A mais surpreendente presença na Copa do Mundo de 2026 é a seleção de Curaçao, uma pequena ilha do Caribe com uma população menor que Nova Friburgo – simplesmente o menor país a já ter disputado a maior competição de futebol do planeta. O heroico empate contra o Equador, neste sábado 20, já está destinado a ser um dos grandes momentos da história das Copas.
O futebol já é praticado naquela ilha caribenha há muito tempo. Clubes brasileiros inclusive atuaram lá ao longo da história: há registros de jogos disputados em Curaçao por Santos, Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, America, Bangu e Fluminense, pelo menos.
O jogo do Fluminense em Curaçao foi em 9 de julho de 1957, durante um giro do clube por países da América do Sul. Após atuar na Colômbia, o Tricolor chegou à ilha, para enfrentar a seleção que hoje está na Copa do Mundo.
O treinador da seleção de Curaçao era o brasileiro Pedro Celestino da Cunha, que havia sido zagueiro do Fluminense na década de 40 (teve duas atuações pelo time principal, em 1944). A equipe caribenha se preparava para um duelo decisivo contra a Costa Rica, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1958.
O Fluminense fazia uma intertemporada, após conquistar o Torneio Rio-São Paulo de maneira invicta, preparando-se para a disputa do Campeonato Carioca no segundo semestre. O goleiro titular Castilho não estava na excursão tricolor, convocado para a Seleção Brasileira que disputava a Copa Roca contra a Argentina (os primeiros jogos do menino Pelé com a camisa do escrete nacional). Porém, diversos craques tricolores estavam na equipe, incluindo os lendários Pinheiro, Telê e Waldo.
O amistoso do Fluminense com a seleção de Curaçao terminou empatado em 0 a 0 – foi um dos poucos tropeços daquela viagem do Fluminense. Os escassos relatos do jogo dão conta de que foi uma partida "renhida e muito bem disputada".
A curta descrição do amistoso no Jornal dos Sports.
Algumas semanas depois, em 4 de agosto de 1957, a seleção de Curaçao perdeu de 2 a 1 para a Costa Rica e não seguiu adiante nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1958 – que seria a primeira conquistada pela Seleção Brasileira. Somente 68 anos depois, Curaçao conseguiria enfim disputar uma Copa do Mundo.
O Fluminense fez boa campanha no Campeonato Carioca de 1957, liderando quase toda a competição, mas terminou perdendo o título para o Botafogo na última rodada.
Ficha Técnica
09/07/1957 - Fluminense 0 x 0 Seleção de Curaçao - Rif Stadion (Willemstad, Curaçao)
Motivo: Amistoso Internacional.
Árbitro: G. Rosario (Curaçao).
Público: N/D.
Renda: N/D.
Fluminense: Alberto; Cacá e Pinheiro; Ivan, Clóvis e Paulo; Telê, Alecir, Waldo, Róbson e Dejayr. Técnico: Sylvio Pirillo.
Seleção de Curaçao: Roberto Tweeboom; Pedro Matrona e Wilhelm Canword; Edmundo Theodoro Vlinder, Pedro Koolman e Ludgero Cornelio Adoptie; Federico Daal, Hubert Sambo, Hubert “Ibi” Schoop, Eustaquio Bernardina e José Maria Bibiana (Johan Alfredo Gumbs). Técnico: Pedro Celestino da Cunha.
O Fluminense derrotou o Vasco por 2 a 0, neste sábado 26, no Engenhão, com gols de Germán Cano e Nonato, e igualou sua maior sequência de vitórias em clássicos. Agora são 5 triunfos seguidos nos duelos contra os três principais rivais do Rio de Janeiro. Na sequência, o Fluminense derrotou três vezes o Flamengo, uma vez o Botafogo e uma vez o Vasco:
26/02/2022 - Fluminense 2 x 0 Vasco - Engenhão (Rio de Janeiro)
Anteriormente, o Fluminense só havia obtido 5 vitórias seguidas em clássicos uma vez, em 1957. Na sequência, Castilho, Pinheiro, Waldo, Telê, Escurinho e companhia venceram duas vezes o Flamengo, duas vezes o Vasco e uma vez o Botafogo:
A vitória sobre o Vasco neste sábado 26 foi também a 9ª consecutiva do Fluminense nesta temporada – o Tricolor não vencia tantos jogos seguidos desde 1959, quando obteve incríveis 21 triunfos consecutivos.
Nesta quinta-feira 10, no Engenhão, o Fluminense venceu o Botafogo por 2 a 1, de virada, e alcançou 4 vitórias seguidas em clássicos contra os três principais rivais do Rio de Janeiro, fato que não acontecia desde 1975.
Na sequência atual de vitórias em clássicos, o Fluminense derrotou três vezes o Flamengo e uma vez o Botafogo:
10/02/2022 - Fluminense 2 x 1 Botafogo - Engenhão (Rio de Janeiro)
Na sequência de vitórias em clássicos em 1975, a inesquecível Máquina Tricolor venceu duas vezes o Botafogo, uma vez o Vasco e uma vez o Flamengo – e sempre por dois ou mais gols de diferença:
O recorde do Fluminense nessa estatística é de 5 vitórias seguidas em clássicos, feito obtido em 1957. Na sequência, Castilho, Pinheiro, Waldo, Telê, Escurinho e companhia venceram duas vezes o Flamengo, duas vezes o Vasco e uma vez o Botafogo:
1927: o Fluminense sagrou-se campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro, disputado no Estádio de Laranjeiras: no primeiro jogo, venceu o Sport Club Brasil por 2 a 0, gols de Milton e Drolhe; na semifinal, derrotou o Botafogo por 1 a 0, gol de Alfredinho; na decisão, ganhou por 2 a 0 do São Cristóvão, com dois gols de Milton. Dias depois, numa impressionante demonstração de grandeza, o Fluminense avisaria à AMEA que descumprira o regulamento, ao incluir dois reservas na semifinal: "Exmo. Sr. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Apresso-me a fazer a V. Excia. ciente de que, por ocasião da segunda partida disputada pelo Fluminense Football Club no recente Torneio Initium, foram incluídos, por inadvertência, em nosso quadro dois substitutos, o que contraria a letra do art. 11 do regulamento especial do citado torneio. Pondo V. Excia. ao corrente dessa irregularidade, cumpre-me relevar que faço com ânimo de facilitar a fiscalização das respectivas súmulas". Em face do nobre gesto do Tricolor, a AMEA anularia o resultado da competição.
1938: em sua segunda partida no Torneio Municipal, o Fluminense conseguiu sua segunda vitória: 5 a 3 sobre o Botafogo, em São Januário. Celeste (dois), Brant e Sandro (dois) marcaram os gols tricolores no jogo. Naquela temporada, o Fluminense conquistaria tanto o Torneio Municipal quanto o tricampeonato Carioca.
1948: em sua estreia no Torneio Municipal, o Fluminense ganhou por 4 a 2 do São Cristóvão, na Gávea, graças aos gols de Pinhegas (dois), Rodrigues Tatu e Careca. Era o início da campanha que terminaria com a conquista do título, numa memorável decisão contra o Vasco (vide 30 de junho).
1949: em jogo do Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), em São Januário, a Seleção Brasileira ganhou por 7 a 1 do Peru, graças aos gols de Arce (contra), Augusto, Jair Rosa Pinto (dois), Simão, Ademir Menezes e Orlando Pingo de Ouro. Em sua segunda partida com a camisa da Seleção, o meia-atacante tricolor Orlando Pingo de Ouro marcou seu segundo gol pelo escrete.
1955: em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, o Fluminense derrotou o Corinthians por 2 a 1, diante de 31.519 presentes (24.859 pagantes) no Estádio do Maracanã. Os gols da vitória tricolor foram anotados por Didi e João Carlos.
1957: o Fluminense estreou no Torneio Rio-São Paulo com vitória: 1 a 0 sobre o America, gol do centroavante Waldo, de cabeça. A partida levou 9.549 presentes (6.989 pagantes) ao Maracanã. Era o início da campanha que culminaria na conquista do troféu pelo Fluminense, de maneira invicta (seriam 7 vitórias e 2 empates).
1962: em jogo válido pela Taça Oswaldo Cruz, no Pacaembu, em São Paulo, a Seleção Brasileira ganhou por 4 a 0 do Paraguai, gols de Pepe, Pelé (dois) e Vavá. Dois atletas do Fluminense foram titulares do escrete nacional nesta partida: o goleiro Castilho e o lateral-esquerdo Altair.
1966: em jogo amistoso, disputado no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Flamengo do Piauí, com gol do atacante Amoroso.
1976: o Fluminense aplicou a maior goleada de sua história no Estádio do Maracanã: 9 a 0 sobre o Goytacaz, gols de Totonho (contra), Doval (três), Gil (três), Dirceu e Paulo Cezar Caju. Com campanha de sete vitórias, dois empates e uma derrota, a Máquina Tricolor seguia a pleno vapor, rumo à conquista do bicampeonato Carioca.
1977: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Goytacaz, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos, com dois gols (e uma expulsão) de César Maluco (foram os únicos gols dele com a camisa tricolor).
1988: em partida válida pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Bangu, no Maracanã, gol de Jorginho, de cabeça.
1996: em jogo disputado no Estádio de Laranjeiras, válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Barreira (atual Boavista), com dois gols de Renato Gaúcho, um de pênalti e um de cabeça.
2005: em partida da primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Fluminense venceu o São Paulo por 2 a 1, com dois gols do centroavante Tuta. Com 27.217 presentes (13.719 pagantes), este foi o último jogo disputado no Maracanã com a famosa geral, seu setor mais popular, excluído da arquitetura do estádio pelas reformas subsequentes.
2011: na semifinal da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca), perante 23.915 presentes (20.466 pagantes) no Engenhão, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Flamengo, e foi eliminado na definição por pênaltis (5 a 4). Rafael Moura marcou o gol tricolor no jogo. O Fluminense terminou o Campeonato Carioca como vice-campeão.
2016: na semifinal do Campeonato Carioca, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o Fluminense perdeu por 1 a 0 para o Botafogo, terminando assim em terceiro lugar na competição.
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Aniversariantes do dia:
Aymoré Moreira (1912), goleiro que atuou somente duas vezes com a camisa do Fluminense, em dezembro de 1941, emprestado pelo Botafogo para uma viagem a São Paulo. Aymoré foi o treinador da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1962, e era irmão mais novo de Zezé Moreira, o homem que mais vezes comandou o time principal do Fluminense na história.
Aymoré Moreira.
Alexandre Magno Barreto Berwanger (1963), torcedor apaixonado do Fluminense, respeitado pesquisador da história do Fluminense e do futebol carioca, e importante colaborador deste blog (em especial desta seção das efemérides).
Alexandre Magno, o goleiro Adalberto e eu, em Laranjeiras
(foto de julho de 2017).
Neuri Carlos Testa, o Chiquinho (1966), volante e lateral-direito gaúcho, natural de Aratiba, com 3 gols em 47 jogos pelo Fluminense, na temporada de 1993.
Ian Carlos Gonçalves de Matos (1989), atleta de saltos ornamentais paraense, natural de Muaná, um dos representantes do Fluminense nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Ian Matos, atleta de saltos ornamentais.
Peterson Silvino da Cruz, o Peu (1993), atacante catarinense, natural de Itajaí, que atuou no Fluminense na temporada de 2017, tendo participado de 12 partidas com a camisa tricolor.
Peu, no Maracanã.
Lucas Fernandes (1994), meia-atacante alagoano, natural de União dos Palmares, que disputou 16 jogos pelo Fluminense, entre os anos de 2017 e 2018.
1919: o Fluminense foi o vice-campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro, disputado no campo do Flamengo, na rua Paysandu. Na primeira rodada, o Tricolor venceu o Bangu por 1 a 0, gol de Welfare; na semifinal, empatou em 0 a 0 com o São Cristóvão, ganhando nos escanteios por 3 a 1; na decisão, perdeu por 3 a 2 para o Carioca (os dois gols tricolores foram de Zezé). O treinador do Fluminense neste Torneio Início foi Mário Aleixo (estes foram os únicos jogos dele no comando técnico tricolor).
1941: em amistoso disputado na cidade de Lorena, em São Paulo, o Fluminense ganhou por 5 a 0 do Esporte Clube Hepacaré, gols de Luis María Rongo, Juan Carlos, Adílson, Tim e Vicente Cussati.
1957: em partida amistosa, na rua Javari, em São Paulo, o Fluminense venceu o Juventus da Mooca por 4 a 0, gols de Waldo (dois), Pinheiro (de falta) e Léo Briglia.
1963: o Fluminense encerrou sua participação no Torneio Rio-São Paulo ganhando por 2 a 1 do São Paulo, de virada, no Maracanã. Os gols da vitória tricolor foram de Manoel e Ubiraci. A campanha do Fluminense na competição teve 4 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, 13 gols-pró e 12 gols-contra. O Tricolor terminou na terceira posição, atrás do campeão Santos (o timaço de Pelé, derrotado pelo Flu em 23 de março) e do vice Corinthians.
1975: em sua sétima partida no Campeonato Carioca, o Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Vasco, diante de 56.749 pagantes no Maracanã. Roberto Dinamite e Renê marcaram para os vascaínos, e Kléber descontou para o Fluminense. Foi o primeiro revés da Máquina Tricolor, que agora tinha cinco vitórias, um empate e uma derrota, e seguia na liderança da competição - o Fluminense terminaria campeão, num triangular contra o próprio Vasco e o Botafogo (vide 10 e 17 de agosto).
1983: em jogo disputado em São Januário, válido pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Rio Negro, do Amazonas. Os gols da vitória tricolor foram anotados por Jason (dois) e Duílio.
1986: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no Estádio do Maracanã, o Fluminense venceu o Bangu por 1 a 0, gol do centroavante Washington, aos 23 minutos do primeiro tempo.
2000: em jogo disputado no Maracanã, válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Madureira. Os gols do triunfo tricolor foram de Agnaldo (dois) e Donizete Amorim.
2002: em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, o Fluminense venceu o Americano de Campos por 2 a 0, gols de Régis e Magno Alves.
2013: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Boavista, em Moça Bonita, graças aos gols de Jean (de falta) e Rafael Sobis.
2014: como acontece em praticamente todos os anos desde 1986, o Fluminense foi garfado pela arbitragem, e acabou eliminado do Campeonato Carioca. O Vasco venceu o segundo jogo da semifinal por 1 a 0, em partida na qual o árbitro Marcelo de Lima Henrique anulou gol legal do centroavante tricolor Fred, alegando impedimento inexistente. Curiosamente, o Fluminense, que era disparado o maior campeão do Rio de Janeiro até 1985, passou a ganhar pouquíssimos Campeonatos Cariocas, justamente a partir da ascensão ao poder de um notório desafeto seu na Federação.
2016: em jogo disputado no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Bangu, gol do meia Gustavo Scarpa, aos 13 minutos do segundo tempo.
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Aniversariante do dia:
Eduardo Alexandre Baptista, o Eduardo Baptista (1972), treinador paulista, natural de Campinas, que esteve no comando técnico do time profissional do Fluminense entre 2015 e 2016. Dirigiu o time em 26 partidas, e foi um dos treinadores na campanha do título da Copa da Primeira Liga, em 2016.
Eduardo Baptista.
Elinton Sanchotene Andrade (1979), goleiro gaúcho, natural de Santa Maria, com curta passagem pelo elenco profissional do Fluminense, em 2004 (não chegou a entrar em campo numa partida oficial pelo Tricolor).
1918: já matematicamente campeão, o Fluminense não compareceu à rua Paysandu para enfrentar o Carioca, pela última rodada do Campeonato Carioca. O Tricolor comunicou à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres a entrega dos pontos, decisão tomada para não agravar a epidemia de gripe espanhola, que ainda assolava o Rio de Janeiro. Nas 17 partidas disputadas na competição, o Fluminense garantiu o bicampeonato com 13 vitórias, 3 empates e 1 derrota, 52 gols-pró e 17 gols-contra. Este foi o primeiro dos três W.O.'s da história tricolor.
1929: no segundo jogo da decisão do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Parque Antártica, em São Paulo, a Seleção Carioca empatou em 3 a 3 com a Seleção Paulista. Os três gols do escrete do Distrito Federal foram marcados por Russinho (dois, um de pênalti) e Theóphilo. A escalação dos cariocas foi a seguinte: Amado [Flamengo]; Sylvio [São Cristóvão] e Itália [Vasco]; Tinoco [Vasco], Fausto [Vasco] e Fortes [Fluminense]; Paschoal [Vasco], Doca [São Cristóvão], Russinho [Vasco], Nilo [Botafogo] e Theóphilo [São Cristóvão]. A prorrogação chegou a ser iniciada, mas não prosseguiu, devido à falta de iluminação. O terceiro jogo da final aconteceria uma semana depois, em São Januário (vide 29 de dezembro).
1935: na segunda partida da decisão do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Estádio da Ponte Grande, em São Paulo, a Seleção Carioca conquistou o título, ao ganhar por 3 a 2 da Seleção Paulista. A escalação do escrete campeão brasileiro era baseada no Fluminense, contando com sete atletas tricolores: Batatais [Fluminense]; Marin [Flamengo] e Machado [Fluminense]; Marcial [Fluminense], Brant [Fluminense] (Otto [Flamengo]) e Orozimbo [Fluminense]; Sá [Flamengo], Russo [Fluminense], Plácido [America], Mamede [America] e Hércules [Fluminense]. Os gols da vitória carioca foram anotados por Russo, Plácido e Hércules. O triunfo desta "Sele-Flu" no Campeonato Brasileiro era um prenúncio dos anos gloriosos que estavam por vir: o Fluminense conquistaria cinco dos seis Campeonatos Cariocas seguintes, estabelecendo a maior hegemonia da história do futebol do Rio de Janeiro.
Foto: a "Sele-Flu", campeã brasileira de 1935 (foto do jornal "O Imparcial").
1937: em partida válida pela quarta rodada do returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 4 a 0 do Andarahy, gols de Romeu Pellicciari (de cabeça), Alfredinho (dois) e Machado (de pênalti). O goleiro tricolor Batatais defendeu um pênalti cobrado pelo meia-atacante alviverde Astor. Acumulando uma campanha de treze vitórias, um empate e uma derrota, o time do Fluminense seguia firme na liderança, rumo à conquista do bicampeonato do Rio de Janeiro.
1940: o Fluminense conquistou o Campeonato Carioca, ao derrotar o São Cristóvão por 5 a 3, na rodada final da competição. Os gols do triunfo tricolor foram anotados por Luis María Rongo (três, dos quais um de falta e um de pênalti), Carreiro e Adílson. Em 24 jogos na competição, o Fluminense somou 17 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, 62 gols-pró e 31 gols-contra, e assim retomou a coroa de campeão do Rio de Janeiro, após o título do Flamengo no ano anterior.
Foto: o elenco campeão carioca de 1940.
1946: em partida válida pela sexta e última rodada do Supercampeonato Carioca, diante de 27.094 pagantes em São Januário, o Fluminense derrotou o Botafogo por 1 a 0, e conquistou o título máximo da cidade! O gol do triunfo tricolor foi marcado por Ademir Menezes, aos 36 minutos do primeiro tempo, após assistência de Pedro Amorim. No início da temporada, ao pedir a contratação de Ademir Menezes, o treinador Gentil Cardoso prometera: "deem-me Ademir, e eu lhes darei o Campeonato". A profecia de Gentil estava cumprida: Fluminense, supercampeão Carioca de 1946!
Ademir e Gentil: supercampeões cariocas em 1946!
1957: na última rodada do Campeonato Carioca, diante de 99.465 presentes (89.100 pagantes) no Maracanã, o Fluminense perdeu por 6 a 2 para o Botafogo, terminando como vice-campeão. Os gols foram de Paulinho Valentim (cinco) e Garrincha para os alvinegros, e de Escurinho e Waldo para os tricolores. O Fluminense liderava e tinha a vantagem do empate, mas não resistiu a uma atuação espetacular do ataque alvinegro. Em 1963, João Saldanha, treinador do Botafogo na partida, admitiria que, à exceção de Nilton Santos, Garrincha e Servílio, todos os jogadores alvinegros atuaram dopados, sobretudo Paulinho Valentim. O Fluminense não perdia para o Botafogo havia mais de 3 anos, em um tabu que já durava 11 partidas. A derrota dolorosa adiou o sonho tricolor de voltar a levantar o Campeonato Carioca, feito que só seria alcançado dois anos depois (vide 12 de dezembro).
Trecho do jornal "Última Hora", de 04/10/1963: João Saldanha admitindo o doping.
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Aniversariantes do dia:
Darcy Rodrigues Silva (1921), goleiro gaúcho, que integrou o elenco do Fluminense na temporada de 1947.
Charles Natali de Mendonça Ayres, o Charles Guerreiro (1963), meio-campista paraense, que atuou no Fluminense em 39 partidas, no ano de 1996.
Charles Guerreiro com a camisa tricolor.
Juliana Veloso (1980), atleta dos Saltos Ornamentais, que representou o Fluminense em diversas competições. Ganhou três medalhas em Jogos Pan-Americanos: prata na plataforma de 10 metros em Santo Domingo (2003), bronze no trampolim de 3 metros em Santo Domingo (2003) e bronze na plataforma de 10 metros no Rio de Janeiro (2007). Participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos (Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio de Janeiro-2016).
1927: o Fluminense venceu o Sport Club Brasil por 6 a 2, em Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram marcados por Preguinho (2), Loló (2) e Floriano (2).
1948: em General Severiano, o Fluminense venceu o Madureira por 4 a 0, gols de Orlando Pingo de Ouro (3) e Cento e Nove. O jogo foi válido pelo Torneio Municipal, competição que o Tricolor terminaria conquistando nas semanas seguintes.
1954: em jogo do Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, o Fluminense derrotou a Portuguesa paulista por 4 a 1. Os gols da vitória tricolor foram de Quincas (3) e Waldo.
1955: no Estádio Olímpico de Istambul, o Fluminense venceu a Seleção da Turquia por 4 a 1. Os gols tricolores foram de Waldo, Quincas, Didi e Escurinho. O saldo final da excursão tricolor à Turquia foi de quatro vitórias (sobre Adalet, Fenerbahçe, Galatasaray e Seleção Nacional) e uma derrota (para o Beşiktaş). O Tricolor partiu para a Itália, onde enfrentaria a Fiorentina no dia 2 de junho (confiram o resultado aqui no blog, daqui a quatro dias, nas efemérides!).
1957: no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Fluminense venceu a Portuguesa por 3 a 1, e sagrou-se campeão invicto do Torneio Rio-São Paulo, com 6 vitórias e 2 empates em 8 jogos! Os gols da vitória tricolor foram de Waldo (2) e Léo Briglia. A brilhante campanha tricolor ainda seria coroada com mais uma vitória na rodada final, contra o São Paulo. Waldo terminaria artilheiro da competição, com incríveis 13 gols marcados em 9 jogos disputados.
Rio-São Paulo de 1957: Fluminense campeão e Waldo artilheiro! Foto: Arquivo / Agência O Globo.
1986: em partida válida pelo Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o America por 3 a 0, no Maracanã, gols de Marcão, Washington e Tato.
1987: em jogo válido pela Copa Kirin, em Shizuoka, no Japão, o Fluminense goleou a Seleção do Senegal por 7 a 0, gols de Assis, Tato, Eduardo Souza (2), Washington (2) e Romerito.
1996: em Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Americano por 5 a 0, gols de Valdeir (2), Renato Gaúcho, Vampeta e Esquerdinha.
2002: em Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Friburguense. O gol tricolor foi de Magno Alves. Nas semanas seguintes, o Tricolor conquistaria o título da competição.
2011: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Serra Dourada, o Fluminense derrotou o Atlético Goianiense por 1 a 0, gol do zagueiro Leandro Euzébio, aos 12 do 1º tempo.
2013: o Fluminense foi eliminado da Copa Libertadores pelo Olimpia, do Paraguai, ao perder a partida de volta das quartas-de-final por 2 a 1, no Defensores del Chaco, em Asunción. O gol tricolor foi marcado por Rhayner.
2016: no Raulino de Oliveira, o Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O gol da vitória tricolor foi assinalado pelo centroavante Fred, aos 5 minutos do 2º tempo.
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Aniversariantes do dia:
Juan Carlos Verdeal (1918), meia-esquerda argentino com 8 gols marcados em 27 partidas pelo Fluminense, entre 1941 e 1942. Fez parte do elenco Campeão Carioca de 1941.
Jair Pereira da Silva (1946), treinador do time profissional do Fluminense no primeiro semestre da temporada de 1996.
Gilmar Parmanhan, o Careca (1961), centroavante com breve passagem pelo Fluminense, na temporada de 1989.
Antonio Teodoro dos Santos Filho, o Toninho "El Bíblico" (1965), atacante com passagem discreta pelo Fluminense na temporada de 1997.
David França Oliveira e Silva (1982), meia que fez parte do elenco do Fluminense nas temporadas de 2007 e 2008, tendo conquistado a Copa do Brasil de 2007.
Mário Sergio Santos Costa, o Marinho (1990), meia-atacante formado pelo Fluminense, com 8 atuações pelo time profissional na temporada de 2008.
Lucas Gomes da Silva (1990), atacante com 30 atuações e 2 gols marcados pelo Fluminense no ano de 2015. Infelizmente, Lucas Gomes foi uma das vítimas fatais do acidente do avião da Chapecoense, em novembro de 2016.
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HOMENAGEM ESPECIAL
Gilson Wilson Francisco, o Gilson Gênio (20/06/1957 - 28/05/2017). Descanse em paz, craque tricolor!
Faleceu nesta quinta-feira 25, em sua cidade-natal Itabuna, na Bahia, o futebolista Léo Briglia, campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1957 pelo Fluminense e da Taça Brasil de 1959 pelo Bahia.
Nascido no dia 29/08/1928, Emmanuel Briglia de Magalhães foi um atacante com muito faro de gol. Em três temporadas no Fluminense, entre 1956 e 1959, ele jogou mais de 100 partidas com a camisa tricolor, tendo marcado 59 gols.
No ano de 1957, Léo Briglia teve sua melhor temporada como profissional. No primeiro torneio disputado, o Rio-São Paulo, ajudou o Fluminense a se sagrar campeão invicto. No dia 26 de maio de 1957, no Pacaembu, marcou um gol de cabeça aos 41 minutos do segundo tempo, garantindo o empate em 2 a 2 contra o Santos do jovem Pelé. Três dias depois, marcou mais um gol no Pacaembu, na vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, jogo que garantiu a taça para o Fluminense.
No dia 21 de julho de 1957, 55º aniversário do Fluminense, Léo teve uma atuação memorável, marcando dois gols na goleada de 5 a 2 sobre o Vasco, no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Nesta competição, ele marcou 19 gols em 19 partidas disputadas, uma média impressionante de um gol por jogo, numa época em que o Campeonato Carioca era o mais importante do país, com nível técnico elevadíssimo. Infelizmente, devido a uma contusão severa no joelho, ele ficou de fora da partida final, contra o Botafogo. E sua ausência foi sentida, porque o Fluminense perdeu por 6 a 2 e acabou vice-campeão (como observação, vale sempre lembrar as suspeitas de doping coletivo do time do Botafogo neste jogo).
Com seu excelente desempenho no Fluminense, Léo Briglia foi pré-convocado por Vicente Feola para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1958, tendo sido cortado às vésperas da viagem, novamente devido aos problemas no joelho. Ele foi substituído por Dida, do Flamengo, que começaria o Mundial como titular, até também se lesionar. Curiosamente, as lesões de Léo e Dida acabaram abrindo espaço para o jovem Pelé, que assumiria a titularidade no jogo contra a União Soviética - para nunca mais sair, evidentemente.
Em 1959, Léo Briglia transferiu-se para o Bahia, e foi peça fundamental na conquista da primeira Taça Brasil, competição predecessora da Copa do Brasil. Ele foi o artilheiro daquele torneio, com 8 gols marcados (os mais importantes, um decidindo a semifinal contra o Vasco, e um na virada sobre o Santos de Pelé na finalíssima).
Na última rodada do returno do Campeonato Carioca de 1957, Fluminense e Botafogo decidiram o título no Maracanã, diante de 100 mil pessoas. O Tricolor possuía a vantagem do empate, mas o Botafogo tinha Garrincha em grande tarde. Com um gol do Mané e cinco de Paulinho Valentim, o Botafogo conseguiu o título com uma goleada por 6 a 2. O vídeo acima é do Canal 100.
Até hoje, esta foi a única vitória do Botafogo contra o Fluminense em uma final de Campeonato Carioca. Nos outros encontros, o Fluminense acabou sempre campeão: 1946, 1971, 1975 e 2012.
Ficha Técnica
22/12/1957 - Botafogo 6 x 2 Fluminense
Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro).
Motivo: Campeonato Carioca de 1957 - Decisão.
Público: 99.465 presentes (89.100 pagantes).
Renda: Cr$ 3.267.639,00.
Árbitro: Alberto da Gama Malcher (RJ).
Botafogo: Adalberto; Beto e Thomé; Servílio, Pampolini e Nílton Santos; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édson e Quarentinha. Técnico: João Saldanha.
Fluminense: Castilho; Cacá e Pinheiro; Clóvis, Jair Santana e Altair; Telê, Jair Francisco, Waldo, Róbson e Escurinho. Técnico: Sylvio Pirillo.
Gols: Paulinho Valentim (5) e Garrincha (Botafogo); Escurinho e Waldo (Fluminense).
Disputa acirrada pela bola no Clássico Vovô decisivo.
Castilho defende a bola, observado por Paulinho Valentim.
Paulinho Valentim comemora um de seus cinco gols no jogo.