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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Ficha Técnica: Fluminense 1 x 0 Mirassol

Foto: Marina Garcia/Fluminense FC.

06/11/2025 - Fluminense 1 x 0 Mirassol - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Campeonato Brasileiro de 2025, 32ª rodada.
Horário: 19:30 (Brasília).
Público: 15.952 presentes (14.363 pagantes).
Renda: R$ 595.653,50.
Árbitro: Anderson Daronco (RS/FIFA).
Auxiliares: Jorge Eduardo Bernardi (RS) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS).
Árbitro de vídeo (VAR): Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG).
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva [capitão], Freytes e Renê; Martinelli (Facundo Bernal, aos 32 do 2º tempo), Hércules e Lucho Acosta (Nonato, aos 41 do 2º tempo); Kevin Serna (Keno, aos 41 do 2º tempo), Canobbio e Everaldo (John Kennedy, aos 32 do 2º tempo). Técnico: Luis Francisco Zubeldía.
Mirassol: Walter; Daniel Borges (Lucas Ramon, no intervalo), João Victor, Jemmes e Reinaldo; Neto Moura (Carlos Eduardo, aos 32 do 2º tempo), Danielzinho [capitão] (Guilherme, aos 19 do 2º tempo), Yago Felipe (Gabriel, no intervalo) e Shaylon; Chico da Costa e Negueba (Alesson, aos 19 do 2º tempo). Técnico: Rafael Guanaes. 
Gol:
1-0: Kevin Serna, aos 31 do 1º tempo [assistência de Lucho Acosta].
Cartões amarelos: Daniel Borges (Mirassol), aos 3 do 1º tempo; Lucho Acosta (Fluminense), aos 45 do 1º tempo; Martinelli (Fluminense), aos 18 do 2º tempo; Renê (Fluminense), aos 19 do 2º tempo; Lucas Ramon (Mirassol), aos 26 do 2º tempo; Keno (Fluminense), aos 46 do 2º tempo.
Cartão vermelho: Lucas Ezequiel Vivas (massagista do Fluminense), aos 17 do 2º tempo.
Observações:
– após dar o cartão vermelho corretamente ao atleta Daniel Borges, do Mirassol, no primeiro minuto de jogo, o árbitro Anderson Daronco foi convencido pelo VAR a diminuir a punição para cartão amarelo;
– o gol de Kevin Serna foi o 100º gol do Fluminense na temporada de 2025;
– algumas fontes creditaram o gol como gol-contra de Daniel Borges, mas a arbitragem confirmou a autoria do gol para Kevin Serna na súmula;
– com 50 pontos, o Fluminense está em 7º lugar na tabela do Brasileirão, dentro da zona de classificação à Copa Libertadores de 2026 (já considerando a vaga extra devido à conquista garantida da Copa Libertadores de 2025 por um clube brasileiro);
– foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem aos torcedores do Fluminense: Sérgio Moreira Leite, Vinícius Ruch Werneck Guimarães, Guilherme Martins Ribeiro, Darllan de Almeida Vieira Barros, Bernardo Filgueiras Monteiro de Paula, Edson de Oliveira Guedes, Gualdino Rafael, João Motta, Ronaldo Silva, Eduardo Neto e Antônio Sérgio;
– esta foi a 6ª vitória consecutiva do Fluminense como mandante neste Campeonato Brasileiro:
Fluminense 1 x 0 Mirassol.

Retrospecto histórico do confronto atualizado: este foi somente o segundo jogo entre Fluminense e Mirassol na história, com o primeiro duelo tendo sido vencido pelo Mirassol (vide post: Ficha Técnica: Mirassol 2 x 1 Fluminense); assim, temos agora 2 jogos, 1 vitória do Fluminense e 1 vitória do Mirassol, 2 gols do Fluminense e 2 gols do Mirassol.

Número atualizado de jogos dos atletas do Fluminense com A Camisa:
Fábio (253) (102ª clean sheet)
Samuel Xavier (240)
Thiago Silva (206)
Freytes (54)
Renê (41)
Martinelli (287)
Facundo Bernal (60)
Hércules (61)
Lucho Acosta (16)
Nonato (105)
Kevin Serna (80) (14º gol)
Keno (130)
Canobbio (52)
Everaldo (50)
John Kennedy (127)

Fluminense no Campeonato Brasileiro de 2025 até aqui: 32 jogos, 15 vitórias, 5 empates e 12 derrotas, 38 gols-pró e 37 gols-contra.
Fluminense na temporada de 2025 até aqui: 71 jogos, 35 vitórias, 17 empates e 19 derrotas, 100 gols-pró e 63 gols-contra.

PCFilho

domingo, 11 de agosto de 2024

Diário de um juiz ladrão


Acordei às sete da manhã. Esse hotel que a CBF reserva pra gente aqui no Rio é ruim demais. O quarto tem cheiro de mofo e a luz do sol invade quando amanhece, eu sempre acordo antes do que gostaria. 

Hoje vou apitar um clássico pelo Brasileirão: Vasco e Fluminense. Ai, caramba, não vai ser no Maracanã. Vou ter que ir lá pro Engenhão, longe pra caramba. Vou ter que pedir um Uber aqui e depois a CBF vai criar dificuldade para dar o reembolso, como sempre. Se bem que é jogo do Fluminense, então já sei o que preciso fazer para agradar à chefia. Quando eu apito no jeito, eles resolvem tudo na boa. "Você precisa me ajudar a te ajudar", já disse aquele policial do filme.

Droga, meu whey tá acabando. Será que tem uma farmácia aqui perto do hotel? Deve ter, hoje em dia tem uma farmácia a cada esquina. Preciso ingerir a proteína necessária, pra manter o shape. Hoje vou malhar mais leve, odeio apitar com os músculos doloridos. Mas preciso do meu whey.

Levantando meus pesos na academia do hotel, penso comigo mesmo: a CBF não tá pra brincadeira com o Fluminense. Quarta-feira escalou o Rafinha na Copa do Brasil, hoje me colocam no Brasileirão. Tudo bem que os caras ganharam quatro seguidas e precisam de um freio, mas será que ninguém vai desconfiar?

Só espero que o Nobre não me crie problema no VAR. Ele sabe qual é a instrução: pro Fluminense nada, pro adversário tudo. Hoje o Vasco ganha de um jeito ou de outro. E ai de quem tentar impedir.

Cheguei ao estádio e um torcedor me reconheceu assim que desci do Uber. "Ihhh, é você hoje? Não vai roubar o Fluminense de novo, hein, safado?". Só consigo rir. Mas já falei pra comissão de arbitragem que eles precisam ter mais cuidado nessas escalas, tá dando muito na cara…

Começa o jogo e eu já vou amarrando tudo pro Fluminense, como sempre. Sigo a receita que nos ensinou o mestre Edilson em 2005, "é nos pequenos lances que a gente consegue fazer a diferença".

Confusão na área, gol do Vasco. Os jogadores todos do Fluminense estão pedindo mão. O meu bandeirinha não correu pro meio, mas que se dane, vou marcar o gol. Pode não haver chance melhor. O Nobre do VAR não vai querer interferir.

Droga, ele tá aqui buzinando no meu ouvido que foi mão mesmo. Vou ter que anular o gol? Pergunto se ele tem certeza.  Os jogadores dos dois times me cercando e eu tento me afastar. Será que eles não têm medo dos meus músculos?

Vou ter que ver na telinha mesmo, meu VAR? Puta que pariu. Assim você me quebra. Lá vou eu pra beira do campo. A imagem mostra claramente os toques nas mãos dos dois atletas do Vasco. Vou ter que anular mesmo. Mas deixa eu ver mais uma vez. Penso no esporro que vou levar se eu não validar esse gol e o Vasco acabar não fazendo outro. Ah, quer saber? Essa imagem não tá tão clara, não. Vou alegar que não dá pra ver e que se foda. Vou dar o gol.

O time do Fluminense tá desequilibrado. Reclamam com veemência. Vou aproveitar pra amarelar todo mundo. Que delícia é esse poder que eu tenho, de influenciar os destinos do jogo e do campeonato. E que bom é apitar no Engenhão, com os torcedores a quilômetros de distância do campo, não conseguem nem arremessar nada em mim.

Tenho certeza que o compadre Oliveira vai aliviar pra mim na central do apito na TV. Vai dar um jeito de me defender. Quando é contra o Fluminense esses caras constroem um castelo de lógica invertida.

Volto pro hotel com a sensação do dever cumprido. Mas vou pedir pra me botarem num lugar melhor da próxima vez. Esse quarto xexelento não tem a menor condição. Mas tem que ter academia! Ai, sabia que tava esquecendo de alguma coisa. Não comprei o meu whey.

PCFilho

sábado, 14 de setembro de 2019

Ficha Técnica: Palmeiras 3 x 0 Fluminense



10/09/2019 - Palmeiras 3 x 0 Fluminense - Allianz Parque (São Paulo)
Motivo: Campeonato Brasileiro de 2019, jogo adiado da 16ª rodada.
Público: 27.956 pagantes.
Renda: R$ 1.557.517,40.
Árbitro: Anderson Daronco (RS/FIFA).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Élio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS).
VAR: Daniel Nobre Bins (RS), Jonathan Benkenstein Pinheiro (RS) e José Eduardo Calza (RS).
Palmeiras: Fernando Prass; Marcos Rocha, Luan, Vítor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique [capitão] (Thiago Santos, aos 22 do 2º tempo) e Gustavo Scarpa (Raphael Veiga, aos 32 do 2º tempo); Dudu, Luiz Adriano (Borja, aos 23 do 2º tempo) e Willian. Técnico: Mano Menezes.
Fluminense: Muriel; Gilberto, Nino, Digão [capitão] e Caio Henrique; Airton (Yuri Lima, aos 28 do 2º tempo), Paulo Henrique Ganso (Dodi, aos 36 do 2º tempo) e Nenê; Wellington Nem (Marcos Paulo, aos 9 do 2º tempo), Yony González e João Pedro. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Gols:
1-0: Luiz Adriano, aos 8 do 1º tempo;
2-0: Luiz Adriano, aos 12 do 2º tempo [assistência de Dudu];
3-0: Luiz Adriano, de cabeça, aos 17 do 2º tempo [assistência de Marcos Rocha].
Cartões amarelos: Wellington Nem, aos 31 do 1º tempo; Airton, aos 15 do 2º tempo.
Observação: houve reclamação de que o primeiro gol do Palmeiras foi marcado com a mão, mas o lance foi rápido e muito difícil de se constatar; o VAR rapidamente se decidiu pela validação.

Até aqui no Brasileirão, o Fluminense tem campanha de 18 jogos, 4 vitórias, 3 empates e 11 derrotas, 20 gols-pró e 29 gols-contra.

PCFilho

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Ficha Técnica: Fluminense 1 x 2 São Paulo

Foto: André Durão.

27/07/2019 - Fluminense 1 x 2 São Paulo - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Campeonato Brasileiro de 2019, 12ª rodada.
Público: 21.741 presentes (20.011 pagantes).
Renda: R$ 644.375,00.
Árbitro: Anderson Daronco (RS/FIFA).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS).
VAR: Daniel Nobre Bins (RS), Jonathan Benkenstein Pinheiro (RS) e José Eduardo Calza (RS).
Fluminense: Muriel; Gilberto, Nino (Pablo Dyego, aos 52 do 2º tempo), Yuri Lima e Caio Henrique; Allan, Daniel (Guilherme, aos 25 do 2º tempo) e Paulo Henrique Ganso (Léo Artur, aos 53 do 2º tempo); Marcos Paulo, Pedro e Yony González. Técnico: Fernando Diniz.
São Paulo: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan (Igor Gomes, aos 35 do 2º tempo), Tchê Tchê e Hernanes (Everton, aos 14 do 2º tempo); Antony, Raniel e Alexandre Pato (Toró, aos 13 do 2º tempo). Técnico: Cuca.
Gols:
0-1: Reinaldo, aos 19 do 1º tempo;
1-1: Yony González, aos 36 do 1º tempo [assistência de Marcos Paulo];
1-2: Reinaldo, de pênalti, aos 52 do 2º tempo.
Cartões amarelos: Hernanes, aos 7 do 2º tempo; Arboleda, aos 32 do 2º tempo; Everton, aos 45 do 2º tempo; Allan, aos 50 do 2º tempo.
Observação: mais uma vez, o Fluminense foi notavelmente prejudicado pela arbitragem, com a marcação de um pênalti em toque claramente involuntário; na comparação com outros lances do Campeonato, fica escancarada a má vontade com o Fluminense – em lances similares nos jogos Santos x Fluminense e Flamengo x CSA, os pênaltis não foram marcados.

Até aqui no Brasileirão, o Fluminense tem campanha de 12 jogos, com 2 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, 16 gols-pró e 21 gols-contra.

PCFilho

sábado, 28 de outubro de 2017

Efemérides tricolores - 28 de outubro


1923: o Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, maior do país, sediou a decisão do primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Na partida, a Seleção Carioca perdeu por 4 a 0 para a Seleção Paulista, que se sagrou campeã. Os gols foram de Tatu (três) e Feitiço. Com três tricolores, os cariocas jogaram assim: Nelson [Vasco]; Alemão [Botafogo] e Palamone [Botafogo]; Nesi [São Cristóvão], Seabra [Flamengo] e Fortes [Fluminense]; Zezé [Fluminense], Coelho [Fluminense], Nonô [Flamengo], Nilo [Botafogo] e Moderato [Flamengo].

1928: no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Carioca estreou com vitória no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais: 3 a 0 sobre a Seleção Capixaba, gols de Russinho (dois) e Paschoal. Com o trio de médios do Fluminense, os cariocas jogaram com a seguinte escalação: Amado [Flamengo]; Pennaforte [America] e Hespanhol [Vasco]; Nascimento [Fluminense], Fernando Giudicelli [Fluminense] e Fortes [Fluminense]; Paschoal [Vasco], Nilo [Botafogo], Russinho [Vasco], Arthur Bahianinho [São Cristóvão] e Sant'Anna [Vasco]. Nas semanas seguintes, a Seleção Carioca conquistaria o Campeonato Brasileiro.

1934: no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Carioca estreou com vitória no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais: 3 a 1 sobre a Seleção Mineira. Os gols foram de Nena (dois) e Sobral para o Distrito Federal, e de Alfredo para Minas Gerais. Os cariocas atuaram com a seguinte formação: Rey [Vasco]; Domingos da Guia [Vasco] e Zé Luiz [São Cristóvão]; Agrícola [São Cristóvão], Fausto [Vasco] e Afonsinho [Flamengo]; Sobral [Bangu], Russo [Fluminense], Gradim [Vasco], Nena [Vasco] e Jarbas [Flamengo].

1936: em uma partida muito conturbada, válida pelo segundo turno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras lotado, o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1. O Tricolor abriu o placar aos 15 do primeiro tempo, com um gol de Lara, após escanteio cobrado pelo estreante Mendes. Aos 25, aconteceu a primeira confusão, com o árbitro Lippe Pereira Peixoto expulsando o rubro-negro Fausto, que se recusou a sair do campo. Durante a paralisação de quinze minutos, Fausto foi substituído por Jocelino, mesmo após ter sido expulso (!). No recomeço, Mendes marcou o segundo gol tricolor, e nova confusão se estabeleceu, pois os atletas rubro-negros agrediram o árbitro. Yustrich, Domingos da Guia e Otto foram expulsos, e os jogadores do Flamengo se sentaram no gramado até o final do primeiro tempo. No intervalo, as três últimas expulsões foram canceladas, exigência do Flamengo para retornar ao gramado. No início da segunda etapa, Ladislau descontou para os rubro-negros, de falta. Logo depois, houve nova paralisação, porque o árbitro Lippe Pereira Peixoto saiu machucado, e acabou substituído por Roberto Porto. Nos minutos restantes, não houve mais gols, e o Fluminense venceu mesmo por 2 a 1. Apesar de todas as irregularidades da arbitragem, o resultado foi homologado pela Liga. Com seis vitórias, um empate e uma derrota, o timaço tricolor seguia na campanha do primeiro título do tricampeonato do Rio de Janeiro - a final seria contra o próprio Flamengo, em dezembro.
O Jornal dos Sports noticiou a "sentada" dos jogadores do Flamengo.

1941: em partida válida pelo Torneio Oscar Cox, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense goleou o Canto do Rio por 8 a 3, graças aos gols de Russo (quatro), Romeu Pellicciari, Tim, Rongo e Carreiro. O Tricolor conquistaria o Torneio Extra em homenagem ao fundador do clube, Oscar Cox.

1944: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense venceu o Canto do Rio por 4 a 1. Os gols tricolores foram marcados por Scila (dois), Magnones e Pedro Amorim.

1956: em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 4 a 0 da Portuguesa da Ilha do Governador, com quatro gols do centroavante Waldo.

1987: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Fluminense venceu o Internacional por 1 a 0, gol do centroavante Washington, aos cinco minutos do segundo tempo, de cabeça.

1992: em partida válida pelo Campeonato Carioca, em Ítalo del Cima, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Campo Grande, graças aos gols de Ézio e Julinho (de falta).

2010: em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Engenhão, o Fluminense venceu o Grêmio por 2 a 0, com dois gols do craque argentino Darío Conca. Com 57 pontos ganhos em 32 jogos (16 vitórias, 9 empates e 7 derrotas), o Fluminense liderava, com saldo de gols maior que o do Cruzeiro. Até o fim do ano, o Tricolor não perderia mais nenhuma partida, e terminaria conquistando o terceiro Brasileirão de sua história.
A classificação do Brasileirão 2010 após a 32ª rodada.

2015: na partida de volta da semifinal da Copa do Brasil, no Allianz Parque, em São Paulo, o Fluminense perdeu para o Palmeiras por 2 a 1 (Lucas Barrios fez os dois gols dos paulistas, e Fred marcou o gol tricolor, em assistência de Gérson). Assim como no jogo de ida (vide 21 de outubro), o Fluminense foi prejudicado pela arbitragem: desta vez, foi Anderson Daronco que fabricou um pênalti para o Palmeiras. Diego Cavalieri chegou a defender a cobrança de Zé Roberto, mas sofreu o gol no rebote. Devido aos benefícios grosseiros das duas arbitragens, o Palmeiras conseguiu levar a definição da vaga para a disputa de pênaltis, a qual acabou vencendo por 4 a 1. Os torcedores do Fluminense presentes no estádio aplaudiram a luta dos atletas tricolores, que nunca desistiram, mesmo jogando contra doze homens.

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Aniversariantes do dia:

Eledir Mazza (1935), zagueiro que integrou o elenco profissional do Fluminense entre as temporadas de 1957 e 1958.

Edson Luiz de Carvalho, o Edson Borracha (1941), goleiro que atuou no Fluminense entre 1960 e 1966. Participou da conquista do Torneio Pará-Guanabara em 1966.

Diogo Fernandes de Souza (1978), goleiro que integrou o plantel profissional do Fluminense entre 1998 e 2001. Conquistou a Copa Rio de Janeiro em 1998 e a Série C do Campeonato Brasileiro em 1999.

PCFilho

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ficha Técnica: Fluminense 0 x 1 Palmeiras



24/09/2017 - Fluminense 0 x 1 Palmeiras - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Campeonato Brasileiro 2017, 25ª rodada.
Público: 13.145 presentes (11.208 pagantes).
Renda: R$ 353.660,00.
Árbitro: Anderson Daronco (RS).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Élio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS).
Fluminense: Júlio César; Lucas, Ygor Nogueira, Frazan e Léo Pelé; Jefferson Orejuela (Marlon Freitas, aos 20 do 2º tempo), Wendel e Douglas (Júnior Sornoza, aos 32 do 2º tempo); Gustavo Scarpa [capitão], Robinho (Wellington Silva, aos 20 do 2º tempo) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.
Palmeiras: Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Juninho e Egídio; Jean (Thiago Santos, aos 26 do 2º tempo), Tchê Tchê e Moisés; Dudu, Deyverson (Róger Guedes, aos 26 do 2º tempo) e Willian (Miguel Borja, aos 40 do 2º tempo). Técnico: Cuca.
Gol:
0-1: Egídio, aos 41 do 1º tempo.
Cartões amarelos: Lucas, aos 8 do 1º tempo; Ygor Nogueira, aos 18 do 1º tempo; Edu Dracena, aos 30 do 1º tempo; Egídio, aos 40 do 1º tempo.

Foto: André Durão.

Este foi o 108º confronto entre os dois clubes, com 34 vitórias do Fluminense, 16 empates e 58 vitórias do Palmeiras, 153 gols do Fluminense e 188 gols do Palmeiras. A lista com todos os resultados da história do duelo pode ser conferida em História - Fluminense x Palmeiras.

Na tabela de classificação após o término da 25ª rodada, o Fluminense ocupa a 12ª posição, com 31 pontos ganhos (campanha de 7 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, 34 gols-pró e 35 gols-contra).

Na história do Campeonato Brasileiro, desde 1967, o Fluminense soma 1296 partidas, com 504 vitórias, 361 empates e 431 derrotas, 1738 gols-pró e 1562 gols-contra.*
* observações:
- não estão sendo contabilizados nessa estatística os dois jogos anulados de 2005 (Juventude 2 x 0 Fluminense e Fluminense 3 x 0 Brasiliense), os jogos da Taça Brasil (em 1960 e 1966), os jogos de divisões inferiores (em 1998 e 1999), e os resultados de disputas de pênalti;
- o jogo de 1º de fevereiro de 1989 (Fluminense 1 x 2 Vasco no tempo normal e Fluminense 2 x 0 Vasco na prorrogação) está sendo contabilizado como vitória, com três gols-pró e dois gols-contra;
- o jogo interrompido de 1º de maio de 1991 (Fluminense 0 x 0 Botafogo, alterado pela Justiça para vitória do Fluminense) está sendo contabilizado como vitória, sem gol marcado;
- o jogo de 5 de dezembro de 2001 (Fluminense 1 x 1 Ponte Preta no tempo normal e Fluminense 2 x 1 Ponte Preta na prorrogação) está sendo contabilizado como vitória, com três gols-pró e dois gols-contra;
- o jogo de 20 de setembro de 2003 (Fluminense 1 x 1 Paysandu, alterado pela Justiça para vitória do Fluminense) está sendo contabilizado como vitória, contando um gol-pró e um gol-contra.

PCFilho

quinta-feira, 23 de março de 2017

Ficha Técnica: Ypiranga 1 x 1 Internacional [nos pênaltis, 3 x 4]


22/03/2017 - Ypiranga 1 x 1 Internacional [PK 3 x 4] - Colosso da Lagoa (Erechim)
Motivo: Campeonato Gaúcho 2017, 1ª fase, 9ª rodada; e Recopa Gaúcha 2017.
Árbitro: Anderson Daronco (RS).
Ypiranga: Carlão; Márcio Lima, Negretti, Wagner e Gabriel Araújo (Néverton); Jackson, Tairone, Éder, Talles Cunha e Kaio Wilker (Evair); Maycon (Michel Henrique). Técnico: Guilherme Macuglia.
Internacional: Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Paulão (Roberson) e Victor Cuesta; Anselmo, Rodrigo Dourado (Andrigo), Andrés D'Alessandro e Uendel; Nico López (Valdívia) e Brenner. Técnico: Antônio Carlos Zago.
Gols:
1-0: Talles Cunha, aos 41 do 1º tempo;
1-1: Brenner, de pênalti, aos 41 do 2º tempo.
Cartões amarelos: Tairone e Carlão (Ypiranga); Paulão e Rodrigo Dourado (Internacional).
Definição por pênaltis:
1ª: Talles Cunha cobrou e converteu para o Ypiranga (1-0);
2ª: Andrés D'Alessandro cobrou e converteu para o Internacional (1-1);
3ª: Evair cobrou e converteu para o Ypiranga (2-1);
4ª: William cobrou e converteu para o Internacional (2-2);
5ª: Carlão cobrou e converteu para o Ypiranga (3-2);
6ª: Valdívia cobrou e converteu para o Internacional (3-3);
7ª: Éder cobrou e Danilo Fernandes defendeu (3-3);
8ª: Léo Ortiz cobrou e converteu para o Internacional (3-4);
9ª: Márcio Lima cobrou e Danilo Fernandes defendeu (3-4).
Placar da disputa: Ypiranga 3, Internacional 4. O Internacional é bicampeão da Recopa Gaúcha.

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A Recopa Gaúcha é disputada pelo campeão do Campeonato Gaúcho do ano anterior e o campeão  da Super Copa Gaúcha do ano anterior. Como o Sport Club Internacional conquistou ambas as competições em 2016, o Ypiranga adquiriu o direito de disputar a Recopa Gaúcha 2017, por ter sido o vice-campeão da Super Copa Gaúcha 2016. Como houve empate, a Recopa Gaúcha 2017 foi decidida na definição por pênaltis.

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Resultados dos últimos 8 duelos entre Ypiranga e Internacional pelo Campeonato Gaúcho:
11/02/2009 - Ypiranga 0 x 0 Internacional
17/01/2010 - Internacional 4 x 2 Ypiranga
10/04/2010 - Internacional 2 x 0 Ypiranga
10/03/2011 - Internacional 4 x 0 Ypiranga
03/03/2012 - Internacional 2 x 1 Ypiranga
01/04/2015 - Internacional 1 x 0 Ypiranga
06/02/2016 - Internacional 3 x 2 Ypiranga
22/03/2017 - Ypiranga 1 x 1 Internacional [PK 3 x 4]

PCFilho

sábado, 31 de outubro de 2015

Após show de Vuaden e Daronco, Palmeiras já sonda Meira Ricci e Lima Henrique para 2016


Classificado para a decisão da Copa do Brasil, graças às épicas atuações dos árbitros craques Leandro Pedro Vuaden e Anderson Daronco nas semifinais contra o Fluminense, o Palmeiras já começa a planejar as contratações do ano que vem.

Zé Roberto, o veterano meio-campista e ator palmeirense, elogiou efusivamente as atuações de Vuaden e Daronco nas semifinais: "as assistências que eu recebi dos dois foram sensacionais, me deixaram sozinho, a 11 metros do gol, de frente pro goleiro do Flu".

Os primeiros nomes de reforços sondados pela diretoria palmeirense para 2016 são os de Sandro Meira Ricci e Marcelo de Lima Henrique, dois juízes atletas de comprovada experiência no futebol brasileiro. O paraguaio Carlos Amarilla também recebeu um telefonema do clube paulista, mas pretende continuar no Boca Juniors, da Argentina.

Um entrave para as intenções palmeirenses é o fato de que o Corinthians deverá dificultar as contratações, uma vez que conta com os serviços de ambos os jogadores para a próxima temporada. "O Meira Ricci articulando as jogadas pelo meio é uma das peças-chave do esquema do Tite", revela Edilson Pereira, treinador de árbitros do Timão.

Os matemáticos estimam que o Palmeiras precisará de sete ou oito pênaltis inventados para derrotar o Santos na final.

PCFilho

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Palmeiras 2 x 1 Fluminense (4 x 1 nos pênaltis)

Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press.

Amigos, o Regulamento Geral de Competições da CBF, cujo artigo 80 está transcrito abaixo, é claríssimo:
Art. 80 – O clube visitante terá o direito de adquirir, com pagamento prévio, a quantidade máxima de ingressos correspondente a dez por cento (10%) da capacidade do estádio ou da capacidade permitida pelos órgãos de segurança, desde que se manifeste em até três (3) dias úteis antes da realização da partida, através de ofício dirigido ao clube mandante, obrigatoriamente com cópia às federações envolvidas e à DCO.
Parágrafo único – Em cumprimento de acordo assinado entre os clubes, inclusive para situações de reciprocidade, a disponibilidade de ingressos para o visitante poderá ser superior aos dez por cento (10%) da capacidade do estádio.

O Palmeiras, em seu novíssimo estádio, o Allianz Parque, não concedeu os 10% da capacidade ao Fluminense, para a semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira 28. A torcida tricolor não teve direito à quantidade de ingressos prevista em regulamento (e ofertada à torcida palmeirense no Maracanã, no primeiro jogo do confronto). Em suma: o Palmeiras cometeu uma flagrante infração ao regulamento da competição. Ora, se o Allianz Parque não pode cumprir os requisitos impostos pela CBF, então não pode receber jogos dos torneios organizados pela confederação. Simples assim.

Entretanto, esta nem foi a ocorrência extra-campo mais grave. Eu estava no Allianz Parque, e fui testemunha de uma situação absurda: o torcedor do Fluminense Flávio Mendes, 51 anos, passou mal logo após a disputa de pênaltis, não recebeu os cuidados adequados, e, depois eu soube, acabou falecendo. Com o atendimento em modo tartaruga, o adepto tricolor, que sofria um infarto, demorou cerca de vinte minutos para ser removido - uma demora inadmissível que, infelizmente, pode ter sido decisiva para o final trágico.

A justificativa do Palmeiras para rasgar o regulamento da CBF foi exatamente a "segurança dos torcedores". Ora, que porcaria de segurança é essa, que permite a morte de um torcedor na arquibancada? Ficou evidente que o Palmeiras sempre esteve cagando e andando para nossa segurança: deu menos ingressos para o Fluminense simplesmente por querer menos torcedores visitantes no estádio.

Vale lembrar que, na mesma competição, no ano passado, o Grêmio foi sumariamente eliminado, por causa de "ofensas racistas" dirigidas ao goleiro do Santos, em Porto Alegre. Isto é: por muito menos que o ocorrido na quarta-feira 28, a CBF eliminou o Grêmio da Copa do Brasil do ano passado. Perguntar não ofende: como será punida a escandalosa e obscena negligência do Palmeiras?

Como se não bastassem os crimes fora das quatro linhas, também em campo o Fluminense foi, mais uma vez, operado pela arbitragem. Na soma do confronto, o Palmeiras marcou três gols, dois deles originários de pênaltis inexistentes, inventados pelos senhores Vuaden (no Maracanã) e Daronco (no Allianz Parque). Jogando sempre contra quatorze homens, torna-se uma tarefa hercúlea ser campeão de qualquer coisa.

O Fluminense foi heroico, na arquibancada e em campo. Nós, os 5% que deveríamos ser 10%, engolimos os torcedores locais no canto, e evidentemente merecíamos voltar para o Rio de Janeiro com a vaga na decisão. Dentro das quatro linhas, os atletas do Fluminense também deixaram tudo, terminando com as camisas encharcadas de suor. Foi uma partida monumental do onze tricolor, de Diego Cavalieri a Fred. No segundo tempo, parecia que o Fluminense é que jogava em casa: o Palmeiras, acuado, apenas rezava pelo fim do jogo, para decidir tudo na loteria dos pênaltis.

Ah, os malditos pênaltis, que podem ser tudo, menos futebol. São um outro esporte, não mais justo que jogar uma moedinha para o alto e decidir no cara-ou-coroa. Que bonita seria uma prorrogação, que bonito seria um jogo extra. Mas não: preferimos desempatar tudo no acaso dos malditos pênaltis.

O Palmeiras está na final da Copa do Brasil, mas este confronto será para sempre lembrado com a mancha dos erros das arbitragens. Nem mesmo o torcedor palmeirense mais fanático acredita que o seu time mereceu, de fato, se classificar. Na soma dos cento e oitenta minutos, o Fluminense foi mais time, jogou mais futebol, e se não tivesse sido escandalosamente garfado nos dois jogos, estaria na decisão contra o Santos.

O futebol não é justo, às vezes é gritantemente injusto, como foi, e o Fluminense está fora da Copa do Brasil. Como diria o gênio, pior para os fatos.

Descanse em paz, Flávio. Que os seus parentes e amigos tenham força para seguir em frente. E que a sua morte não tenha sido em vão.

PCFilho

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Palmeiras x Fluminense - Transmissão ao vivo (28/10/2015, Copa do Brasil)


Nesta quarta-feira, dia 28 de outubro, às 22:00, horário de verão de Brasília, no Allianz Parque, em São Paulo capital, Palmeiras e Fluminense se enfrentam na partida de volta da semifinal da Copa do Brasil de 2015.

O jogo entre Palmeiras e Fluminense terá transmissão ao vivo pela TV Globo para Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá, Distrito Federal e Pará (somente Santarém), com a narração de Luís Roberto de Múcio e os comentários de Juninho Pernambucano, Caio Ribeiro e Paulo César de Oliveira, pelo canal de TV por assinatura Sportv para todo o Brasil, e pelo canal PFC Internacional para o exterior, nestes dois últimos com a narração de Luiz Carlos Júnior e os comentários de Maurício Noriega e Roger Flores.

A TV Bandeirantes também transmitirá o jogo ao vivo, para Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e Distrito Federal. Também haverá transmissão ao vivo pelos canais de TV por assinatura ESPN Brasil e Fox Sports, para todo o Brasil.

Para a região metropolitana do Rio de Janeiro, haverá transmissão ao vivo pelas rádios Globo, Tupi, Transamérica, Bradesco Esportes e Manchete. Para São Paulo, a partida será transmitida ao vivo pela rádio Bradesco Esportes FM. Na internet, o jogo será transmitido ao vivo pelas webrádios Verdão e FutRio.

No jogo de ida do confronto da semifinal, na quarta-feira 21, no Maracanã, no Rio de Janeiro, o Fluminense venceu por 2 a 1. Assim, o Tricolor se classificará com qualquer vitória ou empate, ou com derrota por 1 gol de diferença marcando pelo menos 2 gols. Caso o Palmeiras vença por exatamente 2 a 1, a vaga na finalíssima será definida em uma disputa de pênaltis.

Apitará o jogo entre Palmeiras x Fluminense o árbitro gaúcho Anderson Daronco. Ele já apitou 8 jogos do Fluminense, com 2 vitórias tricolores, 4 empates e 2 derrotas:

Ao longo da história, Fluminense e Palmeiras já se enfrentaram 103 vezes, com 34 vitórias tricolores, 16 empates e 53 vitórias palmeirenses. Nos últimos 12 jogos entre os dois clubes, houve 9 vitórias do Fluminense, 1 empate e 2 vitórias do Palmeiras. O retrospecto histórico completo do confronto entre os dois gigantes do futebol brasileiro pode ser conferido no meu post História - Fluminense x Palmeiras.

PCFilho

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fluminense 1 x 4 Palmeiras: Carta aos jogadores


Prezados atletas do Fluminense,

Eu confesso que não sei o que está acontecendo. Acompanho o dia-a-dia do Fluminense desde que me entendo por gente, lá se vão vinte e poucos anos. Alguns de vocês nem eram nascidos ainda, e eu já respirava Fluminense. Vivi de tudo: das fases ruins às glórias apoteóticas. Sou e serei eternamente grato a alguns de vocês, pelo que fizeram em 2009, 2010 e 2012. E ficarei muito triste, mesmo, se a história de vocês no Fluminense for manchada por um rebaixamento inacreditável como o que está se desenhando.

Vocês terminaram o primeiro turno em quarto lugar. Isso mesmo, só três clubes estavam à nossa frente. Vocês provaram, em campo, de forma inquestionável, que estão pelo menos entre os cinco ou seis melhores times do país. No entanto, nestas sete primeiras rodadas do returno, cumpriram a assustadora campanha de um empate e seis derrotas. O que está acontecendo?

Eu sei que as arbitragens foram absurdas e prejudicaram, e muito, vocês. Reclamei à beça junto com vocês, especialmente nos jogos com Corinthians, Flamengo e Sport Recife. Fomos, sem dúvida alguma, assaltados. Não menosprezo o efeito das arbitragens ruins, insisto. Entretanto, elas sozinhas não justificam a péssima fase. Contra o Palmeiras, por exemplo, o árbitro Anderson Daronco foi muito bem, não nos prejudicou - e mesmo assim perdemos por 4 a 1, de virada.

O que quer que esteja acontecendo, eu peço que deixem para trás. Esqueçam as arbitragens que nos roubam, esqueçam os dirigentes que devem estar aprontando as suas cagadas habituais, esqueçam os marginais que tentaram agredir alguns de vocês, esqueçam os jornalistas que inventam tudo para prejudicar vocês.

Esqueçam tudo, e joguem por nós. Lutem por nós.

O Fluminense não é o Peter Siemsen, não é o Mario Bittencourt, não é o Enderson Moreira. O Fluminense somos nós, o Fluminense é a torcida. E nós, que sofremos por essas três cores, merecemos mais do que vocês estão nos dando. Joguem com raça, que nós apoiaremos.

Vocês são privilegiados: estão jogando em um dos maiores clubes do Brasil e do mundo, estão realizando o sonho dourado de qualquer menino brasileiro. Não desperdicem isso. Deixem tudo em campo: suor, lágrimas, sangue se for necessário.

Joguem por nós. Lutem por nós.

PCFilho

domingo, 12 de julho de 2015

Atlético Paranaense 1 x 2 Fluminense

Foto: Giuliano Gomes (Agência PRPRESS).

Amigos, eu tenho pena de quem não é Fluminense. Como deve ser monótona, chata mesmo, a vida de um não-tricolor.

Como todos os clubes, naturalmente, o Fluminense às vezes ganha, às vezes empata e às vezes perde. Aos olhos de um observador externo, pode parecer mais um time comum, tal qual todos os demais, com seus triunfos e seus reveses, suas glórias e suas tragédias. Mas só parece: o Fluminense é especial.

Ainda me lembro quando, em 1998, caímos para a inimaginável terceira divisão. Os rivais zombavam, nas escolas, nos escritórios, nas ruas, nas esquinas, nos bares: "o Fluminense acabou". Mas nós não desistimos. Continuamos a exibir o verde, o branco e o grená, como se fossem as cores do maior clube do mundo. E eram mesmo. Hoje, colhemos os frutos de nossa teimosia.

Em 2008, os zumbis anti-tricolores novamente pisotearam sobre nossa paixão. Fizemos aquela campanha memorável na Copa Libertadores, mas perdemos numa miserável e injusta disputa de pênaltis. Ainda hoje, gritam "ele-dê-ú" para tentar zombar de nós. Mas perguntem a um tricolor se, mesmo com o final trágico, não valeu a pena. Sim, eles não entendem, mas nós nos orgulhamos de 2008.

Nós nos orgulhamos também de 2009, quando protagonizamos a Arrancada, o maior milagre de uma equipe na história dos esportes no mundo. Os ditos especialistas sentenciaram nosso rebaixamento com três meses de antecedência, os matemáticos nos davam 2% de chance. E nós conseguimos: provamos que o impossível não existe para quem vive com paixão. Fomos a Curitiba no histórico dia seis de dezembro, e voltamos de lá mais cobertos de glória que os próprios campeões.

E no ano seguinte, 2010, provamos como valeu a pena acreditar no milagre. Trinta e oito jogos depois, derrotamos o Guarani no Engenhão e levantamos a taça. Imagino o desespero estampado nos rostos dos que, anos antes, haviam sentenciado a morte do Fluminense. Não só não morremos, como éramos, novamente, o melhor time do Brasil, como em 1970, como em 1984. Como em 2012, também.

O engraçado é que os rivais não aprendem. No fim do ano passado, perdemos nosso patrocinador, e eles repetiram a bravata: "o Fluminense acabou". Coitados, repito: não entendem uma vírgula sobre eternidade. Cá estamos nós, de patrocinadores novos, e novamente brigando pela suprema glória do futebol brasileiro.

O Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, a Bombonera brasileira, é osso duro de roer. Gustavo Scarpa, menino que joga como se já fosse um veterano, fez 1 a 0, e eles empataram. Mas o Fluminense tem Fred. E, como diz meu amigo Montanha, quem tem Fred não morre pagão. Ele estava lá, na hora certa, no lugar certo. O homem que, há um ano, era injustamente execrado por todo o país como culpado pela tragédia da Copa do Mundo, estava lá, e botou para dentro. Era o gol da vitória do Fluminense em Curitiba, a mesma Curitiba de 2009. Se seremos campeões novamente em 2015, não sei. Ainda temos cinco meses e vinte e cinco jogos pela frente. Mas nós temos Fred. Só nós temos Fred, e isso é animador.

Na distante caverna que habita, vestindo sua simples manta, o sábio Profeta coça sua longa barba branca, enquanto contempla aquelas quatro belas faixas tricolores, penduradas na úmida parede de pedra. Um questionamento inquietante ganha cada vez mais força em sua mente: "será que dá?".

PCFilho

NOTAS DO ONZE:
Diego Cavalieri: Estava em grande tarde, com algumas defesas difíceis. 9,0
Wellington Silva: Suou a camisa, ajudando na defesa e no ataque. 7,5
(Renato): Deu a assistência para o gol da vitória. 7,5
Gum: Novamente ganhou a maioria das disputas. 7,0
Antônio Carlos: Idem. 7,0
Giovanni: Falhou no gol do Atlético Paranaense. 5,5
Edson: Encharcou a camisa, como sempre. 7,0
Rafinha: Ajudou na marcação. 6,0
(Marlon): Entrou bem, no segundo tempo. 7,0
Marcos Júnior: Não lhe faltou empenho. 6,5
Gérson: Pode produzir mais. 6,0
Gustavo Scarpa: Outra excelente atuação, premiada com mais um gol. 9,0
Fred: Decisivo, deu a assistência para o primeiro gol, e marcou o segundo. DEZ
T. Enderson Moreira: Ajeitou a defesa, e orienta bem o time. 8,0

Árbitro Anderson Daronco: Errou na marcação de alguns lances. 5,0



domingo, 17 de maio de 2015

Atlético Mineiro 4 x 1 Fluminense

Foto: Bruno Haddad (Fluminense FC).

Neste domingo 17, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, o Fluminense foi dominado e atropelado pelo Atlético Mineiro: 4 a 1, fora os dois chutes na trave (a Leiteria estava lá para nos ajudar, percebe-se). O jogo foi um massacre estratégico, tático, técnico e físico. Se algum torcedor tricolor ainda nutria esperanças de uma boa campanha neste Campeonato Brasileiro, levou um banho de realidade, uma ducha de água gelada.

A derrota do Fluminense, além de humilhante, é indesculpável: o Atlético Mineiro teve um jogo desgastante na quarta-feira à noite, contra o Internacional, em Porto Alegre, pela Copa Libertadores da América, ao passo que o Fluminense passou toda a semana só treinando. Se um dos dois times poderia ser perdoado por levar um baile, certamente não é o Fluminense.

Ricardo Drubscky, o treinador do Tricolor, é o principal culpado pelo vexame, por mandar a campo um time com três volantes, uma escalação retranqueira que já não havia funcionado contra o Joinville com dez homens no Maracanã, e certamente não funcionaria contra o Atlético Mineiro com onze.

Entretanto, a indigesta derrota tem também outros pais, além de Ricardo Drubscky: os dirigentes do Fluminense. O duro revés imposto pelos mineiros demonstra a fragilidade do elenco montado para esta temporada. Sem os garotos Marlon e Kenedy, convocados para a Seleção Brasileira Sub-20 que disputará o Mundial da categoria, o onze tricolor se mostrou uma presa ridiculamente fácil para o Atlético Mineiro.

No domingo que vem, 24, enfrentaremos o Corinthians, no Maracanã. Mesmo com a crise atravessada pelo rival e com meu otimismo natural, não consigo vislumbrar uma vitória do Fluminense, após o desastre de Brasília. Tomara que eu esteja errado. Tomara.

PCFilho

NOTAS DO ONZE:
Diego Cavalieri: Sem culpa nos gols. 5,0
Wellington Silva: Errou demais. Sofreu pênalti não-marcado. 3,0
Gum: Perdido. 3,0
Antônio Carlos: Um desastre. 2,0
Giovanni: Novamente muito mal. 2,0
Pierre: Não conseguiu cumprir sua função. 3,0
(Magno Alves): Entrou já com a vaca no brejo, e pelo menos tentou. 5,5
Edson: Lutou muito na defesa, e foi o principal armador do time. 7,0
Jean: Atuação para esquecer. 3,0
Gérson: Não conseguiu ser o perigoso meia-atacante de outros jogos. 4,5
(Wagner): Entrou já com o jogo decidido, e não conseguiu muito. 4,5
Vinícius: Sobrecarregado pela retranca de Drubscky, fez o que deu. 5,0
(Lucas Gomes): Criou boas jogadas, mas pecou nas conclusões. 5,0
Fred: Isolado pela retranca de Drubscky, não conseguiu muita coisa. Sofreu o pênalti marcado, e o converteu com a categoria de sempre. 5,5
T. Ricardo Drubscky: Repetiu a escalação equivocada, e viu seu time ser atropelado. ZERO

Árbitro Anderson Daronco: Deixou de marcar um pênalti para o Fluminense. 4,0

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Arbitragem para Sport Recife x Fluminense


Apitará Sport Recife x Fluminense, no domingo 23, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, pelo Campeonato Brasileiro, o árbitro Anderson Daronco, da Federação do Rio Grande do Sul. Ele será auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva (GO/FIFA) e José Javel Silveira (RS).

O árbitro gaúcho Anderson Daronco já apitou 4 jogos do Fluminense em sua carreira, uma vitória tricolor (contra o Horizonte) e três empates (com Atlético Mineiro, Cruzeiro e Bahia).

A primeira partida do Tricolor que Anderson Daronco apitou foi Atlético Mineiro 2 x 2 Fluminense, em 04/09/2013, no Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro de 2013. Neste jogo, ele teve uma atuação ruim no aspecto disciplinar, tendo sido conivente com a excessiva violência dos jogadores atleticanos, e expulsado o atacante tricolor Rhayner com rigor exagerado. Em suma, adotou, para cada time, um critério distinto.

O segundo jogo do Fluminense comandado por Anderson Daronco foi Fluminense 5 x 0 Horizonte, em 10/04/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil de 2014. O Fluminense havia perdido o primeiro jogo do duelo por 3 a 1, e acabou se classificando à fase seguinte com a goleada.

O terceiro jogo do Tricolor apitado por Anderson Daronco foi Fluminense 3 x 3 Cruzeiro, em 07/09/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2014. Neste jogo, ele ignorou pênalti claro em Wagner (foto abaixo), que deveria ter rendido a expulsão do infrator cruzeirense.

Flu 3 x 3 Cruzeiro: pênalti claro em Wagner, que Anderson Daronco não marcou.

O quarto jogo do Tricolor apitado por Anderson Daronco foi Fluminense 1 x 1 Bahia, em 04/10/2014, no Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro de 2014. No segundo tempo, ele marcou algumas faltas inexistentes para o Bahia. Em uma delas, aconteceu o gol de empate.

Anderson Daronco (RS), aspirante ao quadro da FIFA.

PCFilho

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Anderson Daronco apitará Fluminense x Bahia

Anderson Daronco (RS), aspirante ao quadro da FIFA.

Apitará Fluminense x Bahia, neste sábado 4, no Mané Garrincha, em Brasília, o árbitro Anderson Daronco, da Federação do Rio Grande do Sul. Ele será auxiliado por Rafael da Silva Alves (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS).

O árbitro gaúcho Anderson Daronco já apitou 3 jogos do Fluminense em sua carreira, uma vitória tricolor (contra o Horizonte) e dois empates (com Atlético Mineiro e Cruzeiro).

A primeira partida do Tricolor que Anderson Daronco apitou foi Atlético Mineiro 2 x 2 Fluminense, em 04/09/2013, no Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro de 2013. Neste jogo, ele teve uma atuação ruim no aspecto disciplinar, tendo sido conivente com a excessiva violência dos jogadores atleticanos, e expulsado o atacante tricolor Rhayner com rigor exagerado. Em suma, adotou, para cada time, um critério distinto.

O segundo jogo do Fluminense comandado por Anderson Daronco foi Fluminense 5 x 0 Horizonte, em 10/04/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil de 2014. O Fluminense havia perdido o primeiro jogo do duelo por 3 a 1, e acabou se classificando à fase seguinte com a goleada.

O terceiro jogo do Tricolor apitado por Anderson Daronco foi Fluminense 3 x 3 Cruzeiro, em 07/09/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2014. Neste jogo, ele ignorou pênalti claro em Wagner (foto abaixo), que deveria ter rendido a expulsão do infrator cruzeirense.

Flu x Cruzeiro: pênalti claro em Wagner, que Anderson Daronco não marcou.

PCFilho

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Mudança na escala de arbitragem do Fla-Flu: Dewson Fernando Freitas da Silva apitará o clássico


Um dia após escolher o árbitro Anderson Daronco, da Federação do Rio Grande do Sul, para apitar o Fla-Flu de domingo, a CBF voltou atrás e decidiu mudar o árbitro do clássico. Agora, apitará o jogo o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, da Federação do Pará. Os auxiliares continuarão sendo os dois anteriormente designados: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS).

Até hoje, Dewson Fernando Freitas da Silva apitou três jogos do Fluminense, com três vitórias tricolores:

A mudança se deu porque Anderson Daronco apitaria dois jogos seguidos do Flamengo, uma vez que já era o árbitro designado para Palmeiras x Flamengo, na quarta-feira 17. O caso mostra a bagunça que é a CBF: ora, se um mesmo árbitro não pode apitar dois jogos seguidos de um clube, então o nome de Anderson Daronco sequer deveria estar no sorteio do Fla-Flu.

Coincidentemente, esta é a segunda mudança de árbitro em jogos do Fluminense neste Brasileirão. No jogo Corinthians 1 x 1 Fluminense, a escala inicial apontou Sandro Meira Ricci (PE), mas, devido a uma lesão, ele foi substituído por Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC). O substituto, aliás, teve uma atuação desastrosa, prejudicando imensamente o Fluminense.

PCFilho

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Anderson Daronco apitará o Fla-Flu

Anderson Daronco (RS), aspirante ao quadro da FIFA.

Amigos, apitará o Fla-Flu, no domingo 21, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 2014, o árbitro Anderson Daronco, da Federação do Rio Grande do Sul, aspirante ao quadro da FIFA. Ele será auxiliado por Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS).
Até hoje, o árbitro gaúcho Anderson Daronco apitou somente três partidas do Fluminense - uma vitória tricolor sobre o Horizonte, e dois empates (com Atlético Mineiro e Cruzeiro).

A primeira partida do Tricolor que Anderson Daronco apitou foi Atlético Mineiro 2 x 2 Fluminense, em 04/09/2013, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro de 2013. Neste jogo, ele teve uma atuação ruim no aspecto disciplinar, tendo sido conivente com a excessiva violência dos jogadores atleticanos, e expulsado o atacante tricolor Rhayner com rigor exagerado. Em suma, adotou, para cada time, um critério distinto.

O segundo jogo do Tricolor apitado por Anderson Daronco foi Fluminense 5 x 0 Horizonte, em 10/04/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil de 2014. O Fluminense havia perdido o primeiro jogo do duelo por 3 a 1, e acabou se classificando à fase seguinte com a goleada.

O terceiro jogo do Tricolor apitado por Anderson Daronco foi Fluminense 3 x 3 Cruzeiro, em 07/09/2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2014. Neste jogo, ele ignorou pênalti claro em Wagner (foto abaixo), que deveria ter rendido a expulsão do infrator cruzeirense.

Flu x Cruzeiro: pênalti claro em Wagner, que Anderson Daronco não marcou.

PCFilho

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Resenha: Tricolor 3 x 3 Cruzeiro

Foto: Photocamera.

Amigos, aviso desde já: pelo que andei lendo nas redes sociais e ouvindo no Maracanã, muitos tricolores discordarão do que escreverei nas linhas a seguir. Sintam-se à vontade para manifestar opiniões contrárias às minhas nos comentários - só peço, naturalmente, que haja respeito.

Sim, vou defender Cristóvão Borges, o treinador do Fluminense. Não concordo com todas as escalações e substituições dele, obviamente. Mas isso não significa muito: provavelmente não concordaria 100% nem se meu irmão fosse o técnico. Entretanto, considero, sim, que o homem está fazendo um bom trabalho no Fluminense, dadas as circunstâncias.

Vocês, que criticam Cristóvão, me respondam: se, antes de sua contratação, algum profeta afirmasse que o Fluminense terminaria o primeiro turno do Brasileirão em quinto lugar, vocês levariam fé no vaticínio? Eu não, nem mesmo se o próprio Guardiola fosse contratado. O time tricolor era um bando desorganizado, e eu sinceramente não enxergava uma campanha sequer razoável pela frente.

Escuto vaias às substituições de Cristóvão, mas pergunto: o que fazer para mudar o time quando as coisas não estão bem, levando em conta, por exemplo, que o elenco possui apenas dois laterais de origem, ambos em péssima forma (Bruno e Carlinhos)? Ou por outra, que o único atacante de velocidade em todo o plantel é o jovem Biro-Biro? Não está claro que o elenco possui sérias deficiências, e que Cristóvão tem que tirar leite de pedra?

Há ainda a questão das arbitragens. Desculpem-me os que discordam de mim, mas está difícil de aturar essa triste rotina de ser prejudicado todo jogo. Contra o Corinthians, na rodada anterior do Brasileirão, foi aquela roubalheira escancarada que todos viram. Contra o Goiás, pela Copa Sul-Americana, outro pênalti ignorado em Fred. Contra o Cruzeiro, mais um pênalti clamoroso, dessa vez sobre Wagner - que deveria ter rendido a expulsão do infrator. Eu acho que Cristóvão faz um bom trabalho, muitos acham que não, mas todos temos que concordar em uma coisa: para vencer arbitragens canalhas assim, sempre contra o Fluminense, só fazendo mágica.

Por fim, cito os longevos problemas do Fluminense, fatores complicadores para o trabalho de qualquer treinador: a falta de privacidade de Laranjeiras (cadê o prometido Centro de Treinamentos?), o conturbado ambiente político, a exagerada ingerência do patrocinador, os jogadores mimados que - impunemente - fazem corpo mole em busca de renovações de contrato, etc, etc, etc.

Por tudo isso, eximo Cristóvão de culpa pelo que está acontecendo. Queria muito que o grande problema do Fluminense fosse o treinador, mas acredito firmemente que não é. Antes que me perguntem, já respondo: por mim, Cristóvão teria o contrato ampliado e carta-branca para implementar as mudanças que considerar necessárias no Fluminense.

O empate em 3 a 3 no Maracanã foi um bom jogo, movimentado e intenso, um dos melhores do Campeonato Brasileiro até aqui, mesmo com o Cruzeiro desfigurado pelas convocações das Seleções principal e pré-olímpica (até quando, dona CBF, até quando?). Os destaques, a meu ver, foram Wagner pelo Fluminense e Júlio Baptista pelo Cruzeiro. As torcidas foram um show à parte: a do Cruzeiro, lotando o seu setor, provavelmente a maior presença de uma torcida visitante até hoje no Novo Maracanã; a do Fluminense, comparecendo em bom número, apesar das decepções recentes.

Conversei com o Profeta, aquele otimista inveterado. De cima de sua longa barba branca, ele insiste que o futuro do Fluminense é grandioso, tanto quanto seu passado. Diante da desesperança estampada em meu rosto, ele sorri e cita o gênio Nelson: "Se quiser saber o futuro do Fluminense, olhe para seu passado. A história do Tricolor traduz sua predestinação para a glória". Não adianta, amigos: o homem só consegue enxergar glórias e vitórias mil. Como sei que seus vaticínios se cumprem com uma precisão espantosa, não perco a esperança.

PCFilho

Notas do onze:
Kléver - Sofreu três gols, mas não falhou em nenhum deles. Fez boas defesas. 7,5
Bruno - Atuação sofrível. Uma bola perdida bisonhamente por ele resultou no terceiro gol do Cruzeiro. 1,5
(Kenedy) - Entrou muito bem, e foi premiado com o gol de empate. Ganharia uma nota melhor, mas mandar a torcida se calar foi ridículo. 5,0
Elivélton - Atrapalhado na defesa, mas eficiente na frente. Marcou outro gol, "roubado" por Wagner. 6,0
Henrique - Outro bastante atrapalhado na defesa. 4,0
(Marlon) - Substituiu Henrique e jogou pouco tempo. 6,0
Chiquinho - Improvisado na lateral-esquerda, faz o que pode. Pelo menos se esforça, ao contrário do outro lateral. 6,0
Diguinho - Disposição e qualidade na saída de bola. 6,5
Jean - Apagado. 5,5
Wagner - O melhor do Flu em campo. Outra ótima atuação pelo flanco esquerdo. "Roubou" o gol de Elivélton, para garantir que a bola entraria. Sofreu pênalti não-marcado. 8,0
Cícero - Cometeu um pênalti desnecessário, e consertou marcando um gol. 6,5
Darío Conca - Perdeu dois gols na cara de Fábio, mas o goleiro teve méritos. Duas assistências, para os gols de Elivélton/Wagner e Cícero. 7,5
Fred - Em seu 500º jogo como profissional, chutou uma bola na trave e deu assistência para Kenedy empatar. Está melhorando. 6,0
T. Cristóvão Borges - Escalou e substituiu bem. Só tem que descobrir por quê o time cai tanto de rendimento no segundo tempo. 6,0

Árbitro Anderson Daronco - Ignorou pênalti clamoroso em Wagner, que deveria ter rendido a expulsão do infrator. 2,0