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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Quatro de novembro



Amigos, o que vivemos naquele sábado foi espantoso. Primeiro, a cidade, colorida de verde, branco e grená, a mais bela das combinações cromáticas. Depois, o estádio, com a tempestade de bandeiras, uma atmosfera que parecia de um sonho – e era mesmo.

O sonho de todos nós, os tricolores vivos, doentes e mortos. Sim, porque os vivos saíram de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas. Afinal, quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre, e todos sobem as rampas sagradas do Maracanã.

E foi uma noite especial. Nossa vitória não foi como as outras. Os últimos campeões da Copa Libertadores, todos eles, tiveram seus méritos, mas convenhamos: eles conquistaram a taça na força bruta, apelando, com times biônicos, artificiais, comprados com fortunas incalculáveis. Com uma exceção: o Fluminense.

O Fluminense foi campeão da América com meio time de jogadores formados na própria base, sem um orçamento gigante, sem atalho, sem macete. Não ganhamos com um exército de mercenários, não!, vencemos com homens que escolheram tatuar as três cores no coração.

Dizia eu que nossa vitória não foi como as outras. Não foi mesmo: nosso épico triunfo foi lentamente construído, foi na verdade um trabalho de gerações inteiras de tricolores. Ou alguém ousaria dizer que o saudoso Ximbica não fez parte da glória eterna do Fluminense?

Nós merecíamos uma conquista tão espetacular quanto possível. Não bastava ganhar a Copa. Era necessário ser campeão dentro do Maracanã, contra o colossal Boca Juniors, com o gol do título, um dos mais belos da história do esporte, marcado por um dos nossos meninos.

Se você comemora os dias santos, feliz quatro de novembro!

Se você não é tricolor, bom… azar o seu!

PCFilho

domingo, 31 de dezembro de 2023

Mortes do futebol brasileiro em 2023

Paulo Goulart, goleiro do Fluminense.

Abaixo, uma lista de personalidades do futebol brasileiro (e algumas estrangeiras) que faleceram neste ano de 2023, em ordem alfabética. Fica aqui a homenagem do Jornalheiros a todos eles.

Adolfo Luís dos Santos, funcionário do Flamengo.
Albeneir Marques, 66, terceiro maior artilheiro da história do Figueirense.
Alexandre Fogaça Leomil, dirigente do Fluminense nos anos 1980 e 1990, ex-vice-presidente de futebol e de relações externas do clube.
Alfredo Santos, 68, zagueiro com passagens por Santa Cruz e Náutico. Foi também fisioterapeuta do Santa Cruz. 
Almir Carlos Manzochi, 90, atacante do Coritiba durante a década de 1950.
Américo Lopes, 90, goleiro icônico do Porto, de Portugal.
Bobby Charlton, 86, lenda do futebol inglês, campeão da Copa do Mundo de 1966.
Caio Henrique de Lima Gonçalves, 21, futebolista amador atingido por um raio durante jogo da Copa Regional de Futebol Amador, no Paraná.
Carlinhos Maracanã, 66, meia que atuou por Paysandu e São Paulo nos anos 1970 e 1980.
Daniel Frasson, 56, meia com passagens por Palmeiras, Internacional, Atlético Mineiro e Fortaleza.
Deon, 36, atacante do Bahia de Feira de Santana, com passagens pelo Bahia e pelo Fluminense de Feira.
Dimas Filgueiras, 79, zagueiro do Botafogo, do Ceará e da Seleção Brasileira do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1964. Também teve destaque como treinador no Ceará.
Edson Rodrigues, 79, lendário locutor esportivo goiano e jogador do Anápolis nos anos 1960.
Felipe Diogo, 21, atacante do São Bernardo, com passagem pela base do Cruzeiro, assassinado com dez tiros.
Fernando Ferretti, 69, um dos maiores treinadores da história do futsal brasileiro, torcedor do Botafogo.
Gabriela Anelli, 23, torcedora do Palmeiras atingida por garrafa de vidro na confusão do jogo Palmeiras x Flamengo.
Gianluca Vialli, 58, atacante e treinador italiano, com passagens por Sampdoria, Juventus, Chelsea e seleção da Itália.
Gil Rocha, 63, jornalista e narrador esportivo paranaense.
Gilson Ricardo, 74, lenda do rádio esportivo carioca.
Gustavo Magliocca, 42, médico esportivo com passagens por Botafogo e Palmeiras.
Henrique dos Santos, 89, zagueiro carioca, considerado um dos grandes ídolos da torcida do Bahia, clube pelo qual conquistou a Taça Brasil de 1959, sendo titular nos três jogos da final contra o Santos de Pelé.
Índio, 39, zagueiro com passagens por clubes do futebol piauiense, vice-campeão da Série D de 2015 pelo River de Teresina.
John Motson, 77, lendário narrador e comentarista inglês, famoso no Brasil por suas falas na franquia de vídeo games FIFA Soccer.
José Cunha, 82, narrador esportivo, locutor da Rádio Itatiaia na Copa do Mundo de 1970, criador do famoso bordão "tá lá!", gritado no momento do gol.
José Roberto Cordeiro de Oliveira, 62, torcedor do Fluminense e pai do atacante Roberto Firmino.
Just Fontaine, 89, atacante francês, artilheiro da Copa do Mundo de 1958, com 13 gols (um deles contra o Brasil, na semifinal).
Kadu Fernandes, 28, ex-zagueiro das divisões de base do Fluminense.
Lauri Pick, 70, dirigente do Athletico Paranaense.
Lázaro de Oliveira Batista, 14, atleta das categorias de base do Resende, que descobriu um câncer ósseo após sofrer lesão.
Luis Suárez Miramontes, 88, meia-atacante espanhol, vencedor da Bola de Ouro de 1960, ídolo de Barcelona e Internazionale de Milão, campeão da Eurocopa de 1964 com a seleção da Espanha.
Marcelo Aguiar, 45, jogador e treinador com passagens por clubes de futebol do Espírito Santo.
Marco Bruno, jogador do Flamengo nos anos 1970 e importante treinador e dirigente do futsal brasileiro.
Marinho Peres, 76, zagueiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974. Teve passagens por Santos, Barcelona, Internacional e Palmeiras.

Marinho Peres em ação pela Seleção Brasileira.

Maurício Assumpção, 60, presidente do Botafogo de 2009 a 2014.
Miguel Livramento, 81, radialista, narrador e comentarista esportivo catarinense, torcedor do Avaí.
Nelsinho Rosa, 85, treinador do Fluminense nas conquistas dos Campeonatos Cariocas de 1980 e 1985 e do Vasco no Campeonato Brasileiro de 1989.
Nelson Perez, 55, fotógrafo que trabalhou no Fluminense, autor do célebre registro do gol de voleio de Fred, contra o Flamengo.
Ney Rosa, 86, lateral do Botafogo na década de 1950.
Palhinha, 73, atacante e ídolo do Cruzeiro nos anos 1970, com passagens pela Seleção Brasileira e também por Corinthians, Santos e Atlético Mineiro.
Paulinho Omena, 90, meia-atacante do Fluminense entre as temporadas de 1959 e 1963.

Telê e Paulinho Omena, dupla tricolor agora no céu.

Paulo Goulart, 68, goleiro do Fluminense entre as temporadas de 1976 e 1985, um dos heróis da conquista do Campeonato Carioca de 1980.
Paulo Morsa, 78, jornalista esportivo e torcedor do Santos.
Paulo Vecchio, 80, futebolista com passagens por Internacional, São Paulo, Coritiba e Londrina.
Raul Machado, 86, zagueiro português com passagens por Leixões, Benfica e seleção de Portugal.
Reinaldo Baptista da Silva Júnior, 35, torcedor do Flamengo, envolvido em briga de torcidas organizadas no dia do jogo Flamengo x Vasco.
Reino Börjesson, 94, meio-campista sueco, titular da seleção da Suécia na decisão da Copa do Mundo de 1958, contra o Brasil.
Renato Azevedo, 81, atacante baiano, autor dos gols do título do Fluminense de Feira no Campeonato Baiano de 1963, na vitória por 2 a 1 sobre o Bahia na Fonte Nova.
Rinaldo, 82, ponta-esquerda pernambucano com 12 gols marcados em 23 partidas pelo Fluminense, na temporada de 1967. É considerado ídolo do Palmeiras e do Náutico. Pela Seleção Brasileira, disputou 11 jogos e marcou 5 gols.

Rinaldo, ponta-esquerda da Seleção Brasileira.

Roberto Dinamite, 68, lendário centroavante do Vasco, que atuou na Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1978 e 1982. É o futebolista que mais marcou gols contra o time principal do Fluminense na história: 36 ao todo (35 pelo Vasco e 1 pela Portuguesa de São Paulo).

Roberto Dinamite, ídolo do Vasco, em ação contra o Flamengo.

Romualdo Arppi Filho, 84, árbitro brasileiro que apitou a decisão da Copa do Mundo de 1986.
Rubens Minelli, 94, um dos treinadores mais bem-sucedidos da história do futebol brasileiro. Conquistou quatro Campeonatos Brasileiros: 1969 com o Palmeiras, 1975 e 1976 com o Internacional e 1977 com o São Paulo.
Santos, 77, lateral campeão paulista com a Portuguesa em 1973, considerado um ídolo da Ponte Preta.
Sergio Gori, 77, jogador da seleção da Itália vice-campeã da Copa do Mundo de 1970.
Silvio Berlusconi, 86, dono do Milan de 1986 a 2017, período em que o clube italiano contratou diversos atletas brasileiros.
Soares, 66, ídolo do Botafogo da Paraíba, autor de um dos gols da célebre vitória do clube sobre o Flamengo no Maracanã, no Campeonato Brasileiro de 1980.
Thiago Leonel Fernandes da Motta, 40, torcedor do Fluminense baleado nas proximidades do Maracanã após um Fla-Flu deste ano.
Tote Menezes, ex-dirigente do Fluminense, vice-presidente de futebol em 2009.
Vágner Benazzi, 68, lateral e treinador, conhecido como "Rei do Acesso", por ter conseguido promoções de divisão para 6 clubes, contando os Campeonatos Brasileiro e Paulista.
Wanderley Paiva, 77, ídolo da Ponte Preta e do Atlético Mineiro.
Wiris, 23, jogador do time sub-23 do Fluminense entre 2021 e 2022.

Descansem em paz!

sábado, 30 de dezembro de 2023

O Fluminense em 2023



O Fluminense disputou 72 jogos na temporada de 2023, com 37 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, 115 gols-pró e 74 gols-contra. O Tricolor conquistou a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e a Copa Libertadores da América, além do vice-campeonato do Mundial de Clubes da FIFA. Foi eliminado da Copa do Brasil na fase oitavas-de-final e terminou o Campeonato Brasileiro na 7ª colocação.

Os artilheiros do Fluminense no ano foram Germán Cano (40 gols), Jhon Arias (12), John Kennedy (12), Lima (7), Keno (5), Nino (5), Paulo Henrique Ganso (4), Samuel Xavier (4), Felipe Melo (3), Martinelli (3), Alan (2), Alexsander (2), Gabriel Pirani (2), Lelê (2), Marcelo (2), André (1), Diogo Barbosa (1), Guga (1), João Neto (1), Leo Fernández (1), Marrony (1), Vitor Mendes (1) e Yony González (1). Dois gols do Fluminense foram gols-contra de jogadores adversários (Joanderson, do Resende, e Kevem, do Boavista).

Os goleiros que atuaram na temporada foram Fábio (67 gols sofridos em 67 jogos), Pedro Rangel (6 gols sofridos em 5 jogos) e Vitor Eudes (1 gol sofrido em 1 jogo).

Segue abaixo a lista com todos os resultados do Fluminense no ano, com os autores dos gols de cada partida.

CAMPEONATO CARIOCA 2023:
Primeira fase: turno único todos contra todos (12 clubes):
14/01/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Resende 0, Fluminense 2 (Joanderson contra e Alan (p))
17/01/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Lima), Nova Iguaçu 0
22/01/2023 - Kléber Andrade (Cariacica) - Madureira 0, Fluminense 1 (Jhon Arias)
26/01/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Kevem contra), Boavista 1 (Marquinhos)
29/01/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Botafogo 1 (Victor Sá)
02/02/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Volta Redonda 1 (Lelê), Fluminense 0
05/02/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (Germán Cano 3), Audax Rio 0
12/02/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Germán Cano 2), Vasco 0
25/02/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (Germán Cano 2 e Keno), Portuguesa RJ 0
04/03/2023 - Mané Garrincha (Brasília) - Bangu 0, Fluminense 5 (Paulo Henrique Ganso, Germán Cano 2(1p), Jhon Arias (p) e Marrony)
08/03/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Flamengo 1 (Everton Cebolinha), Fluminense 2 (Germán Cano e Gabriel Pirani)
FLUMINENSE BICAMPEÃO DA TAÇA GUANABARA
Semifinal: duelo em jogos de ida e volta com o Volta Redonda:
12/03/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Volta Redonda 2 (Pedrinho e Lelê), Fluminense 1 (Nino)
18/03/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 7 (Samuel Xavier, Germán Cano 4(1p), Alexsander e Martinelli), Volta Redonda 0
Final: duelo em jogos de ida e volta com o Flamengo:
01/04/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Flamengo 2 (Ayrton Lucas e Pedro), Fluminense 0
Campanha: 15 jogos, 10 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, 32 gols-pró e 9 gols-contra.

COPA DO BRASIL 2023:
Fase 16-avos-de-final: duelo em jogos de ida e volta com o Paysandu:
12/04/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (Nino, Keno e Felipe Melo), Paysandu 0
25/04/2023 - Mangueirão (Belém) - Paysandu 0, Fluminense 3 (Germán Cano, Keno e John Kennedy)
Oitavas-de-final: duelo em jogos de ida e volta com o Flamengo:
16/05/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Flamengo 0
01/06/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Flamengo 2 (Arrascaeta e Gabriel Barbosa), Fluminense 0
Fluminense eliminado nas oitavas-de-final.
Campanha: 4 jogos, 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 6 gols-pró e 2 gols-contra.

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2023:
Primeira fase: quadrangular de dois turnos com Sporting Cristal, The Strongest e River Plate:
05/04/2023 - Nacional (Lima) - Sporting Cristal 1 (Joao Grimaldo), Fluminense 3 (Germán Cano 2 e Vitor Mendes)
18/04/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Nino), The Strongest 0
25/05/2023 - Hernando Siles (La Paz) - The Strongest 1 (Enrique Triverio), Fluminense 0
07/06/2023 - Monumental de Núñez (Buenos Aires) - River Plate 2 (Lucas Beltrán e Esequiel Barco (p)), Fluminense 0
27/06/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Germán Cano), Sporting Cristal 1 (Brenner)
Oitavas-de-final: duelo em jogos de ida e volta com o Argentinos Juniors:
01/08/2023 - Diego Armando Maradona (Buenos Aires) - Argentinos Juniors 1 (Gabriel Ávalos), Fluminense 1 (Samuel Xavier)
Quartas-de-final: duelo em jogos de ida e volta com o Olimpia, do Paraguai:
24/08/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (André e Germán Cano), Olimpia 0
Semifinal: duelo em jogos de ida e volta com o Internacional:
27/09/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Germán Cano 2), Internacional 2 (Hugo Mallo e Alan Patrick)
Final: duelo em jogo único com o Boca Juniors, da Argentina:
(No tempo normal, Fluminense 1, Boca Juniors 1. Na prorrogação, Fluminense 1, Boca Juniors 0)
Campanha: 13 jogos, 8 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, 24 gols-pró e 12 gols-contra.

CAMPEONATO BRASILEIRO 2023:
Fase única: turno e returno todos contra todos (20 clubes):
Primeiro turno:
15/04/2023 - Independência (Belo Horizonte) - América MG 0, Fluminense 3 (Germán Cano, John Kennedy e Lelê)
22/04/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Lima e Nino), Athletico Paranaense 0
29/04/2023 - Castelão (Fortaleza) - Fortaleza 4 (Thiago Galhardo, Moisés 2 e Hércules), Fluminense 2 (Alan e John Kennedy)
06/05/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Lima), Vasco 1 (Pedro Raul)
10/05/2023 - Mineirão (Belo Horizonte) - Cruzeiro 0, Fluminense 2 (Paulo Henrique Ganso e Germán Cano)
13/05/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Nino e Paulo Henrique Ganso), Cuiabá 0
20/05/2023 - Engenhão (Rio de Janeiro) - Botafogo 1 (Víctor Cuesta), Fluminense 0
28/05/2023 - Itaquerão (São Paulo) - Corinthians 2 (Róger Guedes 2), Fluminense 0
04/06/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Paulo Henrique Ganso e Felipe Melo), RB Bragantino 1 (Thiago Borbas)
11/06/2023 - Serrinha (Goiânia) - Goiás 2 (Matheus Peixoto (p) e Alesson), Fluminense 2 (Germán Cano e Lima)
21/06/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Fluminense 1 (Samuel Xavier), Atlético Mineiro 1 (Guga contra)
24/06/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Lelê e Gabriel Pirani), Bahia 1 (Vinicius Mingotti)
01/07/2023 - Morumbi (São Paulo) - São Paulo 1 (Luciano), Fluminense 0
09/07/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Germán Cano e Martinelli), Internacional 0
16/07/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Flamengo 0
24/07/2023 - Couto Pereira (Curitiba) - Coritiba 2 (Robson (p) e Diogo), Fluminense 0
29/07/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Germán Cano), Santos 0
05/08/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Jhon Arias (p) e John Kennedy), Palmeiras 1 (Gustavo Gómez)
13/08/2023 - Arena do Grêmio (Porto Alegre) - Grêmio 2 (Bitello e Ferreirinha), Fluminense 1 (Germán Cano)
Segundo turno:
19/08/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (John Kennedy, Germán Cano e Jhon Arias), América MG 1 (Felipe Azevedo)
27/08/2023 - Arena da Baixada (Curitiba) - Athletico Paranaense 2 (Cacá e Vitor Roque), Fluminense 2 (Guga e João Neto)
03/09/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Fluminense 1 (Diogo Barbosa), Fortaleza 0
16/09/2023 - Engenhão (Rio de Janeiro) - Vasco 4 (Bruno Praxedes, Pablo Vegetti e Gabriel Pec 2), Fluminense 2 (Marcelo e Lima)
20/09/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Leo Fernández), Cruzeiro 0
30/09/2023 - Arena Pantanal (Cuiabá) - Cuiabá 3 (Clayson, Alan Empereur e Fernando Sobral), Fluminense 0
08/10/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Botafogo 2 (Júnior Santos e Tiquinho Soares)
19/10/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (Lima 2 e Jhon Arias), Corinthians 3 (Yuri Alberto 2 e Fábio Santos (p))
22/10/2023 - Nabi Abi Chedid (Bragança Paulista) - RB Bragantino 1 (Eduardo Sasha (p)), Fluminense 0
25/10/2023 - Raulino de Oliveira (Volta Redonda) - Fluminense 5 (Felipe Melo, Jhon Arias 2 e Keno 2(1p)), Goiás 3 (Allano, Matheus Babi e Julián Palacios)
28/10/2023 - Arena MRV (Belo Horizonte) - Atlético Mineiro 2 (Paulinho 2), Fluminense 0
31/10/2023 - Fonte Nova (Salvador) - Bahia 1 (Everaldo), Fluminense 0
08/11/2023 - Beira-Rio (Porto Alegre) - Internacional 0, Fluminense 0
11/11/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Flamengo 1 (Arrascaeta), Fluminense 1 (Yony González)
22/11/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Germán Cano), São Paulo 0
25/11/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Germán Cano e John Kennedy), Coritiba 1 (Jesé Rodríguez)
29/11/2023 - Vila Belmiro (Santos) - Santos 0, Fluminense 3 (Martinelli, Jhon Arias e Germán Cano)
03/12/2023 - Allianz Parque (São Paulo) - Palmeiras 1 (Breno Lopes), Fluminense 0
06/12/2023 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Jhon Arias (p) e John Kennedy), Grêmio 3 (Luis Suárez 2(1p) e Everton)
Fluminense 7º lugar do Campeonato Brasileiro de 2023.
Campanha: 38 jogos, 16 vitórias, 8 empates e 14 derrotas, 51 gols-pró e 47 gols-contra.

MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA 2023:
Semifinal: duelo em jogo único com o Al Ahly (Egito):
Final: duelo em jogo único com o Manchester City (Inglaterra): 
FLUMINENSE VICE-CAMPEÃO MUNDIAL.
Campanha: 2 jogos, 1 vitória e 1 derrota, 2 gols-pró e 4 gols-contra.

PCFilho

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Maiores públicos da Libertadores 2023


Na tabela acima, vemos os 10 maiores públicos da Copa Libertadores de 2023.

A partida com maior assistência foi a decisão entre Fluminense e Boca Juniors, no Maracanã, com 69.232 pessoas.

O Fluminense também aparece na 2ª posição, com os 67.515 torcedores da semifinal contra o Internacional, no Maracanã; na 4ª posição, com os 66.362 torcedores do jogo da fase de grupos contra o River Plate, no Monumental de Núñez; e na 6ª posição, com os 64.047 presentes da partida contra o Olimpia, pelas quartas-de-final, no Maracanã.

Todos os dez maiores públicos da Copa Libertadores de 2023 aconteceram nos dois maiores estádios do continente atualmente: seis no Maracanã e quatro no Monumental de Núñez.

PCFilho

sábado, 23 de dezembro de 2023

Mundial de Clubes da FIFA - Fluminense 0 x 4 Manchester City



"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas" (José Saramago)

"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. Podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos!" (Nelson Rodrigues)

Amigos, quando terminou a decisão do Mundial de Clubes, lá nas Arábias, o Profeta tratou de juntar os seus trapos e ir embora de Laranjeiras, mas de cabeça erguida. O velho sábio era um vencido? Nunca, jamais, em hipótese alguma! Vencido, como?, se temos de admitir a verdade límpida e cristalina de que o Fluminense merecia sorte melhor?

Não cabe, contra tal constatação, nenhum argumento, nenhuma questão, nenhum sofisma, nenhuma dúvida. Alguém poderá dizer que o Profeta não previu a força bruta dos bilhões de dinheiros dos europeus.

Exato, não previu mesmo. O Profeta é do tempo do tricampeonato, quando o futebol era amador, no sentido real da palavra: os futebolistas jogavam por amor, e nossos torneios eram decididos com o coração na ponta da chuteira. Seus ídolos são Marcos, Vidal e Chico Netto, Laís, Oswaldo e Fortes, Mano, Zezé, Welfare, Machado e Bacchi, os campeões de 1919.

É que, no âmbito doméstico, o Fluminense de 2023 conseguiu vencer o abismo financeiro que o separa dos mais ricos – há uns 8 ou 9 ou 10 times com mais grana no Brasil, alguns com muito mais, e ainda assim foi o Tricolor que levantou a Copa Libertadores aos céus do Rio de Janeiro, sob os olhares atentos da nossa América de futebol.

Talvez por isso, o Profeta – e todos nós, tricolores como ele – tenhamos nos iludido com a possibilidade de derrotar o Manchester City, em Jeddah. Afinal, se submetemos o milionário Flamengo àquela derrota acachapante no Carioca, por que não poderíamos fazer o mesmo com os ingleses no Mundial?

E nós encaramos com uma coragem espetacular os campeões europeus. Qualquer outro time teria recuado, teria armado uma retranca ou um ferrolho. O Fluminense não! O Fluminense não abdicou de jogar o seu futebol, de atacar, de agredir, de partir para cima. O Tricolor aprendeu a não abaixar a cabeça para ninguém.

O próprio Guardiola admite que, se a sorte tivesse sorrido primeiro para o Fluminense, o jogo seria outro. Infelizmente, o acaso estava do lado do Manchester City. Quem poderia prever que eles ganhariam um gol com menos de um minuto de jogo? Quem diria que a tecnologia burra da FIFA marcaria o impedimento inexistente de Germán Cano, num lance óbvio de mesma linha? E o gol-contra, então, que escaparia até à vidência de um Maomé?

No segundo tempo, mesmo com a desvantagem de dois gols, contra o melhor time da face da Terra, o Fluminense continuou bravo, tentando escalar aquele Everest intransponível. Três a zero, e os guerreiros insistiam em lutar. Que time corajoso é o Carrossel Tricolor de Fernando Diniz, que não joga a toalha em momento nenhum.

O Fluminense termina 2023 como o Profeta, de cabeça erguida, orgulhoso da jornada maravilhosa que cumpriu. O ano que vem tem novos desafios. Vamos tratar da Recopa contra a LDU, do tri Carioca, do bi da Libertadores, do quinto Brasileirão. A abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves continua clamando por novos habitantes. Afinal, é de glórias que o Fluminense vive: da Taça Colombo, dos heróis de 1919, à recente Copa Libertadores, dos guerreiros de 2023.

A revolução tricolor está só começando. Quem viver verá.

PCFilho
(inspirado, como sempre, em N. R.)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Fluminense x Manchester City - Uniformes do jogo


Fluminense e Manchester City se enfrentarão nesta sexta-feira 22, na final do Mundial de Clubes da FIFA, em Jeddah, na Arábia Saudita, ambos com suas camisas tradicionais.

O Fluminense jogará com camisas tricolores, calções grená e meiões brancos. Já o Manchester City atuará com camisas azul claro, calções brancos e meiões azul claro.

O goleiro Fábio, do Fluminense, jogará com seu uniforme todo azul. Já Ederson, do Manchester City, atuará de amarelo fluorescente.

A partida ocorrerá às 15:00 de Brasília desta sexta-feira 22, no King Abdullah Sports City, o Estádio "Joia do Rei", em Jeddah, na Arábia Saudita.

PCFilho

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Mundial de Clubes da FIFA - Fluminense 2 x 0 Al Ahly


Amigos, a caverna do Profeta está iluminada com o radiante sorriso do velho homem. Em sua jocunda felicidade, em sua incontida alegria, ele está irremediavelmente hipnotizado pela beleza do Carrossel Tricolor de Fernando Diniz. O sábio ancião viveu toda a história do Fluminense, vocês sabem, de Oscar Cox e Horácio Costa Santos a Martinelli e John Kennedy. E garante que a versão atual do Tricolor é a mais encantadora de todas.

Vocês são testemunhas oculares e auditivas de que o Profeta previu glórias e vitórias mil, ao longo dos tempos. Em 2010, quando poucos acreditavam no título do Brasileirão, quase ninguém!, o sábio vaticinou o fim do jejum tricolor com uma antecedência acachapante. Este ano, ele também teve a visão antecipada da Copa Libertadores erguida aos céus do Rio de Janeiro, sob os olhares atentos da nossa América de futebol.

Inevitavelmente, o Profeta viveu também tristezas com o Fluminense, claro, mas ele nunca se abalou. Pelo contrário, o velho homem sabia que as adversidades eram percalços necessários para a evolução. Não se chega a uma semifinal de Mundial sem aprender muito. O Carrossel Tricolor é fruto de um trabalho de gerações inteiras.

Todo clube, ao entrar em campo, representa seu passado, seu presente e seu futuro. O monumental Fábio defende a história de MarcosCastilho, FélixPaulo Victor e Diego Cavalieri. O obstinado Samuel Xavier é um Carlos Alberto e também um Oliveira e um Aldo. A fortaleza Nino faz um Pinheiro, um Edinho e um Thiago Silva. O destemido Felipe Melo é um Galhardo, um Ricardo Gomes e também Gum. O genial Marcelo defende o sangue de Marco Antônio, o suor de Altair e as lágrimas de Branco. O incansável André é um Denilson e um Jandir e também é DeleyMarcão. O bravo Martinelli faz um Oswaldo Gomes, um Telê e um Darío Conca. O maestro Paulo Henrique Ganso é Romeu Pellicciari e é também SamaroneDidi e Orlando Pingo de Ouro. O insinuante Keno faz um Tim, um Escurinho, um Cafuringa e também um Thiago Neves. O goleador Germán Cano é Welfare, é Flávio, é Waldo. O imparável Jhon Arias é Ademir, é Assis, é Romerito, é Hércules. Sob a batuta de Fernando Diniz, mas também de Zezé Moreira, Ondino Viera, Carlos Alberto Parreira e Abel Braga, o Fluminense joga com onze, mas parece que joga com quarenta e tantos. E quando entra John Kennedy no time, entram junto ÉzioWashingtonRivellino, Renato e Fred, e por aí vai, conforme será para todo o sempre, assim na terra como no céu.

O deserto das Arábias foi o palco da nossa mais recente vitória, os dois a zero sobre o Al Ahly. Pelo amor de Deus, ou de Alá, não façam pouco dos campeões africanos. Os egípcios lutaram como leões de esfinge e foram, especialmente no primeiro tempo, onze fanáticos, dispostos a qualquer sacrifício pelo triunfo. E até mesmo chegaram perto de abrir o placar, parando na atuação espetacular de Fábio. Eles só não conseguiram suportar os noventa minutos no mesmo ritmo: na etapa final, cansaram e sucumbiram ao irresistível Carrossel Tricolor. Marcelo sofreu o pênalti, Jhon Arias converteu a cobrança, Martinelli ganhou as divididas, e John Kennedy fechou o placar. Fluminense dois a zero.

Razão e emoção, inteligência e ousadia, estratégia e caos: em meio a suas aparentes contradições, o Carrossel Tricolor está ensinando ao mundo um novo jeito de jogar futebol.

Independente de qual for o adversário na decisão do Mundial de Clubes, o Fluminense está preparado. Venha o Urawa Red Diamonds, do Japão, venha o Manchester City, da Inglaterra, o Carrossel Tricolor está pronto para seu teste final.

A caverna, dizia eu no começo, está iluminada com o sorriso do Profeta. Penduradas nas úmidas paredes, as faixas de velhos e recentes triunfos do Fluminense são testemunhas. Contemplando o céu estrelado, o velho homem coça sua longa barba branca e imagina o futuro. Quem espera sempre alcança.

PCFilho

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Mundial de Clubes da FIFA 2023 - Cotações


Amigos, já começou o Mundial de Clubes da FIFA (nesta terça-feira 12, o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, venceu o Auckland City, da Nova Zelândia, por 3 a 0), e as casas de apostas já divulgaram as cotações dos clubes pretendentes ao título neste ano.

O Manchester City, da Inglaterra, aguarda na semifinal o vencedor do confronto entre o León, do México, e o Urawa Red Diamonds, do Japão. Nesta partida, os sites de aposta online veem favoritismo para o León: uma vitória do time mexicano tem cotação de 2,05 para 1, com o empate a 3,50 para 1, e um triunfo da equipe japonesa a 3,50 para 1.

Já o Fluminense, do Brasil, espera o vencedor do encontro entre o Al-Ittihad (campeão nacional da Arábia Saudita, país-sede) e o Al Ahly, do Egito (campeão continental da África). Os sauditas são favoritos neste jogo, com sua vitória cotada a 1,71 para 1, o empate a 3,90 para 1, e um triunfo egípcio a 4,60 para 1.

Nas apostas para o título, o Manchester City de Josep Guardiola surge como grande favorito, cotado a 1,30 para 1. O Fluminense de Fernando Diniz aparece como o segundo time mais cotado, a 5,50 para 1.

Os outros quatro participantes são considerados como "zebras". Caso o Al-Ittihad consiga a proeza de levantar a taça, cada unidade apostada no clube saudita retornará 12 unidades para o investidor. Já uma eventual conquista do Urawa Red Diamonds tem odds de 21 para 1. O León aparece com retorno de 23 para 1, e o Al Ahly com 34 para 1.

O Mundial da FIFA tem sete participantes: o vencedor do torneio do país-sede (neste ano, a Arábia Saudita), e os campeões dos seis continentes (Europa, América do Sul, América do Norte, Ásia, África e Oceania). Os campeões de Europa e América do Sul entram direto na fase semifinal.

Curiosamente, os dois grandes favoritos são estreantes no Mundial de Clubes da FIFA: será a primeira participação tanto do Fluminense quanto do Manchester City na competição.

PCFilho

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

História - Fluminense em Mundiais de Clubes



Em 2023, o Fluminense participou pela segunda vez em sua história de um Campeonato Mundial de Clubes. Em 1952, na condição de campeão Carioca de 1951, disputou a II Copa Rio, na qual terminou como campeão, derrotando o Corinthians na decisão. Em 2023, na condição de campeão da Copa Libertadores da América de 2023, disputou a XX Copa do Mundo de Clubes da FIFA, na qual terminou como vice-campeão, perdendo para o Manchester City na final.

O Fluminense tem atualmente 9 partidas em Mundiais de Clubes, com 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota, 16 gols-pró e 8 gols-contra. Seguem abaixo as campanhas detalhadas.

I) Copa Rio 1952 (Brasil)
Foto posada do Fluminense campeão mundial de 1952.
Em pé: Píndaro, Edson, Jair, Bigode, Castilho e Pinheiro.
Agachados: Telê, Orlando Pingo de Ouro, Marinho, Didi e Quincas.

Primeira fase: quadrangular em turno único com Sporting Lisboa (Portugal), Grasshopper-Club (Suíça) e Peñarol (Uruguai):
Semifinal: duelo em ida e volta com o Áustria Viena:
Final: duelo em ida e volta com o Corinthians:
CAMPEÃO!
(campanha: 7 jogos, 5 vitórias e 2 empates, 14 gols-pró e 4 gols-contra)

II) Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2023 (Arábia Saudita)

Semifinal: duelo em jogo único com o Al Ahly (Egito):
Final: duelo em jogo único com o Manchester City (Inglaterra): 
VICE-CAMPEÃO
(campanha: 2 jogos, 1 vitória e 1 derrota, 2 gols-pró e 4 gols-contra)

Castilho e a Copa Rio de 1952.


Píndaro e a Copa Rio de 1952.

A Copa Rio de 1952 exposta na Sala de Troféus do Fluminense.
(foto de Alexandre Magno Barreto Berwanger)

PCFilho

sábado, 9 de dezembro de 2023

Brasileirão 2023 - Classificação FINAL


Legenda:
J: jogos disputados; PG: pontos ganhos; V: vitórias; E: empates; D: derrotas; GP: gols-pró; GC: gols-contra; SG: saldo de gols.

Títulos:
O Palmeiras conquistou o título de Campeão Brasileiro de 2023. O Grêmio conquistou o título de Vice-Campeão Brasileiro de 2023.

Vagas na Copa Libertadores de 2024:
Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro e Flamengo estão classificados diretamente para a fase de grupos da Copa Libertadores de 2024 - e além destes, também o Fluminense (campeão da Copa Libertadores de 2023) e o São Paulo (campeão da Copa do Brasil de 2023). Botafogo e RB Bragantino disputarão a fase preliminar da competição.

Vagas na Copa Sul-Americana de 2024:
Athletico Paranaense, Internacional, Fortaleza, Cuiabá, Corinthians e Cruzeiro jogarão a Copa Sul-Americana de 2024.

Rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2024:
Santos, Goiás, Coritiba e América MG estão rebaixados para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2024. Serão substituídos na Série A por Vitória, Juventude, Criciúma e Atlético Goianiense.

Artilharia:
O goleador máximo do Campeonato Brasileiro de 2023 foi Paulinho, do Atlético Mineiro, com 20 gols.

PCFilho

sábado, 18 de novembro de 2023

domingo, 5 de novembro de 2023

FLUMINENSE, CAMPEÃO DA AMÉRICA

Foto: Alexandre Cassiano.

Amigos, estava escrito em monumentais profecias de sessenta séculos: em meio ao caos, um arrepio percorreria a Cordilheira dos Andes de norte a sul e o Fluminense levantaria a Copa Libertadores aos céus do Rio de Janeiro, sob os olhares atentos desta América de futebol e da belíssima lua cheia de 4 de novembro de 2023.

E foi uma jornada maravilhosa. Do início ao fim do torneio, ninguém jogou mais bola do que o Fluminense, ninguém! Quando enfiamos irresistíveis 5 a 1 no River Plate, ainda na fase de grupos, apelidei o time de Carrossel Tricolor – convenhamos, o melhor nome possível para a bagunça organizada de Fernando Diniz, este caos em que nenhum jogador guarda posição, mas todos sabem exatamente o que precisam fazer.

E o gol que abriu o placar na decisão contra o Boca Juniors foi uma demonstração prática do Carrossel: os dois pontas – Keno e Jhon Arias – tabelando entre si em um dos lados do campo, para fazer a bola chegar a Germán Cano. Em que outro time do mundo o ponta-esquerda vai lá para a direita tabelar? É o caos, amigos, o mais perfeito caos! E quando a pelota chega ao artilheiro do mundo, o goleador mais letal que uma adaga afiada na China, não há defesa no mundo capaz de pará-lo. Fluminense 1 a 0.

E foi também o grande dia do Estádio Mário Filho. A tempestade de bandeiras tricolores no Maracanã jamais será esquecida. Com seus vivos, doentes e mortos, a arquibancada pulsante carregou o Fluminense rumo à glória eterna. Aquela gente, representando milhares, representando milhões, fez tanta história como os guerreiros no gramado. Se o clube mais tradicional do futebol brasileiro agora tem seu nome gravado na Copa Libertadores, é também graças ao nosso sangue, ao nosso suor, às nossas lágrimas.

E foi também o triunfo do futebol brasileiro. Em tempos de futebol moderno, com a rigidez europeia de jogadores autômatos, o Fluminense demonstra que ainda é possível ser campeão com base numa caótica troca de passes, com base no drible, com base na improvisação, com base na ginga que fez do Brasil a nação mais vencedora deste esporte. Foi a vitória do futebol-arte sobre a robotização.

E foi também uma história de superação de John Kennedy. O menino, que começou a vida na pobreza da favela, que começou o ano emprestado à Ferroviária de Araraquara, agora está eternizado como um dos heróis da epopeia tricolor. Coube a ele marcar, na prorrogação, aquele que seria o gol do título, do doce e santo título, com um espetacular chute de primeira – um golaço que está desde já gravado nos almanaques e nas enciclopédias tricolores.

Antes do jogo final, a caminho do Maracanã, fui abordado por um tricolor paupérrimo, provavelmente um sem-teto. Ele me fez somente um pedido, um comovente pedido: queria tocar na Camisa do Fluminense. O homem beijou o escudo e fez o vaticínio: "nós vamos ganhar! Estou há quinze anos com esse grito entalado! Nós vamos ganhar!". E nós ganhamos.

Também o Profeta havia feito a previsão. Após cada triunfo durante a campanha, lá estava ele, na distante caverna que habita, coçando sua longa barba branca e repetindo: "o Fluminense será o campeão! o Fluminense será o campeão!". E o Fluminense foi o campeão. 

A Copa Libertadores sorri com seu destino perfeito: a abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves, onde descansará em excelente companhia. Enfim, estão cumpridas as profecias de seis milênios: o Fluminense é o campeão da América!

PCFilho

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

A vitória da Camisa

Foto: Pedro H. Tesch/getty. 

Amigos, nós estamos na final da Copa Libertadores. Em uma partida dramática, o Fluminense, que perdia por 1 a 0 no Beira-Rio, conseguiu virar para 2 a 1 no finalzinho e vai à decisão continental, quinze anos depois de 2008. O sonho de conquistar a América continua.

E convenhamos, a classificação do Fluminense é para lá de merecida. Apesar de o Carrossel Tricolor não ter feito suas melhores exibições contra o Internacional, é um time mais técnico, mais aguerrido e mais valente que o adversário. A verdade é que fomos assaltados no primeiro jogo, no Maracanã, com a injustificável expulsão de Samuel Xavier, e isso mudou todo o panorama do duelo. Para piorar o que já estava ruim, começamos o jogo do Beira-Rio sofrendo um gol acidental, uma obra do demônio, um lance tão surreal que Nelson Rodrigues atribuiria ao Sobrenatural de Almeida. A partir dali, precisaríamos marcar dois gols, na casa lotada do adversário: era a prova de fogo definitiva.

Mas quem espera sempre alcança, amigos. Quem espera sempre alcança! A torcida do Fluminense não desiste nunca. Já nos minutos derradeiros, John Kennedy e Germán Cano fizeram aqueles que seriam os gols da classificação. No primeiro, passe de Cano e gol de Kennedy; no segundo, passe de Kennedy e gol de Cano: dois lances épicos que estarão para sempre nos almanaques e nas enciclopédias tricolores. Era a virada, a doce e santa virada tricolor em Porto Alegre.

Mas foi engraçado: nós estamos há semanas ouvindo que "o Fluminense não tem camisa". E que ironia, amigos, que ironia: no fim, foi justamente a Camisa que ganhou a semifinal. Quando o Internacional vencia por 1 a 0, teve três chances claras e cristalinas de liquidar o confronto, três oportunidades obscenas de gol. O bravo atacante colorado tinha a faca e o queijo na mão, por três vezes, e em todas elas parou diante da Camisa.

No fim, já após a virada, o Internacional ainda teve sua chance final, em uma cabeçada com endereço certo. Mas lá estava o monumental Fábio, que o Fluminense resgatou da aposentadoria, para fazer um milagre e garantir a vitória. Lá estava também a Camisa, a intransponível Camisa.

Reparem que escrevo Camisa com C maiúsculo. O manto do Fluminense merece essa distinção. Não é qualquer uniforme, amigos. A Camisa é pesada, a mais pesada do país. Lorpas e pascácios podem menosprezá-la o quanto quiserem, que ela continua inexpugnável. Não foi à toa que inventamos o futebol brasileiro como ele é, não foi à toa que fundamos a própria Seleção Brasileira em nosso solo sagrado. Clube com mais história sabemos que não há.

Coçando sua longa barba branca, fitando as faixas de velhos triunfos penduradas nas úmidas paredes da caverna que habita, o Profeta repete seu vaticínio: "o Fluminense será campeão, o Fluminense será campeão!". Quem viver verá.

PCFilho

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Fluminense 2, Argentinos Juniors 0


Amigos, já constatei outras vezes e volto a dizer: tenho pena de quem não é Fluminense. Como deve ser monótona, entediante, chata mesmo, a vida de um não-tricolor.

Obviamente, os torcedores de todos os clubes consideram suas próprias paixões especiais, únicas. Porém, os tricolores sabem que o Fluminense, de fato, é diferente.

O Fluminense é o único que visitou o último círculo do inferno, encarou o próprio capeta nos olhos e voltou de lá para o seu devido paraíso de glórias. E ele nunca caminhou sozinho: nós, tricolores, sempre estivemos ao seu lado, jamais o abandonamos. Nós, os torcedores do Fluminense, demos a maior prova de fidelidade da história do esporte no mundo.

A obsessão pela Copa Libertadores, essa taça que já deveria ter nosso nome gravado, levou mais de sessenta mil fanáticos ao Maracanã. E o estádio estava tão lindo, amigos, tão lindo, que até parecia o velho templo de outrora, cujo cimento testemunhou boa parte da nossa épica jornada até aqui.

E o torcedor pó-de-arroz cumpriu papel fundamental na vitória sobre os argentinos. Quando o onze  tricolor tropeçava no gramado, as vozes da arquibancada o levantavam, como Simão de Cirene e Verônica ajudando Jesus na Via Crúcis. Tamanha sintonia entre time e torcida não poderia ter outro resultado que não o triunfo.

E não haveria herói melhor do que Samuel Xavier para derrubar a cidadela argentina: nosso lateral-direito, que molha tanto a camisa, que mais parece um torcedor dentro de campo, marcou tanto em Buenos Aires como no Rio de Janeiro. E comemorou como uma criança de arquibancada, com a camisa tricolor e a bandeira ao vento.

Quando, já nos acréscimos, o menino John Kennedy guardou o segundo, decretou a classificação do Fluminense e iniciou de vez a festa da torcida tricolor no Maracanã: estávamos mesmo nas quartas-de-final da América do Sul.

A cinco noites da glória, o Profeta tem a visão da Copa Libertadores erguida aos céus do Rio de Janeiro, sob a Lua cheia de 4 de novembro. Fitando as faixas de velhos triunfos, penduradas nas úmidas paredes da distante caverna que habita, o velho homem coça sua longa barba branca e sorri. Ele sabe que quem espera sempre alcança.

PCFilho

domingo, 7 de maio de 2023

O Carrossel Tricolor


Amigos, na terça-feira 2 o Maracanã foi palco de uma das maiores exibições de futebol do século, quando o Fluminense impôs ao River Plate sua maior derrota na história da Copa Libertadores, com inapeláveis 5 a 1, que poderiam ter sido mais.

Ainda que o ótimo quadro argentino tenha conseguido equilibrar as ações no primeiro tempo, não resistiu na etapa complementar, sucumbindo à envolvente troca de passes do Carrossel Tricolor – um Fluminense que transforma ordem em caos e conduz o adversário a uma densa floresta em que somente ele, o Fluminense, conhece a saída.

O time de Fernando Diniz dita o ritmo do jogo, qualquer que seja o adversário. O Carrossel Tricolor é um Fluminense que comanda as ações, que conhece o seu tamanho, que faz jus à sua história. A bola é nossa, os rivais que corram atrás.

Estamos sendo testemunhas de recitais de uma orquestra – que, como qualquer sinfônica internacional, precisa de um maestro qualificado. Amigos, tal qual Romeu Pellicciari no timaço hegemônico dos anos 30 e 40, Paulo Henrique Ganso é onipresente. Onde quer que o Fluminense esteja trocando passes, lá está o camisa 10, se apresentando como opção ou indicando para quem o próximo passe deve ir – com uma capacidade analítica monstruosa, de quem parece enxergar o jogo de cima.

Mas não é só de arte que vive o Fluminense. No futebol, é necessário ser agressivo – e esse time sabe ser agressivo. Quando o oponente ousa tomar nosso brinquedo favorito, a bola, os guerreiros tricolores improvisam uma blitz para recuperar sua posse imediatamente. Ela é nossa, não de vocês. É com a gente que ela tem que ficar.

Falando em agressividade, lembro-me de Jhon Arias e Germán Cano, a dupla dinâmica responsável pelos cinco gols que destruíram a cidadela do River Plate. É uma pareja letal, que está ali justamente para fazer desmoronar qualquer muro que o adversário construa em sua grande área. Nossos atacantes fazem guerra – ainda que seus gols sejam autênticas obras de arte, que poderiam estar expostas no Louvre ou no Prado. Também há beleza na destruição.

Ainda não sabemos se o Fluminense conquistará as glórias que a torcida tricolor tanto almeja, a inédita Copa Libertadores, o Campeonato Brasileiro que não vem desde 2012, a Copa do Brasil que sua irmã de 2007 espera. Mas desfrutem desse time: o Carrossel Tricolor é um espetáculo em si.

O futebol há de nos dar o que nós merecemos.

PCFilho

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Foto posada: Fluminense, bicampeão carioca 2022-2023


Sob os olhares do Cristo Redentor no alto do Corcovado, ante a arquibancada histórica do Estádio de Laranjeiras, o elenco do Fluminense bicampeão carioca 2022-2023 posou para a eternidade com o sorridente troféu.

PCFilho

segunda-feira, 10 de abril de 2023

RESENHA: FLUMINENSE, BICAMPEÃO CARIOCA


Amigos, a torcida tricolor teve o sentimento do triunfo. Aconteceu então o seguinte: vivos, doentes e mortos subiram as rampas do Maracanã. Os vivos saíram de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas. E, diante dos torcedores de seu presente e dos fantasmas de seus velhíssimos triunfos, o Fluminense se impôs ao Flamengo mais uma vez. Foi uma avalanche incontrolável: um gol, dois, três, quatro gols.

O adversário, com seu time campeoníssimo, recheado de craques, possuía antes do jogo uma escandalosa vantagem de dois gols. Ouvi durante a semana que a tarefa do Fluminense seria muito difícil, beirando o impossível. "Você sabe que não vai dar, né?".

Pois o Fluminense, tal qual na arrancada histórica de 2009, não sabendo que a virada era uma façanha impossível, foi lá e fez. Para o Tricolor, o impossível é temporário.

A épica virada do Fluminense sobre o Flamengo na decisão do Campeonato Carioca já está para sempre gravada nos dicionários e enciclopédias do futebol brasileiro. Daqui a mil anos, este jogo será comentado nas esquinas e nos botecos, por torcedores mordidos de nostalgia: "ah, aquele Fla-Flu!".

Germán Cano também já é verbete obrigatório nos livros de história do nosso esporte. Ao decidir duas finais Fla-Flu, tem lugar reservado ao lado de Assis, no panteão dos heróis máximos do clássico eterno. O argentino tem o faro de gol de um Welfare, de um Waldo, de um Flávio, de um Fred. É um artilheiro com fome e sede de gol.

Mas a virada tricolor começou com o gol de Marcelo, o homem que voltou da Europa após 17 anos, disposto a retribuir graças ao Fluminense, seu clube formador. E que golaço foi: uma obra de arte que deveria estar exposta permanentemente em algum grande museu deste mundo. Marcelo chega para ser a cereja no bolo do time que joga o melhor futebol do país.

Sim, o melhor futebol do país! O Fluminense de Fernando Diniz joga o melhor futebol do Brasil, quiçá do continente ou até do mundo. E foi exatamente por isso que conquistou o bicampeonato: o Flamengo tem mais dinheiro, o Fluminense tem mais futebol.

A taça do Campeonato Carioca de 2023 agora sorri, ciente de seu destino eterno: a abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves, onde descansará em excelente companhia.

Vamos para mais.

PCFilho