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segunda-feira, 29 de abril de 2019

História - Ajax x Tottenham


Ajax e Tottenham disputarão uma vaga na final da Liga dos Campeões da Europa nos próximos dias.  O primeiro jogo acontece nesta terça-feira 30, às 16:00 de Brasília, no novíssimo Estádio dos Spurs, em Londres. A volta será na quarta-feira 8, na Amsterdam Arena.

O Tottenham tenta chegar à decisão pela primeira vez em sua história – sua melhor participação no torneio até hoje foi em 1962, quando foi derrotado pelo Benfica nas semifinais. Já o Ajax tenta chegar à finalíssima pela 7ª vez – foi vice-campeão em 1969, campeão em 1971, 1972, 1973 e 1995, e novamente vice em 1996.

Os dois tradicionais clubes já se enfrentaram duas vezes anteriormente – foi numa competição que se chamava European Cup Winners Cup, no longínquo 1981.

Marcel Antonisse, Nationaal Archief, Den Haag, Rijksfotoarchief:
Fotocollectie Algemeen Nederlands Fotopersbureau (ANEFO).

O primeiro duelo foi em 16/09/1981, com 21.742 pessoas no Olympisch Stadion, em Amsterdam, capital da Holanda. Mesmo jogando fora de casa, o Tottenham venceu por 3 a 1, gols de Mark Falco aos 19 e aos 34 do primeiro tempo, e Ricardo Villa aos 22 do segundo. Søren Lerby marcou o gol de honra do Ajax aos 23 da etapa final, na jogada da foto acima.

A partida de volta foi em 29/09/1981, com 34.606 pessoas no White Hart Lane, em Londres, capital da Inglaterra. O Tottenham venceu de novo, agora por 3 a 0, com todos os gols no segundo tempo: Tony Galvin aos 24, Mark Falco aos 31 e Osvaldo Ardiles aos 36.

Conseguirá o Tottenham repetir o triunfo de 38 anos atrás? Ou o Ajax se vingará da melhor maneira possível?

PCFilho

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

História - Grêmio em Mundiais de Clubes


Em Mundiais de Clubes, o Grêmio acumula 3 partidas, com 3 empates no tempo normal (2 vitórias e 1 empate na prorrogação, e 1 derrota na disputa de pênaltis). Na Copa Intercontinental de 1983, foi campeão, vencendo o jogo único contra o Hamburgo, da Alemanha Ocidental, na prorrogação; na Copa Intercontinental de 1995, foi vice-campeão, perdendo o jogo único para o Ajax, da Holanda, na disputa de pênaltis; no Mundial da FIFA de 2017, venceu o Pachuca, do México, na semifinal, e está na decisão.

I) Copa Toyota Intercontinental 1983 (campeão)

11/12/1983 - Grêmio 2 x 1 Hamburgo - Estádio Nacional (Tóquio, Japão)
Motivo: Copa Toyota Intercontinental 1983, jogo único.
Público: 62.000 presentes.
Árbitro: Michel Vautrot (França).
Auxiliares: Toshikazu Sano (Japão) e Shizuhasu Nakamichi (Japão).
Grêmio (Brasil): Mazarópi; Paulo Roberto, Baidek, Hugo de León [capitão] e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo (Paulo Bonamigo, aos 33 do 2° tempo) e Mário Sérgio; Renato Gaúcho, Tarciso e Paulo Cézar Caju (Caio, aos 25 do 2° tempo). Técnico: Valdyr Espinosa.
Hamburgo (Alemanha Ocidental): Uli Stein; Bernd Wehmeyer, Ditmar Jakobs e Holger Hieronymus; Michael Schröder, Jürgen Groh, Wolfgang Rolff, William Hartwig e Felix Magath [capitão]; Wolfram Wuttke e Allan Hansen. Técnico: Ernst Happel. 
Gols:
1-0: Renato Gaúcho, aos 38 do 1° tempo;
1-1: Michael Schröder, aos 40 do 2° tempo;
2-1: Renato Gaúcho, aos 3 do 1º tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Uli Stein, aos 28 do 2º tempo; Mazarópi, aos 30 do 2º tempo; Caio, aos 36 do 2º tempo; Renato Gaúcho, aos 13 do 1º tempo da prorrogação; William Hartwig, aos 14 do 1º tempo da prorrogação; Hugo de León, aos 8 do 2º tempo da prorrogação.
Observação: apesar de o jogo ter durado 120 minutos, o treinador austríaco Ernst Happel, do Hamburgo, não fez mesmo nenhuma substituição - ele só tinha quatro jogadores no banco de reservas (o goleiro Uwe Hain, o zagueiro Dieter Brefort e os atacantes Thomas von Heesen e Dieter Schatzschneider, estes dois últimos lesionados).

****

II) Copa Toyota Intercontinental 1995 (vice-campeão)

28/11/1995 - Ajax 0 x 0 Grêmio [PK 4 x 3] - Estádio Nacional (Tóquio, Japão)
Motivo: Copa Toyota Intercontinental 1995, jogo único.
Público: 47.129 presentes.
Árbitro: David Elleray (Inglaterra).
Auxiliares: Jeon Young-Hyun (Coreia do Sul) e Yoshikazu Hiroshima (Japão).
Ajax (Holanda): Edwin van der Sar; Michael Reiziger, Danny Blind [capitão], Frank de Boer e Winston Bogarde; Ronald de Boer, Edgar Davids e Jari Litmanen (Martijn Reuser, aos 4 do 1º tempo da prorrogação); Finidi George, Patrick Kluivert e Marc Overmars (Nwankwo Kanu, aos 23 do 2º tempo). Técnico: Louis van Gaal.
Grêmio (Brasil): Danrlei; Francisco Arce, Catalino Rivarola, Adílson [capitão] e Roger Machado; Dinho, Luís Carlos Goiano, Arílson (Luciano Williames, aos 16 do 2º tempo) e Carlos Miguel (Gélson, aos 7 do 1º tempo da prorrogação); Paulo Nunes e Mário Jardel (Magno, aos 33 do 2º tempo). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Cartões amarelos: Francisco Arce, aos 18 do 1º tempo; Luís Carlos Goiano, aos 43 do 1º tempo; Catalino Rivarola, aos 8 do 2º tempo; Arílson, aos 9 do 2º tempo; Nwankwo Kanu, aos 25 do 2º tempo; Gélson, aos 4 do 2º tempo da prorrogação; Edgar Davids, aos 8 do 2º tempo da prorrogação.
Cartão vermelho: Catalino Rivarola, aos 11 do 2º tempo.
Observação: após os noventa minutos regulamentares, houve prorrogação de trinta minutos, e o empate em 0 a 0 persistiu.
Definição por pênaltis (Ajax 4 x 3 Grêmio):
1ª cobrança: Dinho chutou e Edwin van der Sar defendeu (0-0);
2ª cobrança: Patrick Kluivert chutou para fora (0-0);
3ª cobrança: Francisco Arce chutou na trave (0-0);
4ª cobrança: Ronald de Boer converteu (1-0);
5ª cobrança: Magno converteu (1-1);
6ª cobrança: Frank de Boer converteu (2-1);
7ª cobrança: Gélson converteu (2-2);
8ª cobrança: Finidi George converteu (3-2);
9ª cobrança: Adílson converteu (3-3);
10ª cobrança: Danny Blind converteu (4-3).

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III) Mundial de Clubes da FIFA 2017 (em andamento)
Foto: Lucas Uebel (Grêmio).

12/12/2017 - Grêmio 1 x 0 Pachuca - Hazza bin Zayed (Al Ain, Emirados Árabes Unidos)
Motivo: Mundial de Clubes da FIFA 2017, semifinal.
Público: 6.428 presentes.
Árbitro: Felix Brych (Alemanha).
Auxiliares: Mark Borsch (Alemanha) e Stefan Lupp (Alemanha).
Grêmio (Brasil): Marcelo Grohe; Edilson (Léo Moura, no intervalo para a prorrogação), Pedro Geromel [capitão], Kannemann e Bruno Cortez; Michel (Éverton, aos 26 do 2º tempo), Jailson, Ramiro e Fernandinho (Thyere, aos 11 do 2º tempo da prorrogação); Luan e Lucas Barrios (Jael, aos 9 do 2º tempo). Técnico: Renato Gaúcho.
Pachuca (México): Óscar Pérez [capitão]; Joaquín Martínez, Omar González, Óscar Murillo e Emmanuel García (Ángelo Sagal, aos 10 do 1º tempo da prorrogação); Jorge Hernández, Keisuke Honda, Victor Guzmán e Erick Aguirre (Erick Sánchez, aos 21 do 2º tempo); Jonathan Urretaviscaya (Germán Cano, no intervalo da prorrogação) e Franco Jara (Robert Herrera, no intervalo para a prorrogação). Técnico: Diego Alonso.
Gol:
1-0: Éverton, aos 4 do 1º tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Kannemann, aos 22 do 1º tempo; Victor Guzmán, aos 33 do 1º tempo; Ramiro, aos 5 do 2º tempo; Emmanuel García, aos 38 do 2º tempo; Jorge Hernández, aos 14 do 1º tempo da prorrogação; Jael, aos 7 do 2º tempo da prorrogação.
Cartão vermelho: Victor Guzmán, aos 4 do 2º tempo da prorrogação.

(...)

PCFilho

quinta-feira, 24 de março de 2016

Johan Cruijff, descanse em paz


Faleceu nesta quinta-feira 24, em Barcelona, na Espanha, vítima de câncer, um dos maiores mitos do futebol mundial, o craque holandês Johan Cruijff (68), lenda do Ajax, do Barcelona e da seleção nacional.

Hendrik Johannes Cruijff nasceu em Amsterdã, a capital da Holanda, no dia 25 de abril de 1947. Começou nas categorias de base do Ajax, principal clube de Amsterdã, para tentar superar uma grave deficiência que tinha nos pés, que o obrigava a utilizar aparelhos ortopédicos. Quem diria: o deficiente, que mal conseguia andar sem ajuda, se transformou em um dos maiores craques de todos os tempos.

Com a chegada de Rinus Michels ao comando do Ajax, o futebol de Cruijff evoluiu muito, e o clube holandês ganhou sua primeira Liga dos Campeões da Europa. Nos dois anos seguintes, repetiria a façanha para chegar a um fantástico tricampeonato, já sem Michels, que se transferira para o Barcelona (caminho que Cruijff também seguiu, em 1973, na maior transferência da história do futebol até então - 5 milhões de florins). No clube da Catalunha, ele não conquistou tantos títulos, provavelmente por causa da violência que o perseguia nos gramados espanhóis.


Johan Cruijff com a camisa do Barcelona.

Cruijff aposentou-se em 1978, mas voltou à ativa nos Estados Unidos, um ano depois. Em 1981, retornou à Espanha, para jogar pelo Levante. Depois, retornou ao Ajax, e encerrou a carreira no Feijenoord. Se me pedissem para preencher o campo "posição" em um formulário descrevendo Johan Cruijff, eu escreveria: "todas, menos o gol".

Como treinador, trabalhou também no Ajax e no Barcelona, clube no qual revolucionou a maneira de jogar, implementando a estratégia da manutenção da posse de bola a qualquer custo. "Se eu tenho a posse de bola, o adversário não tem", dizia ele. Com essa estratégia, ele levou o clube catalão a conquistar um tetracampeonato espanhol (entre 1991 e 1994) e a sua primeira Liga dos Campeões da Europa (em 1992). Mesmo depois de sua aposentadoria, o Barcelona manteve a filosofia implantada por Cruijff, transformando-se no clube mais vitorioso da Europa na década seguinte.

Cruijff na partida Holanda 2 x 0 Uruguai, Copa do Mundo de 1974.


Cruijff em ação no jogo Holanda 4 x 0 Argentina, Copa do Mundo de 1974.

Na sua única presença em uma Copa do Mundo, em 1974, na Alemanha Ocidental, Johan Cruijff encantou o planeta liderando o "futebol total" do famoso Carrossel Holandês, um timaço, cantado como uma das equipes mais perfeitas da história, que atropelou favoritos como Uruguai, Argentina e Brasil, mas acabou perdendo a decisão para a poderosa seleção anfitriã, por 2 a 1. Nos 7 jogos daquele Mundial, a seleção da Holanda marcou 15 gols e sofreu apenas 3, mesmo tendo enfrentado oponentes fortíssimos. Até os dias de hoje, a derrota da Holanda naquela final é difícil de se explicar.

É, num destes insondáveis mistérios do esporte, Johan Cruijff não pôde levantar a Copa do Mundo. Pior para ela.

PCFilho

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

História - Ajax x Times Brasileiros


Em 2012, o Palmeiras recebeu o Ajax em amistoso disputado no Pacaembu. Em 2013, foi a vez do Vasco receber os holandeses em São Januário. O tradicional clube holandês já enfrentou equipes brasileiras algumas vezes ao longo da história. Confiram:
18/08/1978 - Ajax 2 x 2 Fluminense [PK 5x4] - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
21/06/1979 - Seleção Brasileira 5 x 0 Ajax - Morumbi (São Paulo, Brasil)
19/08/1980 - Ajax 3 x 1 Internacional - (Espanha)
26/08/1984 - Ajax 2 x 2 Atlético Mineiro [PK vitória do Galo] - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
11/08/1985 - Ajax 4 x 1 Atlético Mineiro - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
08/08/1986 - Ajax 1 x 1 Botafogo [PK 4x5] - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
19/08/1986 - Ajax 0 x 2 Grêmio - (Marrocos)
01/08/1987 - Ajax 1 x 2 Internacional - (Escócia)
05/08/1988 - Ajax 0 x 1 Flamengo - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
09/08/1991 - Ajax 3 x 0 Fluminense - Estádio Olímpico (Amsterdam, Holanda)
09/01/1994 - Ajax 2 x 2 Grêmio - (Tailândia)
10/06/1997 - São Paulo 1 x 1 Ajax - Morumbi (São Paulo, Brasil)
15/08/1997 - Ajax 1 x 1 Grêmio - Amsterdam Arena (Amsterdam, Holanda)
04/06/1999 - Ajax 0 x 3 Atlético Mineiro - (Ho Chi Minh, Vietnam)
31/07/1999 - Ajax 1 x 4 Santos - Amsterdam Arena (Amsterdam, Holanda)
14/01/2012 - Palmeiras 1 x 0 Ajax - Pacaembu (São Paulo, Brasil)
13/01/2013 - Vasco 1 x 0 Ajax - São Januário (Rio de Janeiro, Brasil)

PC

domingo, 25 de dezembro de 2011

História - Fluminense x Times Holandeses

O Fluminense já enfrentou equipes holandesas em 9 partidas, com 2 vitórias, 5 empates e 2 derrotas:
09/07/1957 - Seleção de Curaçao 0 x 0 Fluminense - Stadion Ergilio Hato (Willemstad, Curaçao)
10/05/1960 - Feyenoord 1 x 2 Fluminense - Stadion Feijenoord (Rotterdam, Holanda)
06/08/1977 - Feyenoord 0 x 2 Fluminense - Riazor (La Coruña, Espanha)
18/08/1978 - Ajax 2 x 2 Fluminense [PK 5 x 4] - Olímpico (Amsterdam, Holanda)
20/08/1978 - AZ Alkmaar 2 x 2 Fluminense [PK 5 x 4] - Olímpico (Amsterdam, Holanda)
09/08/1991 - Ajax 3 x 0 Fluminense - Olímpico (Amsterdam, Holanda)

PCFilho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os 11 maiores times da história


Listas são polêmicas por definição, eu sei. Mesmo assim me arriscarei: as últimas partidas do Barcelona me inspiraram a criar esta, meu "winning eleven" dos maiores times da história do futebol. Desde já, peço perdão pelos inevitáveis esquecimentos. Deixando claro: tentei levar em conta os resultados obtidos, as taças levantadas, as contribuições para as seleções nacionais, e não apenas a beleza do espetáculo. Sem mais delongas, vamos a eles.

XI) Manchester United 2006-2011
Em cinco anos, quatro conquistas da Premier League, uma da Liga dos Campeões da Europa e uma do Mundial da FIFA, com direito a duas finais de Liga dos Campeões perdidas para o mítico Barcelona. Impossível não se render aos bons resultados da equipe comandada por Alex Ferguson.

X) Boca Juniors 2000-2008
Seis Campeonatos Argentinos, três Copas Libertadores da América, duas Copas Sul-Americanas e duas Copas Intercontinentais. É inegável: o Boca Juniors de Riquelme, Palermo, Schelotto e companhia fez história na América do Sul no começo do século XXI.

IX) River Plate 1941-1945
Campeão argentino em 1941, 1942 e 1945, e vice-campeão em 1943 e 1944, o River Plate tinha em sua poderosa linha de frente a principal arma: Muñoz, Moreno, Pedernera, Labruna e Lousteau. O esquadrão era conhecido como La Máquina.

VIII) Juventus 1981-1985
A gigante italiana Juventus viveu uma grande era no começo da década de 80. Levantou o Campeonato Italiano em 1981, 1982 e 1984, a Recopa Européia em 1984, a Liga dos Campeões da Europa em 1985, e a Copa Intercontinental em 1985. Além de contar com o craque francês Platini, a Juve era também a base da Seleção da Itália: cedeu seis titulares da Azzurra campeã da Copa do Mundo de 1982 (Zoff, Cabrini, Gentile, Scirea, Tardelli e Rossi).

VII) Ajax 1970-1974
Liderado por Johan Cruijff, o lendário Ajax levantou um espetacular tri na Liga dos Campeões da Europa, em 1971, 1972 e 1973. Foi a base do famoso Carrossel Holandês, que encantou o planeta na Copa do Mundo de 1974, apesar da derrota na final para a Alemanha Ocidental.

VI) Honved 1949-1955
O clube da Hungria, liderado por gênios como Puskas, Kocsis e Czibor, levantou quatro Campeonatos Nacionais, e era a base da lendária Seleção Húngara campeã olímpica de 1952 e vice-campeã da Copa do Mundo de 1954.

V) Peñarol 1949-1954
O time-base da Seleção Uruguaia campeã da Copa do Mundo de 1950 era o Peñarol, que tinha seis titulares daquela Celeste (Máspoli, Varela, Ghiggia, Vidal, Míguez e Schiaffino), e mais três reservas (Juan González, Ortuño e Britos). Entre 1949 e 1954, o Peñarol levantou os Campeonatos Uruguaios de 1949, 1951, 1953 e 1954. (Cabe dizer que o clube praticamente abriu mão de vencer a edição de 1952, ao mandar seus titulares para a disputa do Mundial Interclubes no Brasil.)

IV) Barcelona 2006-...
O atual Barça possui um espetacular cartel de títulos conquistados nos últimos anos: 4 Campeonatos Espanhóis, 3 Ligas dos Campeões da Europa e 2 Mundiais da FIFA. Como se não bastassem tantas glórias, foi a base da Seleção da Espanha vencedora da Copa do Mundo de 2010 - seis titulares eram do Barcelona (Piqué, Puyol, Busquets, Iniesta, Xavi e Pedro), além do goleiro reserva Valdés.

III) Bayern de Munique 1972-1976
Dois Campeonatos Alemães e um espetacular tri na Liga dos Campeões da Europa já bastariam para posicionar o Bayern de Sepp Maier, Franz Beckenbauer e Gerd Müller em qualquer lista de maiores times da história. Mas eles fizeram mais: a Seleção da Alemanha Ocidental, vencedora da Copa do Mundo de 1974, tinha seis titulares do clube bávaro (Maier, Breitner, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Müller e Hoeness), além do reserva Kapellmann.

II) Real Madrid 1955-1960
O timaço liderado por Alfredo Di Stéfano levantou 5 Ligas dos Campeões da Europa e 2 Campeonatos Espanhóis. Nos anos finais, Di Stéfano teve a companhia de outra lenda do futebol, o húngaro Ferenc Puskas.

I) Santos 1961-1965
O esquadrão liderado por Pelé conquistou, nesses cinco anos, 4 Campeonatos Paulistas, 5 Taças Brasil, 2 Copas dos Campeões Sul-Americanos (atual Copa Libertadores) e 2 Copas Intercontinentais. Contribuiu com 7 convocados para a Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1962 (Pelé, Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Coutinho e Pepe).

PC

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

28/11/1995 - Ajax 0 x 0 Grêmio [PK 4 x 3]



(texto escrito por Carolina Van Breukelen Saavedra)

Foi no dia 28 de Novembro. Era final do segundo ano do segundo grau. Estávamos na reta final de provas. Mas aquela manhã seria especial, inesquecível para mim e para meus colegas de colégio. Grêmio e Ajax se enfrentariam em Tóquio decidindo o Mundial Interclubes. É estranho ter escolhido este jogo, que foi bastante fraco tecnicamente, mas eterno em suas recordações. Ajax invicto há mais de 50 jogos, enquanto o Grêmio se credenciava como a mais competitiva equipe Sul-Americana do momento. As aulas haviam sido suspensas para que todos acompanhassem a partida. Porto Alegre se dividia em três partes.

A primeira era a mais empolgada, os azuis. Torcendo para seu Grêmio guerreiro, de Jardel, de Paulo Nunes, de Arce, do capitão América Adílson, e acima de tudo, por Felipão, repetisse 1983 e, ao final do jogo, poder dizer mais uma vez: "A Terra é azul". Havia uma outra parte, os desesperados colorados. Todos ansiosos para o Ajax confirmar o favoritismo e conquistar o Mundo, e assim evitar uma década inteira de gozações dos tricolores. E havia eu.

Afinal era bastante incomum uma brasileira torcedora do Ajax. De verdade. Mas a explicação é simples. "Van Breukelen", o sobrenome de minha mãe, é holandês assim como ela, uma torcedora fanática do Ajax. Além de ser o sobrenome do meu tio Hans, goleiro da Holanda na Copa de 90 e na Euro'88. "Sangue do meu sangue", dizia a Bíblia. E eu mantive a tradição e sou uma das raras autênticas torcedoras do Ajax no Brasil.

Mas vamos ao jogo, que dentro do meu coração, será para sempre inesquecível. Assim como colorados da minha geração, eu só conhecia um time fabuloso do Ajax de ouvir falar, coincidência ou não, na década de 70. Passamos maus bocados no final dos anos 80 e início dos 90 (e que se repetem neste início de milênio), mas naqueles dias os tempos eram outros. Em 1995 tínhamos a base da Holanda, e éramos considerados os melhores do mundo. Porém o adversário era um especialista em derrotar favoritos, um time unido e com uma raça impressionante.

Começa o jogo e eu, que acompanhara tão bem os jogos do Grêmio ao longo do ano, percebi que nada seria fácil para o Ajax. Felipão armou um esquema que neutralizava os ataques do Ajax. Litmanen, o cérebro do time, tinha Goiano em sua cola o tempo todo e nada fez durante o jogo inteiro. Aproveitando o único ponto fraco holandês, os fracos laterais Reiziger e Bogarde, era quase impossível ao Ajax controlar os avanços de Arílson, quase um ponta-esquerda, e de Paulo Nunes na direita. Em minha casa, cercada de amigos e amigas tricolores e uns poucos colorados, eu roía as unhas e não disfarçava o nervosismo.

O Grêmio controlou totalmente o Ajax na primeira etapa, que só atacou esporadicamente e sem perigo. Em contra-partida, o time brasileiro não teve chances de assustar Van der Sar. Felipão amarrou o Ajax, seu 4-4-2 anulou o ofensivo 4-3-3 de Louis Van Gaal, que não conseguiu soluções eficientes para atacar o Grêmio. O preço foi alto: assim como não levava sustos, o time brasileiro quase não passava do meio-campo, em um jogo bastante monótono.

O segundo tempo começou e Kanu, (sim, aquele mesmo da Olímpiada de 96), entrou e logo de cara acertou uma bola no travessão. Ainda no início da etapa complementar, o árbitro (depois de ver o lance no telão), decidiu expulsar Rivarola, deixando o Grêmio com 10 em campo. O Ajax se assanhou e Litmanen, na cara de Danrlei, perdeu gol feito ao chutar muito fraco nas mãos do arqueiro brasileiro. Com medo de apanhar dos meus amigos, eu só praguejava baixinho.

Então, meu coração parou: Paulo Nunes cruza e Jardel perde gol feito, quase ao final do 2º tempo. Dois minutos depois, o artilheiro Jardel perde gol mais feito ainda, que poderia ter dado o título ao Grêmio. Desta vez, foram meus amigos gremistas que se desesperavam, gritando e chutando as paredes de minha casa. Era muito sofrimento para uma menina de 16 anos como eu. Comecei a implorar pelos pênaltis. A prorrogação prosseguiu monótona, como de todo o jogo. Um Grêmio heróico jogou mais de uma hora com um jogador a menos e que dominou a partida nos instantes finais.

Pênaltis. Os gremistas na minha sala, de mãos dadas, em sinal de corrente. Os colorados, em um extremo esforço como "secadores", pediam minha energia em sua "corrente paralela". E eu fui. Dinho, o autor do gol do título da Libertadores, perde o primeiro. O displicente Kluivert colabora e também bate mal o seu. Arce, um desconhecido paraguaio que se consagrou naquele ano, chuta na trave. Depois todos parecem "aprender" e batem com perfeição. Um por um, até chegar ao capitão Blind. O lendário defensor do Ajax, capitão há quase uma década. Ele fecha os olhos e bate no meio. Um gol. O título.

Enfim, podia comemorar a idéia de sermos, novamente, "Donos do Mundo". Ignorei os gremistas que choravam na sala, fui para a rua comemorar. Pegamos um carro e fomos fazer carreta até a casa de amigos holandeses. Um churrasco e muito vinho e cerveja. Confesso: tomei meu primeiro porre na vida. Um churrasco. Uma azia. E um vergonhoso 2,9 em Matemática no dia seguinte. Valeu a pena. O mundo era nosso, de novo. A terra era holandesa e os senhores de Amsterdam eram seus donos. Para mim, pela primeira vez...

Ficha Técnica: Grêmio 0 x 0 Ajax [PK 3 x 4]
Data: 28/11/1995.
Local: Estádio Nacional (Tóquio, Japão).
Árbitro: David Elleray.
Público: 47.119.
Cartões amarelos: Arce, Gélson, Arílson, Luís Carlos Goiano, Davids e Kanu.
Cartão vermelho: Rivarola.
Grêmio: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Luís Carlos Goiano, Arílson (Luciano) e Carlos Miguel (Gélson); Paulo Nunes e Jardel (Magno). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Ajax: Van der Saar; Frank de Boer, Reiziger e Bogarde; Blind, Ronald de Boer, Davids e Litmanen (Reuser); Finidi, Kluivert e Overmars (Kanu). Técnico: Louis Van Gaal.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Golaço do dia #117 - Van Basten


Atleta: Marcel "Marco" Van Basten.
Nascimento: 31/10/1964, em Utrecht (Holanda).
Jogo: Ajax 3 x 1 Den Bosch.
Data: 09/11/1986.
Local: De Meer Stadion, em Amsterdã (Holanda).

Lindo chute acrobático!

PC

sábado, 18 de julho de 2009

Golaço do dia #30 - Ibrahimovic


Autor: Zlatan Ibrahimovic.
Nascimento: 03/10/1981, em Malmö (Suécia).
Jogo: Ajax 6 x 2 NAC Breda (Eredivisie - Campeonato Holandês 2004/2005).
Data: 22/08/2004.
Local: Arena de Amsterdã, Holanda.

PC