Hoje é aniversário de um dos grandes laterais esquerdos da história do futebol brasileiro: Cláudio Ibraim Vaz Leal, o Branco, completa 62 primaveras!
sábado, 4 de abril de 2026
Branco 62
Hoje é aniversário de um dos grandes laterais esquerdos da história do futebol brasileiro: Cláudio Ibraim Vaz Leal, o Branco, completa 62 primaveras!
domingo, 4 de abril de 2021
Branco, craque do Fluminense e da Seleção
Branco foi um lateral-esquerdo icônico, apontado como um dos melhores da história do Fluminense e da Seleção Brasileira na posição. Com suas venenosas cobranças de falta, era o terror dos goleiros adversários.
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| Branco e a Copa do Mundo. |
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Efemérides tricolores - 25 de abril
1920: no campo da rua Figueira de Melo, o Fluminense empatava em 2 a 2 com o São Cristóvão, quando a forte chuva forçou a interrupção do jogo, válido pelo Campeonato Carioca. Oswaldo Gomes e Zezé marcaram os gols do Fluminense. Os doze minutos finais seriam disputados em 16 de janeiro de 1921, na rua Paysandu: Machado anotaria o gol da vitória tricolor, que garantiria ao clube o vice-campeonato.
1926: em partida válida pelo Campeonato Carioca, disputada no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 3 a 0 do Sport Club Brasil, gols de Nilo, Fortes e Paulo Cristófaro.
1937: em amistoso disputado diante de grande público em Campos dos Goytacazes, o Fluminense derrotou a Seleção de Campos por 3 a 1. O Fluminense construiu a vitória com três gols do ponta-esquerda Hércules, e os campistas descontaram com Vicente.
1943: em partida válida pelo Torneio Municipal, disputada no campo do America, em Campos Sales, o Fluminense ganhou por 3 a 0 do Madureira, gols de Maracaí, Pedro Amorim e Tim.
1953: no primeiro duelo entre Fluminense e Corinthians após a decisão do Mundial de Clubes de 1952 (vide 2 de agosto), houve empate em 3 a 3, pelo Torneio Rio-São Paulo, diante de 21.576 presentes (15.935 pagantes) no Maracanã. O empate teve gosto de vitória pois, após o Fluminense abrir o placar com Paraguaio, o Corinthians virou para 3 a 1 com Carbone (dois) e Baltazar. Mas tricolor nunca desiste: Simões descontou aos 35 do segundo tempo, e Quincas empatou aos 44 - ambos completando jogadas do genial meia-atacante Didi. O Corinthians seria o campeão da competição.
1960: em sua primeira partida na Inglaterra, o Fluminense perdeu por 5 a 4 para o West Ham United, da primeira divisão inglesa, com assistência de 24.158 pessoas no Boleyn Ground, em Londres. Os gols tricolores no jogo foram de Edmílson (dois), Jair Francisco e Brown (contra). O Fluminense disputaria mais duas partidas em território inglês, e obteria duas vitórias (vide 27 de abril e 2 de maio).
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| O encarte oficial do amistoso entre West Ham United e Fluminense. |
1971: na sequência do primeiro turno da fase final do Campeonato Carioca, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Vasco, no Maracanã. O gol tricolor foi do centroavante Flávio. Com campanha acumulada de quatro vitórias, cinco empates e uma derrota, o Fluminense perseguia à distância o líder Botafogo, que tinha sete vitórias e dois empates. A perseguição continuaria até os 43 minutos do segundo tempo da rodada final, quando Lula marcaria o gol do título tricolor (vide 27 de junho).
1973: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu a Portuguesa da Ilha do Governador por 2 a 0, gols de Dionísio e Manfrini. Com quatro vitórias, três empates e duas derrotas, o Fluminense iniciava a campanha de mais um título, que seria conquistado em decisão contra o Flamengo (vide 22 de agosto).
1979: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 4 a 3 do Americano de Campos, graças aos gols de Carlos Alberto Pintinho e Nunes (três).
1984: na última rodada da terceira fase do Campeonato Brasileiro, o Fluminense, já classificado, empatou em 1 a 1 com o Santo André, no Estádio Bruno José Daniel, na cidade paulista. Deley marcou o gol tricolor. Com quatro vitórias e dois empates, o Fluminense terminou em primeiro lugar em sua chave, que também teve a classificação da Portuguesa de São Paulo. Nas quartas-de-final, o Fluminense enfrentaria o Coritiba (vide 29 de abril e 6 de maio). Seria a arrancada final para o segundo Campeonato Brasileiro da história tricolor.
1985: em amistoso no Mineirão, em Belo Horizonte, a Seleção Brasileira ganhou por 2 a 1 da Colômbia, com gols de Alemão e Casagrande. Dois atletas do Fluminense jogaram pelo escrete tupiniquim: o goleiro Paulo Victor e o lateral-esquerdo Branco (que iniciava neste dia sua gloriosa trajetória com a amarelinha).
2007: na partida de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil, diante de 47.074 pagantes na Fonte Nova, em Salvador, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Bahia, classificando-se no critério dos gols fora de casa. Cícero e Soares marcaram os gols tricolores. Nas quartas-de-final, o Fluminense enfrentaria o Atlético Paranaense (vide 2 e 9 de maio) - mais uma etapa a ser superada para a conquista do título, na decisão contra o Figueirense (vide 6 de junho).
2012: no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, diante de 32.268 presentes (28.152 pagantes) no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Internacional. O herói da partida foi o goleiro tricolor Diego Cavalieri, que defendeu espetacularmente uma cobrança de pênalti do meia Dátolo. O Fluminense se classificaria com uma vitória no jogo de volta, no Engenhão (vide 10 de maio).
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| Diego Cavalieri defende o pênalti no Beira-Rio. |
Aniversariantes do dia:
Dorival Silvestre Júnior, o Dorival Júnior (1962), treinador paulista, natural de Araraquara, com uma curta passagem no comando técnico do Fluminense, no final da temporada de 2013. Em cinco partidas, obteve três vitórias, um empate e uma derrota, e conseguiu livrar o time do rebaixamento à Série B. Apesar do bom desempenho, não teve seu contrato renovado.
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| Dorival em treino do Fluminense (foto: Fernando Cazaes). |
Roger Machado Marques, o Roger Machado (1975), zagueiro e lateral-esquerdo gaúcho, natural de Porto Alegre, com 10 gols marcados em 123 jogos pelo Fluminense, entre 2006 e 2008. Foi o autor do gol do título da Copa do Brasil de 2007, na decisão contra o Figueirense (vide 6 de junho). Participou também da campanha do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008.
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| Roger Machado, no lance do gol do título, em 2007. |
| Roger Machado e este escriba, em Laranjeiras (foto de maio de 2008). |
Thiago Pimentel Gosling, o Thiago Gosling (1979), zagueiro mineiro, natural de Belo Horizonte, com 19 atuações pelo Fluminense, na temporada de 2006.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Efemérides tricolores - 4 de abril
1981: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, disputada no Estádio do Maracanã, o Fluminense ganhou por 4 a 1 do Paysandu, de virada. Os gols da vitória tricolor foram de Zezé (dois, ambos de pênalti), Gilberto e Édson.
1982: no jogo de ida das quartas-de-final do Campeonato Brasileiro, diante de 49.494 pagantes no Estádio Olímpico de Porto Alegre, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Grêmio. Os anfitriões abriram o placar com Baltazar, e os tricolores igualaram com Amauri. A partida de volta ocorreria três dias depois, no Maracanã (vide 7 de abril).
1993: em partida da penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Carioca (Taça Guanabara), disputada no Maracanã, o Fluminense ganhou por 3 a 0 do Botafogo, gols de Ézio, Julinho (de falta) e Wagner. Com sete vitórias e três empates, o Fluminense liderava o turno, e garantiria a conquista invicta da Taça Guanabara na rodada final, ao vencer o Volta Redonda em Laranjeiras (vide 10 de abril).
1999: diante de 106.111 presentes (88.242 pagantes) no Maracanã, Fluminense e Flamengo empataram em 1 a 1, em clássico válido pelo Campeonato Carioca. O gol tricolor no jogo foi de Alexandre Lopes, de cabeça.
2004: na decisão da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca), diante de 48.355 presentes (55.223 pagantes)* no Maracanã, o Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Vasco, terminando como vice-campeão do turno e terceiro lugar do Campeonato. Romário marcou o gol tricolor, cobrando pênalti.
* o número de pagantes foi maior que o de presentes, devido à contabilidade de uma promoção de ingressos.
2007: no jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, diante de 37.162 presentes (32.681 pagantes) no Maracanã, o Fluminense obteve a classificação, apesar da derrota por 1 a 0 para o América de Natal. No jogo de ida, em Natal, o Fluminense vencera por 2 a 1 (vide 14 de março), e assim a vaga foi obtida no critério dos gols fora de casa. O Tricolor terminaria campeão daquela competição, após final com o Figueirense (vide 6 de junho).
2010: em partida válida pelo Campeonato Carioca, disputada no Estádio do Maracanã, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Macaé. Os gols tricolores foram de Alan (dois) e Éverton.
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| Bigode, campeão mundial pelo Fluminense. |
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| Gutemberg. |
domingo, 16 de julho de 2017
Efemérides tricolores - 16 de julho
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| O Presidente Rodrigues Alves na sede do Fluminense, para assistir à partida. Foto: site oficial do Fluminense FC. |
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| Foto: o capitão Ricardo Gomes ergue a Copa América aos céus do Rio de Janeiro. |
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
19/07/1991 - Brasil 2 x 0 Colômbia
domingo, 11 de outubro de 2009
Golaço do dia #115 - Branco
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Recordar é viver - Fluminense x Barcelona
Crônica publicada no Pavilhão Tricolor sobre o verdadeiro Fluminense x Barcelona, disputado em 1984, no Giant Stadium, uma semana após o bicampeonato brasileiro.
New Jersey, 3 de junho de 1984.
Há uma semana, o Fluminense conquistava o bicampeonato brasileiro, num Maracanã com gente escorrendo pelas paredes. Consequência da campanha extraordinária: cinco tricolores convocados para o escrete (Paulo Victor, Jandir, Deley, Tato e Assis). Assim, viajamos muito desfalcados para os Estados Unidos.
Estreamos no Giant Stadium empatando diante dos italianos da Udinese, na quarta-feira (1 a 1). Como perdemos a disputa de pênaltis, restou-nos a decisão de terceiro lugar, contra o Barcelona de Diego Armando Maradona, que perdera para o americano New York Cosmos (5 a 3). Na plateia, havia quarenta mil pessoas ansiosas para assistir a um futebol do mais alto nível.
E elas certamente ficaram satisfeitas. Logo no começo, Washington apareceria na cara do gol, mas foi derrubado por Migueli na entrada da área. Paulinho cobrou bem a falta, mas Amador espalmou a córner. Pouco depois, Duílio chutou forte, e no rebote Renê arrematou, para outra boa defesa do goleiro Amador. O Tricolor dominava mesmo as ações no primeiro tempo. Após bela arrancada pelo flanco esquerdo, Leomir invadiu a área e só foi parado pela arrojada saída de Amador.
Aos 27 minutos, a situação começou a mudar. Mágico González é agarrado por Duílio na entrada da área. Maradona cobra na barreira, mas Estella se aproveita do rebote e estufa as redes tricolores: gol do Barcelona, 1 a 0.
Aos 39, Clos arranca pela direita, e quase amplia para a equipe azul-grená. Agora, são os espanhóis que dominam as ações. Aos 41, Maradona arrisca de fora da área, mas a bola passa longe do gol defendido por Ricardo Lopes.
Aos 44, Romerito faz um lançamento espetacular para Aldo. O lateral tricolor levanta na área, e Paulinho bate de primeira: gol do Fluminense, 1 a 1! O futebol é o esporte mais imprevisível. Quando o Fluminense dominava, o Barcelona fez o seu gol. Quando o Barcelona dominava, o Fluminense empatou.
Vem o segundo tempo e o Barcelona continua melhor. Logo no primeiro minuto, Francisco Javier Clos faz grande jogada e passa a Maradona. Don Diego sofre mais uma falta. A infração é cobrada rapidamente, Husillos invade a área, mas adianta demais e a defesa tricolor afasta.
O Fluminense reage com Branco, que lança Romerito. O craque paraguaio invade a área e bate cruzado. A bola sai pela linha de fundo, raspando na trave esquerda dos arcos defendidos por Lorenzo Amador.
Após dois escanteios consecutivos, o quadro catalão voltou a levar perigo. Aos 10, a pressão azul-grená resultou no segundo tento. Um passe espetacular de Maradona deixou González na cara do gol, e o Mágiconão perdoou: Barcelona 2 a 1.
Mas o Fluminense não estava disposto a sair de campo derrotado. Dois minutos depois, Aldo fez sua tradicional jogada de overlapping pela direita e cruzou. Oswaldo empurrou Paulinho, e o árbitro Robert Evans marcou o pênalti. Romerito cobrou com a habitual categoria: 2 a 2.
Pouco depois, escanteio para o Barcelona e uma gracinha de Maradona: o melhor jogador do mundo empurra a bola para as redes usando a mão! O juiz Robert Evans, em cima do lance, marca a infração, e anula o gol. O placar segue empatado em 2 a 2 - no dia 22/06/1986, na Copa do Mundo, Don Diego faria mais um gol de mão, no jogo Argentina 2 x 1 Inglaterra. Dessa vez, o juiz da ocasião acabaria validando o tento, que classificou a Argentina às semifinais do torneio, em que viria a albiceleste se sagrar campeã.
O jogo seguia atraente. As principais jogadas do Fluminense nasciam das tabelas de Aldo com Wilsinho pela direita. Pelo Barcelona, quem se destacava era Maradona, com suas arrancadas e passes. Quando faltavam apenas quinze minutos para a prorrogação, Washington acertou uma bela meia-bicicleta. Mas Amador fez grande defesa, espalmando para escanteio.
Com o tempo normal quase terminando, González cruzou da direita e Husillos finalizou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo. Ainda houve tempo para Ricardo Lopes bater mal um tiro de meta, nos pés de Maradona. O argentino avançou com perigo, mas foi elegantemente parado por um desarme do capitão Duílio.
A prorrogação teve novidades: foram dois tempos de dez minutos cada, com morte súbita, isto é, um gol encerraria a disputa. As melhores chances foram do Fluminense. No início do primeiro tempo extra, Branco levou perigo ao gol de Amador, em cobrança venenosa de falta - no dia 09/07/1994, em Dallas, Branco faria um gol de falta em circunstâncias parecidas, no jogo Brasil 3 x 2 Holanda, válido pela Copa do Mundo dos Estados Unidos. O tento classificaria o Brasil às semifinais do torneio, em que a Seleção se sagraria campeã.
Aos oito minutos, Renê fez grande jogada e passou a Romerito. O craque paraguaio chutou da entrada da área, para mais uma grande defesa de Lorenzo Amador, que espalmou a córner. Aos 10, mais uma vez Branco arriscou de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo, à direita do arco catalão. No segundo tempo, Mágico González arrancou pela esquerda, mas foi parado por Duílio, em mais um elegante desarme. Logo depois, Duílio alçou a pelota na área, na cabeça de Washington. Amador fez mais uma grande defesa, evitando novamente o tento do Fluminense.
No final da prorrogação, o Tricolor quase chegou ao gol da vitória. Paulinho cruzou da esquerda, e Romerito cabeceou forte. Porém, lá estava mais uma vez o arqueiro catalão, espalmando para escanteio. Lorenzo Amador coroava definitivamente sua grande atuação.
Então fomos para a decisão por pênaltis. Nesse outro esporte, que pode ser tudo menos futebol, o Barcelona nos venceu por 5 a 4. Romerito desperdiçou a primeira cobrança, defendida por Amador. Mas o goleiro se adiantou, e Robert Evans mandou voltar. Em vão, pois na segunda cobrança nosso craque paraguaio isolou. Depois Husillos, Mágico González, Maradona, Giménez e Canizares converteram para o Barcelona; e Duílio, Paulinho, Washington e Leomir marcaram para o Fluminense.
Voltamos da América com dois empates contra dois dos melhores times do mundo, a Udinese e o Barcelona.
A abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves, no entanto, clamava por mais taças. Começava a sentir o cheiro do bicampeonato carioca.
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Observação: foi o último jogo de Diego Armando Maradona com a camisa do Barcelona. Ele se transferiu para o Napoli, da Itália, em uma transação de nove milhões de dólares.
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Ficha técnica:
Fluminense 2 x 2 Barcelona-ESP - Decisão do terceiro lugar do Torneio Transatlântico de 1984.
Fluminense: Ricardo Lopes; Aldo, Duílio, Vica e Branco; Leomir, Renê e Romerito; Wilsinho, Washington e Paulinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Barcelona: Amador; Oswaldo, Migueli (Canizares), Valor e Leiva (Giménez); Olmo, Estella, Husillos e Maradona; Clos e "Mágico" González. Técnico: César Luis Menotti (Argentina).
Árbitro: Robert Evans (EUA).
Gols: Estella e Mágico González para o Barcelona; Paulinho e Romerito (PK) para o Fluminense.
Cartões amarelos: Olmo, Clos e Husillos (Barcelona); Renê, Duílio e Paulinho (Fluminense).
Pênaltis: Barcelona 5 x 4 Fluminense.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Recordar é viver - A bomba de Dallas
Vinte anos após 1974, Brasil e Holanda voltaram a se encontrar em uma Copa do Mundo. E que jogo foi a batalha de Dallas, amigos! Que jogo! A Seleção estava jogando de azul, o Carrossel vestia branco. Tudo remetia ao trágico 2 a 0 de 20 anos atrás.
A tensão dominou o primeiro tempo, com muitas chances desperdiçadas tanto pelo escrete brasileiro quanto pelo carrossel holandês. Fomos para o intervalo com um 0 a 0 que mantinha toda a adrenalina em nossas veias. No 4 de julho, a Seleção havia passado um sufoco épico para eliminar os donos da casa. A expulsão de Leonardo, por agressão, dificultou enormemente o caminho do escrete. Mas aquela cotovelada foi necessária, amigos, e hoje descobrimos por quê.
Voltemos à batalha de Dallas. Ah, que segundo tempo! Os melhores 45 minutos de todo o campeonato mundial, ou talvez os melhores 45 minutos de todos os tempos! Aldair lança Bebeto com uma folha seca de príncipe etíope de rancho. O camisa 7 domina com uma facilidade esplêndida, e toca para o meio. Quem está lá, amigos, quem? Romário, sempre ele! De primeira, sem pensar, ele chuta a pelota para as redes holandesas: 1 a 0 para o escrete!
Depois, foi a vez de Bebeto: ganhou a disputa com o zagueiro, e apareceu cara a cara com o goleiro Ed de Goeij. Com um drible mágico, nosso camisa 7 tirou o arqueiro do lance. Depois, foi só empurrar para o arco escancarado: 2 a 0 para o escrete! Na comemoração, a bela homenagem ao filho Matheus.
"Estamos vingados de 1974", pensamos, possuídos por uma ingenuidade burra e total. Nos acalmamos demais, amigos. O jogo só acaba quando termina, e uma calma exagerada sempre precede uma catástrofe. Naquela manhã dominical de Hiroshima, em 1945, estavam os habitantes imbuídos da maior tranqüilidade, e a bomba hedionda explodiu, aniquilando a tudo e a todos. Falei em bomba, e voltarei ao assunto daqui a dois parágrafos.
Dizia eu que estávamos calmos demais: o 2 a 0 nos dava o direito de tomar um gol. E foi o que aconteceu: Dennis Bergkamp se aproveitou da desatenção brazuca, e descontou: 2 a 1. Agora, o escrete não tinha mais o direito de ser vazado. Se sofrêssemos mais um golpe, iríamos para a cruel prorrogação.
Então, surge o escanteio pela esquerda. Jogada mais previsível não há: os europeus sempre utilizaram a bola na área, o famoso chuveirinho. A bola é lançada na área, e Aron Winter cabeceia para o gol de Taffarel. Gol de empate da Holanda. Minha vontade era ir para a rua, sentar no meio-fio, e chorar lágrimas de esguicho. Vejam que patético: o Carrossel Holandês mais uma vez eliminaria o escrete da Copa. Seríamos, com razão, chamados de fregueses.
E então surge Branco, o lateral do Fluminense. Os desatentos logo perguntam: "opa, o que o Branco faz em campo? Ele está mal, o Leonardo é o titular!". Acontece, amigos, que Leonardo não podia mais jogar, porque agrediu um americano em pleno 4 de julho. A façanha do Léo merece uma crônica inteira: dar uma cotovelada em um estadunidense, em território norte-americano, em pleno 4 de julho, diante dos olhos de toda a nação, é de uma coragem inexcedível. Mas Leonardo estava iluminado, e mal sabia que aquele ato era necessário.
Leonardo foi expulso contra os EUA para que Branco pudesse entrar contra a Holanda. O lateral tricolor foi buscar uma bola perdida, e conseguiu cavar uma falta na sua distância preferida. O país inteiro parou: fomos todos tomados pela angústia que antecede os momentos apoteóticos. Chegou a hora da bomba! Mas não era uma bomba cruel e horrenda como a de Hiroshima: era a bomba santa! A bomba santa de Dallas!
O poderoso chute de canhota tinha destino certo, mas também possuía um obstáculo. Por acaso do destino, Romário estava entre a bola e o gol. Exibindo um contorcionismo espetacular, o Baixinho conseguiu desviar-se da trajetória da pelota. Após passar pelo camisa 11, aquele objeto esférico não pararia mais. Nunca mais! Rede estufada, gol do Brasil! Escrete 3, Carrossel 2. Assim terminou a histórica batalha de Dallas.
E o meu personagem do jogo? Só pode ser Branco, o lateral-esquerdo do Fluminense. Sim, amigos, Cláudio Ibrahim Vaz Leal saiu do banco para a glória: entrou para fazer o derradeiro e decisivo gol. Branco soltou a bomba que explodiu em Dallas, mas destruiu a Holanda. Depois dessa vitória fantástica, não tenho mais dúvidas: o tetra será nosso.
PC


















