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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 7 de junho


1925: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no campo do Botafogo, na rua General Severiano, o Fluminense venceu por 2 a 0 o Hellênico Athletico Club, com gols de Moura Costa e Lagarto.

1936: encerrando as festividades de inauguração do Estádio Governador Bley, em Vitória, o Fluminense venceu o Rio Branco por 2 a 0, com gols de Brant e Romeu Pellicciari. O Tricolor encerrou assim a semana no Espírito Santo com três vitórias em três jogos.

1942: em jogo do turno neutro do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1, diante de 40.000 pessoas em São Januário. Os gols tricolores foram de Russo e Carreiro.

1949: em amistoso, o Fluminense venceu o Esporte Clube Pelotas por 4 a 3, no Estádio Boca do Lobo, na cidade gaúcha. Os gols tricolores foram de DidiCarlyleOrlando Pingo de Ouro e Silas. O gol de Didi, cobrando falta, foi o primeiro do jovem meia com a camisa do Fluminense - ele chegara contratado do Madureira, e viria a ser um dos melhores jogadores brasileiros nos anos seguintes (e em todos os tempos).

1959: na sequência da excursão pelas Regiões Nordeste e Norte do Brasil, o Fluminense ganhou de 5 a 2 do Paysandu, no Estádio Francisco Vasques, em Belém. Os gols tricolores foram de Telê, Bira, Waldo (2) e Jair Francisco. Este foi o terceiro dos vinte triunfos consecutivos daquele time - a maior sequência de vitórias da história do Fluminense, entre 31 de maio e 18 de agosto (vejam a lista aqui).

1972: seguindo o giro pela Europa, o Fluminense venceu o Troyes, no Stade de l'Aube, na França, por 3 a 1. Os gols tricolores foram de Silveira e Artime (2).

1975: o Fluminense derrotou o Madureira por 3 a 0, no Maracanã, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols da vitória da Máquina Tricolor foram de Manfrini (2) e Kléber. O goleiro Félix defendeu uma cobrança de pênalti. O Fluminense seria o campeão carioca naquela temporada.

2009: em partida dramática, o Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O gol da vitória foi marcado por Fred, aos 43 minutos do 2º tempo.

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Aniversariantes do dia:

Antônio Dias dos Santos, o Toninho Baiano (1948), lateral-direito com 9 gols em 248 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1970 e 1975. Fez parte dos times campeões do Brasileiro de 1970 e dos Cariocas de 1971, 1973 e 1975.

Robenaldo Noronha Varela, o Noronha (1956), lateral-esquerdo que fez parte do plantel do Fluminense na temporada de 1979.

Paulo Victor Barbosa de Carvalho (1957), goleiro com 360 partidas pela equipe profissional do Fluminense. Foi titular nas conquistas do Campeonato Brasileiro de 1984 e do tricampeonato Carioca entre 1983 e 1985, além do Torneio de Seul de 1984 e da Copa Kirin de 1987. Disputou a Copa do Mundo de 1986 pela Seleção Brasileira. Defendeu pelo menos 10 pênaltis com a camisa tricolor, e é considerado um dos melhores goleiros da história do Fluminense, ao lado de mitos como Marcos de Mendonça, Batatais, Castilho e Félix.
Paulo Victor, ídolo tricolor.

Alexi Stival, o Cuca (1963), treinador com duas passagens no comando técnico do Fluminense, entre 2008 e 2010. Foi o treinador da Arrancada Histórica de 2009, a miraculosa sequência de vitórias que levou o Fluminense a escapar de um rebaixamento quase concretizado no Campeonato Brasileiro, e a conquistar o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. O time montado por Cuca seria campeão brasileiro no ano seguinte, sob a direção de Muricy Ramalho.

Agnaldo Liz Souza (1968), zagueiro com 26 jogos pelo Fluminense entre as temporadas de 2000 e 2001.

Eduardo Antonio Machado Teixeira (1993), meio-campista com 13 partidas pelo time profissional do Fluminense entre 2013 e 2016.

PCFilho

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cuca é o melhor treinador brasileiro hoje


O Atlético Mineiro garantiu, neste domingo, o título simbólico de campeão do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com a melhor campanha da era dos pontos corridos. E seu treinador Cuca tem muito mérito nisso.

Já há algum tempo, todo time que Cuca dirige apresenta padrão de jogo, variações táticas e jogadas bem ensaiadas. No Atlético, não é diferente.

O primeiro trabalho relevante de Cuca como treinador foi no Goiás, em 2003. O clube havia terminado o primeiro turno do Brasileiro na última posição, mas Cuca comandou uma arrancada impressionante, que fez com que o clube terminasse a Campeonato em nono lugar, classificado à Copa Sul-Americana.

Em 2004, Cuca foi contratado pelo São Paulo, e chegou à semifinal da Copa Libertadores (foi eliminado pelo surpreendente Once Caldas, da Colômbia, que seria o campeão). Cuca acabou dispensado, mas o time que montou faria um belo Campeonato Brasileiro, e no ano seguinte conquistaria a Copa Libertadores (Cuca foi o responsável, por exemplo, pelas contratações de Danilo, Grafite, Josué e Mineiro).

Ainda em 2004, Cuca foi chamado para tentar salvar o Grêmio do rebaixamento, em situação já desesperadora, tarefa que não conseguiu realizar. Após passagens curtas por Flamengo, Coritiba e São Caetano em 2005, Cuca chegou ao Botafogo em 2006.

Em General Severiano, Cuca mostrou novamente que é um grande treinador. Com elencos apenas razoáveis, montou times muito bons. Em 2007, chegou a liderar o Brasileiro por 12 rodadas e era, sem dúvida, o time de futebol mais vistoso no país. Saiu do Botafogo em 2008, e teve curtas passagens por Santos e Fluminense.

Em 2009, no Flamengo, conquistou o Campeonato Carioca, mas acabou demitido pouco depois, não resistindo à eterna crise que define o rubro-negro (o time montado por ele acabaria campeão brasileiro). Em setembro, assumiu um despedaçado e caótico Fluminense, que despencava rumo à segunda divisão. Comandou uma reação espetacular, nunca antes vista na história do Campeonato Brasileiro. O Tricolor obteve uma sequência impressionante de vitórias e escapou do rebaixamento na última rodada, ao empatar com o Coritiba. Em paralelo, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana, perdendo a final para a altitude.

Em 2010, apesar de seus excelentes números (46 jogos, 28 vitórias, 12 empates e 6 derrotas), Cuca foi demitido pelo Fluminense, mas o time que ele montou conquistou o Campeonato Brasileiro (o próprio Muricy, treinador que o substituiu, reconhece que fez poucas mudanças). No mesmo Campeonato Brasileiro, Cuca treinou o Cruzeiro, que terminou como vice-campeão. No Campeonato Mineiro de 2011, foi campeão. Na Copa Libertadores de 2011, o Cruzeiro fez ótima campanha na primeira fase, mostrava o melhor futebol do país, mas terminou eliminado pelo Once Caldas (o mesmo time que havia eliminado o São Paulo de Cuca em 2004).

Em agosto de 2011, Cuca assumiu o Atlético Mineiro. Começou com seis derrotas seguidas, mas conseguiu ajeitar o time, que terminou em décimo-quinto lugar no Brasileirão. Em 2012, conquistou o Campeonato Mineiro de forma invicta, e agora comanda esta campanha espetacular no Campeonato Brasileiro (17 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 1 derrota).

Nos últimos anos, Cuca teve passagens muito produtivas por Goiás, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro e Atlético Mineiro. Montou diversos times que acabaram campeões, outros tantos que jogaram muito bem. Não se negou a assumir clubes em situações bastante complicadas, e muitas vezes conseguiu solucioná-las contra todas as probabilidades.

Hoje, há poucos treinadores no cenário nacional no nível de Cuca. Ele pode não ter (ainda) a quantidade de títulos de um Muricy, de um Vanderlei, de um Felipão. Mas transforma suas equipes em máquinas de jogar bola. Taticamente, poucos times são tão bem arrumados quanto os dele. Os últimos campeões do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores (Muricy e Tite) são os outros que fazem bonito nesse aspecto. Mas mesmo na comparação a esses dois ótimos treinadores, ainda sou mais Cuca.

Será que pensam assim também na CBF? Se o poder estivesse comigo, seria ele, Cuca, o treinador da Seleção nos próximos dois anos. Dos candidatos potenciais, ele é o único que já demonstrou saber administrar as situações mais adversas. Tenho certeza que, com Cuca, o escrete voltaria a brilhar.

PC

terça-feira, 7 de junho de 2011

Devo, não nego, pago quando puder...


Mais de um ano após suas demissões, o técnico Cuca e seus dois auxiliares ainda não receberam do Fluminense o que lhes é devido. Terminou a gestão Horcades, já temos um semestre da gestão Siemsen, e nada. O máximo que conseguiram foi a declaração do vice-presidente de futebol Sandro Lima, no melhor estilo "devo, não nego, pago quando puder".

Ou, traduzindo: "vá à Justiça buscar os seus direitos".

O trio, que assumiu o Fluminense em meio ao caos total, fez excelente trabalho, montou um novo time no meio do ano, e conseguiu resultados espetaculares, dadas as condições iniciais. Não é exagero dizer que Cuca montou a base do time campeão brasileiro.

Os profissionais mereciam mais respeito.

Lamentável, Fluminense. Lamentável.

Até quando?

PS: e divulgaram aos quatro ventos a informação de que o clube teve superávit no primeiro trimestre de 2011... Poderiam começar a reduzir a dívida trabalhista, hein?

(texto publicado no PAVILHÃO TRICOLOR)

sábado, 13 de novembro de 2010

Fala, Cuca!

Coletiva do técnico Cuca, ainda no Pacaembu, revoltado com os erros de arbitragem que decidiram a partida Corinthians 1 x 0 Cruzeiro:

Cuca, o título do Fluminense também será teu.

Nossa gratidão pelo ano passado é eterna, e será imortalizada com a conquista.

PC

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Fluminense na Copa do Brasil


Amigos, convido vocês a lerem meu texto "O Fluminense na Copa do Brasil", no excelente blog Gol de Letras. Basta clicar aqui.

Deixe seu comentário, aqui no Jornalheiros ou lá no Gol de Letras.

Abraços,
PC

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Obrigado, Cuca!


Cuca, a torcida tricolor agradece seu excelente trabalho nesta passagem pelo Fluminense Football Club.

Obrigado pela coragem de assumir uma equipe despedaçada. Obrigado por transformá-la no melhor time do Brasil na reta final de 2009.

Você nos conquistou com trabalho sério, e excelentes resultados.

Nossa gratidão é eterna.

Paulo Cezar Filho
(quem mais concordar, peço que assine nos comentários)

PS: estatísticas da segunda passagem de Cuca pelo Fluminense:
- 46 jogos.
- 28 vitórias.
- 12 empates.
- 6 derrotas.
- 90 gols-pró.
- 50 gols-contra.
- APROVEITAMENTO: 69,6%, superior ao do Flamengo campeão brasileiro de 2009.

Sai Cuca, entra Muricy Ramalho

E o Fluminense não aprende...

Obrigado, Cuca!!!

**********

Vejam a estatística assustadora: no pó-de-arroz, desde 1986 ocorreram impressionantes 58 trocas de técnico! CINQÜENTA E OITO!

Como há alguns treinadores com mais de uma passagem, 39 treinadores diferentes assumiram o Tricolor no período. Isso sem contar os interinos.

Durar doze meses no cargo? Façanha para poucos: Nelsinho (1985-86), Joel Santana (1995), Parreira (1999-2000), Espinosa (2000-01), Abel Braga (2005) e Renato Gaúcho (2007-08).

Algumas das bizarrices que pude verificar:
- em 1997, Hugo de León assumiu o comando no dia 2 de julho, e foi demitido no dia 9. Um recorde de uma semana no cargo.
- em 2003, Renato Gaúcho foi demitido para a contratação de Joel Santana. Ainda no mesmo campeonato, Joel Santana foi demitido para a contratação de... Renato Gaúcho.

Eis a listagem completa de técnicos do Fluminense, de 1986 até ontem:
- Nelsinho (07-07-1985 até 30-07-1986) - DUROU MAIS QUE UM ANO!!!
- Antônio Lopes (31-08-1986 até 08-04-1987)
- Everaldo Antônio (12-04-1987 até 06-05-1987)
- Carbone (10-05-1987 até 21-11-1987)
- Sebastião Araújo (29-11-1987 até 27-03-1988)
- Ismael Kurtz (02-04-1988 até 10-07-1988)
- Sérgio Cosme (30-07-1988 até 25-02-1989)
- Othon Valentin (05-03-1989 até 21-05-1989)
- Procópio (06-05-1989 até 14-10-1989)
- Telê
Santana (29-10-1989 até 09-12-1989)
- Evaristo de Macedo (28-01-1990 até 03-03-1990)
- Paulo Emílio (07-03-1990 até 07-10-1990)
- Gilson Nunes (10-10-1990 até 29-06-1991)
- Edinho (17-07-1991 até 19-12-1991)
- Artur Bernardes (27-01-1992 até 02-08-1992)
- Sérgio Cosme (22-08-1992 até 13-12-1992) - segunda passagem
- Edinho (07-02-1993 até 16-06-1993) - segunda passagem
- Nelsinho (23-06-1993 até 10-10-1993) - segunda passagem
- Edu (17-10-1993 até 14-11-1993)
- Carlos Alberto Torres (29-01-1994 até 18-02-1994)
- Delei (20-02-1994 até 02-06-1994)
- Pinheiro (15-06-1994 até 27-11-1994)
- Joel
Santana (28-01-1995 até 10-12-1995) - DUROU A TEMPORADA TODA!!!
- Jair Pereira (28-01-1996 até 04-08-1996)
- Jorge Vieira (11-08-1996 até 05-09-1996)
- Renato Gaúcho (08-09-1996 até 24-11-1996)
- Cláudio Duarte (18-09-1996 até 03-11-1996)
- Júlio César Leal (18-01-1997 até 26-03-1997)
- Valdir Espinosa (03-04-1997 até 24-05-1997)
- Hugo de León (02-07-1997 até 09-07-1997) - UMA SEMANA!!!
- Carbone (13-07-1997 até 21-09-1997) - segunda passagem
- Arturzinho (24-09-1997 até 01-12-1997)
- Edinho (20-01-1998 até 06-05-1998) - terceira passagem
- Delei (25-07-1998 até 29-08-1998) - segunda passagem
- Sérgio Cosme (06-09-1998 até 06-10-1998) - terceira passagem
- Carlos Alberto Parreira (13-01-1999 até 13-02-2000) - DUROU MAIS QUE UM ANO!!!
- Valdir Espinosa (17-02-2000 até 09-05-2001) - segunda passagem, DUROU MAIS QUE UM ANO!!!
- Oswaldo de Oliveira (14-07-2001 até 17-04-2002)
- Robertinho (28-04-2002 até 31-08-2002)
- Renato Gaúcho (04-09-2002 até 10-07-2003) - segunda passagem
- Joel
Santana (19-07-2003 até 01-10-2003) - segunda passagem
- Renato Gaúcho (04-10-2003 até 14-12-2003) - terceira passagem, no mesmo campeonato da segunda passagem!!!
- Valdir Espinosa (17-01-2004 até 29-02-2004) - terceira passagem
- Ricardo Gomes (07-03-2004 até 15-08-2004)
- Alexandre Gama (19-08-2004 até 19-12-2004)
- Abel Braga (23-01-2005 até 04-12-2005) - DUROU A TEMPORADA TODA!!!
- Ivo Wortmann (15-01-2006 até 18-02-2006)
- Paulo Campos (25-02-2006 até 12-03-2006)
- Oswaldo de Oliveira (12-04-2006 até 06-08-2006) - segunda passagem
- Antônio Lopes (26-08-2006 até 28-09-2006) - segunda passagem
- Paulo César Gusmão (04-10-2006 até 09-02-2007)
- Joel
Santana (28-02-2007 até 19-04-2007) - terceira passagem
- Renato Gaúcho (02-05-2007 até 10-08-2008) - quarta passagem, DUROU MAIS QUE UM ANO!!!
- Cuca (17-08-2008 até 01-10-2008)
- René Simões (11-10-2008 até 05-03-2009)
- Carlos Alberto Parreira (11-03-2009 até 12-07-2009) - segunda passagem
- Renato Gaúcho (20-07-2009 até 01-09-2009) - quinta passagem
- Cuca (02-09-2009 até 14-04-2010) - segunda passagem

Ainda houve os interinos:
- Lucio Novelli (01-05-1986 até 11-05-1986)
- Wanderley Luxemburgo (02-08-1986 até 28-01-1987)
- Rubens Galaxie (18-10-1989 até 22-10-1989)
- Mauro Rosa Martins (13-10-1993)
- Altair (08-08-1992 até 13-06-1998)
- Rivelino Serpa (22-10-2000 até 19-11-2000)
- Duílio (10-10-1998 até 12-05-2001)
- Waldemar Lemos (01-02-2002 até 21-03-2002)
- Gilson Gênio (13-07-2003 até hoje)
- Josué Teixeira (22-02-2006 até 23-08-2006)
- Jorginho (08-07-2006)
- Alexandre Mendes (18-06-2003 até 21-06-2008)
- Vinicius Eutrópio (14-02-2007 até 25-05-2008)


Se considerarmos apenas de 2000 até hoje, foram vinte e três trocas de técnico. VINTE E TRÊS trocas em DEZ anos.

Tem como dar certo?

PC

(dados do site Estatísticas do Fluminense)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Análise Tática do Tricolor de 2010

(postagem feita também no Pavilhão Tricolor)

Amigos, hoje analisarei como joga o Fluminense de Cuca nesse ano de 2010, detalhando o posicionamento e a movimentação de cada jogador do pó-de-arroz.

O embrião da atual equipe tricolor surgiu na reta final de 2009, quando o Fluminense conseguiu uma arrancada histórica, salvando-se de um rebaixamento praticamente inevitável, e conquistando o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. Naquela ocasião, Cuca encontrou sua equipe ideal, escalando-a no 3-5-2, com Rafael; Digão, Dalton e Gum; Mariano, Diogo, Diguinho, Conca e Dieguinho; Maicon e Fred. Por causa de um problema na inscrição, o ala-esquerdo Dieguinho era substituído por Marquinho nos jogos da Copa Sul-Americana. Posteriormente, Digão e Maicon lesionaram-se, dando lugar a Cássio e Alan.

Após conquistar um aproveitamento excepcional, beirando os 90%, o time de guerreiros foi todo mantido para a temporada de 2010. A eles somaram-se os reforços do lateral-esquerdo Júlio César, do zagueiro Leandro Euzébio, do meia Everton e do atacante André Lima. Como era de se esperar, o treinador Cuca manteve o esquema bem sucedido: o 3-5-2, que detalho nos parágrafos abaixo.

Na defesa, têm jogado o trio Gum, Cássio e Leandro Euzébio. Cabe ressaltar que Dalton e Digão têm sofrido problemas de lesões. Em 2009, o zagueiro que ficava na sobra (chamado de líbero por alguns) era Dalton. Hoje, quem tem feito o papel é Leandro Euzébio. Cássio e Gum têm tido alguma liberdade para subir ao ataque, aparecendo bem como homens-surpresa. Quando um dos zagueiros sobe, Diguinho e Everton fazem sua proteção.

Tenho visto algumas críticas ao sistema defensivo, que não considero justas. À exceção do desastroso segundo tempo contra o Flamengo (5 a 3, quatro gols sofridos após a entrada de Vinícius Pacheco), a defesa tem ido muito bem. Alguns citarão também o último jogo contra o Vasco (3 a 0), mas convenhamos que os dois últimos gols foram sofridos já no apagar das luzes, quando o Tricolor tentava empatar, e jogava com um a menos.

O meio-campo tricolor tem sido formado pelo triângulo Diguinho-Everton-Conca, com os alas Mariano pela direita e Júlio César pela esquerda. Cabe dizer: o 3-5-2 de Cuca é muito diferente do 3-5-2 usualmente adotado no Brasil, recheado de cabeças-de-área, com alas muito recuados. No Tricolor, o triângulo conta com dois volantes, mas ambos sabem sair jogando, e o fazem com frequência. Além disso, os alas atuam espetados, no ataque, na mesma linha do armador Conca.

O ala-direito Mariano anda em grande fase, buscando sempre a linha de fundo e as tabelas com Conca e com os atacantes. Já o ala-esquerdo Júlio César tem sido burocrático. Afunila todas as jogadas, ainda não pisou na linha de fundo em 2010. Júlio César é muito técnico, mas precisa aproveitar melhor seu potencial. Passes para o lado são muito pouco para um ala-esquerdo titular do Fluminense.

No ataque, a dupla Maicon-Fred era naturalmente a melhor opção. Com Fred centralizado, eventualmente recuando para o avanço dos outros homens de frente. E com Maicon voando pela ponta-direita, aproveitando sua velocidade de papa-léguas de desenho animado. A dupla se completa maravilhosamente, nasceram um para o outro. Além disso, Maicon auxiliava muito os avanços de Mariano, com tabelas venenosas pela direita. Eram essas tabelinhas as principais jogadas do Fluminense. Até que a diretoria tricolor entrou em campo, vendendo Maicon aos russos. De imprevisível, o ataque pó-de-arroz passou a ser facilmente marcado.

Alan e André Lima não são substitutos para o ponta Maicon, mas sim para o centroavante Fred. Maicon saiu e não havia um substituto para ele. Quando digo que Deus é tricolor, é por essas coisas: na hora certa, surgiu Wellington Silva, que alguns chamam de promessa, e para mim já é craque. Nos primeiros jogos com a camisa tricolor, o garoto foi o melhor em campo, mesmo com apenas 17 anos de idade. Wellington Silva faz um jogo vertical, inteligente, objetivo. Com ele em campo, a linha de frente do Fluminense volta a ser imprevisível, volta a contar com a surpresa. Cuca não demorará a enxergar isso.

Para encerrar a análise tática, pergunto: o 3-5-2 de Cuca é uma inovação? Respondo: sim, sem dúvidas. O 3-5-2 brasileiro sempre foi muito defensivo. Por exemplo, o de Felipão na Copa de 2002, que contava com apenas três homens no ataque: Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho. Ou por outra, o de Muricy no recente tricampeão brasileiro São Paulo, baseado na ligação direta dos zagueiros para os atacantes, praticamente sem meias de criação. Um 3-5-2 tão ofensivo é, com certeza, uma grande contribuição para o futebol tupiniquim.

Cabe lembrar que o 3-5-2 de Cuca não é bem uma invenção. Desmembrando o esquema em 3-2-3-2, vemos que se configura muito semelhante à formação MM do escrete húngaro, que revolucionou o futebol mundial na década de 50.

Fica a nossa torcida para que o Fluminense de Cuca também entre para a história. De preferência como campeão.

PC

domingo, 13 de dezembro de 2009

Cuca confirmado para 2010


Amigos, está confirmada a permanência de Alexi Stival, o Cuca, como treinador do Fluminense Football Club para 2010.

Na minha condição de pó-de-arroz nato, confesso e hereditário, considero que a manutenção de Cuca é um acerto da diretoria tricolor.

Até hoje, nas duas passagens pelo Fluminense, Cuca acumula 33 jogos, com 15 vitórias, 13 empates e 5 derrotas.

A primeira passagem de Cuca em Laranjeiras foi no ano de 2008, após a demissão de Renato Gaúcho. Em 9 jogos, o time não conseguiu obter um padrão tático. Após 2 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, Cuca foi substituído por René Simões, que acabou salvando o Fluminense do rebaixamento. Confira a lista de jogos da primeira passagem de Cuca pelo Fluminense:
17/08/2008 - Fluminense 1 x 0 Atlético MG - Maracanã (Rio de Janeiro)

Em 2009, o filme se repete: Renato Gaúcho demitido, Cuca de volta ao Fluminense. Dessa vez, a tarefa de livrar o Tricolor do rebaixamento parecia um milagre. E era. O melhor de tudo é que Cuca conseguiu consumá-lo. Transformou um elenco entregue em um time de guerreiros. A impressionante sequência de 24 jogos é a mais espetacular arrancada da história do Campeonato Brasileiro:

Podemos considerar a atual passagem de Cuca pelo Fluminense como irretocável. Em 24 jogos, foram apenas três derrotas, todas elas em circunstâncias dificílimas. O primeiro revés foi contra o Grêmio, no Olímpico (o Grêmio não perdeu um jogo sequer no Olímpico em 2009). O segundo revés foi no Fla-Flu, com uma arbitragem muito controversa de Marcelo de Lima Henrique (juiz com o qual o Flamengo só vence). A terceira derrota foi para a covarde altitude de Quito, principal jogador da LDU.

A Copa Sul-Americana só não foi erguida, todos sabem, por causa da covardia da altitude. Cuca já merecia um troféu nessa segunda passagem pelo Fluminense. Que em 2010 venham as merecidas taças. Boa sorte, Cuca! A torcida tricolor está contigo!

PC

domingo, 27 de setembro de 2009

O Fluminense sobrevive

Amigos, foi suado, dramático, cardíaco, desesperador. Mas o Fluminense conseguiu os preciosos três pontos.

Vinte mil tricolores ocuparam as arquibancadas e cadeiras do Estádio Mário Filho. E não era uma multidão qualquer: era uma multidão disposta a vencer ou perecer. Poderiam ter ficado em casa, se abanando com a Revista do Globo. Poderiam ter aproveitado o domingo de sol na praia. Mas havia um objetivo maior no domingo: a vitória do Fluminense contra o Avaí. Por ela, largamos tudo, e fomos subir as rampas do Maracanã.

Amigos, o que se viu no Maior do Mundo foi espantoso. Primeiro, a tempestade de bandeiras e de cânticos. As vinte mil vozes ecoavam como se fossem as 90.000 de 2008, ou as 120.000 de 1970. Vinte mil vozes que acreditavam no milagre. Antes do começo, pedimos a benção a João de Deus, nosso padroeiro. E então tímidas e doces lágrimas correram pelo rosto deste escriba chorão.

Mas em campo o Avaí começou melhor. A defesa tricolor batia cabeça, e o goleiro Rafael precisava operar milagres. Certa hora, um atacante avaiano tentou encobri-lo, e ele fez a defesa com uma segurança de Marcos Carneiro de Mendonça. Para os que não conhecem, Marcos foi o primeiro grande goleiro do Fluminense. E também foi o primeiro arqueiro da Seleção. E agarrava muito. No Fla-Flu de 1919, pegou um pênalti e, não satisfeito, defendeu os dois rebotes impossíveis. E hoje Marcos estava lá, ajudando Rafael a guardar os arcos tricolores.

Mesmo com os milagres de Rafael, o Avaí abriu o placar. Que desespero: a derrota significava o rebaixamento antecipado. Mas abençoado seja o estreante Fábio Neves, que fez grande jogada e cruzou da direita. E então Alan, o príncipe pó-de-arroz, mostrou o habitual oportunismo: era o gol de empate.

Os minutos do primeiro tempo ainda escoavam, quando a zaga tricolor novamente bateu cabeça, e o Avaí fez 2 a 1. Continuava o drama em verde, branco e grená. Porém, eis que surge outro grande nome da partida: Darío Leonardo Conca. Na raça argentina, ele luta por uma bola impossível, e a ganha. O passe para Fábio Neves é perfeito, e o gol de Fábio Neves é perfeito para as pretensões tricolores: 2 a 2, ainda na primeira etapa.

Vem então o segundo tempo, e as vinte mil vozes continuam lá, ecoando no fundo das botinadas dos nossos atletas. Cuca faz substituições ofensivas, e entre os substitutos está Adeílson. Foi ele que cruzou: Ruy subiu junto com o goleiro Eduardo Martini, e a bola sobrou para Alan. O príncipe pó-de-arroz emendou de primeira. Era o gol da virada: a doce e santa virada tricolor.

E, contrariando todos os prognósticos da imprensa calhorda, o Fluminense sobrevive. Ainda na UTI, é bem verdade. Mas sobrevive. E a certeza é que essas vinte mil vozes nunca vão te abandonar. Domingo é dia de Fla-Flu: o milagre continuará. Vencerá o Fluminense, com o verde da esperança.

PC

(a ilustração é arte do amigo Marco)

Ficha técnica: Fluminense 3 x 2 Avaí.
26ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009.
Local: Maracanã, Rio de Janeiro.
Data e hora: 27/09/2009, 16:00.
Fluminense: Rafael; Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Dieguinho); Diguinho, Urrutia, Marquinho (Adeílson) e Conca; Fábio Neves e Alan (Fabinho). Técnico: Cuca.
Avaí: Eduardo Martini; Anderson (Caio), Emerson e Augusto; Luís Ricardo (Roberto), Ferdinando, Léo Gago, Marquinhos e Eltinho; Muriqui e Willian (Leonardo). Técnico: Silas.
Árbitro: André Luiz de Freitas (GO).
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de Goiás).
Gols: Willian 9'/1T (0-1); Alan 14'/1T (1-1) e 13'/2T (3-2); Muriqui 31'/1T (1-2) e Fábio Neves 43'/1T (2-2).
Cartões amarelos: Marquinho, Diguinho, Gum e Rafael (FLU); Eltinho, Luis Ricardo, Willian (Avaí).
Expulsões: Não houve.
Público: 19.098 pagantes / 20.178 presentes.