Mostrando postagens com marcador Paulo Victor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo Victor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2022

Fluminense ficou 495 minutos sem sofrer gol – seu recorde na era dos pontos corridos

Foto: Wagner Meier/Getty Images.

No sábado 9, o Fluminense derrotou o Ceará por 2 a 1, confirmando sua boa fase. Porém, quando o Ceará marcou seu gol de honra, já nos acréscimos do segundo tempo, se encerrou uma longa invencibilidade da defesa tricolor no Campeonato Brasileiro. Entre a derrota para o Atlético Goianiense por 2 a 0 e a vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, a equipe de Fernando Diniz permaneceu 495 minutos sem sofrer gol - o recorde do clube na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro (fórmula de disputa estabelecida em 2003).

O recorde anterior, curiosamente, também foi encerrado pelo Ceará, no Campeonato Brasileiro de 2020. Na ocasião, entre o empate 3 a 3 com o Coritiba e a vitória de 3 a 1 sobre o Ceará, o time de Marcão permaneceu 452 minutos sem sofrer gols. O recorde anterior era do time de 2007, que permaneceu 438 minutos sem ser vazado, entre a 23ª e a 28ª rodadas, sob a batuta de Renato Gaúcho. O time de 2014, comandado por Cristóvão Borges, também obteve uma marca expressiva, ao ficar 375 minutos sem sofrer gols, entre a 10ª e a 14ª rodadas. Abaixo, estão listadas as quatro sequências:

Campeonato Brasileiro de 2022 (495 minutos, goleiro Fábio):
  • 11/06/2022 - Fluminense 0 x 2 Atlético Goianiense (45 minutos)
  • 15/06/2022 - América MG 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 19/06/2022 - Fluminense 2 x 0 Avaí (90 minutos)
  • 26/06/2022 - Botafogo 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 02/07/2022 - Fluminense 4 x 0 Corinthians (90 minutos)
  • 09/07/2022 - Fluminense 2 x 1 Ceará (90 minutos)
Campeonato Brasileiro de 2020 (452 minutos, goleiro Marcos Felipe):
  • 20/01/2021 - Coritiba 3 x 3 Fluminense (15 minutos)
  • 24/01/2021 - Fluminense 2 x 0 Botafogo (90 minutos)
  • 31/01/2021 - Fluminense 3 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 03/02/2021 - Bahia 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 10/02/2021 - Fluminense 0 x 0 Atlético Mineiro (90 minutos)
  • 15/02/2021 - Ceará 1 x 3 Fluminense (77 minutos)
Campeonato Brasileiro de 2007 (438 minutos, goleiro Fernando Henrique):
  • 02/09/2007 - Fluminense 1 x 1 Vasco (53 minutos)
  • 06/09/2007 - Sport Recife 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 09/09/2007 - Fluminense 2 x 0 Atlético Paranaense (90 minutos)
  • 15/09/2007 - Fluminense 2 x 0 América de Natal (90 minutos)
  • 23/09/2007 - Botafogo 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 30/09/2007 - Paraná 3 x 1 Fluminense (25 minutos)
Campeonato Brasileiro de 2014 (375 minutos, goleiro Diego Cavalieri):
  • 16/07/2014 - Criciúma 3 x 2 Fluminense (24 minutos)
  • 20/07/2014 - Fluminense 1 x 0 Santos (90 minutos)
  • 27/07/2014 - Atlético Paranaense 0 x 3 Fluminense (90 minutos)
  • 03/08/2014 - Fluminense 2 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 09/08/2014 - Fluminense 1 x 1 Coritiba (81 minutos)
O recorde do Fluminense em todos os Campeonatos Brasileiros é do time de 1975, comandado por Didi, com os goleiros Félix e Roberto se revezando na defesa dos arcos tricolores, mantendo-os intactos por incríveis 621 minutos seguidos.

Campeonato Brasileiro de 1975 (621 minutos, goleiros Félix e Roberto):
  • 26/10/1975 - Fluminense 4 x 1 Vasco (52 minutos)
  • 30/10/1975 - Santa Cruz 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 02/11/1975 - Flamengo 0 x 3 Fluminense (90 minutos)
  • 05/11/1975 - Figueirense 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 08/11/1975 - Fluminense 3 x 0 Sport Recife (90 minutos)
  • 12/11/1975 - Fluminense 4 x 0 Nacional de Manaus (90 minutos)
  • 16/11/1975 - Corinthians 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 19/11/1975 - Cruzeiro 1 x 2 Fluminense (29 minutos)
O recorde quase foi batido no Campeonato Brasileiro de 1986, quando Paulo Victor deixou a meta intacta por 565 minutos, entre o jogo contra o Central-PE e o apito final do jogo contra o Santa Cruz. No jogo seguinte, contra o Vitória, o goleiro reserva Ricardo Cruz encerrou a sequência invicta, ao sofrer o primeiro gol após 55 minutos de jogo. Assim, a sequência durou 620 minutos, um a menos que o recorde de 1975.

Campeonato Brasileiro de 1986 (620 minutos, goleiros Paulo Victor e Ricardo Cruz):
  • 23/11/1986 - Central-PE 1 x 5 Fluminense (25 minutos)
  • 30/11/1986 - Flamengo 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 03/12/1986 - Fluminense 2 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 06/12/1986 - Fluminense 0 x 0 Atlético Goianiense (90 minutos)
  • 10/12/1986 - Fluminense 1 x 0 Grêmio (90 minutos)
  • 14/12/1986 - Guarani 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 24/01/1987 - Fluminense 2 x 0 Santa Cruz (90 minutos)
  • 28/01/1987 - Vitória 2 x 1 Fluminense (55 minutos)
O lendário Félix, principal goleiro da sequência recordista em 1975, também participou de duas outras sequências notáveis, nos Campeonatos Brasileiros de 1971 e 1972.

Campeonato Brasileiro de 1971 (557 minutos, goleiros Félix e Jorge Vitório):
  • 11/09/1971 - Fluminense 0 x 1 Cruzeiro (75 minutos)
  • 19/09/1971 - Fluminense 0 x 0 America (90 minutos)
  • 26/09/1971 - Fluminense 0 x 0 Botafogo (90 minutos)
  • 03/10/1971 - Sport Recife 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 10/10/1971 - Fluminense 1 x 0 Flamengo (90 minutos)
  • 16/10/1971 - Fluminense 2 x 0 Atlético Mineiro (90 minutos)
  • 24/10/1971 - Grêmio 1 x 0 Fluminense (32 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1972 (503 minutos, goleiro Félix):
  • 19/11/1972 - Botafogo 2 x 1 Fluminense (29 minutos)
  • 23/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Internacional (90 minutos)
  • 26/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Vasco (90 minutos)
  • 29/11/1972 - Remo 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 03/12/1972 - Nacional de Manaus 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 09/12/1972 - Fluminense 0 x 0 Ceará (90 minutos)
  • 13/12/1972 - Fluminense 2 x 3 Atlético Mineiro (24 minutos)
Vale também recordar aqui três boas invencibilidades defensivas no ano de 1984, fundamentais na campanha do título daquele Brasileirão.

Campeonato Brasileiro de 1984 (427 minutos, goleiro Ricardo Lopes):
  • 29/01/1984 - Santos 1 x 1 Fluminense (36 minutos)
  • 01/02/1984 - Ferroviário-CE 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 08/02/1984 - Fluminense 1 x 0 ABC (90 minutos)
  • 11/02/1984 - Fluminense 1 x 0 Confiança (90 minutos)
  • 19/02/1984 - Confiança 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 22/02/1984 - ABC 1 x 2 Fluminense (31 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1984 (477 minutos, goleiros Paulo Victor e Ricardo Lopes):
  • 01/04/1984 - Goiás 3 x 0 Fluminense (37 minutos)
  • 07/04/1984 - Fluminense 1 x 0 Santo André (90 minutos)
  • 11/04/1984 - Operário de Campo Grande 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 15/04/1984 - Portuguesa 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 18/04/1984 - Fluminense 2 x 0 Operário de Campo Grande (90 minutos)
  • 21/04/1984 - Fluminense 4 x 2 Portuguesa (80 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1984 (464 minutos até a conquista do título, goleiro Paulo Victor):
  • 29/04/1984 - Coritiba 2 x 2 Fluminense (14 minutos)
  • 06/05/1984 - Fluminense 5 x 0 Coritiba (90 minutos)
  • 13/05/1984 - Corinthians 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 20/05/1984 - Fluminense 0 x 0 Corinthians (90 minutos)
  • 24/05/1984 - Fluminense 1 x 0 Vasco (90 minutos)
  • 27/05/1984 - Vasco 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
(contando a estreia no Brasileirão do ano seguinte, a sequência ainda teve mais 39 minutos, em 26/01/1985 - Fluminense 2 x 1 Santos, totalizando 503 minutos)

PCFilho

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Fluminense ficou 452 minutos sem sofrer gol – seu recorde na era dos pontos corridos


Nesta segunda-feira 15, o Fluminense derrotou o Ceará por 3 a 1, no Castelão, confirmando sua boa fase. Porém, quando Vina marcou o gol dos anfitriões, de pênalti, aos 32 do segundo tempo, se encerrou uma longa invencibilidade da defesa tricolor no Campeonato Brasileiro. Entre o empate 3 a 3 com o Coritiba e a vitória de 3 a 1 sobre o Ceará, o time de Marcão permaneceu 452 minutos sem sofrer gols, um recorde do Fluminense na era dos pontos corridos (fórmula de disputa estabelecida em 2003).

O recorde do Fluminense sem sofrer gols nos pontos corridos era do time de 2007, que permaneceu 438 minutos sem ser vazado, entre a 23ª e a 28ª rodadas, sob a batuta de Renato Gaúcho. O time de 2014, comandado por Cristóvão Borges, também obteve uma marca expressiva, ao ficar 375 minutos sem sofrer gols, entre a 10ª e a 14ª rodadas. Abaixo, estão listadas as três sequências:

Campeonato Brasileiro de 2020 (452 minutos, goleiro Marcos Felipe):
  • 20/01/2021 - Coritiba 3 x 3 Fluminense (15 minutos)
  • 24/01/2021 - Fluminense 2 x 0 Botafogo (90 minutos)
  • 31/01/2021 - Fluminense 3 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 03/02/2021 - Bahia 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 10/02/2021 - Fluminense 0 x 0 Atlético Mineiro (90 minutos)
  • 15/02/2021 - Ceará 1 x 3 Fluminense (77 minutos)
Campeonato Brasileiro de 2007 (438 minutos, goleiro Fernando Henrique):
  • 02/09/2007 - Fluminense 1 x 1 Vasco (53 minutos)
  • 06/09/2007 - Sport Recife 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 09/09/2007 - Fluminense 2 x 0 Atlético Paranaense (90 minutos)
  • 15/09/2007 - Fluminense 2 x 0 América de Natal (90 minutos)
  • 23/09/2007 - Botafogo 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 30/09/2007 - Paraná 3 x 1 Fluminense (25 minutos)
Campeonato Brasileiro de 2014 (375 minutos, goleiro Diego Cavalieri):
  • 16/07/2014 - Criciúma 3 x 2 Fluminense (24 minutos)
  • 20/07/2014 - Fluminense 1 x 0 Santos (90 minutos)
  • 27/07/2014 - Atlético Paranaense 0 x 3 Fluminense (90 minutos)
  • 03/08/2014 - Fluminense 2 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 09/08/2014 - Fluminense 1 x 1 Coritiba (81 minutos)
O recorde do Fluminense em todos os Campeonatos Brasileiros é do time de 1975, comandado por Didi, com os goleiros Félix e Roberto se revezando na defesa dos arcos tricolores, mantendo-os intactos por incríveis 621 minutos seguidos.

Campeonato Brasileiro de 1975 (621 minutos, goleiros Félix e Roberto):
  • 26/10/1975 - Fluminense 4 x 1 Vasco (52 minutos)
  • 30/10/1975 - Santa Cruz 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 02/11/1975 - Flamengo 0 x 3 Fluminense (90 minutos)
  • 05/11/1975 - Figueirense 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 08/11/1975 - Fluminense 3 x 0 Sport Recife (90 minutos)
  • 12/11/1975 - Fluminense 4 x 0 Nacional de Manaus (90 minutos)
  • 16/11/1975 - Corinthians 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 19/11/1975 - Cruzeiro 1 x 2 Fluminense (29 minutos)
O recorde quase foi batido no Campeonato Brasileiro de 1986, quando Paulo Victor deixou a meta intacta por 565 minutos, entre o jogo contra o Central-PE e o apito final do jogo contra o Santa Cruz. No jogo seguinte, contra o Vitória, o goleiro reserva Ricardo Cruz encerrou a sequência invicta, ao sofrer o primeiro gol após 55 minutos de jogo. Assim, a sequência durou 620 minutos, um a menos que o recorde de 1975.

Campeonato Brasileiro de 1986 (620 minutos, goleiros Paulo Victor e Ricardo Cruz):
  • 23/11/1986 - Central-PE 1 x 5 Fluminense (25 minutos)
  • 30/11/1986 - Flamengo 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 03/12/1986 - Fluminense 2 x 0 Goiás (90 minutos)
  • 06/12/1986 - Fluminense 0 x 0 Atlético Goianiense (90 minutos)
  • 10/12/1986 - Fluminense 1 x 0 Grêmio (90 minutos)
  • 14/12/1986 - Guarani 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 24/01/1987 - Fluminense 2 x 0 Santa Cruz (90 minutos)
  • 28/01/1987 - Vitória 2 x 1 Fluminense (55 minutos)
O lendário Félix, principal goleiro da sequência recordista em 1975, também participou de duas outras sequências notáveis, nos Campeonatos Brasileiros de 1971 e 1972.

Campeonato Brasileiro de 1971 (557 minutos, goleiros Félix e Jorge Vitório):
  • 11/09/1971 - Fluminense 0 x 1 Cruzeiro (75 minutos)
  • 19/09/1971 - Fluminense 0 x 0 America (90 minutos)
  • 26/09/1971 - Fluminense 0 x 0 Botafogo (90 minutos)
  • 03/10/1971 - Sport Recife 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 10/10/1971 - Fluminense 1 x 0 Flamengo (90 minutos)
  • 16/10/1971 - Fluminense 2 x 0 Atlético Mineiro (90 minutos)
  • 24/10/1971 - Grêmio 1 x 0 Fluminense (32 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1972 (503 minutos, goleiro Félix):
  • 19/11/1972 - Botafogo 2 x 1 Fluminense (29 minutos)
  • 23/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Internacional (90 minutos)
  • 26/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Vasco (90 minutos)
  • 29/11/1972 - Remo 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 03/12/1972 - Nacional de Manaus 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 09/12/1972 - Fluminense 0 x 0 Ceará (90 minutos)
  • 13/12/1972 - Fluminense 2 x 3 Atlético Mineiro (24 minutos)
Vale também recordar aqui três boas invencibilidades defensivas no ano de 1984, fundamentais na campanha do título daquele Brasileirão.

Campeonato Brasileiro de 1984 (427 minutos, goleiro Ricardo Lopes):
  • 29/01/1984 - Santos 1 x 1 Fluminense (36 minutos)
  • 01/02/1984 - Ferroviário-CE 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 08/02/1984 - Fluminense 1 x 0 ABC (90 minutos)
  • 11/02/1984 - Fluminense 1 x 0 Confiança (90 minutos)
  • 19/02/1984 - Confiança 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 22/02/1984 - ABC 1 x 2 Fluminense (31 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1984 (477 minutos, goleiros Paulo Victor e Ricardo Lopes):
  • 01/04/1984 - Goiás 3 x 0 Fluminense (37 minutos)
  • 07/04/1984 - Fluminense 1 x 0 Santo André (90 minutos)
  • 11/04/1984 - Operário de Campo Grande 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
  • 15/04/1984 - Portuguesa 0 x 1 Fluminense (90 minutos)
  • 18/04/1984 - Fluminense 2 x 0 Operário de Campo Grande (90 minutos)
  • 21/04/1984 - Fluminense 4 x 2 Portuguesa (80 minutos)
Campeonato Brasileiro de 1984 (464 minutos até a conquista do título, goleiro Paulo Victor):
  • 29/04/1984 - Coritiba 2 x 2 Fluminense (14 minutos)
  • 06/05/1984 - Fluminense 5 x 0 Coritiba (90 minutos)
  • 13/05/1984 - Corinthians 0 x 2 Fluminense (90 minutos)
  • 20/05/1984 - Fluminense 0 x 0 Corinthians (90 minutos)
  • 24/05/1984 - Fluminense 1 x 0 Vasco (90 minutos)
  • 27/05/1984 - Vasco 0 x 0 Fluminense (90 minutos)
(contando a estreia no Brasileirão do ano seguinte, a sequência ainda teve mais 39 minutos, em 26/01/1985 - Fluminense 2 x 1 Santos, totalizando 503 minutos)

PCFilho

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Júlio César se aproxima de um recorde na meta do Fluminense

Wellerson aponta para seu recorde, na sala de troféus do Fluminense.

Sem levar gols há 5 partidas completas, o goleiro Júlio César está se aproximando dos recordistas históricos de invencibilidade na meta do Fluminense. Ele não sofre um gol desde 28 de janeiro, quando William marcou para o Madureira, na vitória do Fluminense por 2 a 1, no Estádio de Los Larios, aos 13 minutos do primeiro tempo. Desde então, Júlio César contabilizou mais 5 partidas sem ser vazado, totalizando 527 minutos de meta intacta. Na vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo, ele superou os 444 minutos de Marcos Carneiro de Mendonça (em 1917), os 460 e os 465 minutos de Diego Cavalieri (ambas marcas de 2014), os 474 minutos de Diogo (em 1999) e os 503 minutos de Félix (em 1972). Agora, ele tem a sexta maior invencibilidade da história dos goleiros tricolores.

Wellerson é o detentor do recorde de minutos sem sofrer gol na história do Fluminense. A incrível marca de 759 minutos (12 horas e 39 minutos!) foi alcançada durante a arrancada do octogonal final do Campeonato Carioca de 1995. Wellerson sofreu três gols no Fla-Flu do primeiro turno, na vitória do Fluminense por 4 a 3, tendo sido o terceiro gol rubro-negro anotado por Marquinhos, aos 32 minutos da etapa inicial. Depois, o goleiro permaneceu mais 7 jogos completos sem ser vazado, até o Fla-Flu decisivo da última rodada, em que Romário marcou aos 26 minutos da etapa final, enfim quebrando sua sequência invicta. Paulo Victor (com 661 minutos de invencibilidade em 1988), Castilho (635 minutos em 1956), Ricardo Pinto (589 minutos em 1991) e Diogo (575 minutos entre 1998 e 1999) estão entre a segunda e a quinta posições nesse ranking:
1°. Wellerson (759 minutos)
2°. Paulo Victor (661 minutos)
3°. Castilho (635 minutos)
4º. Ricardo Pinto (589 minutos)
5º. Diogo (575 minutos)
6°. Júlio César (527 minutos)
7º. Félix (503 minutos)
8º. Diogo (474 minutos)
9º. Diego Cavalieri (465 minutos)
10º. Diego Cavalieri (460 minutos)
11º. Marcos Carneiro de Mendonça (444 minutos)
12º. Castilho (432 minutos)

****

1º. Wellerson (759 minutos)

30/04/1995 - Flamengo 3 x 4 Fluminense (Marquinhos, aos 32 do 1º tempo)
07/05/1995 - Bangu 0 x 1 Fluminense
14/05/1995 - Fluminense 1 x 0 America
21/05/1995 - Fluminense 0 x 0 Botafogo
27/05/1995 - Fluminense 1 x 0 Bangu
04/06/1995 - Fluminense 0 x 0 Vasco
11/06/1995 - Fluminense 2 x 0 Volta Redonda
18/06/1995 - Entrerriense 0 x 3 Fluminense
25/06/1995 - Fluminense 3 x 2 Flamengo (Romário, aos 26 do 2º tempo)
Wellerson.

****

2º. Paulo Victor (661 minutos)

17/03/1988 - Fluminense 2 x 2 Botafogo (Luisinho, aos 25 do 2º tempo)
20/03/1988 - Fluminense 0 x 0 Americano
23/03/1988 - Volta Redonda 0 x 1 Fluminense
27/03/1988 - Flamengo 0 x 1 Fluminense
02/04/1988 - Fluminense 4 x 0 Friburguense
09/04/1988 - Fluminense 4 x 0 Volta Redonda
14/04/1988 - Fluminense 2 x 0 America
17/04/1988 - Botafogo 0 x 2 Fluminense
20/04/1988 - Porto Alegre 1 x 1 Fluminense (Renato, aos 11 do 1º tempo)
Paulo Victor.

****

3º. Castilho (635 minutos)

16/09/1956 - Fluminense 0 x 1 Flamengo (Babá, aos 41 do 2º tempo)
22/09/1956 - Portuguesa RJ 0 x 2 Fluminense
30/09/1956 - Fluminense 1 x 0 America
06/10/1956 - Bonsucesso 0 x 3 Fluminense
14/10/1956 - Fluminense 6 x 0 Canto do Rio
21/10/1956 - Olaria 0 x 5 Fluminense
28/10/1956 - Fluminense 4 x 0 Portuguesa RJ
04/11/1956 - Fluminense 3 x 0 Madureira
11/11/1956 - Bangu 3 x 1 Fluminense (Wilson Macaco, a 1 do 1º tempo)
Castilho.

****

4º. Ricardo Pinto (589 minutos)

08/09/1991 - Fluminense 1 x 2 Botafogo (Valdeir, aos 25 do 2º tempo)
11/09/1991 - Fluminense 3 x 0 Portuguesa RJ
14/09/1991 - Bangu 0 x 0 Fluminense
18/09/1991 - Fluminense 3 x 0 Itaperuna
22/09/1991 - Fluminense 1 x 0 Vasco
29/09/1991 - Fluminense 0 x 0 America
06/10/1991 - Fluminense 0 x 0 Americano
14/10/1991 - Goytacaz 2 x 1 Fluminense (Gilmar, aos 29 do 1º tempo)
Ricardo Pinto.

****

5º. Diogo (575 minutos)

01/11/1998 - Desportiva 2 x 0 Fluminense (Índio, aos 45 do 1º tempo)
08/11/1998 - Olaria 0 x 3 Fluminense
13/12/1998 - Botafogo de Macaé 0 x 1 Fluminense
15/12/1998 - Fluminense 2 x 0 Botafogo de Macaé
19/12/1998 - Fluminense 4 x 0 São Cristóvão (com 30 minutos de prorrogação)
30/01/1999 - Fluminense 4 x 0 Palmeiras
06/02/1999 - Palmeiras 2 x 1 Fluminense (Jackson, aos 5 do 2º tempo)
(observação: o Fluminense disputou outras partidas nesse período, mas com outros goleiros na meta)
Diogo.

****

6º. Júlio César (527 minutos, ainda contando)

28/01/2018 - Madureira 1 x 2 Fluminense (William, aos 13 do 1º tempo)
31/01/2018 - Caldense 0 x 1 Fluminense
03/02/2018 - Fluminense 1 x 0 Macaé
15/02/2018 - Fluminense 5 x 0 Salgueiro
21/02/2018 - Bangu 0 x 4 Fluminense
25/02/2018 - Fluminense 4 x 0 Flamengo
01/03/2018 - Fluminense x Avaí
Júlio César.

****

7º. Félix (503 minutos) - recorde do Fluminense em Campeonatos Brasileiros

19/11/1972 - Botafogo 2 x 1 Fluminense (Jairzinho, aos 16 do 2º tempo)
23/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Internacional
26/11/1972 - Fluminense 0 x 0 Vasco
29/11/1972 - Remo 0 x 0 Fluminense
03/12/1972 - Nacional de Manaus 0 x 1 Fluminense
09/12/1972 - Fluminense 0 x 0 Ceará
13/12/1972 - Fluminense 2 x 3 Atlético Mineiro (Bibi, aos 24 do 1º tempo)
Félix.

****

8º. Diogo (474 minutos)

15/05/1999 - Fluminense 2 x 3 Friburguense (Marcelo Sander, aos 43 do 2º tempo)
19/05/1999 - Itaperuna 0 x 1 Fluminense
23/05/1999 - Fluminense 2 x 0 Flamengo
26/05/1999 - Olaria 0 x 0 Fluminense
29/05/1999 - Fluminense 0 x 0 Bangu
03/06/1999 - Botafogo 0 x 2 Fluminense
30/06/1999 - Seleção de El Salvador 2 x 3 Fluminense (Elías Montes, aos 22 do 1º tempo)

****

9º. Diego Cavalieri (465 minutos)

16/07/2014 - Criciúma 3 x 2 Fluminense (Serginho, aos 22 do 2º tempo)
20/07/2014 - Fluminense 1 x 0 Santos
27/07/2014 - Atlético Paranaense 0 x 3 Fluminense
03/08/2014 - Fluminense 2 x 0 Goiás
06/08/2014 - América de Natal 0 x 3 Fluminense
09/08/2014 - Fluminense 1 x 1 Coritiba (Germano, aos 37 do 2º tempo)

****

10º. Diego Cavalieri (460 minutos)

30/03/2014 - Fluminense 0 x 1 Vasco (Edmilson, aos 44 do 1º tempo)
10/04/2014 - Fluminense 5 x 0 Horizonte
19/04/2014 - Fluminense 3 x 0 Figueirense
23/04/2014 - Tupi 0 x 3 Fluminense
26/04/2014 - Palmeiras 0 x 1 Fluminense
03/05/2014 - Fluminense 1 x 2 Vitória (Marquinhos, aos 9 do 2º tempo)

Diego Cavalieri.

****

11º. Marcos Carneiro de Mendonça (444 minutos)

15/08/1917 - Botafogo 2 x 4 Fluminense (Serra, 26 do 2º tempo)
26/08/1917 - Fluminense 4 x 0 Villa Isabel
02/09/1917 - Mangueira 0 x 0 Fluminense
09/09/1917 - Fluminense 1 x 0 America
16/09/1917 - Fluminense 4 x 0 Mangueira
04/11/1917 - Fluminense 1 x 0 Carioca
11/11/1917 - São Cristóvão 4 x 1 Fluminense (Sílvio, aos 30 do 1º tempo)
(observação: nesta época, as partidas tinham duração de 80 minutos, não de 90, como atualmente)
Marcos Carneiro de Mendonça.

****

12º. Castilho (432 minutos)

14/11/1959 - Fluminense 2 x 1 Canto do Rio (Zequinha, aos 26 do 2º tempo)
22/11/1959 - Fluminense 2 x 0 Flamengo
28/11/1959 - Fluminense 5 x 0 Bonsucesso
06/12/1959 - Fluminense 0 x 0 Bangu
12/12/1959 - Fluminense 2 x 0 Madureira
20/12/1959 - Fluminense 3 x 3 Botafogo (Quarentinha, aos 8 do 2º tempo)

PCFilho
(com grande colaboração de Bruno Vargas Costa, que realizou uma parte do levantamento e sugeriu a publicação do post)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Efemérides tricolores - 17 de julho


1913: no campo do Botafogo, na rua General Severiano, a Seleção Carioca empatou em 0 a 0 com a Seleção de Lisboa. Três jogadores do Fluminense jogaram pelo time do Rio de Janeiro: Armínio Motta, Pernambuco e Mutzembecker. O melhor em campo foi o jovem goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, do America - que, a partir do ano seguinte, faria história defendendo os arcos do Fluminense. A Seleção de Lisboa era um combinado com os melhores jogadores de Benfica, Sporting, Internacional e Império, e estava realizando uma excursão pelo Brasil.

1920: a Assembleia Geral do Fluminense aprovou a concessão do merecido título de Patrono do clube a Arnaldo Guinle, como reconhecimento por seus notáveis esforços em prol da instituição.

1921: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 4 a 1 do Bangu. Os gols tricolores foram de Welfare (3) e Paulo Vianna.

1927: em partida do Campeonato Carioca, no campo do Jardim Zoológico, o Fluminense goleou o Villa Isabel por 6 a 0, gols de Fernando Giudicelli (3), Alfredinho, Milton e Preguinho.

1932: em jogo do turno do Campeonato Carioca, em Laranjeiras, o Fluminense venceu o Olaria por 4 a 1. Os gols tricolores foram assinalados por Alfredinho e Preguinho (3).

1938: em jogo do Torneio Municipal, o Fluminense perdeu para o Vasco por 3 a 1, em São Januário. O gol tricolor foi de Hércules, cobrando falta. Apesar do tropeço, o Fluminense terminaria campeão da competição, algumas semanas depois.

1940: na sua estreia no Torneio Rio-São Paulo, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Os gols tricolores foram de Carreiro e Pedro Nunes.

1949: em partida eletrizante, válida pelo turno do Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 5 a 4 do America, no Estádio de Laranjeiras. Os gols tricolores foram de Carlyle (2) e Orlando Pingo de Ouro (3, um de pênalti).

1952: pela segunda rodada da Copa Rio, o Campeonato Mundial de Clubes, no Maracanã, o Fluminense conseguiu superar o ferrolho suíço, derrotando o Grasshopper-Club por 1 a 0. Aos 13 minutos do segundo tempo, com o placar ainda zerado, o goleiro Castilho defendeu um pênalti, cometido por Bigode em Hans Hagen, e cobrado por Alfred Bickel. O gol da vitória tricolor foi marcado por Marinho, aos 33 minutos do 2º tempo, de cabeça. No Pacaembu, o Corinthians voltou a golear: venceu o Libertad, do Paraguai, por 6 a 0.
Recorte da reportagem do jornal "A Última Hora" sobre o jogo do Mundial.

1969: em partida da Taça Guanabara, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Campo Grande, gols de Silveira e Lula (de pênalti), seguindo firme rumo à conquista da competição (disputada à parte do Campeonato Carioca, que já havia sido conquistado pelo Fluminense naquele ano).

1977: em jogo válido pelo Campeonato Carioca e pela Copa Vale do Paraíba, o Fluminense venceu o Volta Redonda por 3 a 1, no Maracanã. Os gols tricolores foram de Doval (2) e Dirceu Lopes. Com a vitória, o Fluminense conquistou o título da Copa Vale do Paraíba.

1982: na sua estreia no Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Bonsucesso, gols de Zezé Gomes e Flávio Renato, ambos no segundo tempo.

1983: na terceira rodada do Campeonato Carioca, diante de 70.328 pagantes no Maracanã, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Flamengo, no seu primeiro clássico na competição. O melhor jogador em campo foi o goleiro tricolor Paulo Victor, que em pelo menos duas ocasiões impediu a vitória rubro-negra, com defesas difíceis. Em dezembro, o Fluminense conquistaria aquele Campeonato, em uma partida dramática contra o mesmo adversário...

1991: iniciando uma sequência de jogos na Europa, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Olympique Lyonnais, no Stade Gerland, em Lyon, na França. O Lyon terminara o Campeonato Francês da temporada anterior na quinta posição. A presença do Fluminense, que já fizera história em gramados franceses em 1976 e 1987, e fora semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1991, atraiu atenção - a partida foi transmitida ao vivo pela televisão, para toda a França.

1994: em uma final dramática, que terminou sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, a Seleção Brasileira venceu a Itália por 3 a 2 na definição por pênaltis, e sagrou-se campeã mundial. A partida foi disputada no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos, para 94.194 torcedores. O lateral-esquerdo Branco, do Fluminense, foi um dos titulares da Seleção, tendo convertido sua cobrança na disputa.

2004: em jogo pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense venceu o Santos por 1 a 0, gol do centroavante Marcelo Macedo. O Santos seria o campeão daquela temporada.

2016: no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Cruzeiro, diante de 9.681 pessoas, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Os gols tricolores foram de Cícero (aos 6 do 1º tempo) e Marcos Júnior (aos 25 do 1º tempo, de pênalti).

****

Aniversariantes do dia:

Jair Marinho de Oliveira (1936), lateral-direito e zagueiro do Fluminense, campeão dos Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, e do Campeonato Carioca de 1959. Pela Seleção Brasileira, foi campeão da Copa do Mundo de 1962. Marcou 3 gols em 284 jogos no time profissional do Fluminense, entre as temporadas de 1954 e 1964.


Carlos Alberto Torres (1944), lendário lateral-direito, zagueiro e treinador do Fluminense. Foi formado pelo Tricolor, tendo iniciado sua carreira profissional em 1961, permanecendo no clube até 1964, ano em que foi campeão carioca. Com a camisa da Seleção Brasileira, foi o capitão da conquista da Copa do Mundo de 1970. Retornaria ao Fluminense em 1976, para conquistar os Torneios de Viña del Mar e de Paris, e o Campeonato Carioca daquele ano. Totalizou 19 gols em 165 partidas no time principal. Posteriormente, assumiria o comando técnico do clube em duas oportunidades: em 1984 (quando conquistou o Torneio de Seul e o Campeonato Carioca) e em 1994.

PCFilho

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 7 de junho


1925: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no campo do Botafogo, na rua General Severiano, o Fluminense venceu por 2 a 0 o Hellênico Athletico Club, com gols de Moura Costa e Lagarto.

1936: encerrando as festividades de inauguração do Estádio Governador Bley, em Vitória, o Fluminense venceu o Rio Branco por 2 a 0, com gols de Brant e Romeu Pellicciari. O Tricolor encerrou assim a semana no Espírito Santo com três vitórias em três jogos.

1942: em jogo do turno neutro do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1, diante de 40.000 pessoas em São Januário. Os gols tricolores foram de Russo e Carreiro.

1949: em amistoso, o Fluminense venceu o Esporte Clube Pelotas por 4 a 3, no Estádio Boca do Lobo, na cidade gaúcha. Os gols tricolores foram de DidiCarlyleOrlando Pingo de Ouro e Silas. O gol de Didi, cobrando falta, foi o primeiro do jovem meia com a camisa do Fluminense - ele chegara contratado do Madureira, e viria a ser um dos melhores jogadores brasileiros nos anos seguintes (e em todos os tempos).

1959: na sequência da excursão pelas Regiões Nordeste e Norte do Brasil, o Fluminense ganhou de 5 a 2 do Paysandu, no Estádio Francisco Vasques, em Belém. Os gols tricolores foram de Telê, Bira, Waldo (2) e Jair Francisco. Este foi o terceiro dos vinte triunfos consecutivos daquele time - a maior sequência de vitórias da história do Fluminense, entre 31 de maio e 18 de agosto (vejam a lista aqui).

1972: seguindo o giro pela Europa, o Fluminense venceu o Troyes, no Stade de l'Aube, na França, por 3 a 1. Os gols tricolores foram de Silveira e Artime (2).

1975: o Fluminense derrotou o Madureira por 3 a 0, no Maracanã, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols da vitória da Máquina Tricolor foram de Manfrini (2) e Kléber. O goleiro Félix defendeu uma cobrança de pênalti. O Fluminense seria o campeão carioca naquela temporada.

2009: em partida dramática, o Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O gol da vitória foi marcado por Fred, aos 43 minutos do 2º tempo.

****

Aniversariantes do dia:

Antônio Dias dos Santos, o Toninho Baiano (1948), lateral-direito com 9 gols em 248 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1970 e 1975. Fez parte dos times campeões do Brasileiro de 1970 e dos Cariocas de 1971, 1973 e 1975.

Robenaldo Noronha Varela, o Noronha (1956), lateral-esquerdo que fez parte do plantel do Fluminense na temporada de 1979.

Paulo Victor Barbosa de Carvalho (1957), goleiro com 360 partidas pela equipe profissional do Fluminense. Foi titular nas conquistas do Campeonato Brasileiro de 1984 e do tricampeonato Carioca entre 1983 e 1985, além do Torneio de Seul de 1984 e da Copa Kirin de 1987. Disputou a Copa do Mundo de 1986 pela Seleção Brasileira. Defendeu pelo menos 10 pênaltis com a camisa tricolor, e é considerado um dos melhores goleiros da história do Fluminense, ao lado de mitos como Marcos de Mendonça, Batatais, Castilho e Félix.
Paulo Victor, ídolo tricolor.

Alexi Stival, o Cuca (1963), treinador com duas passagens no comando técnico do Fluminense, entre 2008 e 2010. Foi o treinador da Arrancada Histórica de 2009, a miraculosa sequência de vitórias que levou o Fluminense a escapar de um rebaixamento quase concretizado no Campeonato Brasileiro, e a conquistar o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. O time montado por Cuca seria campeão brasileiro no ano seguinte, sob a direção de Muricy Ramalho.

Agnaldo Liz Souza (1968), zagueiro com 26 jogos pelo Fluminense entre as temporadas de 2000 e 2001.

Eduardo Antonio Machado Teixeira (1993), meio-campista com 13 partidas pelo time profissional do Fluminense entre 2013 e 2016.

PCFilho

sábado, 29 de março de 2014

23/07/1987 - Fluminense 2 x 0 Vasco


Vídeo: portal globoesporte.com.

Ficha Técnica
23/07/1987 - Vasco 0 x 2 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Campeonato Carioca de 1987 - Terceiro Turno - 2ª rodada.
Público: 35.896 pagantes.
Renda: Cz$ 3.286.660,00.
Árbitro: Aloísio Viug (RJ).
Vasco: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Moroni e Mazinho; Henrique (Vivinho), Luís Carlos (Geovani) e Tita; Mauricinho, Roberto e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni.
Fluminense: Paulo Victor; Aldo, Vica, Ricardo Gomes e Carlinhos (Alexandre Torres); Jandir, Leomir e João Santos (Pau­linho Andreolli); Romerito, Washington e Zé Maria. Técnico: Carbone.
Gols: Washington, aos 18' do 1º tempo (0 x 1), e aos 31' do 2º tempo (0 x 2).
Cartões amarelos: Aldo e Leomir.

O craque do jogo, claro, foi o autor dos dois gols do Fluminense: o centroavante Washington César Santos, nascido em Valença, na Bahia, no dia 3 de janeiro de 1960.

O segundo gol é, sem dúvida, um dos mais bonitos da história do Maracanã. Na jogada, em que dribla o grande goleiro Acácio duas vezes, Washington aliou raça inexcedível a técnica apurada, características do atacante que formava o "Casal 20" com Assis, o Carrasco. Washington é um dos maiores centroavantes da história tricolor (é até hoje o oitavo maior artilheiro do clube em todos os tempos).

O Vasco foi o campeão carioca de 1987, mas não conseguiu vencer o Fluminense. Na Taça Guanabara, vitória tricolor por 3 a 0. Na Taça Rio, empate em 0 a 0. E no Terceiro Turno, vitória tricolor por 2 a 0.

PCFilho

Posts relacionados:
- Golaço do dia #21 - Washington.
- História - Fluminense x Vasco.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O recorde de Ricardo Berna


O goleiro Ricardo Berna finalmente voltou a sofrer um gol em clássico, neste domingo, contra o Flamengo. Aos 21 minutos do segundo tempo, Thiago Neves deu fim à maior sequência invicta de um goleiro do Fluminense em clássicos.

Ricardo Berna permaneceu sem sofrer gol em clássicos durante incríveis 638 minutos consecutivos. Completou seis partidas sem ser vazado:

O recorde anterior pertencia ao lendário Félix, goleiro da Seleção tricampeã mundial em 1970, no México. O "Papel" permaneceu 556 minutos consecutivos sem ser vazado em clássicos, em 1973. A sequência incluiu cinco jogos completos:
08/07/1973 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
15/07/1973 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/07/1973 - Fluminense 2 x 0 Botafogo - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/07/1973 - Fluminense 1 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)*
29/07/1973 - Fluminense 1 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
* o jogo de 25/07/1973 teve prorrogação.

O terceiro colocado neste ranking é Paulo Victor, que permaneceu 541 minutos sem sofrer gol em clássicos, em 1985. A sequência incluiu cinco jogos completos:
15/08/1985 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
01/09/1985 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
22/09/1985 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/10/1985 - Fluminense 2 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/11/1985 - Fluminense 2 x 0 Botafogo - Maracanã (Rio de Janeiro)

Em 1978, Renato completou quatro clássicos consecutivos sem sofrer gol:
24/09/1978 - Fluminense 2 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
15/10/1978 - Fluminense 2 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/11/1978 - Fluminense 0 x 2 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)*
02/12/1978 - Fluminense 1 x 0 Botafogo - Ítalo del Cima (Rio de Janeiro)
* os dois gols do Vasco em 26/11/1978 foram sofridos por Wendell, que foi substituído por Renato no intervalo.

Batatais, Castilho, Jorge Vitório (2x), Roberto, Ricardo Pinto e Diogo completaram, cada um, três clássicos consecutivos sem sofrer gol.

PC

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Recordar é viver - Paulo Victor Nota Dez

(foto: Almir Veiga, Jornal do Brasil)


Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1982.

Amigos, hoje foi o grande dia de Paulo Victor, o arqueiro do Fluminense. O Botafogo tentou de todas as formas possíveis, mas não conseguiu vazar sua meta. Paulo Victor foi uma muralha intransponível. É importante registrar: o cimento sagrado do Maracanã testemunhou neste domingo a maior atuação de um goleiro em todos os tempos, passados, presentes e futuros.

O Botafogo precisava da vitória para manter-se na liderança, e então lançou-se ao ataque desde o início. Os atacantes alvinegros pressionavam muito, e a todo instante criavam as chances. Porém, lá estava Paulo Victor, sempre ele, salvando todas as bolas. Com um minuto, Geraldo chutou da ponta-direita, e parou no goleiro. Aos sete, Mirandinha finalizou forte, de fora da área, e Paulo Victor mandou a escanteio. Exibindo uma forma sensacional, o arqueiro fez a torcida tricolor no Maracanã recordar Castilho, o eterno ídolo do Fluminense. E junto com a lembrança de Castilho veio a lembrança da leiteria, quando o lateral alvinegro Perivaldo acertou a trave, aos onze minutos. Todo bom goleiro tem a sorte a seu lado, fiel companheira.

Ainda no primeiro tempo, Perivaldo fez Paulo Victor trabalhar novamente, em excelente cobrança de falta, que o goleiro espalmou para córner. Uma defesa espetacular, de almanaque, de cinema, de enciclopédia, de antologia!

Na etapa complementar, o Botafogo começou a tropeçar no seu próprio nervosismo. Logo aos 30 segundos, Mendonça arriscou de fora da área, e parou em nova intervenção de Paulo Victor. Os atacantes alvinegros, diante de um goleiro monumental, não sabiam mais o que fazer. E o Fluminense começava a levar perigo nos contra-ataques. Aos 11, aconteceu o inevitável: o ponta Gilcimar recebeu o lançamento pela esquerda, driblou os defensores, e sutilmente encobriu o goleiro Paulo Sérgio: Fluminense 1 a 0. Na saída de bola, o Botafogo criou uma boa trama, envolveu a defesa tricolor, e fuzilou a meta de Paulo Victor. A torcida alvinegra chegou a gritar o gol de empate, mas a bola explodiu na trave, novamente. A leiteria não falha jamais.

O Botafogo, líder que perdia sua liderança, atacava, atacava, atacava. E Paulo Victor defendia, defendia, defendia. Um botafoguense, na arquibancada, rosnava, quase chorando: "Não é possível! Não é possível! A bola não passa!". Os torcedores do América, ouvindo o clássico no rádio, sorriam com a liderança conquistada. Levando cada vez mais perigo nos contra-ataques, o Fluminense parecia mais próximo do segundo gol que o Botafogo do primeiro. (Até as reposições de Paulo Victor estavam irretocáveis!)

Aos 45 do segundo tempo, vem o golpe definitivo. Paulo Victor defende mais uma, e aciona Amauri, na intermediária. Ele avança, passa por Perivaldo e Eraldo, quase sofre pênalti e, já caindo, chuta com o pé direito para vencer Paulo Sérgio: Fluminense 2 a 0. Na saída de bola do Botafogo, a zaga tricolor rebate, e a bola sobra para Zezé Gomes, livre, marcar mais um: Fluminense 3 a 0.

Na segunda-feira, todos os jornais do Rio de Janeiro deram nota dez ao goleiro do Fluminense. Nascia uma lenda: o legítimo sucessor da maior escola de goleiros do futebol brasileiro. A linhagem de Marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho e Félix tinha seu mais novo integrante: Paulo Victor.

PC

Observações:
- Castilho era treinador do Grêmio na ocasião, e elogiou a atuação impecável de Paulo Victor. Este confessou que nunca havia visto Castilho atuar, mas afirmou que era uma honra ser comparado ao eterno ídolo do Fluminense.
- o Botafogo acabou eliminado do Campeonato Carioca de 1982, aumentando mais um ano no jejum de títulos, que já durava desde 1968 e só acabaria em 1989. O América manteve a liderança na última rodada, e conseguiu a vaga que faltava, no triangular final com Flamengo e Vasco. O título acabou em São Januário.
- a partir desta partida contra o Botafogo, Paulo Victor se firmou como titular absoluto do Fluminense. Conquistaria nos anos seguintes três Campeonatos Cariocas (1983, 1984 e 1985), um Campeonato Brasileiro (1984) e algumas taças internacionais, sempre como titular da meta tricolor. Também passou a ser convocado frequentemente para a Seleção Brasileira. Foi reserva na Copa do Mundo de 1986, com o treinador Telê Santana.

FICHA TÉCNICA
14/11/1982 - Fluminense 3 x 0 Botafogo
Motivo: Campeonato Carioca de 1982 - Taça Rio.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro).
Árbitro: Valquir Pimentel.
Renda: Cr$ 20.038.100,00.
Público: 40.987 pagantes.
Fluminense: Paulo Victor; Aldo, Maurão, Heraldo e Careca; Tadeu, Rubens Galaxe e Delei (Zezé Gomes); Gilcimar, Amauri e Fanta (José Kléber). Técnico: Paulinho de Almeida.
Botafogo: Paulo Sérgio; Perivaldo, Gaúcho, Eraldo e Josimar; Osvaldo (César), Alemão e Mendonça; Geraldo, Té e Mirandinha. Técnico: Zé Mário.
Gols: Gilcimar aos 11' do 2° tempo; Amauri aos 45' do 2° tempo; e Zezé Gomes aos 46' do 2.° tempo.
Cartões amarelos: Maurão, Tadeu, Gaúcho, Paulo Victor e Amauri.

Principal fonte de pesquisa: JB de 15/11/1982.

Agradecimento ao amigo Carlos Clark, testemunha ocular do show de Paulo Victor, que me sugeriu este tema.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escurinho, Samarone, Pintinho e Paulo Victor

Amigos, em maio postei aqui "Lembrar de gol é lembrar de Waldo", emocionante vídeo produzido pelo pó-de-arroz Valterson Botelho, entrevistando Waldo, o maior artilheiro da história do Fluminense.

Valterson não parou em Waldo, e já realizou mais quatro maravilhosos vídeos, resgatando craques do passado, que nem sempre são reverenciados como deveriam. Confiram abaixo as entrevistas com Escurinho, Samarone, Pintinho e Paulo Victor, todos eles ídolos do Fluminense Football Club.

Vale muito a pena!

Escurinho

Samarone

Pintinho

Paulo Victor


Muito obrigado, Valterson! Aguardamos ansiosos seus próximos trabalhos!

Saudações Tricolores,
PC

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem é o melhor goleiro do Fluminense hoje?

Paulo Victor, o último dos moicanos!

Amigos, com a volta de Fernando Henrique ao gol do Tricolor, ressurgiu a velha discussão: quem é o melhor goleiro do Fluminense hoje?

FH está se tornando uma espécie de personagem folclórico em Laranjeiras. Muita gente ama, muita gente odeia. Suas defesas com os pés mostram reflexo, ou despreparo? Suas defesas plásticas são intervenções complicadas, ou enfeite?

Rafael ganhou muito respeito no final do ano passado, quando defendeu os arcos durante a miraculosa arrancada tricolor. Mas há quem garanta que o sucesso se devia principalmente ao esquema tático de Cuca, com três zagueiros.

Ricardo Berna também já teve sua fase como titular. Mesmo bastante elogiado por torcida e mídia, acabou perdendo a posição, e hoje no máximo chega à condição de reserva.

Eu confesso que não sei avaliar goleiros. Me parece uma tarefa complicada, mais difícil que avaliar jogadores de linha. Se fosse eu o técnico, certamente ouviria a opinião do preparador de goleiros (personagem este que, no Fluminense, também tem sido bastante criticado).

Por essas e outras, acabo recorrendo aos números, pois costumo confiar neles. As estatísticas podem enganar, eu sei. Mas ainda assim são uma métrica. Vamos a elas.

Rafael atuou em 60 partidas pelo Fluminense (59 como titular). Ao todo, sofreu 63 gols, média de 1,05 por jogo. Os resultados foram 32 vitórias, 15 empates e 13 derrotas (61,7% dos pontos conquistados). Foi titular no vice-campeonato da Copa Sul-Americana de 2009.

Ricardo Berna tem 41 aparições (36 como titular), tendo sofrido 50 gols, média de 1,22 por jogo. Os resultados foram 15 vitórias, 14 empates e 12 derrotas (48,0% dos pontos conquistados).

Fernando Henrique tem 254 atuações com a camisa tricolor (251 como titular). Ao todo, sofreu 314 gols, média de 1,24 por partida. Os resultados foram 110 vitórias, 71 empates e 73 derrotas (52,6% dos pontos conquistados). Foi titular na conquista da Copa do Brasil e no vice-campeonato da Libertadores de 2008.

Para efeito de comparação, e para prestar homenagem ao nosso último goleiro lendário: Paulo Victor jogou 360 partidas pelo Fluminense (357 como titular), tendo sofrido 288 gols, média de 0,80 por jogo. Os resultados foram 174 vitórias, 109 empates e 77 derrotas. Foi titular em todo o tricampeonato Carioca (1983-84-85), e no Campeonato Brasileiro de 1984. Foi também convocado para a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1986 (foi reserva de Carlos).

É por essas e outras que, no dia 27 de março de 1988, quando Andrade partiu para a bola, no último minuto, pronto para empatar o Fla-Flu, Paulo Victor defendeu o maior pênalti que o Maracanã já viu...

PC

sábado, 13 de junho de 2009

Recordar é viver - Fluminense 1, Volta Redonda 1

Rio de Janeiro, 3 de março de 1994.

Amigos, assim o técnico Delei escalou o Fluminense naquela cálida tarde: Ricardo Cruz; Márcio Baby, Márcio Costa, Luis Eduardo e Lira; Jandir, Branco, Luis Henrique e Wallace; Mário Tilico e Ézio. 2.992 pessoas estavam no lendário Estádio das Laranjeiras para assistir ao confronto, válido pelo Campeonato Estadual de 1994. O ingresso custou 3 mil cruzeiros reais, e valeu cada centavo. E nem foi pelo gol de Branco, no segundo tempo. Aquele Fluminense 1 x 1 Volta Redonda, no lendário Estádio das Laranjeiras, seria apenas mais um jogo na centenária história tricolor, mas um fato peculiar o transfigurou para o status de eterno. Aconteceu no finalzinho do primeiro tempo.

0 a 0, jogo duro, e então o árbitro Orlando Gomes Leonor assinala pênalti para o Fluminense. Ézio ajeita a bola para a cobrança, mas quem está no gol do Volta Redonda? Ele mesmo: Paulo Victor, o último grande goleiro tricolor, que vivia o final da carreira no Voltaço. "Implorei para não jogar, não agüentaria enfrentar o Fluminense. Mas fui obrigado e lá fui eu", declarou Paulo Victor, anos depois. Ocorre então a seqüência sublime: Ézio bate e Paulo Victor defende, espalmando a escanteio. "Achei que seria linchado". Claro que não, grande arqueiro, claro que não. Os gritos que vieram das arquibancadas foram a consagração rara de um ídolo eterno: "É Paulo Victor! É Paulo Victor! É Paulo Victor!". Homenagem merecidíssima da torcida tricolor ao espetacular goleiro.

Paulo Victor defendeu o Fluminense de 1981 a 1988, conquistando 1 Campeonato Brasileiro (1984), 1 Tricampeonato Carioca (1983-1984-1985), 1 Torneio de Seul (1984), 1 Torneio de Paris (1987) e 1 Copa Kirin (1987). O arqueiro atuou com a camisa tricolor em 360 jogos, com 174 vitórias, 109 empates e 77 derrotas. Ele sofreu 288 gols, com média de 0,8 gols sofridos por partida (média considerada excepcional). Uma curiosidade: o atacante Romário, maior artilheiro da história do futebol carioca, nunca conseguiu vazar a meta de Paulo Victor. O Baixinho começou a atuar em 1985, mas seu primeiro gol contra o Fluminense só viria a acontecer em 1995, no fatídico Fla-Flu do gol de barriga, quando o goleiro tricolor já era Wellerson.

Seu melhor campeonato foi o Carioca de 1985, quando tomou apenas 12 gols em 24 jogos, incrível média de meio gol sofrido por partida. Suas atuações seguras o levaram à Seleção Brasileira. Em 1986, foi convocado por Telê Santana para o escrete da Copa do Mundo do México.

Muitos tricolores consideram Paulo Victor Barbosa de Carvalho o último representante da famosa escola de goleiros do Fluminense. O primeiro grande arqueiro tricolor foi Marcos Carneiro de Mendonça, famoso por atuar com uma fitinha roxa no uniforme. Marcos foi o primeiro quíper da Seleção Brasileira. Carlos Castilho, o maior ídolo da história do Fluminense, também foi um goleiro extraordinário, tendo defendido o Brasil em quatro Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962). Ficou famoso por amputar um dedo para continuar defendendo a meta tricolor. Veludo, o reserva de Castilho, era um goleiro tão extraordinário que, mesmo sem atuar, era constantemente convocado para a Seleção. Felix, o goleiro do escrete na Copa de 1970, também era do Fluminense. Paulo Victor está ao lado desses e de outros monstros sagrados, na galeria de ídolos do Fluminense Football Club.

Por isso, a homenagem de 3 de março de 1994 foi tão bela, tão justa e tão merecida. Merece ecoar para sempre:
"É Paulo Victor! É Paulo Victor! É Paulo Victor!"

PC