-entrada foi descontinuada pela gestão), que sentido fazia para o sujeito continuar pagando a mensalidade do clube? Nenhum, ora.

Com o novo plano, Siemsen chama de volta estes seus eleitores de 2010, potenciais eleitores seus também em 2013. (Atrai junto alguns poucos sócios "inéditos", é verdade, mas convenhamos, estes também serão potenciais eleitores seus, afinal se sentirão incluídos pela medida.)

Por outro lado, sem um plano mais barato disponível, o número de sócios aptos a votar não crescerá exponencialmente - o que favorece a reeleição de Siemsen, pois o quadro eleitoral será bastante semelhante ao de 2010. Do ponto de vista do presidente e provável candidato, um golpe de mestre. Do ponto de vista do clube, o velho museu de grandes novidades.

PC

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Marcelo de Lima Henrique apitará Fluminense x Boavista


Apitará Fluminense x Boavista, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Ele será auxiliado por Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa.

Ao longo de sua carreira, o árbitro escolhido possui uma extensa lista de erros contra o Fluminense. Por exemplo, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado, inventou um pênalti para o Vasco. No Fla-Flu do returno do Brasileirão de 2009, ignorou um pênalti escandaloso do goleiro assassino sobre o zagueiro Digão. No Estadual de 2007, deixou de marcar um pênalti para o Tricolor na partida Americano x Fluminense, decisiva para as pretensões tricolores naquele certame.

Até hoje, Lima Henrique apitou 13 jogos do Fluminense: o Tricolor venceu 4, empatou 3 e perdeu 6. Confiram a lista completa:
15/01/2006 - Fluminense 4 x 0 Portuguesa - Giulite Coutinho (Mesquita)
01/03/2006 - Fluminense 2 x 0 América - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/07/2008 - Vasco 3 x 3 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)

Perguntar não ofende: por que o Fluminense permite a escalação de um sujeito desses em suas partidas? É difícil entender.

PC

Seu time precisa de um goleiro?

Um lance de puro reflexo!


Aconteceu na semifinal do último Aberto da Austrália, entre Rafael Nadal e Roger Federer.

PC

domingo, 29 de janeiro de 2012

Rafael Nadal, obrigado por não desistir


Amigos, foi a mais longa decisão da história de um Grand Slam. No centro das atenções da Rod Laver Arena, em Melbourne, dois monstros do esporte: o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal. Após cinco sets dramáticos, disputados durante quase seis horas, Djokovic está coberto de glórias: é o grande tricampeão do Aberto da Austrália.

As crônicas, naturalmente, exaltarão a façanha do sérvio. E eu faço coro: Djokovic merece cada elogio que a ele for dirigido. Atingiu o auge da forma, física e técnica, e desde o ano passado domina o tênis mundial. Destronou Federer e Nadal, feito que, relembremos, parecia impossível há alguns meses. A este Hércules contemporâneo, pois, todo elogio é pouco.

Mas eu falarei hoje sobre Rafael Nadal, o vice-campeão.

Por algumas vezes durante a grande final, a derrota do espanhol parecia uma certeza líquida e matemática. Por algumas vezes, Nadal esteve à beira do abismo, a um passo da aniquilação irremediável. Nem mesmo o seu fã mais esperançoso conseguia mais acreditar na redenção. A salvação daqueles três pontos seguidos, no quarto set, era quase uma impossibilidade física. Mas acontecia o deslumbrante milagre: Nadal se agarrava a um tímido fio de esperança, e dele tirava forças monumentais para reagir.

Amigos, olhem para Rafael Nadal: ele claramente não nasceu para jogar tênis. Não tem físico para isso, não tem a genética de um tenista profissional. À primeira vista, poderia, no máximo, se tanto, disputar suas partidas amadoras nas ilhas Baleares. No entanto, Nadal é um dos melhores tenistas de todos os tempos. Em quadra, consegue igualar um Djokovic, um Federer, sujeitos, esses sim, que obviamente foram feitos para o esporte.

A vantagem de Nadal é exatamente a persistência: não existe situação perdida para o espanhol. Não importa quem está do outro lado, se é o melhor de todos os tempos, se é o melhor da atualidade; não importa quantas bolas na linha precisam ser salvas; não importa a diferença no placar; só importa mesmo lutar, persistir, sobreviver. Não desistir.

É isso: Rafael Nadal, obrigado por não desistir.

PC

Resenha: Volta Redonda 0 x 3 Tricolor

(foto: AE)

Amigos, o Fluminense conquistou neste sábado seu segundo triunfo no Campeonato Carioca de 2012. Jogando na casa do adversário, o Tricolor encontrou mais dificuldades contra o Volta Redonda do que tivera contra o Friburguense. O placar acabou sendo o mesmo, 3 a 0, mas desta vez os gols só saíram após os 25 minutos do segundo tempo. O primeiro veio em cabeçada de Anderson, após escanteio bem cobrado por Wagner. Mesmo com a camisa puxada por adversários, o zagueiro estreante conseguiu a finalização. Pouco depois, Wellington Nem ampliou o placar, e no finalzinho Araújo marcou o terceiro.

O Fluminense volta a campo já na quarta-feira, também no Raulino de Oliveira, para enfrentar o Boavista. No sábado, o adversário será o Duque de Caxias, novamente em Volta Redonda. Na semana seguinte, ocorrerá a esperada estreia na Copa Libertadores da América, no Engenhão, provavelmente contra o velho conhecido Arsenal de Sarandí.

PC

Ficha Técnica: Volta Redonda 0 x 3 Fluminense
Motivo: Campeonato Carioca de 2012 - Taça Guanabara.
Local: Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda.
Data / Hora: 28/01/2012 / 19h30 (de Brasília).
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ).
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Luiz Antônio Muniz de Oliveira (RJ).
Renda / público: R$ 75.450,00 / 5.536 ( 4.110 pagantes ).
Cartões amarelos: Rodrigo Thiessen (VRFC); Deco (FFC).
Gols: Anderson 26'/2ºT (0-1), Wellington Nem 29'/2ºT (0-2), Araújo 45'/2ºT (0-3).
VRFC: Douglas; Marquinhos, Róbson, Naldo e Tiago Costa; Rodrigo Thiessen, Juninho (Manteiga, 35'/2ºT), Rafael Granja (Gláuber, 23'/2ºT) e João Paulo; Vinícius Mineiro (Joabe, 29'/2ºT) e Jhonnattann. Técnico: Ricardo Drubsky.
FFC: Diego Cavalieri; Bruno, Anderson, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco (Wellington Nem, 29'/2ºT) e Wagner (Jean, 31'/2ºT); Rafael Sobis (Araújo, 29'/2ºT) e Fred. Técnico: Abel Braga.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A história das finais Fla-Flu

Renato vibra com o gol do título em 1995.

Amigos, há algum tempo escrevi um texto sobre as decisões de Campeonato Carioca disputadas entre Fluminense e Flamengo na história ("Nos Fla-Flus, é o ai Jesus!"). Nestas onze finais, são 8 vitórias tricolores e 3 triunfos rubro-negros. Desde o ano passado, entretanto, circula pela internet um texto, assinado por um tal Lucas Camargo, defendendo que algumas das partidas "não foram exatamente decisões". Trata-se apenas de uma tentativa torpe de diminuir a acachapante vantagem tricolor na história das decisões Fla-Flu. Este post pretende colocar ponto final no assunto.

A primeira decisão Fla-Flu foi a do Campeonato de 1919. O jogo, realizado no recém-construído Estádio das Laranjeiras, teve lotação máxima, e a ilustre presença do Presidente da República Epitácio Pessoa. A situação era a seguinte: campeonato de pontos corridos, o Fla-Flu aconteceu na penúltima rodada, o Fluminense liderava a tabela, e só poderia ser alcançado pelo próprio Flamengo. Com a vitória por 4 a 0, o Tricolor sagrou-se tricampeão carioca, ganhando a posse definitiva da bela Taça Colombo.

A segunda decisão Fla-Flu foi a do Campeonato de 1936, realizada numa melhor-de-três, também no Estádio das Laranjeiras. No primeiro jogo, empate em 2 a 2; no segundo, vitória tricolor por 4 a 1; no terceiro, empate em 1 a 1. O campeão Fluminense iniciava ali um período de hegemonia no futebol carioca, que se estenderia até 1941...

... ano da terceira decisão entre Flamengo e Fluminense, jogo épico que ficou conhecido como o Fla-Flu da Lagoa. A última rodada daquele Campeonato previa exatamente o encontro entre os dois rivais que lideravam a tabela de classificação. Como o Fluminense possuía melhor campanha (44 pontos contra 43), sagrar-se-ia campeão com um empate. Foi o que aconteceu: o 2 a 2 levou mais uma taça para as Laranjeiras.

Print screen do site oficial do Flamengo, sobre a final de 1941.

A quarta decisão Fla-Flu, primeira realizada no Maracanã, foi no Campeonato de 1963. É até hoje o maior público da história em um jogo entre clubes, em qualquer esporte: mais de 190 mil presentes. Desta vez, era o Flamengo que possuía a vantagem do empate, e soube utilizá-la: com o zero a zero, o rubro-negro sagrou-se campeão contra o seu maior rival pela primeira vez.

Em 1969, o Fla-Flu voltava a decidir o Campeonato Carioca. O jogo, válido pela penúltima rodada, colocava frente a frente os dois únicos concorrentes ao título, o líder Fluminense e o vice-líder Flamengo. Com a vitória por 3 a 2, o Fluminense não poderia mais ser alcançado pelo rival na rodada final. Pela quarta vez em cinco decisões Fla-Flu, o Tricolor levava a melhor.

"Última Hora" estampa conquista do Flu sobre o Fla em 1969.

Em 1972, o Flamengo sagrou-se campeão em um triangular com Fluminense e Vasco. No primeiro jogo, o Flamengo venceu o Vasco por 2 a 1. Na segunda partida, o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0. Na partida final, o Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 1.

No ano seguinte, o Fluminense se vingou: com a vitória por 4 a 2 na final contra o Flamengo, sagrou-se como grande campeão carioca de 1973.

Em 1983, Fluminense, Flamengo e Bangu disputaram o triangular decisivo do Campeonato Carioca. No primeiro jogo, Fluminense e Bangu empataram em 1 a 1. Na segunda partida, o Fla-Flu era definitivo para as pretensões de ambos os clubes: se o Fluminense não vencesse, estaria eliminado. Se o Flamengo perdesse, estaria eliminado (se empatasse ou vencesse, decidiria o título com o Bangu). Aos 45 minutos do segundo tempo, Assis tocou na saída de Raul, e o Fluminense venceu por 1 a 0. Quatro dias depois, o eliminado Flamengo venceu o Bangu, e o Fluminense pôde finalmente soltar o grito de campeão. (Das oito finais vencidas contra o Flamengo, esta é a única na qual o Fluminense não saiu de campo campeão - caso o Bangu vencesse o Flamengo, haveria um jogo extra entre Fluminense e Bangu.)

Em 1984, o triangular decisivo envolvia Fluminense, Flamengo e Vasco. O Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0, e o Flamengo venceu o Vasco por 2 a 1. No Fla-Flu final, Assis repetiu a dose do ano anterior, e marcou o gol de mais um título tricolor.

Em 1991, o Fluminense conquistou a Taça Guanabara, o Flamengo conquistou a Taça Rio, e assim ambos decidiram o Campeonato Carioca. No primeiro jogo, empate por 1 a 1. No segundo, o Flamengo venceu o Fluminense por 4 a 2, sagrando-se campeão carioca sobre o maior rival, pela terceira vez em sua história.

Em 1995, o Flamengo chegou a abrir oito pontos de vantagem para o Fluminense no octogonal decisivo. O Tricolor, no entanto, conseguiu diminuir a diferença paulatinamente. A última rodada reservava o Fla-Flu definitivo: o empate dava o título ao Flamengo, mas o Fluminense conseguiu uma épica vitória por 3 a 2, no famoso jogo do Gol de Barriga. Pela oitava vez, o Tricolor conquistava o Campeonato Carioca sobre o Flamengo.

Está demonstrado, portanto, que houve até hoje 11 decisões Fla-Flu no Campeonato Carioca, com 8 triunfos tricolores e 3 vitórias rubro-negras.

PC

PS: fora do Campeonato Carioca, ocorreu mais uma decisão Fla-Flu, na Taça Guanabara de 1966. Como nessa época a Taça Guanabara era uma competição à parte do Campeonato Carioca, esta também pode ser considerada uma "final Fla-Flu". O Fluminense venceu por 3 a 1 e sagrou-se campeão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

História - Rafael Nadal x Roger Federer


Toda vez que o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer estão frente a frente numa quadra de tênis, o planeta pára. Nesta quinta-feira, o encontro mais extraordinário da história do tênis aconteceu pela vigésima-sétima vez, na semifinal do Grand Slam da Austrália. E foi mais um jogo épico.

O duelo da classe de Roger Federer contra a garra de Rafael Nadal é muito bonito. São dois estilos completamente distintos de jogar, que se completam formando uma beleza fascinante e única. A cada ponto em disputa, o espectador é brindado com o inesperado.

As estatísticas impressionam. Entre 2003 e 2011, aconteceram 36 Grand Slams, dos quais 26 foram vencidos por Federer (16) ou Nadal (10). Nas 6 temporadas entre 2005 e 2010, os dois terminaram em primeiro e segundo no ranking da ATP (é a primeira dupla na história a atingir essa façanha).

O primeiro confronto entre os titãs se deu em 2004, em Miami. Federer, então com 22 anos, havia alcançado a liderança do ranking um mês antes. Mas Nadal, com apenas 17 anos, número 36 do ranking, surpreendeu o suíço e o mundo com uma partida praticamente perfeita, vencendo por 2 a 0, com um duplo 6-3. Eis a receita perfeita para se criar uma rivalidade: já no primeiro encontro, a pobre zebra vencer o mais cotado. Aquela vitória de Nadal abriu em Federer uma ferida que não sara.

*****

Até hoje, os dois maiores tenistas de todos os tempos se enfrentaram 33 vezes, com 23 vitórias de Rafael Nadal e 10 triunfos de Roger Federer:
29/03/2004 - Miami - R32 - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-3)
03/04/2005 - Miami - Final - Federer 3 x 2 Nadal (2-6, 6-7(4), 7-6(5), 6-3, 6-1)
03/06/2005 - Roland-Garros - Semifinal - Nadal 3 x 1 Federer (6–3, 4–6, 6–4, 6–3)
04/03/2006 - Dubai - Final - Nadal 2 x 1 Federer (2-6, 6-4, 6-4)
23/04/2006 - Monte Carlo - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-2, 6-7(2), 6-3, 7-6(5))
14/05/2006 - Roma - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-7(0), 7-6(5), 6-4, 2-6, 7-6(5))
11/06/2006 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (1-6, 6-1, 6-4, 7-6(4))
09/07/2006 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 1 Nadal (6-0, 7-6(5), 6-7(2), 6-3)
18/11/2006 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 7-5)
22/04/2007 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-4)
20/05/2007 - Hamburgo - Final - Federer 2 x 1 Nadal (2-6, 6-2, 6-0)
10/06/2007 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (6-3, 4-6, 6-3, 6-4)
08/07/2007 - Wimbledon - Final - Federer 3 x 2 Nadal (7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6, 6-2)
17/11/2007 - Masters Cup Shanghai - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-1)
27/04/2008 - Monte Carlo - Final - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 7-5)
18/05/2008 - Hamburgo - Final - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 6-7(3), 6-3)
08/06/2008 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 0 Federer (6-1, 6-3, 6-0)
06/07/2008 - Wimbledon - Final - Nadal 3 x 2 Federer (6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7)
01/02/2009 - Austrália - Final - Nadal 3 x 2 Federer (7–5, 3–6, 7–6(3), 3–6, 6–2)
17/05/2009 - Madrid - Final - Federer 2 x 0 Nadal (6-4, 6-4)
16/05/2010 - Madrid - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 7-6(5))
28/11/2010 - ATP World Tour London - Final - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-1)
02/04/2011 - Miami - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (6-3, 6-2)
07/05/2011 - Madrid - Semifinal - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-1, 6-3)
05/06/2011 - Roland-Garros - Final - Nadal 3 x 1 Federer (7–5, 7–6(3), 5–7, 6–1)
22/11/2011 - ATP World Tour London - Fase de grupos - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-0)
17/03/2012 - Indian Wells - Semifinal - Federer 2 x 0 Nadal (6-3, 6-4)
14/03/2013 - Indian Wells - Quartas-de-final - Nadal 2 x 0 Federer (6-4, 6-2)
19/05/2013 - Roma - Final - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 6-3)
16/08/2013 - Cincinnati - Quartas-de-final - Nadal 2 x 1 Federer (5-7, 6-4, 6-3)
10/11/2013 - ATP World Tour London - Semifinal - Nadal 2 x 0 Federer (7-5, 6-3)
24/01/2014 - Austrália - Semifinal - Nadal 3 x 0 Federer (7-6(4), 6-3, 6-3)

Houve também 7 partidas de exibição, com 5 vitórias de Nadal e 2 de Federer:
21/11/2006 - Seul - Federer 2 x 1 Nadal (6-3, 3-6, 6-3)
02/05/2007* - Palma de Mallorca - Nadal 2 x 1 Federer (7-5, 4-6, 7-6(10))
21/12/2010 - Zürich - Federer 2 x 1 Nadal (4-6, 6-3, 6-3)
22/12/2010 - Madrid - Nadal 2 x 1 Federer (7-6, 4-6, 6-1)
01/01/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (7-6(4), 7-6(3))
08/03/2011 - Eugene - Nadal 1 x 0 Federer (7-5)
31/12/2011 - Mubadala - Nadal 2 x 0 Federer (6-1, 7-5)
* Partida disputada em uma quadra especial, de um lado saibro, do outro grama.

PC
(baseado em matéria do jornal inglês The Telegraph e artigos da Wikipedia)

Péricles Bassols apitará Volta Redonda x Fluminense



Apitará a partida Volta Redonda x Fluminense, sábado, às 19:30, no Estádio Raulino de Oliveira, o árbitro Péricles Bassols Pegado Cortez. Ele será auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés e Luiz Antônio Muniz de Oliveira.

Até hoje, Péricles Bassols comandou 9 partidas do Fluminense: 3 vitórias tricolores, 2 empates e 4 derrotas.


No jogo de 28/09/2008, Péricles expulsou Thiago Silva de forma injusta. No jogo de 10/04/2010, confirmou gol irregular do Botafogo. No Fla-Flu de 24/04/2011, deixou de expulsar o goleiro rubro-negro Felipe no início da partida, em lance que provavelmente mudaria a história do jogo.

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O retrospecto histórico do confronto Fluminense x Volta Redonda tem 68 jogos, com 44 vitórias tricolores, 14 empates e 10 triunfos do Voltaço. A lista com todos os jogos já realizados entre Fluminense e Volta Redonda pode ser encontrada aqui.

PC

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Internacional x Once Caldas; Real Potosí x Flamengo


Hoje à noite dois clubes brasileiros estarão em ação na fase preliminar da Copa Libertadores. No Beira-Rio, o Internacional recebe o colombiano Once Caldas; em 4100 metros de altitude, o Flamengo encara o boliviano Real Potosí.

Históricos de confrontos
O Internacional tem desvantagem no retrospecto contra colombianos ao longo da história. Foram até hoje 16 jogos, com apenas 2 vitórias coloradas, 10 empates e 4 derrotas (confiram aqui a lista completa de partidas). Já o Flamengo tem vantagem contra equipes bolivianas: 8 jogos, 5 vitórias rubro-negras, 2 empates e 1 derrota (confiram aqui a lista completa de partidas).

Na história da Copa Libertadores...
O Internacional começa hoje sua décima participação na Copa Libertadores. As melhores campanhas do colorado foram em 2006 e 2010, quando o clube gaúcho levantou a taça, e em 1980, quando foi vice-campeão. Até hoje, foram 88 jogos, com 43 vitórias, 23 empates e 22 derrotas (confiram aqui a lista completa de partidas).

O Flamengo inicia hoje sua décima-primeira participação na Copa Libertadores. A melhor campanha foi em 1981, quando o rubro-negro sagrou-se campeão. Até hoje, foram 87 jogos, com 48 vitórias, 18 empates e 21 derrotas (confiram aqui a lista completa de partidas).

Cotações
De acordo com as casas de apostas, o Internacional é franco favorito na partida de hoje, com sua vitória cotada a 1,20 para 1, o empate a 4,20 para 1, e a derrota a 9,00 para 1. Já o Flamengo é considerado zebra: um triunfo do Real Potosí tem cotação de 2,25 para 1, o empate de 3,10 para 1, e uma vitória do Flamengo de 2,625 para 1.

Arbitragem
Apitará Real Potosí x Flamengo o árbitro Liber Prudente, auxiliado por Carlos Pastorino e Carlos Changala. Já Internacional x Once Caldas ficará por conta de Martin Vázquez, a ser auxiliado por Mauricio Espinosa e Miguel Nievas. Os dois trios são uruguaios.

Palpites
Minha bola de cristal aponta: Internacional 2 x 0 Once Caldas; Real Potosí 1 x 2 Flamengo.

PC

sábado, 21 de janeiro de 2012

Resenha: Tricolor 3 x 0 Friburguense


Amigos, começou neste sábado a fase enfadonha, sonolenta, monótona, maçante e tediosa do Campeonato Carioca. Nela, os quatro clubes grandes são obrigados a enfrentar uma maratona de partidas contra equipes semi-profissionais, que não conseguem sequer chegar à Segundona do Brasileirão. São jogos com pouquíssimo apelo para os torcedores, meras preliminares para a fase que realmente importa. Evidentemente, os públicos são pequenos e o prejuízo financeiro dessa fórmula é inevitável. Eis regulamento de rara e absoluta estupidez.

Para melhorar as coisas, a tabela marca o jogo Fluminense x Friburguense para as 17 horas, em Bangu, bairro carioca bem conhecido por suas temperaturas amenas. E estamos em janeiro, horário de verão! Nas arquibancadas de Moça Bonita, assistindo ao jogo, a multidão já suava em abundância. Imaginem os jogadores, correndo no gramado atrás da pelota. As seguidas demonstrações de inteligência por parte dos dirigentes do futebol carioca me surpreendem, sinceramente.

Piores que os cartolas da Federação são os comandantes dos clubes, estes os maiores prejudicados, que não lutam para mudar nada. Será mesmo que acham que o Campeonato Carioca atual é atrativo? Será que consideram natural a realização de uma partida às cinco da tarde (na verdade às quatro) no tórrido verão de Bangu?

Sobre o Tricolor: na opinião deste escriba, o Fluminense montou um elenco forte para 2012, com inúmeros meias e atacantes de qualidade notável. A defesa, no entanto, precisa de reforços: demonstrou fragilidade no ano passado, e temos apenas um novo zagueiro no plantel.

Sobre o adversário, meu coração friburguense fica feliz ao ver o Frizão de volta à primeira divisão do Campeonato Carioca, após um ano de ausência. Apenas talvez esteja na hora de renovar o elenco, porque Sérgio Gomes, Cadão e Bidu já jogavam lá há treze, quatorze, quinze anos, quando eu era frequentador assíduo da arquibancada social do Estádio Eduardo Guinle. (Bons tempos em que o Friburguense tinha o veterano Eduardo como principal meia de articulação - o mesmo lateral-esquerdo que atuou no Fluminense entre 1985 e 1994.)

O jogo em Moça Bonita? Nenhuma novidade: vitória tranquila do time reserva do Fluminense, 3 a 0, gols de Araújo, Rafael Moura e Thiago Carleto.

PC